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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qua | 14.01.26

A Inteligência artificial vai originar mais manipulação ou mais pensamento crítico?

Purpurina
Confesso que, quando começámos a ouvir falar de Inteligência Artificial e a perceber a velocidade a que ela crescia — e como as suas potencialidades se tornavam cada vez maiores — senti, acima de tudo, curiosidade. Sempre gostei muito de novas tecnologias. Assim que surgem e sempre que me é possível, começo a utilizá-las, a explorá-las, a tentar perceber o que é que podem fazer por mim. Tal como aconteceu com o aparecimento da internet, das redes sociais e de tantas outras (...)
Seg | 12.01.26

A escrita é a minha ferramenta preferida

Purpurina
Desde que me lembro de aprender a escrever, que utilizo a escrita como uma ferramenta para tudo na vida. Com cerca de nove anos já escrevia um diário, onde colocava os meus pensamentos e, sobretudo, as coisas que me aborreciam. Era uma espécie de terapia. Mais tarde, quando surgiram os blogs, comecei logo a escrever num. Já tive vários, todos muito diferentes. Os primeiros eram muito existencialistas, melancólicos e filosóficos, a ponto de alguns amigos e familiares ficarem (...)
Qui | 27.11.25

"Tu não és os outros"

Purpurina
Não sei se isto é um defeito, um tique ou algo que fui aprendendo com o tempo. Quando me dizem: “Vai por ali”, eu quase sempre pergunto: “Porquê?”. E mesmo que todos à minha volta sigam por ali, eu ainda vou perguntar “porquê” e “para quê”. Ao longo da minha vida, fiz muitas coisas de forma diferente da maioria. Outras, fiz exatamente como os outros. Mas fui eu que escolhi, sempre, o caminho. Sabia também que tinha de ir com os meus próprios pés e com os meus (...)
Qui | 24.07.25

Leitura essencial: Testamentos, de Margaret Atwood

Purpurina
Ando a ler Testamentos, de Margaret Atwood. Este livro é a continuação de A História de uma Serva, que li há poucas semanas. Já tinha visto alguns episódios da série baseada no primeiro livro, mas achei-a excessivamente violenta e focada em aspetos que, para mim, não eram os mais interessantes. Os livros, por outro lado, tocam em questões que me interessam profundamente. Sinto que Testamentosé um livro muito importante — em qualquer época, na verdade, mas especialmente nos (...)
Sex | 18.07.25

Coisas que percebemos como aborrecidas mas que, afinal, são boas

Purpurina
Quando era criança – e até uma jovem de 13 ou 15 anos – era bastante solitária. Sentia-me mesmo muito sozinha. Não aborrecida. Nunca me aborreci verdadeiramente, com a mente caótica e cheia de pensamentos que tenho. Mas não tinha ninguém com quem partilhar esses pensamentos. Foi por isso que comecei a ganhar o hábito de escrever um diário – não tanto sobre o que me acontecia (porque me parecia pouco memorável, nada de especial ou variado), mas sobre o que me passava pela (...)
Qui | 17.07.25

A simplicidade dos grandes

Purpurina
Uma característica que tenho observado nas pessoas que mais admiro — sejam músicos, escritores, médicos, políticos, filósofos, professores ou simplesmente humanistas — é a sua personalidade verdadeiramente simples, curiosa e humilde. Tenho reparado que, muitas vezes, quem cria as obras mais bonitas (pelo menos do meu ponto de vista) são precisamente aqueles que menos se preocupam com os louros, o reconhecimento, os prémios ou as competições. São pessoas que se interessam (...)
Qua | 02.07.25

Bocadinhos de humanidade

Purpurina
Apesar de ter estudado Comunicação Social — e talvez por isso mesmo — há muitos anos que deixei de ver notícias de forma assídua, sobretudo na televisão. Quando quero manter-me informada (e a verdade é que tento fazê-lo todos os dias), recorro a meios escritos, normalmente jornais online. Também sigo alguns podcasts, que considero mais sérios e ponderados. Sempre que posso, tento olhar para os vários lados de uma questão. Ouço vozes diferentes, especialmente quando se (...)
Qui | 26.06.25

Coisas que acontecem a pessoas tímidas, durante uma viagem de avião

Purpurina
Na minha mais recente viagem de avião, fiquei sentada num dos lugares do meio. Tinha um senhor do lado da janela e uma rapariga — acho que francesa, talvez — na coxia. Foi uma viagem de duas horas e pouco, e eu achei que talvez não precisasse de ir à casa de banho durante o voo. Bebi alguma água, nada de especial, e estava mais ou menos confortável… até cerca de meia hora antes do voo terminar. O que é que se passa? Como eu não tinha muita vontade de ir à casa de banho (...)
Qua | 25.06.25

Como lidar com a torrente de informação (e desinformação) dos nossos dias?

Purpurina
Vivemos num tempo em que a informação chega até nós de todos os lados, a toda a hora. Notícias, opiniões, teorias, factos, falsidades — tudo se mistura numa torrente difícil de controlar. Nunca tivemos tanto acesso à informação… e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil saber em que confiar. Hoje, qualquer pessoa pode publicar conteúdos e fazê-los chegar a um público vasto — seja através das redes sociais, de blogs, de newsletters ou de simples partilhas em grupos de (...)
Qui | 29.05.25

As cores das minhas memórias

Purpurina
A minha mente está constantemente povoada por uma série de narrativas, mais ou menos com vida própria. Às vezes, paro um pouco para as analisar e refletir sobre as memórias mais vívidas que tenho. Sabem, aquelas que nos permitem sentir o perfume dos sítios, a textura dos tecidos e até o calor de um dia de sol. Sinto que não tenho escolha quanto a estes pensamentos, mas a verdade é que — tenha ou não escolha — gosto deles. Habituei-me a eles e, se não os posso evitar, (...)