Quando o Eduardo ainda era um bebé de colo, talvez com um ano e meio, nós estávamos a passear no parque urbano, com ele no carrinho. Ele tinha uma bolacha na mão e encontrámos um amigo nosso, com um labrador jovem. O labrador, cheio de energia, roubou a bolacha da mão do Eduardo. E ele, que gosta muito de comer, ficou muito ofendido com a situação. Desde então, não gosta de cães e tem mesmo muito medo deles. No outro dia, fomos dar um passeio de bicicleta com um vizinho nosso, (...)
Na vila onde cresci, em Alpiarça, era comum começar a preparar o enxoval de meninas e meninos ainda em criança. Era quase uma coleção que se ia construindo ao longo dos anos, para que, quando chegasse o momento de casar, houvesse já o essencial para compor uma casa. No enxoval entravam panos de tecido, toalhas de mesa, lençóis, toalhas de banho e de WC, sacos de pão, muitos, mesmo muitos, panos de cozinha, colchas, louça, talheres, copos, terrinas para a sopa, talvez panelas, e (...)
No feriado, resolvi brincar à mãe de família típica de um bairro alegre e fui andar de bicicleta com os meus filhos e um vizinho pequeno, muito amigo dos miúdos. Eles foram de bicicleta; eu optei por caminhar. O bairro é muito sossegado e tem bastante espaço, sendo comum ver famílias a passear, pessoas a correr e muitas pessoas a passear os cães. A determinada altura, parámos perto do parque infantil, onde estavam várias crianças, dois homens a conversar e um cão grande, que (...)
Aborrecia-me ver os meus filhos a brigar. A baterem uns nos outros. A darem pontapés debaixo da mesa. A mandarem ao chão os brinquedos alheios só para chatear. A chamarem nomes ao outro logo pela manhã, como quem vai ganhando ritmo para um dia longo. Com a mesma facilidade, encontro-os abraçados no sofá. Quando vêm de uma festa, trazem doces para dividir com os irmãos. Se um está sozinho, arrasta-se pela casa a perguntar, de três em três minutos, quando é que os irmãos chegam. S (...)
Existem duas atividades que me ajudam bastante a descontrair e a afastar-me do stress e do ritmo acelerado do dia a dia. São formas simples de relaxar sem recorrer ao telemóvel ou a conteúdos que, sinceramente, pouco acrescentam. 1. Ouvir vozes calmas, o meu ASMRUma das coisas que mais me relaxa é ouvir pessoas a falar calmamente. Descobri que sou muito sensível a ASMR (Autonomous Sensory Meridian Response) e que certos sons ou situações me causam aquela sensação agradável de (...)
Vocês conhecem aquela sensação de que há algum movimento estranho ao vosso lado, mesmo quando estão muito concentrados a olhar para o ecrã? Aconteceu-me hoje. Eu estava a trabalhar, completamente focada, quando comecei a sentir um incómodo à minha direita. Olhei, e lá estava ela: uma aranha com uns seis ou sete centímetros. Como o Halloween tinha sido há pouco tempo, ainda pensei que fosse uma daquelas aranhas falsas de plástico usadas para decorar a casa. Mas logo percebi que (...)
Quando fui apanhar um pouco de alecrim para aromatizar o jantar, quase bati com o nariz na Dona Aranha. Com 5 cm ou 6 cm, impõe um certo respeito, pelo que não nego que dei um salto para trás de susto. Depois, fui observá-la melhor e deixem-me dizer-vos que é mesmo bonita. A foto mostra-a de barriga, mas tem as costas com riscas amarelas e pretas como um tigre. É conhecida, precisa e justamente, por aranha-tigre ou aranha-vespa e é muito amiga das nossas hortas, porque (...)
Um destes dias estava eu a caminhar com a Lara pela cidade. Foi uma caminhada longa, cerca de 25 minutos, desde a escola até casa. Durante o caminho, ela contou-me um episódio que achei muito interessante. Uma aula não planeada, mas muito importanteNesse dia houve um furo na escola: uma professora faltou e foi substituída pela professora de robótica. Aproveitando a hora, a professora decidiu falar com os miúdos sobre o tempo passado em frente a ecrãs — telemóvel, tablet, (...)
Não vamos falar de baratas. Nem de melgas. Elas não cabem neste texto. Falemos de centopeias e outros insetos. Os insetos incomodam-me cada vez menos. Entendo-os como seres vivos que, por acaso, estão a ocupar o mesmo espaço que eu. Não os adoro, tão pouco os odeio. Respeito-os tanto quanto as minhas imperfeições de ser humano o permitem. Por algum acaso da natureza ou, para os crentes, por decisão divina, eu tenho, nos dias que correm, maior poder de decisão que eles.De (...)
Sobre esta questão, que está a ganhar uma popularidade desmesurada em relação ao interesse público que tem comparado a outras questões, apraz-me opinar um pouco. Sou a antítese de um simpatizante do Chega. Discordo de praticamente tudo na postura do partido. Não me identifico em nada com as pessoas que votam no Chega, embora tenha algumas entre pessoas chegadas e de quem gosto (todos têm aquele tio do amigo e aquele amigo do amigo). Não acho que quem cometa pequenos ou grandes (...)