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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 30.04.17

Aos 9 meses, a minha filha já fala

E o que é que ela diz?

 

"Mamã" seria o mais lógico e, também, o mais simpático. Pois era. Mas não é.

Ela diz: avó, papá, gato, pato, cocó, dá, pé, papa mas... nada de "mamã".

E a primeira palavra?

Foi Cão.

Não percebo. E nós nem temos cão. 

Mas é cão. Ela olha para um livro que tem um cão e começa logo a dizer cão.

Depois deste vídeo ela ficou mais de 15 minutos a dizer cão agarrada ao livro.


 

 

Sab | 29.04.17

Como fazer pasta de tâmaras

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Desde que fiquei grávida da minha filha mais velha e tive diabetes gestacional que passei a fazer bolos sem açúcar. Nem todos são sem açúcar, alguns levam açúcar mascavado (o minimo possível), mas a maioria é mesmo sem açúcar.

 

Normalmente faço bolos de fruta  que não precisam de mais doce que o da própria fruta mas, para os que precisam de um adicional de doce (bolo de nozes, de especiarias ou de alfarroba, por exemplo) uso pasta de tâmaras. Ficam mesmo muito bons e é muito fácil de fazer.

O único senão é que as tâmaras não são propriamente baratas, mas também não faço bolos que precisem de pasta de tâmaras com muita regularidade e, uma ou duas vezes por mês, não faz assim tanta mossa no orçamento.

 

Podem fazer a quantidade que quiserem e guardar o restante uns dias no frigorífico, mas eu recomendo que façam exatamente aquela de que vão precisar na altura para não correrem o risco de desperdiçar.


Segue a "receita" para 300g de pasta de tâmaras:

- 300 g de tâmaras descaroçadas
- água

Colocar as tâmaras num recipiente, cobrir de água e deixar demolhar por uma hora.

Colocar 200 ml da água de demolhar num liquidificador e escorrer o resto.

Colocar as tâmaras no liquidificador e transformá-la num puré.

E é só isso. Mais simples impossível.

Para substituír o açúcar, devem usar o dobro do peso de tâmaras do que usariam de açúcar mas, para mim, é demais. Uso sempre apenas um pouco mais do que usaria de açúcar ou mesmo igual.

Experimentem e digam de vossa justiça.

Bons docinhos! :)

Sex | 28.04.17

Factos estranhos cá de casa #2 Colheres

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Há uns anos atrás, na casa onde vivia, por um motivo de que não me recordo, não existiam colheres de sobremesa. Todavia, existiam muitas colheres de galão, daquelas com um cabo compridíssimo mas uma concha pequena.

 

Habituei-me tanto a usar essas colheres como se fossem de sobremesa que, hoje em dia, apesar de ter imensas colheres de sobremesa, uso sempre colheres de galão para comer iogurtes, sobremesas e cereais.

 

Não consigo explicar isto senão pelo hábito adquirido anteriormente. O facto é que tudo me sabe muito melhor assim, com uma colher de cabo grande.

E o mais cómico (ou não) é que, muitas vezes, tentava dar uma colher dessas à Lara para comer os cereais, papas e iogurtes. Mas ela já me demontrou que isso não tem jeito nenhum  e pede sempre para lhe dar a sua colher ou uma outra colher "de jeito" para comer.

Cada um com a sua. Eu continuo a usar, com muita satisfação, a minha colher de galão para comer o que bem entender.

 

Sex | 28.04.17

Também gosto do verão por isto #1

 

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Para poder vestir roupas leves às miúdas, vestidos de preferência.

Um vestido e umas sandálias (ou chinelos) e estão prontas para qualquer ocasião: uma tarde de praia, um piquenique, um passeio, um casamento, um batizado, uma festa de aniversário, um encontro de amigos, a casa da avó, a cada dos tios, a casa dos amigos, os amigos na nossa casa, ir até ao jardim, ir até ao parque da cidade, passear pela baixa e tantas coisas mais.

Adoro o verão também por isso. Para vestir as minhas filhas como bonecas e ficar a admirá-las com as suas pernas gordas, tão fofinhas, em vestidos curtinhos e coloridos (também gosto muito de branquinhos e de cores suaves).

Parece que no verão as miúdas ( e os miúdos também) ainda ficam mais fofas, mais apertáveis, mais amorosas!

Adoro vê-las de bodies coloridos a fazer de pijama, a andar descalças pela casa ou pela praia, de t-shirts e calções para a creche, com dois totós a complementar a indumentária.

Mas do que gosto mesmo é dos vestidos. Ah, os vestidos de verão! 

