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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sex | 30.08.19

Peculiaridades das minhas filhas #1 Massagens

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A Lara estava com uma otite e eu fiquei com ela na cama a fazer-lhe massagens até ela adormecer.

Na verdade as massagens são mais umas festinhas leves que lhe vou fazendo nos braços, nas pernas, nas costas, na barriga.

Eu também gosto muito dessas "festinhas leves" e até faço a mim própria muitas vezes.

Voltando à Lara, à medida que vou fazendo as massagens, ela vai estendendo um braço, ou uma perna ou vai-se virando e indicando onde quer as massagens.

Quando vejo que está a dormir, saio da caminha dela devagarinho e vou dar um beijinho de boa noite à Maria, que ainda está acordada.

A Maria pega-me na mão e começa a esfregá-la nas suas costas e nos braços, a fazer de conta que eu lhe estou a fazer massagens.

A determinada altura olha para mim, a rir-se com um ar muito maroto e diz: "Agora no sovaco!"

É isto. 

 

Qui | 29.08.19

Os meus bebés pequenos

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A Maria e o Eduardo são muito cómicos um com o outro.

Ele procura muito as duas irmãs mas parece achar especial graça à Maria. Gosta de lhe tirar coisas da mão e de se mandar para cima dela. Às vezes ela acha graça, outras nem por isso.

Quando o Eduardo a “chateia” muito ela dá-lhe um safanão com a mão e ele dá-lhe outro de volta.

Ainda assim diria que se dão bem. Ela gosta de lhe dar bolachas (das comestíveis, entenda-se) e, quando está bem-disposta, dá-lhe brinquedos e até brinca com ele.

Às vezes acontece alguém nosso conhecido ter o Eduardo ao colo e insinuar que o leva para casa. Quando isso acontece, a Maria fica numa grande aflição. Começa a choramingar e a andar nervosamente de um lado para o outro, como que a pensar numa forma de não deixar que isso aconteça.

No início, quando a víamos a choramingar, no meio de conversas, nem nos apercebíamos dos motivos. Depois detetámos o padrão de comportamento e víamos que sempre que alguém se aproxima demasiado do Eduardo ela fica nervosa.

Tão fofinha! Às vezes pensamos que ela, sendo filha do meio, talvez gostasse de ter mais momentos de atenção personalizada e de filha única (e gosta, de certeza), mas a verdade é que os irmãos também lhe fazem muita falta. 😊

Seg | 26.08.19

Maria #27 A Maria fez um amigo

 

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Num belo dia de sol sol fomos com os miúdos até às piscinas.

Para meu espanto, as miúdas preferiram ficar na piscina dos adultos, com as respetivas braçadeiras, uma vez que não sabem nadar ainda. 

Estava eu com o Eduardo ao colo quando me aproximo da beira da piscina, onde as miúdas estavam com o pai e vejo a Maria ao pé de um menino (de uns 12 anos). A Maria saltava para a piscina e o menino agarrava-a ao colo e ficava a ensina-la a nadar e a brincar com ela.

Para meu espanto (uma vez que a Maria é muito reservada e não interage facilmente com qualquer pessoa) a Maria saía da piscina e chamava o menino para a ajudar e depois ria-se muito para ele, muito feliz por ele estar a dar-lhe atenção e a brincar com ela.  E assim ficaram durante imenso tempo.

Assim que me viu, o menino falou comigo e ficamos a conversar um bocadinho enquanto ele ia tomando conta da Maria, como um verdadeiro irmão mais velho.

Fiquei a saber que o menino tinha um irmão da idade da Maria e estava ali com uma prima da mesma idade e outros familiares. Fiquei, também, a saber que o menino era muito sensível e sempre que via alguém em dificuldades não conseguia impedir-se de tentar ajudar. E a Maria, como é seu hábito, estaria ali na piscina a queixar-se imenso e a gritar ocasionalmente (culpa do signo?) e o menino há-de ter tentado tornar o processo de usufruto da piscina, por parte da Maria, menos penoso.

Nesse processo, ficaram amigos.

E eu acabei por ficar ali imenso tempo a conversar com o menino e com a prima dele, encantada com aquelas crianças tão queridas, sensíveis e maduras para a idade. Pensei logo que estes miúdos devem ter uma família incrível porque eram mesmo fantásticos: sociáveis, empáticos, conversadores e muito queridos.

Ficámos até os funcionários da piscina indicarem que estava na hora de fechar.

Sab | 24.08.19

Irmãos #2

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Estes dois são muito cómicos.

O Eduardo anda atrás da Maria, como da Lara, e manda-se para cima dela. Interessa-se por qualquer coisa que ela tenha na mão e tanta tirar-lha com a maior das latas.

A Maria, que fazia o mesmo à Lara, não tolera muito o comportamento do irmão. Às vezes levanta-lhe a mão e ele defende-se logo fazendo o mesmo.

