"Tu não és os outros"

Não sei se isto é um defeito, um tique ou algo que fui aprendendo com o tempo. Quando me dizem: “Vai por ali”, eu quase sempre pergunto: “Porquê?”. E mesmo que todos à minha volta sigam por ali, eu ainda vou perguntar “porquê” e “para quê”.
Ao longo da minha vida, fiz muitas coisas de forma diferente da maioria. Outras, fiz exatamente como os outros. Mas fui eu que escolhi, sempre, o caminho. Sabia também que tinha de ir com os meus próprios pés e com os meus recursos. E assim fui, livre, tendo a sorte e a vontade de escolher o que me faz sentido.
É isso que tento ensinar aos meus filhos. Aquela velha frase de mãe: “Não quero saber o que os outros fazem. Interessa-me o que tu fazes” ou “tu não és toda a gente”, só faz sentido quando somos os primeiros a praticá-la.