Abaixo alguns exemplos de vestidos que me fariam perder a cabeça (não fosse as minhas filhas terem imensos vestidos amorosos emprestados e oferecidos).

Clicar nas imagens para ver os vestidos com detalhe.

 

 

Qui | 27.04.17

O pai apareceu na televisão

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Vivemos numa cidade pequena e simpática e, basicamente, a três passos de todo o lado. De modo que o Milton foi a pé até aos estúdios da RTP Açores, para participar no Açores 24, e literalmente 2 minutos depois de ter acabado de ser entrevistado, estava aligar para mim a perguntar se tinha feito muito má figura. 5 minutos depois estava em casa.

Garanti-lhe, com toda a sinceridade, que não tinha feito má figura. Bom... o facto é que podia ter passado o tempo todo a urrar, a gaguejar ou a ter um ataque de tourette que, para mim, ia parecer sempre que tinha feito a melhor das figuras (claramente estou a exagerar).

E lá estivemos eu e a Lara, de mantinha nos joelhos, no sofá (a Maria já estava a dormir) a ver "o pai" na televisão. Quando lhe perguntei o que tinha achado, ela disse: "Amanhã é a mãe.". Não percebi bem o que queria ela dizer com isso (no que à prestação do pai diz respeito) mas também não vale a pena esplanar muito o episódio. vamos ao que interessa.

E o que é que ele foi lá fazer afinal?

Foi falar de um projeto que está a coordenar, na Tetrapi, que consiste no desenvolvimento de uma aplicação móvel de apoio a refugiados.

A aplicação, denominada Sallam, tem por objetivo facilitar o acesso a recursos de informação de apoio fundamental a mais de 43 000  refugiados instalados em Israel. 


Se quiserem saber mais, ou se tiverem apenas curiosidade podem ver aqui o vídeo. 

 
Qui | 27.04.17

Queques de noz sem açúcar

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Andamos a evitar usar bolacha Maria cá em casa. 

Na creche da Lara, apesar de serem os pais a levar o lanche, está estipulado que duas vezes por semana será bolacha, fruta e iogurte. Para esses dias faço, sempre que posso, um bolinho sem açúcar.

Como tinha um frasco enorme de nozes em casa, decidi fazer queques de noz sem açúcar (usei pasta de tâmaras para adoçar).


Tive alguns contratempos que me obrigaram a alterar a receita, entre os quais a avaria da batedeira mas, mesmo assim, os queques ficaram muito bons, por isso vou deixar a receita como fiz, sem as claras batidas em castelo.

 

Queques de noz sem açúcar

 

- 1 chávena de miolo de noz triturado (podem ser pedaços grandes de noz se for para crianças grandes);
– 4 ovos
– 30 ml de óleo
– 70 ml de leite;
– 300 gr de pasta de tâmaras
– 150 gr de farinha de trigo
– 1 colher de chá de fermento, misturado na farinha

 

 

Bater os ovos com a pasta de tâmaras na bymbi, velocidade 6, durante 30 segundos.

Juntar os restantes ingredientes e 5 colheres de sopa de noz picada e bater mais 30 segundos, na velocidade 6.

Colocar a massa em formas de queijadas, untadas com manteiga. Ter o cuidado de encher só 2/3 da forma porque a massa vai crescer durante a cozedura (embora abata depois).

Colocar o miolo de noz sobre a massa e levar a forno pré-aquecido a 200ºC durante cerca de 20 minutos.

 

Dsenformar depois de arrefecer e colocar os queques em formas de papel.

 

 Nota: Usei a bymbi mas também podem usar um liquidificador.

 

Receita original aqui.

 

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Qua | 26.04.17

E pensar que já fui simpatizante do nudismo

Calma.

Nunca cheguei a praticar nudismo. Nunca me senti à vontade nas praias onde fui. Vá, procurava um ambiente mais "familiar" e nunca o encontrei no nosso país. Não digo que não exista, eu é que não conheço muitas praias de nudismo e, certamente, não uma que me deixasse à vontade.

Mas vamos à questão: porque é que eu não me importaria de praticar nudismo?

- Pela sensação de liberdade que parece haver nessa prática?
- Por ser ligeiramente exibicionista?
- Por considerar que, no pico do verão, qualquer tipo de roupa atrapalha. Para dar cabo do calor, só mesmo totalmente "ao fresco".

Nenhuma destas.

É mesmo porque queria ter um bronzeado bonito e sem marcas.

Não sou nada adepta de marcas de biquini. Na verdade acho feio.

Então, sempre usei biquínis bem pequenos na esperança de ter o minimo de marcas possível.

Aos 30 anos admiti a realidade: nunca vou ter um bronzeado bonito.
Eu nunca vou ter um bronzeado, sequer. 

