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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 16.12.25

Eduardo, o corajoso

Purpurina
Quando o Eduardo ainda era um bebé de colo, talvez com um ano e meio, nós estávamos a passear no parque urbano, com ele no carrinho. Ele tinha uma bolacha na mão e encontrámos um amigo nosso, com um labrador jovem. O labrador, cheio de energia, roubou a bolacha da mão do Eduardo. E ele, que gosta muito de comer, ficou muito ofendido com a situação. Desde então, não gosta de cães e tem mesmo muito medo deles. No outro dia, fomos dar um passeio de bicicleta com um vizinho nosso, (...)
Qui | 04.12.25

Os irmãos brigam como quem se abraça?

Purpurina
Aborrecia-me ver os meus filhos a brigar. A baterem uns nos outros. A darem pontapés debaixo da mesa. A mandarem ao chão os brinquedos alheios só para chatear. A chamarem nomes ao outro logo pela manhã, como quem vai ganhando ritmo para um dia longo. Com a mesma facilidade, encontro-os abraçados no sofá. Quando vêm de uma festa, trazem doces para dividir com os irmãos. Se um está sozinho, arrasta-se pela casa a perguntar, de três em três minutos, quando é que os irmãos chegam. S (...)
Qui | 09.10.25

Os pensamentos da Lara, tecnologia e uma professora excelente

Purpurina
Um destes dias estava eu a caminhar com a Lara pela cidade. Foi uma caminhada longa, cerca de 25 minutos, desde a escola até casa. Durante o caminho, ela contou-me um episódio que achei muito interessante. Uma aula não planeada, mas muito importanteNesse dia houve um furo na escola: uma professora faltou e foi substituída pela professora de robótica. Aproveitando a hora, a professora decidiu falar com os miúdos sobre o tempo passado em frente a ecrãs — telemóvel, tablet, (...)
Seg | 07.07.25

Os primeiros desafios da pré-adolescência

Purpurina
A minha filha mais velha, a Lara, tem agora 11 anos. Boa parte dos seus amigos e colegas da escola já estão, provavelmente, a entrar na adolescência. Começam a ter comportamentos diferentes, a ficar menos crianças, e passam a interessar-se por coisas mais próprias dessa nova fase. Curiosamente, lembro-me bem de passar por esse momento, embora de forma um pouco diferente. Entrei na escola muito cedo, com 5 anos, mas tive um desenvolvimento perfeitamente normal — apenas um pouco (...)
Qui | 17.04.25

Sou mãe de uma pré-adolescente

Purpurina
A Lara tem 11 anos. Em teoria, acho que sou mãe de uma pré-adolescente há dois anos, mas nunca o notei. A Lara, para mim, é ainda uma criança. É assim que a vejo e é assim que ela se vê. Parece-me pouco interessada na adolescência e em crescer, assumindo as mudanças que se avizinham com uma resignação despreocupada — típica da sua personalidade. Continua a dar-se muito bem com meninos mais novos do que ela e a gostar, acima de tudo, de brincar, criar coisas e divertir-se. Se (...)
Seg | 14.04.25

Sobre estes dias que voam...

Purpurina
Lembro-me bem de ter 5 anos. Lembro-me de ter a cabeça cheia de dúvidas existenciais, questões filosóficas tão grandes e abrangentes que ainda hoje vivem na minha mente. Curiosamente, o Eduardo, agora com 6 anos, parece ser o meu filho que herdou essa veia filosófica da mãe. Entre as suas muitas perguntas de caráter mais prático, como: “Como é que os peixes respiram?” ou “Como é que vou ganhar dinheiro quando for crescido?”, surgem outras como: “Existe um espírito no (...)
Qua | 09.04.25

Crescer sem Internet: uma infância rica em tédio e imaginação

Purpurina
Quando eu tinha 13 ou 14 anos, ainda não era verdadeiramente uma adolescente. Cresci mais tarde — talvez só a partir dos 15. Durante toda a minha infância, até essa idade, tive poucos estímulos exteriores. Tínhamos apenas dois canais de televisão, com uma programação limitada e pouco variada. Não havia internet, nem redes sociais, nem dispositivos móveis. Não frequentava qualquer atividade extracurricular — tirando uma breve passagem pelas danças de salão, aos 13 — e (...)
Qua | 26.03.25

Série “Adolescência”: Onde é que os pais e a sociedade estão a errar?

Purpurina
Esta é a pergunta que parece importar no fim. Provavelmente, já todos ouviram falar da série “do momento”: Adolescência. Muito resumidamente, trata-se de uma série de quatro episódios sobre os motivos que levaram um adolescente de 13 anos a matar uma colega da escola. É um drama que se centra no impacto psicológico desta tragédia sobre a família e, principalmente, sobre o pai do rapaz que comete o crime. “Onde é que errei como pai?” é a pergunta duríssima que fica no ar. (...)
Seg | 24.03.25

Preparar a estrada para os filhos ou preparar os filhos para a estrada?

Purpurina
Não sei de quem é esta expressão. Não é minha, mas concordo inteiramente com ela. Na prática, no entanto, é difícil aplicá-la. Sinto que, com a minha filha mais velha, a Lara, muitas vezes caio na tentação de lhe preparar a estrada. Com os outros filhos também, mas acredito que, com a experiência, vou conseguindo evitar fazê-lo. O que tento, à medida que os meus filhos crescem, é preparar cada vez menos a estrada para eles e ajudá-los a ganhar as ferramentas de que (...)
Ter | 25.02.25

O sentido de Humor de um menino de 6 anos

Purpurina
De manhã, como de costume, ficamos sempre à espera de alguém. Nesse dia, estavam todos no carro, de cintos postos e prontos para sair, quando a Maria se lembrou de qualquer coisa que tinha de ir buscar ao seu quarto. Longos minutos depois, quando ela entra no carro, diz-lhe o Eduardo: "Maria, já ganhei barba de tanto esperar por ti!"