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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 03.12.17

Quando cuido das minhas filhas cuido da minha criança interior

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Muitas vezes olho para as minhas filhas, principalmente para a Lara que é claramente mais parecida comigo, e vejo a criança que fui. Ou melhor, vejo uma versão muito melhor da criança que fui.

Olho para as minhas duas meninas e vejo-me menina, assumo os meus pensamentos, os meus medos e as minhas alegrias de infância.

Quando beijo as minhas filhas de noite e lhes digo que são a minha maior felicidade e alegria, estou a fazer exatamente aquilo que me faria sentido como criança.

Quando as minhas filhas me querem mostrar alguma coisa, olho mesmo para elas e dou-lhes a minha atenção toda, que é o mínimo que elas merecem. Bom… sempre que posso e menos vezes do que gostaria mas, ainda assim, esforço-me para que aconteça cada vez mais vezes.

Quando as minhas filhas fazem birras e gritam tento abraçá-las e consola-las e, quando elas não querem, fico em silêncio, e deixo a birra acalmar por si.

Quando reparo que estou a vestir as minhas filhas à pressa, paro um pouco e recomeço a vesti-las com mais meiguice e cuidado, como gostava que fizessem com a criança que fui.

Quando cuido das minhas filhas, estou a cuidar da criança que fui, estou a amar a criança que fui e estou a dar à criança que fui todas as condições que creio serem indispensáveis para que ela cresça com uma boa auto-estima e sobretudo com uma inteligência emocional saudável e equilibrada.

E quero dar tanto mais às minhas filhas e não sei sequer o quanto é que isso depende de mim. Gostava que tivessem sempre a capacidade e vontade de sonhar, que nunca lhes falte imaginação, ânimo para recomeçar sempre que for preciso e muita paciência e sabedoria para encarar a vida de uma forma tranquila e feliz.

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