A única cor que pega na minha pele é mesmo o vermelho, se apanhar um escaldão. Depois a pele cai e antes de chegar o outono já estou branca outra vez. Não há volta a dar.

E, com franqueza, acho que fico melhor da minha cor natural. Por isso desisti completamente de ficar bronzeada.

De modo que, já que não é para ficar bronzeada, mais vale andar gira. E para isso vou arranjar um fato de banho. Não se trata de esconder a barriga ou as banhas (que não tenho), acho mesmo que fico melhor de fato de banho. Acho mais bonito, mais estético.

Gosto mesmo muito de fato de banho e, hoje em dia, há alguns muito giros.

Curiosamente, não tenho nenhum. Mas tenho muitos biquínis capazes de ir para o lixo de tão velhos e usados que estão.

De acordo com a minha forma de estar alérgica a grandes ajuntamentos de coisas, saem 3 biquinis velhos e entra um fato de banho novo.

Estou a apostar no primeiro aqui de baixo (adoro, adoro, adoro) mas, ainda assim, também gosto muito dos outros.

E por aí? Alguma adepta do fato de banho?

 

Clicar nas imagens para ver os preços e onde podem ser adquiridos.

 

Qua | 26.04.17

Sempre quis fazer fazer esta iguaria

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Comprei um abacate. Deixei amadurecer uns dias.

Quando me pareceu madurinho, descasquei-o e cortei-o em pedacinhos.

Bati 5 ovos.

Coloquei um pouco de azeite extra virgem numa frigideira e juntei o ovo, que fui mexendo com uma colher de pau até ficar bem cozinhado.

Logo que desliguei o lume juntei o abacate em pedacinhos, envolvi-os no ovo e salpiquei tudo com uma mistura de ervas francesas, moídas na hora.

Olhei maravilhada para aquele prato recém confecionado.

Comi uma sopinha antes e, não sem muita expetativa, provei os ovos com abacate.

Estava um horror. Amargo. Não sei se devia tirar mais casca do abacate (tirei só a parte dura) ou que outro problema é que terá havido. Aquilo estava praticamente intragável.


Acho que vou desistir de tentar cozinhar abacate. Esta foi a minha terceira tentativa e as outras não correram melhor.

Ter | 25.04.17

Dicas de felicidade #5

Ser um facilitador

 

Depois de ser mãe, e depois de ler livros sobre "isto de ser mãe" (principalmente os do pediatra Mário Cordeiro), creio que passei a mudar coisas na minha forma de estar que se refletiram em todas as áreas da minha vida.

 

Isto de que vos falo hoje é, talvez uma das que mais positivamente tem afetado a minha vida.

 

Há uns anos atrás, a minha postura nem sempre era a mais facilitadora, fosse no trabalho, na minha vida pessoal ou mesmo nas coisas mais corriqueiras do quotidiano como a ida a um estabelecimento comercial.

Estava constantemente a pensar se não estaria em desvantagem em alguma situação e agia com desconfiança para com algumas pessoas. Se não me apetecia fazer alguma coisa ou senão achava justo fazê-la, fincava o pé e não era, de todo, cooperante. Outras vezes até fazia o que era pedido mas sempre a refilar.

Hoje, apesar de ainda ter momentos menos bons (como é normal) a minha postura é completamente diferente.


Sempre que posso facilitar a vida a alguém, seja quem for, faço-o sem hesitação. Mais, faço-o com verdadeiro entusiasmo e alegria.

Nunca me tinha apercebido de como isso é compensador. Sinto verdadeira alegria depois de ter ajudado alguém e, de maneira nenhuma, me sinto lesada por ter dedicado tempo e esforço a ajudar alguém: um vizinho, um familiar, um colega de trabalho ou um desconhecido. E, quando mais tenho esta postura, mais se torna algo natural em mim.

Pode parecer estranho mas, quanto mais tempo dedico a colaborar com os outros, mais sinto que tenho tempo para mim e para fazer as coisas de que gosto. Se calhar porque sinto que todas as outras pessoas também me ajudam sempre que preciso.

Com isto de ser "facilitadora" não quero dizer que ando constantemente a ver se as pessoas precisam de ajuda ou que deixo de fazer as minhas coisas para me dedicar integralmente aos outros. Ou que deixo que as pessoas sejam abusivas. Nada disso. O que se passa é apenas uma mudança de postura no dia a dia. À medida que as situações surgem, eu respondo com positividade e com disponibilidade.

