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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 28.09.20

Coisas fofas destes tempos de pandemia

Purpurina
  Cumprimentarem-me, pelo nome, quando me cruzo com pessoas em locais fechados e estamos todos de máscara. Acho o máximo e até fico emocionada. Por vezes fico um pouco a olhar para a pessoa que me disse olá para tentar perceber quem é, mas nunca me enganei. Calculo que não seja muito difícil reconhecerem-me pelo olhos mas, mesmo assim, acho adorável que consigamos identificar as pessoas pelo jeito de andar, pelos gestos, pelo olhar e por uma série de coisas que nos diferenciam. (...)
Qua | 22.04.20

Diário de quarentena #6

Vamos falar de emoções?

Purpurina
Não costumo falar muito de emoções. Sou uma pessoa reservada em relação a sentimentos. Muito mesmo. Se puder, tento ser uma pessoa parca em relação a sentir muitas coisas. Quando sinto, sinto muito, mas diria que os meus sentimentos são mais intensos do que frequentes. Em relação à situação que vivemos tenho andado muito calma.  Às vezes acho que devia chorar. Acho que devia olhar para nós, todos de máscara, escondidos em casa de algo que não conseguimos ver, tensos (...)
Qui | 26.03.20

Diário de quarentena voluntária #3

Purpurina
Na segunda semana de quarentena, as rotinas tendem a estabilizar. No trabalho está tudo mais calmo e eu e o Milton já conseguimos definir um horário fixo para trabalharmos os dois de casa. Agora, a prioridade é arranjar forma de manter uma rotina de "escola em casa" com a Lara e a Maria. Não está fácil. Sou uma professora exigente e impaciente. Claramente não tenho qualquer vocação para o ensino. Não é uma novidade. :) O que vale é que o Milton divide também esta tarefa (...)
Qui | 19.12.19

O que aprendi com a minha mãe

Purpurina
Até há muito poucos anos, mais ou menos até ser mãe, era muito crítica em relação à educação que tinha recebido. Acreditava que deveria ter sido tudo diferente, que precisava de coisas que não tive, que tive coisas de que não precisava tanto, que deveria ter tido experiências diferentes e oportunidades diferentes. Pensava muito naquilo que poderia ter sido e pouco naquilo que, efetivamente, era. Julgo que somos todos um pouco assim, quanto mais não seja na adolescência. Ho (...)
Dom | 10.11.19

Carla, a mãe que não celebra o Halloween

Purpurina
Por aqui (entenda-se: nesta casa) não se celebra o Halloween. Não é algo radical ou uma convicção para a vida. Se os miúdos quiserem muito, um dia, lá terei que "amargar o caramelo". Até lá, não sou eu que os vou estimular a andar de porta em porta, a encher um saco de doces, para depois ter que dar três nós ao cérebro para inventar uma maneira de me ver livre daqueles quilos de açúcar sem traumatizar, muito, os miúdos. Somos capazes de ir a casa de amigos ou de fazer (...)
Qua | 06.11.19

O que eu diria à Carla de há 15 anos atrás

Purpurina
Uma amiga colocou esta foto no Facebook. Foi tirada há 15 anos atrás. Tinha 22 anos e andava na universidade. Nesta foto estão alguns dos meus colegas os quais, graças ao Facebook, não me parecem ter a distância dos quilómetros que nos separam. Não consigo deixar de reparar que, hoje mesmo, vesti uma top igual ao que tenho vestido na foto. Na altura vestia-me quase sempre de preto. Deixei esta cor desde que tive a minha primeira filha. Acho que quis estar mais colorida e leve (...)
Qui | 26.09.19

A verdadeira questão que se coloca em relação à "polémica" música do Valete BFF

Purpurina
Vi hoje, pela primeira vez, o "polémico" vídeo (da música BFF) do rapper Valete. A letra da música e o vídeo retratam uma situação de adultério e de violência, o que gerou uma onda de indignação nas Redes Sociais. As opiniões dividem-se entre os que consideram o vídeo extremamente ofensivo e os que o consideram apenas uma obra artística que, como tal, não deve sofrer nenhum tipo de censura. A discussão tem-se centrado à volta dos limites da liberdade de expressão (...)
Ter | 05.03.19

Bitaites sobre moda

Purpurina
Indico já no título que estas reflexões estão ao nível do bitaite, ou seja, não se colam muito à necessidade, pertinência ou erudição. Vamos assumir, então, que são reflexões superficiais e lúdicas. Posto isto, passo a refletir. Pergunto-me eu, que até uso algumas marcas por considerar que têm qualidade e um design interessante, porque é que alguém há de investir um valor acima da média num produto que tem em letras garrafais o nome da marca? Fazer publicidade de (...)
Qui | 07.02.19

Nunca pensei em desistir disto

Purpurina
E ainda não penso. Tenho blogues desde que me lembro de ter conhecimento de que a Internet existia e não me consigo imaginar sem um. Preciso de escrever regularmente e de comunicar de alguma forma para manter a minha sanidade mental. Por isso, vou continuar por aqui. Todavia não será com a mesma frequência. Tenho os miúdos pequenos, voltei a trabalhar e a vida acontece. Tenho múltiplos interesses e uma vontade infinita de fazer todo o tipo de coisas mas tenho mesmo que (...)
Seg | 04.02.19

