Queridas e queridos amigos leitores. Deixo-vos a nova morada dos meus devaneios, para quem tiver a amabilidade de me querer continuar a ler: Vinil e Purpurina | Carla | Substack Um beijinho
Confesso que, quando começámos a ouvir falar de Inteligência Artificial e a perceber a velocidade a que ela crescia — e como as suas potencialidades se tornavam cada vez maiores — senti, acima de tudo, curiosidade. Sempre gostei muito de novas tecnologias. Assim que surgem e sempre que me é possível, começo a utilizá-las, a explorá-las, a tentar perceber o que é que podem fazer por mim. Tal como aconteceu com o aparecimento da internet, das redes sociais e de tantas outras (...)
Desde que me lembro de aprender a escrever, que utilizo a escrita como uma ferramenta para tudo na vida. Com cerca de nove anos já escrevia um diário, onde colocava os meus pensamentos e, sobretudo, as coisas que me aborreciam. Era uma espécie de terapia. Mais tarde, quando surgiram os blogs, comecei logo a escrever num. Já tive vários, todos muito diferentes. Os primeiros eram muito existencialistas, melancólicos e filosóficos, a ponto de alguns amigos e familiares ficarem (...)
Quando o Eduardo ainda era um bebé de colo, talvez com um ano e meio, nós estávamos a passear no parque urbano, com ele no carrinho. Ele tinha uma bolacha na mão e encontrámos um amigo nosso, com um labrador jovem. O labrador, cheio de energia, roubou a bolacha da mão do Eduardo. E ele, que gosta muito de comer, ficou muito ofendido com a situação. Desde então, não gosta de cães e tem mesmo muito medo deles. No outro dia, fomos dar um passeio de bicicleta com um vizinho nosso, (...)
Na vila onde cresci, em Alpiarça, era comum começar a preparar o enxoval de meninas e meninos ainda em criança. Era quase uma coleção que se ia construindo ao longo dos anos, para que, quando chegasse o momento de casar, houvesse já o essencial para compor uma casa. No enxoval entravam panos de tecido, toalhas de mesa, lençóis, toalhas de banho e de WC, sacos de pão, muitos, mesmo muitos, panos de cozinha, colchas, louça, talheres, copos, terrinas para a sopa, talvez panelas, e (...)
No feriado, resolvi brincar à mãe de família típica de um bairro alegre e fui andar de bicicleta com os meus filhos e um vizinho pequeno, muito amigo dos miúdos. Eles foram de bicicleta; eu optei por caminhar. O bairro é muito sossegado e tem bastante espaço, sendo comum ver famílias a passear, pessoas a correr e muitas pessoas a passear os cães. A determinada altura, parámos perto do parque infantil, onde estavam várias crianças, dois homens a conversar e um cão grande, que (...)
Aborrecia-me ver os meus filhos a brigar. A baterem uns nos outros. A darem pontapés debaixo da mesa. A mandarem ao chão os brinquedos alheios só para chatear. A chamarem nomes ao outro logo pela manhã, como quem vai ganhando ritmo para um dia longo. Com a mesma facilidade, encontro-os abraçados no sofá. Quando vêm de uma festa, trazem doces para dividir com os irmãos. Se um está sozinho, arrasta-se pela casa a perguntar, de três em três minutos, quando é que os irmãos chegam. S (...)
Existem duas atividades que me ajudam bastante a descontrair e a afastar-me do stress e do ritmo acelerado do dia a dia. São formas simples de relaxar sem recorrer ao telemóvel ou a conteúdos que, sinceramente, pouco acrescentam. 1. Ouvir vozes calmas, o meu ASMRUma das coisas que mais me relaxa é ouvir pessoas a falar calmamente. Descobri que sou muito sensível a ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response) e que certos sons ou situações me causam aquela sensação agradável de (...)
Não sei se isto é um defeito, um tique ou algo que fui aprendendo com o tempo. Quando me dizem: “Vai por ali”, eu quase sempre pergunto: “Porquê?”. E mesmo que todos à minha volta sigam por ali, eu ainda vou perguntar “porquê” e “para quê”. Ao longo da minha vida, fiz muitas coisas de forma diferente da maioria. Outras, fiz exatamente como os outros. Mas fui eu que escolhi, sempre, o caminho. Sabia também que tinha de ir com os meus próprios pés e com os meus (...)
Há muitos anos li Frankenstein, de Mary Shelley, e guardo até hoje a memória de um livro simples, pouco pretensioso, mas profundamente humano. Apesar do seu imaginário gótico, nunca o considerei propriamente um romance de terror. É uma obra sensível, cheia de perguntas sobre o que significa existir, pertencer e ser visto. Por isso, quando soube que Guillermo del Toro, um realizador que admiro, especialmente pelo Labirinto de Fauno, estaria por detrás de uma nova adaptação, (...)