Por exemplo, sempre que alguém solicita a minha ajuda, dentro do que são as minhas possibilidades e da pertinência da situação, digo praticamente sempre que sim. Pode não conseguir ajudar imediatamente mas esforço-me, tanto quanto possível, para ajudar o melhor que posso. E fico mesmo muito feliz com isso. Nunca me tinha apercebido de quão gratificante pode ser contribuir para a felicidade do próximo, mesmo que duma forma muito modesta.

Esta forma de estar tem-me deixado muito mais leve, mais  feliz, e mais próxima dos outros. Passei a encarar o próximo com muito mais consideração.

 

O facto é que, olhando à minha volta, sinto que sou uma criatura cheia de sorte. Sempre que preciso de alguma coisa, não faltam pessoas a ajudar. Estou rodeada de pessoas amáveis, altruístas e generosas. Não é difícil ser uma "facilitadora".

Posso dizer que esta forma de ser é mais benéfica para mim do que para qualquer outra pessoa. Ser parte da solução e não do problema ajuda a abrir portas, a gerar alegria e positividade. Dá-nos um sentimento de confiança enorme, faz-nos sentir realizados e, sobretudo, creio que é contagioso. Mesmo que uma pessoa tenha uma atitude menos positiva comigo pode contar com a minha ajuda sempre que precisar. Não me incomoda nada ajudar pessoas que tenham sido menos colaborantes comigo. Acredito, agora, que mais depressa mudo o mundo com ações positivas em cima de reações negativas, do que respondendo com agressividade a ações negativas. Comprovo isto quase todos os dias.

Experimentem ajudar o colega de trabalho que não vos tem facilitado a vida, ou ajudar o vosso familiar que não percebe nada de computadores, ou levar um docinho para um colega que está mais em baixo, mesmo que ele nem vos dê um "bom dia". O pior que pode acontecer é acharem que são maluquinhos. mas o mais provavel é que contagiem as pessoas com o vosso bom humor e os dias, em geral, passem a ser mais leves e agradáveis para toda a gente.

 

 

Seg | 24.04.17

Imagens do nosso fim de semana

Finalmente vestimos todos roupas de verão.

 

E, nunca como antes, posso dizer que gosto mesmo do verão, estava cheia de saudades do tempo quente, de vestir apenas roupa fresca, de sentir a água do mar nos pés (sim porque, não me aventuro muito mais antes de chegar a julho), de ficar numa esplanada a observar o mar e a conversar.


Com as miúdas, aprendi a apreciar ainda mais o verão. A Lara adora praia, adora água, brincar e correr na areia. A Maria, para já, não parece apreciar água fria nos pés mas gosta de ficar no colinho a ver o mar e a observar tudo o que passa à volta. E, por ter eczema atópico, ir à praia e tomar uns banhinhos de mar, faz-lhe muito bem.

Neste fim de semana fomos apresentar a praia à Maria, brincámos muito na rua e estivemos com amigos.

Foi um fim de semana mesmo muito bom!

Seguem as fotos:

 

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Dom | 23.04.17

As minhas filhas têm brinquedos mais do que suficientes

A Lara e a Maria têm mais brinquedos do aqueles de que precisam.

Existem muitas crianças que têm muitos mais (certamente muitas crianças terão menos) mas, olhando para todos os brinquedos que têm, sei que são mais do que suficientes.

Apesar disso, brincam com todos. Não há nenhum brinquedo com que nunca tenham brincado.

Não os tenho todos disponíveis por uma questão de arrumação física e mental. Não temos muito espaço no quarto delas e acredito que se tiverem tudo à disposição acabam por ficar confusas e não brincar devidamente com nada.

Agora a Lara anda numa fase em que brinca muito com os Magna-tiles (ver post sobre isso aqui), com Barbies e com livros (sempre, e felizmente, os livros).

A Maria brinca com tudo o que lhe aparece à frente que seja, de preferência, colorido.

Quando chegar o Natal e os aniversários, provavelmente não lhes vamos comprar mais brinquedos. Não há necessidade, nem mais-valia nisso. O mais certo é passarmos um dia muito especial a fazer o que elas mais gostam e, a oferecermos alguma coisa, será sempre à base de material para pintar, colar, fazer bolas de sabão ou algo semelhante.

No entanto, se elas não tivessem os brinquedos suficientes e me perguntassem o que lhes compraria, posso responder com certeza que optaria por brinquedos de madeira. Adoro. 

A Lara tem vários brinquedos de madeira: uma cozinha, um teatro de fantoches, dois bonecos articulados amorosos com montes de roupinhas diferentes, blocos de contrução, um camião com animais e puzzles (são os que de que me lembro agora).

O que não me impede de namorar as coisas fofinhas que vou encontrando por aí. Se optasse por comprar mais brinquedos para a Lara e para a Maria, estes abaixo, estariam nos primeiros lugares da lista.

