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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 05.05.14

Livros que nos alimentam a alma

Desde pequena que, para manter a minha sanidade mental, era impreterível estar sempre a ler algo que me preenchesse completamente a atenção.
Embora sempre tenha lido muito desde que aprendi a fazê-lo, foi aos 14 anos, quando a minha mãe me trouxe da biblioteca "Eva Luna" de Isabel Allende (porque não estava disponível "A Casa dos Espirítos"), que a leitura se tornou vital para o meu equilíbrio mental. 

Fui puxada para "Eva Luna" como para um mundo alternativo e fascinante de onde jamais iria querer sair... até hoje. Lia-o a toda a hora, nas refeições estava sempre aberto, à frente do prato, enquanto enfiava as garfadas na boca sem tirar os olhos daquelas páginas que me causavam sentimentos tão estranhos e intensos.

Durante muitos anos fiz questão de, sempre que possível, estar a ler um livro apaixonante. Isso deixava-me verdadeiramente feliz e serena. Depois, com o tempo e a atenção virada para outras coisas, fui lendo o que aparecia, o que era preciso ler e alguns livros verdadeiramente bons que iam surgindo entre sugestões de amigos e pesquisas na internet.

Cada vez tenho menos tempo para ler. Embora o continue a fazer praticamente todos os dias, já não o faço durante horas e dias inteiros quase sem parar. No entanto, quando encontro um livro que me consegue absorver completamente a atenção, o sentimento de encantamento mantém-se inalterado.

Neste momento estou a ler um desses maravilhosos livros: "A Ilha" de Victoria Hislop, sugerido e emprestado por uma excelente amiga e conselheira, daquelas que quando conhecem algo extraordinário, não descansam enquanto não colocam outras pessoas a usufruir disso. Eu também sou assim, por isso prezo muito que façam o mesmo comigo. 
Se descubro uma música que me faz arrepiar até ao osso, tenho vontade de amarrar uma pessoa a uma cadeira, com uma mordaça na boca, uma venda nos olhos  e os ouvidos bem descobertos até ela encontrar na música o mesmo que eu ou, pelo menos, ter tido a oportunidade de a conhecer. Se não gostar... paciência. 

Isto para dizer que volto a experimentar aquela sensação boa de querer ter uns minutos livres para voltar a uma realidade, tão deliciosamente descrita, que nos embala os sentidos e a mente durante todo o tempo que lhe dedicamos.

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