Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 12.01.26

A escrita é a minha ferramenta preferida

escrever 7.pngDesde que me lembro de aprender a escrever, que utilizo a escrita como uma ferramenta para tudo na vida.

Com cerca de nove anos já escrevia um diário, onde colocava os meus pensamentos e, sobretudo, as coisas que me aborreciam. Era uma espécie de terapia.

Mais tarde, quando surgiram os blogs, comecei logo a escrever num. Já tive vários, todos muito diferentes. Os primeiros eram muito existencialistas, melancólicos e filosóficos, a ponto de alguns amigos e familiares ficarem preocupados ao ler o que eu escrevia. Não havia motivo. A minha escrita é naturalmente melancólica, talvez até um pouco pessimista.

Ainda assim, considero-me uma pessoa otimista. Tenho fé de que as coisas vão correr bem e não me deixo abater quando correm mal. Mas, nos meus pensamentos mais profundos, existe um lado sombrio e isso refletia-se claramente nos meus primeiros blogs.

Com o tempo, a escrita foi mudando comigo. Hoje escrevo mais sobre o dia a dia, pensamentos, maternidade e sobre a vida que tenho neste momento. Continuo, no entanto, a usar a escrita para pensar e organizar sentimentos, ideias e a própria vida.

Preciso sempre de papel e caneta. No trabalho ou em casa, escrevo tudo: tarefas, ideias, receitas, listas de tudo e mais alguma coisa, até como vou arrumar as gavetas. O digital não funciona comigo. Uso o calendário do telemóvel apenas para reuniões, consultas médicas e tarefas muito específicas.

Tenho ideias constantemente — de dia, de noite — para videoclipes, filmes e performances artísticas. Invento personagens, situações, pessoas. Nem sempre escrevo tanto quanto gostaria, mas sei que esse exercício mental pode vir a ser útil.

Escrever, para mim, é mais do que trabalho ou lazer. É indissociável de quem eu sou. Não consigo imaginar a minha vida sem escrever. A escrita é o meu instrumento de pensamento: é assim que coloco o pensamento cá fora e o organizo dentro da minha cabeça.