Mas, lá está, foram oferecendo coisinhas às minhas filhas ao longo do tempo, que invalidam que compre mais agora. Seria um desperdício.

Mas, para quem ainda tem espaço/vontade para investir em brinquedos, seguem alguns do meus preferidos, de madeira.


Clicar nas imagens para preços e detalhes.

Dom | 23.04.17

Uma brincadeira muito perigosa para fazerem com as vossas crianças

Já tinhamos feito isto antes e até tinha corrido bem. Mas, como não é uma coisa que apeteça fazer todos os dias, guardei tudo e só voltei a pegar no material há uns dias.

Entusiasmei-me, a Lara entusiasmou-se e, quando dei por isso, estava ela a mandar milhares de contas pequeninas ao ar...

Não me preocupei muito e continuei a fazer o colar que a Lara me pediu para lhe fazer, com a sequência de cores que ela escolheu.

No fim é que foi lindo! Eu só via milhares e milhares de bolinhas espalhadas por todo o quarto.

Pensei em gritar, estrebuchar, bater com a cabeça na parede, dar estalos em mim própria, ir dormir a sesta e fingir que não era nada comigo mas... decidi ver as coisas pelo lado positivo:

 

Ora aqui estava uma bela forma de exercitar a paciência e uma bela forma de educar a Lara. Expliquei-lhe que tinhamos que arrumar tudo o que ela espalhou, que iria ajudá-la mas que, se ela queria almoçar, teria que ter alguma genica nas mãos, e apanhar as bolinhas com certa rapidez. Não havia almoço para ninguém antes do quarto estar arrumado.

Fui buscar dois copinhos de plástico e lá nos pusemos a apanhar aquilo tudo. 

Cerca de 30 minutos depois já estava a ver alguma luz.

Mais uns 15 minutos e tinhamos arrumado tudo.

Claro que apanhei muito mais bolinhas que ela, nem esperava nada de diferentes mas, mesmo assim, fiquei muito surpreendida com a Lara. Nunca se recusou a arrumar e nunca desistiu ou disse que estava farta. Ficou sempre ali a apanhar as bolinhas e, quando eu me queixava (não consegui conter-me a um queixume ou outro) ela tentava animar-me dizendo que ia apanhar as bolinhas muito depressa. :)

E correu tudo muito bem. :)

 

Até a Barbie ganhou um colar.

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Sab | 22.04.17

Como e porque comecei a alterar a minha alimentação

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Comecei a mudar a minha alimentação há alguns anos e devido a uma série de fatores (nem todos positivos e acertados).

Lembro-me de haver uma altura da minha vida (no secundário e nos primeiros anos de universidade) em que comia bifes com batatas fritas, hambúrgueres e doces, quase todos os dias. Nos picos da juventude (e loucura) chegava a comer um hambúrguer, cheio de molhos, com coca-cola, ao pequeno-almoço.

Depois, lá pelos 21 anos, decidi que queria ser mais magra. Ficava horas sem comer, fazia dietas malucas e, tudo junto mais uma vida muito agitada, fez com que chegasse aos 47 kg. Felizmente esta fase não durou muito.

Depois desta fase, comia mais ou menos o que me apetecia, sem grandes regras mas já com alguma preocupação em relação a fast food e hidratos de carbono.

Bem mais tarde, quando engravidei da Lara, tive diabetes gestacional e percebi que tinha intolerância à glicose. Foi aqui que comecei a encarar a alimentação saudável com muito mais seriedade. Fiz uma dieta rigorosa durante a gravidez e, em 9 meses, engordei 9 kg, que perdi de forma rápida, poucos meses depois do parto.

Quando a minha filha mais velha nasceu, também senti a necessidade de adotar uma alimentação bastante saudável, aquela que queria que ela seguisse ao longo da sua vida. Percebi rapidamente que só pelo exemplo lhe podia ensinar a ter bons hábitos alimentares.

E foi assim que cheguei onde estou hoje, a um regime alimentar que ainda está a ser criado, mas que pretende, sem grandes radicalismos ou esforços desmesurados, ser saudável e agradável.

Nem todos os dias como da forma que devia mas, regra geral, comemos coisinhas saudáveis na maior parte das refeições.

Também consulto uma nutricionista com regularidade e faço yoga duas vezes por semana.

Comecei a introduzir outros alimentos cá em casa: quinoa, farinha de alfarroba, arandos, millet, leite vegetal, sementes várias, óleo de coco, frutos secos, entre outros.