Muitas vezes brinca com ele, conversa com ele e dá-lhe brinquedos para o distrair. Se acha que ele está em perigo, corre a chamar-nos. Se ele tem cocó, corre ainda mais depressa a chamar-nos e a gritar. A tolerância da Maria a cheiros desagradáveis está abaixo de zero.

Chama-o de Eduardo desde sempre. Não há cá Edu ou Dudu. Eduardo, pronunciado com todas as letras de forma corretíssima, desde que tem dois anos.

Às vezes dá-lhe uns ataques de meiguice desajeitada (própria dos seus 3 anos) e tenta abraçar o Eduardo com quantas forças tem. E ele, meio atarantado, tenta escapulir-se como pode.

Às vezes, na brincadeira, algumas pessoas dizem que levam o Eduardo para a sua casa. A Maria fica muito angustiada e chora. Nem consegue pensar nisso. Agora, sempre que alguém se aproxima muito do Eduardo, ela fica muito alerta e não desprende os olhos da pessoa.

Querida filha!

Qua | 21.08.19

Lara #26 A acrobata!

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A Lara sempre foi bastante ágil e enérgica.

Com 11 meses já andava sozinha muito bem o que fazia alguma confusão, uma vez que não tinha um único dente na boca.

Gosta de trepar a tudo quanto é sitio e fazer acrobacias várias cá por casa. 

Há umas semanas, a Lara viu uma menina a trepar a um "encaixe"  de porta num dos canais de Youtube que sigo.

Desde esse dia que tem tentado fazer o mesmo cá em casa, treinando todos os dias.

Agora é uma das atividades preferidas dela, trepar aos encaixes das portas e acrescentar cada vez mais dificuldade ao exercício, tentando apanhar objetos que deixa em locais estratégicos.

Bom... creio que tenho que pensar numa atividade extra-curricular para ela.

 

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Dom | 18.08.19

Maria #26

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A Maria, que estava sentada no sofá  a ver desenhos animados, tinha uma ferida no joelho já com crosta.

A determinada altura, vou ao pé dela e vejo que a ferida do joelho está vermelha e com um liquido amarelado.

Pergunto à Maria o que aconteceu à ferida dela e se ela arrancou a crosta.

Responde-me que tirou a “casca”.

Olho à volta para ver se a encontro no sofá. Ainda era do tamanho de uma moeda de 20 cêntimos!

Eu:
“Maria, onde está a crosta? Comeste-a?!!!”

Responde a Maria:
“Nãaaaaoooo. A “casca” foi-se embora.. Foi para a sua casa.”

Seg | 12.08.19

O parto: 5 coisas que eu teria feito diferente se soubesse o que sei hoje

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Três partos induzidos depois, todos semelhantes no inicio e com várias diferenças entre eles no meio e no fim, creio que já reúno uma certa autoridade para dar algumas dicas sobre o tema.

Não vou falar do que fiz bem ou mal porque, na altura, fiz o que podia e sabia com a informação que tinha. Vou falar antes do que faria diferente se tivesse o conhecimento que tenho hoje (era bom não era?).

Fazia um plano de parto
Pode parecer um bocadinho desnecessário e, sinceramente, não sei se faria diferença, mas na altura do parto acabamos por ir com a corrente e deixar de lado alguma convicção ou vontade firme que tivéssemos. Acho que até nos esquecemos de como se respira, tal é a vontade de despachar a situação o mais rápido possível.
Por isso, ter por escrito aquilo que esperamos da equipa médica durante o parto é sempre uma garantia, se não do que vai acontecer, pelo menos do que gostaríamos que acontecesse.

Insistia sempre na epidural
Bom, a meu favor digo que esta parte aprendi logo à primeira.
Se no parto da Lara fui na conversa de que é preciso sentir qualquer coisa para fazer força e blá, blá, blá para o parto correr melhor, nas vezes seguintes insisti várias vezes para me reforçarem a epidural. Se não existir nenhuma razão médica relacionada com a saúde da mãe ou do bebé para não fazer (ou reforçar) epidural, não me lixem... Dispenso bem sofrimento desnecessário.
Tive epidural reforçada nos partos da Maria e Eduardo e fez-me toda a diferença em relação ao parto da Lara. Por isso, se quiserem fazer epidural, insistam no vosso direito a ter menos dores. 


Pedia biberão para os meus filhos sempre que quisesse descansar
Isto pode ser polémico, eu sei. Não me interpretem mal nem encarem isto como um conselho (só se quiserem). Mas, se fosse hoje, pedia biberão para os meus filhos de vez em quando.
No caso dos meus três filhos eles eram os únicos que estavam a mamar e eram os únicos que berravam imenso todos os dias. Eu não conseguia dormir nada e estava de rastos. A minha experiência no pós parto, no hospital, foi sempre muito marcada por um cansaço extremo por não conseguir dormir e ter os miúdos sempre a berrar. Ainda tinha o stress de outras mães mostrarem algum aborrecimento com a situação, já que os seus bebés estavam tranquilissimos.

Acredito que o processo de amamentação é diferente para todas as mulheres e que não existem verdades absolutas e métodos infalíveis para fazerem com que a amamentação resulte.

