E pronto, oficialmente já não tenho bebés em casa. O meu filho mais novo, o meu último bebé, já fez 6 anos e, na verdade, já deixou de ser bebé há muito tempo. Embora seja o mais novo, parece ter sido o que menos tempo foi bebé. O rapaz é grande e, olhando para ele, facilmente lhe damos mais anos do que realmente tem. O seu tamanho contrasta com a sua maneira mimosa de falar, algo que sempre me enternece. Por vários motivos, o Eduardo não teve festa de aniversário nos (...)
Cá por casa, seguimos o caminho do minimalismo. No entanto, muitas vezes, especialmente no que diz respeito aos meus filhos, questiono-me se estou a exagerar. Outras vezes, sinto-me mais confiante nesta postura, como aconteceu recentemente com a minha filha, Lara. A Lara aprendeu a jogar damas com um amigo nas atividades de tempos livres das férias. Quando chegou a casa, pediu-nos para lhe comprarmos um jogo de damas. Sou muito a favor de jogos de tabuleiro e temos alguns em casa. Damas (...)
Um dos meus maiores desafios na maternidade é assistir às discussões dos meus filhos. Quem teve irmãos, ou tem filhos de idades próximas, dirá que não é nada de especial e, de facto, não é. Não são discussões demasiado violentas (embora haja ocasionalmente chapadas e pontapés), nem demasiado frequentes, mas mexem muito com os meus nervos. Creio que não estou errada ao relacionar esta minha baixa tolerância às discussões a alguns traumas de infância. Simplesmente, (...)
Em casa, temos apenas uma televisão, que fica numa sala mais pequena, dedicada aos brinquedos, aos jogos de consola e ao visionamento de filmes e séries. Basicamente, quando os miúdos querem ver televisão, decidimos em conjunto o que vão ver e eles ficam nessa sala, que está ao lado da sala de estar. Sempre que começam a discordar de forma mais acesa sobre a programação ou tentam enganar-se uns aos outros, troco o que estavam a ver por algo escolhido por mim, normalmente algo (...)
"Hoje é quarta-feira, por isso sim, podes ver porcarias.", respondo eu, ao meu filho, de cinco anos. Sou muito pouco apologista do uso de ecrãs pelos meus filhos. Ainda assim, eles veem muita televisão, jogam e assistem a vídeos sem sentido no YouTube. Estes últimos incluem tubarões a comer o Homem-Aranha, numa produção que parece ter sido feita com o Paint, bolas de metal magnéticas a colarem-se umas às outras, adultos a brincar com bonecas, adultos a abrir ovos Kinder, entre (...)
Tenho três filhos com idades próximas. Não passa um dia sem que eu pense que poderia e deveria ser uma mãe melhor e uma pessoa melhor. Deveria gritar menos, ser menos controladora, dar-lhes mais doces, brincar mais com eles, ensiná-los mais coisas, estar mais bem-disposta, mais bonita, mais penteada. Deveria esforçar-me mais para cozinhar melhor, tirar melhor as nódoas das t-shirts brancas, lembrar-me sempre do protetor solar e deixá-los arriscar mais… Mas, às vezes, opto por (...)
Um dos dramas de uma criança de cinco anos, nos dias que correm é... espantem-se: "Não ter nada que fazer." Ora, normalmente isto acontece quando a televisão se encontra desligada e as irmãs estão entretidas com alguma atividade solitária. Esta manhã, a dez minutos de sairmos todos de casa para a escola e para o trabalho, diz-me pela 20ª vez o Eduardo: "Não tenho nada para fazer ... a não ser comer macacos do nariz". É isto.
Aos 5 anos, Eduardo é um menino cheio de energia, extremamente ativo e sempre pronto para brincadeiras e palhaçadas, sendo ocasionalmente teimoso. No entanto, devo admitir que tem uma personalidade muito fácil. É conciliador, prontamente cede às irmãs e tem uma qualidade que aprecio muito: oferece-se frequentemente para ajudar nas tarefas domésticas e realiza tudo o que pode, da melhor forma possível para a sua idade, sem reclamar. Às vezes, preciso pedir-lhe que pare de (...)
Num mundo onde o tempo é um recurso escasso e o trabalho domina a maior parte do nosso dia, é fácil perder de vista o que realmente importa. E quando se trata de criar e educar os nossos filhos, percebo que é o tempo que se torna o recurso mais valioso, até mais do que o dinheiro. Atualmente, com os horários de trabalho cada vez mais longos e as exigências constantes da vida profissional, sinto que o tempo que tenho com os meus filhos é uma corrida contra o relógio. Passamos os (...)
Educar crianças é como andar na corda bamba entre a responsabilidade e a diversão. Por um lado quero que se divirtam e passem tempo a brincar, por outro, quero incutir-lhes a responsabilidade de contribuirem para o bem da família, responsabilizando-se por uma parte da organização da casa. Com este propósito em mente, decidi testar algo novo com os meus três filhos de 5, 7 e 10 anos: atribuí-lhes a árdua missão de dobrar e arrumar a roupa miúda e aborrecida lavada, como cuecas (...)