Na vila onde cresci, em Alpiarça, era comum começar a preparar o enxoval de meninas e meninos ainda em criança. Era quase uma coleção que se ia construindo ao longo dos anos, para que, quando chegasse o momento de casar, houvesse já o essencial para compor uma casa. No enxoval entravam panos de tecido, toalhas de mesa, lençóis, toalhas de banho e de WC, sacos de pão, muitos, mesmo muitos, panos de cozinha, colchas, louça, talheres, copos, terrinas para a sopa, talvez panelas, e (...)
A minha avó paterna foi a única pessoa minimalista que conheci antes de saber o que significava a palavra "minimalismo". Ela vivia de forma tranquila e calma, possuindo muito poucas coisas. Valorizava imenso tudo o que tinha e, quando me oferecia algo, era sempre especial. Hoje, ao procurar ter cada vez menos coisas, percebo como, para além das redes sociais e de toda a informação que procuro na internet, a minha avó foi uma grande influência positiva na minha vida. Atualmente, (...)