Alguns destes alimentos são carotes mas há cada vez mais marcas brancas a produzir comida mais saudável e creio que vale a pena o investimento.

Por outro lado, deixei de beber leite de vaca (bebo leite vegetal de soja, arroz, amêndoa ou aveia), quase não como carne vermelha e faço duas ou três refeições vegetarianas todas as semanas.

Têm sido mudanças feitas gradualmente e com muita calma mas acredito que, uma vez estabelecidas, vão passar a fazer parte da nossa rotina de forma natural.

 

 

Sex | 21.04.17

Há sempre uma razão para tudo

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Ou duas.

Passo a explicar.

 

Quando regressámos de férias encontrámos no correio 3 encomendas (presentes que tínhamos mandado vir para a Lara) e uma carta dos correios para levantar uma coisa.

 

Pensámos logo que seria mais uma das coisas que mandámos vir para a Lara. Aflitos por já terem passado tantos dias (a carta veio logo no primeiro dia em que estivemos ausentes de casa) fiquei com a carta para ir aos correio na hora de almoço.

 

E assim foi. Praticamente a correr, fui aos correios (que ainda ficam a uns bons 20 minutos a pé do meu local de trabalho) levantar a tal “prenda da Lara”.

 

Quando fui atendida a senhora diz-me que a carta estava em nome do Milton, por isso eu não a podia levantar.

 

“Hein?!!!!”

Depois daquela correria toda, para tentar levantar a encomenda a tempo, teria que fazer o caminho de volta de mãos vazias?

 

Foi isso mesmo que eu disse à senhora, com um ar cheio de aflição: “Mas eu vim  de tão longe… E o meu namorado trabalha até tarde… E hoje é o último dia… E é uma prenda para a minha filha… Isso veio da China e demorou dois meses a chegar…”

A senhora: “Da china?! Oh minha rica menina (Tão querida a senhora a chama-me “rica menina”. Só  por isso valeu a pena a corrida até ali.) isso veio da Lagoa, da Charib.”

 

Portanto aquilo era uma carta do condomínio registrada.
Uma carta do condomínio!!!!! Em nome do Milton.
Nem eu nem ele tínhamos olhado para o remetente. Assumimos que era uma encomenda para a Lara e pronto.

 

Combinei com a senhora que ela ia guardar a carta até ao dia seguinte e o Milton havia de lá ir de manhã.

 

Depois de tudo, vinha eu  a caminhar de volta para o trabalho e a fazer um esforço para pensar que haveria uma razão qualquer para aquilo ter acontecido, nem que fosse fazer algum exercício físico durante a caminhada.

 

Pouco depois uma senhora, com um ar um pouco aflito (como eu provavelmente), pergunta-me onde fica uma morada. Eu não sabia mas fiquei ali com ela a procurar no Google maps a tal localização. Como não estava a ter muito sucesso, e me pareceu que a senhora estava com pressa e um bocadinho desorientada, fiquei ali com ela a perguntar a outras pessoas se sabiam onde ficava o sítio. Encontrámos um senhor que também não sabia e, pouco depois, aparece uma senhora a quem pergunto a direção que, de facto a conhecia. Fui embora e, ao olhar para trás, vejo que as duas senhoras iam a subir a rua juntas.


Fiquei feliz e descansada porque a senhora que me abordou, tinha um ar tão aflito que facilmente podia ser mal interpretada pelas pessoas que abordasse. Assim, sempre teve companhia em parte do caminho.

 

Fui andando toda contente e, uns metros à frente, vejo uma écharpe a cair da mala duma rapariga. Levanto-a e dou uma corridinha para a devolver. Era uma boa écharpe. Era macia e tinha um padrão bonito. Provavelmente ia ficar aborrecida se a perdesse.

 

Concluindo que a minha caminhada até aos correios já tinha tido razão de ser, decidi que o exercício físico não seria a razão principal portanto aproveitei para ir a uma loja ali perto  e comprar uma canela quentinha que me consolei a comer na hora de almoço. 

E foi isto.

Qui | 20.04.17

Panquecas cor de rosa recheadas com caril de legumes

Para comer tinhamos quinoa com legumes salteados, o prato vegetariano da semana.

A Lara não tinha apreciado muito os legumes, porque o pai tinha colocado caril, o que os deixou ligeiramente picantes. Para o jantar, ainda havia sopa, por isso foi o que a Lara comeu mas, para o dia seguinte não havia mais nada e não nos apetecia fazer nada de muito complexo.

 

Vai daí pensámos em fazer umas panquecas cor de rosa (vá, ficaram mais para o bordeaux) e recheá-las com os legumes para ver se a Lara se entusiasmava mais.