Uma pequena reflexão sobre a Black Friday que se aplica a tudo na vida

Purpurina
Há aqueles que vão a correr às lojas para comprar tudo o que puderem. Há aqueles que, ao verem vídeos dos primeiros viralizados nas Redes Sociais, se indignam e dizem que a humanidade está perdida. Há aqueles que se indignam com os segundos por serem os juízes de bancada do Facebook. E há aqueles que, não tendo nada de interessante ou pertinente para dizer, ficam em silêncio.
Dom | 27.01.19

Coisas minhas

Purpurina
Às vezes penso que é só a mim que estas coisas acontecem. Mas, e daí, se calhar não. Estou em casa, de manhã, com imensas coisas para fazer (como de costume): casa caótica, louça para lavar, camas para fazer, comida para fazer, banho para tomar e ainda é dia de fazer compras e levar dois dos meus três filhos ao pediatra para as consultas de rotina. De repente, tenho uma ideia e apetece-me muito escrever no blogue sobre isso. Encaminho-me para o computador antes que a ideia se (...)
Ter | 22.01.19

Resoluções para todos os dias

Purpurina
Não sei se é da idade (ou se finalmente começo a atingir alguma maturidade emocional), se é por ter pouco tempo e paciência disponíveis para coisas que não interessam, mas tenho notado que cada vez trabalho mais para não me chatear. É um trabalho muito esforçado da minha parte. Mesmo. Mas é muito gratificante. Na minha vida quero é alegria e boa disposição. Todos os dias decido que não me vou aborrecer e que não vou andar zangada com nada e com ninguém. Às vezes (...)
Sab | 08.12.18

Atividades de uma mulher no dia do seu aniversário

Purpurina
Ora bem: a) Passa o dia todo num spa a fazer massagens e a mimar-se; b) Passa o dia sentada numa bela esplanada a ler os muitos livros que ainda não terminou. E aproveita para comer um geladinho artesal de chocolate preto e coco. c) Vai ao cinema sozinha, uma das suas atividades preferidas. d) Aproveita que o bebé dormiu uma sesta grande e põe-se a lavar as paredes da casa (ninguém consegue fugir à humidade dos Açores e às paredes sujas) e já agora a lavar roupa e já agora a (...)
Qua | 28.11.18

Black Friday e o poder da paciência

Purpurina
  Fui ao centro comercial na Black Friday. Nem acredito que estou a escrever isto. Eu, que fujo dos saldos e de qualquer enchente de gente, eu minimalista convicta, fui ao centro comercial atrás de promoções num dia em que se prevê filas e mais filas de gente. Fui, e sobrevivi. E gostei. Lembrei-me de ir à Worten comprar uma máquina de lavar loiça porque andamos há meses a pensar em comprar uma e achámos que valia a pena tentar obter algum desconto. E, pelas 12h00, lá (...)
Dom | 28.10.18

Faz o que eu digo e não o que eu faço

Purpurina
  Ora estava eu com a Lara muito sossegadas no sofá a conversar, quando ela diz:   "Isto é do caraças." Depois olha para mim e pergunta: "Caraças é uma palavra feia, não é?" Ao que respondo:   "Agora que falas nisso, é pois." "E não devemos dizer palavras feias." Lara: "Porquê?" E, Carla, a coacher debita assim: "Sabes filha, é maravilhoso ter este corpo humano cheio de funcionalidades fantásticas: temos olhos, pernas, mãos, boca, nariz, ouvidos, cérebro. Assim (...)
Dom | 09.09.18

Isto não é um post nada popular

Purpurina
  É sobre coisas que me passam completamente ao lado, como o mundial de futebol ou qualquer tipo de futebol e desporto em geral. A verdade é que também não tenho tempo para ver os jogos mas, mesmo quando tinha, era raro ver. Não me interesso mesmo nada, nada de nada. Nadica. Já vi jogos, há uns anos, e até senti uma ponta de emoção (uma ponta muito pequenina tenho que admitir). Também já vi jogos em locais públicos, rodeada de gente, e ser a única  (eu e quem estava (...)
Seg | 23.07.18

Coisas que me fazem impressão #1

Purpurina
  Ter coisas partidas, estragadas ou "mal amanhadas" em casa. Não sou nada maníaca das limpezas ou uma "fada do lar" brilhante mas não gosto mesmo nada de ter pendências em casa seja uma cadeira partida, um buraco na parede, um edredão manchado ou uma torneira a pingar. Logo que uma coisa se parte ou avaria é urgente mandar arranjar ou substituir, faço questão. Nos últimos tempos andámos a tratar das cadeiras que, sendo de pele sintética, começaram a desfazer-se e a deixar (...)
Seg | 18.06.18

Aquele tempo em que eu não tinha nada para fazer

Purpurina
Existiu uma altura na minha vida, entre os 21 e os 26 ou 27 anos, em que não tinha absolutamente nada para fazer. Vivia em Lisboa, sozinha, e trabalhava numa loja de roupa no Centro Comercial Colombo. Trabalhava ao fim de semana e feriados, em turnos que podiam acabar às 00h00, e tinha folgas rotativas duas vezes por semana.  O trabalho não me realizava minimamente mas fazia-se bem e com as colegas (que são minhas amigas até hoje) tinha uma relação muito boa. Não tinha (...)