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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 27.11.25

"Tu não és os outros"

Purpurina
Não sei se isto é um defeito, um tique ou algo que fui aprendendo com o tempo. Quando me dizem: “Vai por ali”, eu quase sempre pergunto: “Porquê?”. E mesmo que todos à minha volta sigam por ali, eu ainda vou perguntar “porquê” e “para quê”. Ao longo da minha vida, fiz muitas coisas de forma diferente da maioria. Outras, fiz exatamente como os outros. Mas fui eu que escolhi, sempre, o caminho. Sabia também que tinha de ir com os meus próprios pés e com os meus (...)
Seg | 24.11.25

Frankenstein

Purpurina
Há muitos anos li Frankenstein, de Mary Shelley, e guardo até hoje a memória de um livro simples, pouco pretensioso, mas profundamente humano. Apesar do seu imaginário gótico, nunca o considerei propriamente um romance de terror. É uma obra sensível, cheia de perguntas sobre o que significa existir, pertencer e ser visto. Por isso, quando soube que Guillermo del Toro, um realizador que admiro, especialmente pelo  Labirinto de Fauno, estaria por detrás de uma nova adaptação, (...)
Qui | 20.11.25

A moda e eu

Purpurina
Com 13 anos comprei uma camisola de gola alta preta. E, pela primeira vez, comecei a sentir algum conforto na minha pele. Não por a camisola ser especialmente confortável ou por as roupas anteriores não serem macias, mas por ter encontrado uma peça de roupa com a qual me sentia realmente bem. Antes disso, lembro-me de, sem saber ao certo o que estava a fazer, tentar seguir algumas modas. Lembro-me da minha mãe, com uma paciência que só o amor maternal explica, a pintar vários (...)
Sex | 18.07.25

Coisas que percebemos como aborrecidas mas que, afinal, são boas

Purpurina
Quando era criança – e até uma jovem de 13 ou 15 anos – era bastante solitária. Sentia-me mesmo muito sozinha. Não aborrecida. Nunca me aborreci verdadeiramente, com a mente caótica e cheia de pensamentos que tenho. Mas não tinha ninguém com quem partilhar esses pensamentos. Foi por isso que comecei a ganhar o hábito de escrever um diário – não tanto sobre o que me acontecia (porque me parecia pouco memorável, nada de especial ou variado), mas sobre o que me passava pela (...)
Qui | 17.07.25

A simplicidade dos grandes

Purpurina
Uma característica que tenho observado nas pessoas que mais admiro — sejam músicos, escritores, médicos, políticos, filósofos, professores ou simplesmente humanistas — é a sua personalidade verdadeiramente simples, curiosa e humilde. Tenho reparado que, muitas vezes, quem cria as obras mais bonitas (pelo menos do meu ponto de vista) são precisamente aqueles que menos se preocupam com os louros, o reconhecimento, os prémios ou as competições. São pessoas que se interessam (...)
Qua | 02.07.25

Bocadinhos de humanidade

Purpurina
Apesar de ter estudado Comunicação Social — e talvez por isso mesmo — há muitos anos que deixei de ver notícias de forma assídua, sobretudo na televisão. Quando quero manter-me informada (e a verdade é que tento fazê-lo todos os dias), recorro a meios escritos, normalmente jornais online. Também sigo alguns podcasts, que considero mais sérios e ponderados. Sempre que posso, tento olhar para os vários lados de uma questão. Ouço vozes diferentes, especialmente quando se (...)
Qua | 07.05.25

Tudo é Rio

Purpurina
Como começar a falar do livro Tudo É Rio, da brasileira Carla Madeira? Li o livro em três dias, mas poderia tê-lo lido facilmente em meia dúzia de horas. O livro espantou-me, intrigou-me, e depois puxou-me para dentro daquela realidade de uma forma incontornável. Peguei no livro por acaso. Estava a "fazer zapping" nos livros que tenho no Kobo e parei neste, que já tinha visto aqui e ali pelas redes sociais. Se soubesse dos temas que ali encontraria, não o teria lido. Não teria (...)
Seg | 28.04.25

Um homem bom

Purpurina
Lembro-me bem da sensação de ver partir pessoas boas. Às vezes mudavam de emprego, de cidade, de vida. Outras vezes, era simplesmente o tempo delas de seguir caminho. Pessoas que faziam falta. Que marcavam. Que cuidavam. Chorei algumas despedidas — de professores, colegas, chefes — gente que, com um gesto simples ou uma palavra certa, fazia diferença no meu dia. As pessoas boas reconhecem-se com facilidade: tratam-nos bem mesmo quando nada temos para lhes oferecer. Não fazem (...)
Qua | 29.01.25

Sobre a questão do “alegado” desvio das malas

Purpurina
Sobre esta questão, que está a ganhar uma popularidade desmesurada em relação ao interesse público que tem comparado a outras questões, apraz-me opinar um pouco. Sou a antítese de um simpatizante do Chega. Discordo de praticamente tudo na postura do partido. Não me identifico em nada com as pessoas que votam no Chega, embora tenha algumas entre pessoas chegadas e de quem gosto (todos têm aquele tio do amigo e aquele amigo do amigo). Não acho que quem cometa pequenos ou grandes (...)
Qui | 19.12.24

A pressão social que nos asfixia por todo o lado

Purpurina
Tens de ser uma boa mãe. Nada de gritos, nada de incutir sentimentos de culpa. Não te esqueças de ser uma boa esposa. Temos de regar a relação todos os dias. Sê boa e gentil. Cuida de ti para poderes cuidar melhor dos outros. Sê boa e empática para todos. A grandiosidade não está em ser simpática para quem é amável; isso é fácil. Deves mostrar-te benevolente para quem te trata mal, pois são esses os que mais precisam. Sê eficiente e produtiva no trabalho. Proativa, (...)