E foi uma brilhante ideia. Ela adorou e nós também. Comeu tudo e ainda repetiu no dia seguinte (sim, fazemos refeições em quantidades suficientes para vários dias).


As panquecas ficaram muito saborosas e com uma consistência super fofinha. Nunca comi umas panquecas tão fofinhas!

Esta receita foi feita a 3 (eu, ele e a bimby) e só assim é que resultou tão bem.

Ele fez os legumes e fritou as panquecas (por mais tentativas que faça, não consigo fazer panquecas na frigideira), eu fiz a massa com a ajuda da bimby.


Cá vai a receita:


Panquecas de beterraba recheadas com caril de legumes

 

Massa

- 2 ovos
- 250 ml de leite
- 220 gr farinha
- 1 beterraba
- 2 colheres de sopa de óleo de côco (ou manteiga ou azeite)
- 1 pitada de sal

Cortar a beterraba crua em pedaços e, juntando umas 3 colheres de sopa de água, fazer um puré com a varinha mágica ou na bimby. 

Juntar os restantes ingredientes na bimby (junto com a a beterraba) e misturar na velocidade 6 durante 1 minuto.

Colocar uma porção na frigideira  (mais ou menos 1/6 da massa) e fritar com uma colher de sopa de óleo de côco.

Repetir a operação mais 5 vezes, sem acrescentar mais óleo de côco. O que se colocou inicialmente é suficiente para todas as panquecas.


Recheio

- 1 cebola média
- 800 g de mistura de legumes congelados (ou frescos) à escolha
- 4 colheres de sopa de molho de caril (usamos daquele que vem em frascos de vidro)
- 3 ou 4 colheres de sopa de molho de soja
- queijo ralado qb
- 30 g de azeite

 

Picar a cebola e dourá-la no azeite.
Juntar os legumes e salteá-los uns minutos.
Juntar o molho de soja (não usámos sal porque o molho de soja já é salgado) e deixar saltear mais uns 15 minutos ou até verificarem que os legumes estão moles. Isto vai depender do gosto de cada um. Eu não me importo nada se ficarem um bocadinho crús.


Depois é colocar uma porção de legumes em cima de cada panqueca, polvilhar com queijo ralado e comer.

É uma delícia!

 

 

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O óleo de côco que usamos

Clicar na imagem para mais informações.
 

 

Qua | 19.04.17

Acho que descobri a minha "cena"

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A minha "cena" nunca foi desporto. Tudo o que seja massacrar o corpo fazendo algo que, aparentemente, não tem utilidade imediata é algo que não me apraz.

 

Claro que existe também  a parte lúdica do desporto mas, para mim, ela nunca existiu. Não gosto de praticar desporto e pronto. Não gosto, não sei porquê. Nunca gostei das aulas de educação física e sempre que tentei frequentar um ginásio acabei por desistir. Aquilo não me dizia absolutamente nada.

 

Há umas semanas decidi fazer yoga (falei disso aqui). Já tinha praticado em casa algumas vezes e sabia que havia de gostar mas senti necessidade de fazer mesmo aulas, com alguém que me pudesse orientar e corrigir.

 

De modo que decidi experimentar.

 

Já fiz umas 6 aulas e estou a gostar mesmo muito. Sinto que é mesmo a minha "praia". É disto que eu gosto.

 

Não vejo o yoga como um desporto mas como um estilo de vida. Algo que vai muito para além da tonificação do corpo e do relaxamento da mente.

 

Neste momento, já saio das aulas como se tivesse acabado de fazer uma massagem de corpo inteiro. Bom... no outro dia de manhã sinto-me como se tivesse levado pancadaria mas faz parte.

 

Claro que ainda não sei nada, falta-me aprender tudo mas, devagarinho, creio que estou a evoluir qualquer coisa. Acima de tudo, estou a gostar imenso de aprender coisas novas e de ter algo para desenvolver e trabalhar todos os dias. Estava mesmo a fazer-me falta algo assim.

 

Preciso de tirar um bocadinho todos os dias, para trabalhar as posturas e fazer meditação, e isso tem sido o mais difícil. Tenho sempre tantas coisas que quero fazer que, só mesmo acordando muito cedo teria hipótese de fazer algum yoga em casa. É algo a colocar na lista de prioridades, com certeza.

 

Posso dizer que já não me imagino sem as aulas de yoga que são, neste momento, o meu mimo semanal.


 

 

Ter | 18.04.17

Deu-me a loucura e comprei mais de 20 pares de sapatos

Para a Barbie.

Já vos tinha falado do facto de adorar brincar com bonecas (ver texto aqui).