Por isso acho que mesmo que os bebés bebam algum leite artificial no inicio, a amamentação pode fazer-se com sucesso durante muito tempo.

Amamentei os meus 3 filhos (ainda amamento o Eduardo, com um ano) e sou totalmente pró amamentação mas no inicio teria feito diferente.

 

Teria levado menos coisas na mala do bebé
Até me considero uma pessoa bem minimalista mas exagerei no número de roupas que levei na mala do bebé. Fui reduzindo com a segunda filha e terceiro filho mas, ainda assim, foram coisas a mais. Como vivo perto do hospital bastava deixar alguns conjuntinhos preparados em casa que o Milton depois levava, no caso de ser necessário.

Teria deixado comida congelada preparada e teria procurado um bom sitio onde pudesse comprar comida feita
É das coisas que mais dá jeito nos primeiros dias: comida. Depois de ter já filhos pequenos isso ainda se torna mais evidente. Se podemos descurar algumas coisas, como a arrumação da casa, não podemos deixar de comer. E fazer comida com crianças pequenas em casa, além de um bebé recém nascido, pode ser bem desafiante. Por algum motivo, não tive a preocupação de deixar comida feita para ter em casa nos primeiros dias depois do parto.

E vocês? O que teriam feito de diferente em relação ao parto (se é que  fariam algo diferente)?

Podem ler sobre os meus partos aqui, aqui e aqui.

 

Sab | 10.08.19

Descoberta do mês: Jogos educativos a partir dos 3 anos

Ando sempre à procura de jogo educativos para as miúdas. O miúdo ainda não entra muito neste esquema mas está para breve.

Curiosamente a loja do chinês tem sido um dos sítios onde encontro jogos educativos interessantes e baratos.

As últimas preciosidades que por lá encontrei foram umas fichas da europrice com vários tipos de jogos educativos para crianças a partir de 3 anos. Comprei logo vários, assim "à bruta": para 3 anos, 4 anos, 5 anos e 7 anos.

As miúdas amaram! Estão sempre a pedir para fazer estes jogos e fazemos uns 5 a 10 cartões por dia.

São mesmo muito interessantes e servem não só para percebermos o que é que os miúdos já sabem a vários níveis (lógica, português, matemática, etc.) como os estimula a querer aprender mais.

Recomendo bastante. Podem procurar em lojas com artigos de papelaria ou podem ver aqui mais artigos do mesmo género.

Não sendo nada consumista e não comprando quase brinquedos nenhuns para os meus filhos, nestas coisas gasto dinheiro de boa vontade.

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Qua | 07.08.19

Livro de Elogios #2 Caldeira Velha

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Numa altura em que tenho andado um bocadinho menos otimista em relação ao atendimento em diversos serviços - de serviços públicos a privados - eis que eu, o Milton e a Maria somos brindados com um serviço excecional a vários níveis, numa manhã em que fomos até à Caldeira Velha, um local lindíssimo no centro da ilha de São Miguel com piscinas naturais de água quente.

Não ia lá há muitos anos mas sempre considerei a Caldeira Velha o local mais bonito da Ilha de São Miguel. 

Encontrei um sítio bem diferente do que eu conhecia. Tinha mais piscinas para além da piscina principal (aquela com a cascata), tinha balneários, um Centro de Interpretação, casas de banho, excelentes acessos, parque de estacionamento e muitos turistas.

Apesar de ter imensos turistas (bem mais que residentes nos Açores) não estava demasiado cheia ou intransitável. Todas as infraestruturas novas, a maior parte em madeira, enquadram-se de uma forma muito harmoniosa na paisagem, o que me deixou bastante bem impressionada. 

Mas falemos de recursos humanos.

Ainda estávamos a caminho, a tentar perceber onde devíamos parar o carro, quando somos abordados por um jovem num jipe, que nos indica que podemos estacionar num parque de estacionamento bem mais perto da Caldeira Velha. Muito prestável, o simpático funcionário da GreenTours, ainda nos escoltou até um belo lugar de estacionamento. Sempre com uma simpatia exemplar (aquela simpatia que cai sempre bem e nos melhora realmente o dia, sem cair no exagero) desejou-nos um excelente dia e foi à sua vida. Isto é que é publicidade boa para a empresa onde ele trabalha.

Ao chegar à entrada da Caldeira Velha verificamos que os residentes nos Açores não pagam. Que maravilha! Afinal o turismo não nos vem privar, assim tanto, do acesso livre às belezas naturais dos Açores.

E, percebendo que não tinha levado os documentos comigo, verifico com a alma já chocada com tantas facilidades, que bastava dar o número do Cartão de Cidadão aos senhores da entrada. Ele conseguiram, muito facilmente, verificar que eu era residente e não colocaram nenhum entrave à ausência do documento de identificação.

E assim passámos quase duas horas nas maravilhosas piscinas de água quente da Caldeira Velha, no dia de férias que dedicámos à Maria, numa das tradições que vamos adotar na nossa família: o "dia do filho único".

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