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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 04.12.25

Os irmãos brigam como quem se abraça?

Purpurina
Aborrecia-me ver os meus filhos a brigar. A baterem uns nos outros. A darem pontapés debaixo da mesa. A mandarem ao chão os brinquedos alheios só para chatear. A chamarem nomes ao outro logo pela manhã, como quem vai ganhando ritmo para um dia longo. Com a mesma facilidade, encontro-os abraçados no sofá. Quando vêm de uma festa, trazem doces para dividir com os irmãos. Se um está sozinho, arrasta-se pela casa a perguntar, de três em três minutos, quando é que os irmãos chegam. S (...)
Ter | 02.12.25

Duas das minhas atividades preferidas para descansar a mente

Purpurina
Existem duas atividades que me ajudam bastante a descontrair e a afastar-me do stress e do ritmo acelerado do dia a dia. São formas simples de relaxar sem recorrer ao telemóvel ou a conteúdos que, sinceramente, pouco acrescentam. 1. Ouvir vozes calmas, o meu ASMRUma das coisas que mais me relaxa é ouvir pessoas a falar calmamente. Descobri que sou muito sensível a ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response) e que certos sons ou situações me causam aquela sensação agradável de (...)
Qui | 27.11.25

"Tu não és os outros"

Purpurina
Não sei se isto é um defeito, um tique ou algo que fui aprendendo com o tempo. Quando me dizem: “Vai por ali”, eu quase sempre pergunto: “Porquê?”. E mesmo que todos à minha volta sigam por ali, eu ainda vou perguntar “porquê” e “para quê”. Ao longo da minha vida, fiz muitas coisas de forma diferente da maioria. Outras, fiz exatamente como os outros. Mas fui eu que escolhi, sempre, o caminho. Sabia também que tinha de ir com os meus próprios pés e com os meus (...)
Seg | 24.11.25

Frankenstein

Purpurina
Há muitos anos li Frankenstein, de Mary Shelley, e guardo até hoje a memória de um livro simples, pouco pretensioso, mas profundamente humano. Apesar do seu imaginário gótico, nunca o considerei propriamente um romance de terror. É uma obra sensível, cheia de perguntas sobre o que significa existir, pertencer e ser visto. Por isso, quando soube que Guillermo del Toro, um realizador que admiro, especialmente pelo  Labirinto de Fauno, estaria por detrás de uma nova adaptação, (...)
Qui | 20.11.25

A moda e eu

Purpurina
Com 13 anos comprei uma camisola de gola alta preta. E, pela primeira vez, comecei a sentir algum conforto na minha pele. Não por a camisola ser especialmente confortável ou por as roupas anteriores não serem macias, mas por ter encontrado uma peça de roupa com a qual me sentia realmente bem. Antes disso, lembro-me de, sem saber ao certo o que estava a fazer, tentar seguir algumas modas. Lembro-me da minha mãe, com uma paciência que só o amor maternal explica, a pintar vários (...)
Ter | 18.11.25

Três formas de poupar dinheiro que usamos cá em casa

Purpurina
Guardar dinheiro é uma prioridade aqui em casa por três razões essenciais: 1. Porque queremos que sobre ao final do mêsSomos uma família de cinco (dois adultos e três crianças), e gerir o orçamento familiar com equilíbrio pode fazer a diferença entre viver com stress ou com tranquilidade. Queremos investir naquilo que valorizamos: férias em família e atividades extracurriculares para os nossos filhos, especialmente nas áreas do desporto e das artes. 💡 Dica:Existem (...)
Sex | 14.11.25

Um visitante inesperado que quase se transformou num almoço tailandês

Purpurina
Vocês conhecem aquela sensação de que há algum movimento estranho ao vosso lado, mesmo quando estão muito concentrados a olhar para o ecrã? Aconteceu-me hoje. Eu estava a trabalhar, completamente focada, quando comecei a sentir um incómodo à minha direita. Olhei, e lá estava ela: uma aranha com uns seis ou sete centímetros. Como o Halloween tinha sido há pouco tempo, ainda pensei que fosse uma daquelas aranhas falsas de plástico usadas para decorar a casa. Mas logo percebi que (...)
Qua | 12.11.25

Madalena

Purpurina
A minha primeira experiência de amizade espontânea, aquelas que não são facilitadas pela amizade dos pais ou por laços de sangue, foi aos cinco anos, quando entrei para a escola primária. Não me lembro bem de como começou, mas lembro-me da sensação aconchegante que a presença da Madalena provocava. A Madalena era um colo de mãe em forma de menina de seis anos. Generosa, sorridente, tranquilizadora, aquela menina representou os únicos momentos de conforto e alegria que (...)
Qua | 22.10.25

Seres vivos fantásticos que encontramos no nosso quintal

Purpurina
  Quando fui apanhar um pouco de alecrim para aromatizar o jantar, quase bati com o nariz na Dona Aranha. Com 5 cm ou 6 cm, impõe um certo respeito, pelo que não nego que dei um salto para trás de susto. Depois, fui observá-la melhor e deixem-me dizer-vos que é mesmo bonita. A foto mostra-a de barriga, mas tem as costas com riscas amarelas e pretas como um tigre. É conhecida, precisa e justamente, por aranha-tigre ou aranha-vespa e é muito amiga das nossas hortas, porque (...)
Qui | 09.10.25

Os pensamentos da Lara, tecnologia e uma professora excelente

Purpurina
Um destes dias estava eu a caminhar com a Lara pela cidade. Foi uma caminhada longa, cerca de 25 minutos, desde a escola até casa. Durante o caminho, ela contou-me um episódio que achei muito interessante. Uma aula não planeada, mas muito importanteNesse dia houve um furo na escola: uma professora faltou e foi substituída pela professora de robótica. Aproveitando a hora, a professora decidiu falar com os miúdos sobre o tempo passado em frente a ecrãs — telemóvel, tablet, (...)