 

E, finalmente, a minha filha mais velha, descobriu o encanto de vestir e despir bonecas e experimentar sapatos atrás de sapatos naqueles pés pequenos das Barbies. Que alegria!

 

E, assim, passamos horas nisto. Só falta brigarmos pelo mesmo par de sapatos ou por discordarmos com determinado conjunto de roupa/ sapatos.

 

Comprei os sapatos e vestidos para barbie no site Ali Express e estou muito satisfeita com eles. 

 

Bom, os vestidos são de má qualidade, é um facto, mas para o preço até estão muito bem (são incrivelmente baratos).

 

Com os sapatos, estou encantada, de verdade! São réplicas amorosas dos mais variados tipos de sapatos e sandálias, até uns pequenos sapatos de bailarina vieram. Há um ou dois mais manhosos que não servem nos pés da boneca e acabaram por se partir, mas a maior parte deles tem uma qualidade muito aceitável.

 

Quando compramos não conseguimos escolher. Compramos um sortido de sapatos que são escolhidos de forma aleatória. Por acaso até vieram 2 repetidos (alguém quer trocar?).

 

De modo que partilho com a minha filha mais velha, esta coisa deliciosa que é brincar com bonecas. :P

Também gosto muito de fazer roupinhas para as bonecas mas, de momento, ainda não me aventuro muito com agulhas perto das minhas filhas. Vou esperar mais um pouco para introduzir a costura nas nossas brincadeiras.

 

Até lá, vamos divertindo muito com estes sapatinhos amorosos!

 

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Seg | 17.04.17

Ele disse que foi pior compra que fizemos!

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Comprámos um alimentador anti sufoco para a Maria quando ela começou as sopinhas, perto dos 6 meses.

 

Supostamente, há cerca de 2 meses que ela já poderia começar a comer pão, legumes cozidos e outras coisas sólidas. 

Ainda pensei em usar o método blw  mas rapidamente verifiquei que não era para mim. Tenho a certeza que é um excelente método e, feito como deve de ser, não representa perigo nenhum mas sou demasiado stressada para este método.

De modo que comprei a tal rede, para que a Maria se pudesse alimentar sozinha, quando chegasse a hora de introduzir a alimentação variada (depois dos 5, 6 meses).


Já com quase 7 meses, tentei dar-lhe banana com este "instrumento" mas não deu em nada. Ela não o segurava muito bem e acabava por ficar frustrada e chorosa. De modo que o alimentador ficou num canto do armário.


De vez em quando o Milton lembrava-me do dito cujo e mencionava como tinha sido uma "compra espetacular" brindando-me com o seu encantador sarcasmo.

 

Ontem, lembrei-me de voltar a pegar nele e... foi um sucesso.

Coloquei dois pedaços de laranja, vesti uma bata de plástico à Maria, e ela fartou-se de mordiscar a rede do alimentador, bebendo o sumo da laranja.

Garanto que foi uma excelente compra. 

 

Agora posso dar o alimentador à Maria com laranja, banana, pêra bem madura,  batata doce assada ou cenoura cozida sem ter que estar constantemente a olhar para ela com receio de que se engasgue.

 

Eu estou a começar a usar aos 9 meses da Maria mas, dependendo da criança, pode ser usado mais cedo.

 

Clicar na imagem para ver o preço e outras informações sobre o alimentador.

 

Dom | 16.04.17

A nossa Páscoa é feita do melhor que temos, todos os dias.

Para não sair do registo habitual, posso dizer que estes feriados da Páscoa foram exatamente iguais a grande parte dos nossos fins de semana e feriados.

Basicamente fizemos aquilo que nos faz mais felizes, a todos:

- Estivemos juntos, os 4, a brincar, a passear e a fazer parvoíces em conjunto (o que torna tudo mais aceitável e menos embaraçoso).

- Estivemos com outros membros da nossa família mais chegada.

- Comemos docinhos e outras coisas boas. Foi tempo da Lara comer um chocolatinho, uns salgadinhos mais perniciosos e uma quantidade maior de bolachas (a loucura, portanto).

- Estivemos com alguns amigos, o que agrada tanto aos pais como às filhas.

A Maria é mais caseira e é a que fica mais importunada quando sai de casa por muitas horas seguidas. O facto de não dormir todas as horas de sesta a que está habituada faz muita diferença na sua disposição.

Felizmente, temos arranjado sempre maneira de a pôr a dormir a sesta em casa da avó e de amigos. Neste fim de semana, dormiu as suas sestas, mesmo fora de casa.

A Lara, ao contrário da irmã, adora passear e estar fora de casa. Dá-se muito bem com os filhos dos nossos amigos e é amoroso ver como já está tão independente e sociável. 

 

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