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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 18.01.18

Uma sopa que ela adora

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Creme de Bróculos

 

A minha filha de 3 anos anda esquisita para comer sopa. 

Diz quase sempre que não está boa e, normalmente, só come se lhe dermos à boca.

Na verdade o que faço são cremes de legumes e vou variando os legumes até ver do que ela gosta mais.

A semana passada tive sorte de fazer uma mistura muito feliz que ela adorou.

Segue receita:

- 700 g de bróculos (podem ser congelados)

- 1 cebola grande

- 2 dentes de alho

- 1 batata doce grande

- 2 curgetes

- 2 cenouras

- 1 colher de chá de sal dos himalaias (às vezes nem ponho sal)

- 2 colheres de sopa de azeite extra virgem

 

Coloco todos os legumes na panela com o sal e cobertos de água.

Cozem durante 40 minutos.

Depois de cozidos, coloco o azeite e uso a varinha mágica para fazer o creme.

Mais simples impossível e o facto é que a Lara adorou este creme.

Normalmente não coloco muitos legumes em cada sopa. O que faço é sopas alternadas de várias cores: faço uma verde, uma branca e uma laranja. Esta foi a verde desta semana e foi saborada com muita alegria. :)

Bom apetite. :)

 

 

Qua | 17.01.18

Produtos que experimentei e gostei

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Para mim a maquilhagem serve apenas para uma coisa: para parecer que acordei, lavei a cara e saí de casa, fresca e fofa.

Portanto gosto de maquilhagem que serve para parecer que estou apenas de cara lavada e, claro, para parecer que fui brindada com uma pele fantástica que não precisa de mais nada do que um bocadinho de água logo de manhã.

De maneira que o que uso resume-se a bb cream, corretor de olheiras e máscara de pestanas. Nos dias de festa e boa disposição também posso lápis preto nos olhos. Nada mais que isso.

E, dado que os produtos que usava estavam a acabar, a Éclatant teve a gentileza de me enviar alguns produtos para eu experimentar.

Experimentei e gostei. Gostei muito, mesmo, e vou explicar porquê.

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- BB cream Elizabeth Arden
Tem uma cobertura fantástica sem deixar de ser natural e discreto, não é nada oleoso (o que para mim seria um problema por ter a pele muito oleosa), cheira mesmo muito bem e tem proteção solar SPF 30, o que é excelente. Como tenho a pele muito sensível ao sol tinha que usar um protetor solar antes do bb cream e agora já não é preciso. Para mim é fantástico. Quanto menos cremes tiver que aplicar melhor.


- Corretor de olheiras Guerlain
É em creme e cumpre a sua função perfeitamente. Disfarça muito bem as olheiras e é muito fluído e fácil de usar. Antes usava um de caneta e não era tão interessante porque se notava e não conseguia espalhá-lo tão bem.


- Verniz Revlon
É um bom verniz transparente, com uma cor... transparente e brilhante. Estou bastante satisfeita e não tenho muito mais a dizer. Oh... tenho sim. Com o tempo não fica feio e amarelado como alguns. Continua clarinho e bonito. É uma vantagem.

Éclatant é uma loja online de produtos de cosmética que tem marcas fantásticas a preços muito simpáticos. Encontram no site uma vasta gama de produtos desde cosmética, linhas de banho, maquilhagem, perfumes, óculos de sol, produtos para o cabelo até protetores solares, que podem ser entregues na vossa casa em pouco tempo. Super prático e simples.

Ora espreitem aqui.

Seg | 15.01.18

Super Nanny Portugal - Vi e gostei

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Assim que ouvi falar deste programa fiquei bastante curiosa. Primeiro pelo tema da "Educação Infantil" que me é muito querido e depois pela polémica que gerou.

No observador diz-se que o programa pode violar os direitos das crianças "designadamente o direito à sua imagem, à reserva da sua vida privada e à sua intimidade”. Menciona-se ainda que o formato apresenta “conteúdo manifestamente contrário ao superior interesse da criança, podendo produzir efeitos nefastos na sua personalidade, imediatos e a prazo“.

Depois de ler algumas coisas sobre o programa, e para falar com algum conhecimento de causa, decidi ver o episódio do programa português e um episódio aleatório do programa brasileiro. Os dois programas retratavam duas famílias bem diferentes que lidavam com o mesmo problema: crianças indisciplinadas e pais que não faziam ideia do que fazer para lidar com essa situação.

Nos dois casos uma especialista ia a casa dos pais convivendo com eles durante alguns dias, ajudando-os a refletir sobre a situação da família e dando-lhes ferramentas para resolver os problemas da forma mais razoável e positiva para pais e filhos.

Sinceramente gostei do programa. Achei-o educativo e bastante útil. Perante a programação televisiva que nos é apresentada todos os dias, este programa pode efetivamente fazer mais pelas pessoas do que queimar-lhes neurónios a uma velocidade alucinante (como fazem outros programas).

Se eu acho bem que mostrem as caras das crianças e exponham a sua intimidade?

Não, mas também não me choca (já chocou mais). Não existem outros programas que o fazem? E o que dizer do trabalho infantil em televisão e publicidade? E os blogues? E o youtube? Qual é verdadeiramente a diferença?

Se eu acho que este programa é a melhor forma de educar famílias?

Claro que não. Mas perante a óbvia realidade de que a maior parte das famílias não tem acesso a um especialista que vá a sua casa ajudar a resolver estes problemas, julgo que temos aqui uma boa forma de ajudar muitas famílias (as dos programas de televisão e muitas outras que assistem ao programa e se deparam com as mesmas questões).

Claro que é um programa que ganha dinheiro com a exploração da intimidade e da imagem das crianças para obter audiências e, consequentemente, dinheiro. É o mundo em que vivemos. Mas se pudermos aliar o interesse das estações televisivas a algo que pode ser bom para a sociedade e famílias, porque não?

Nem estou a insinuar que o programa é perfeito e que o que é ensinado aos pais é o mais correto. Cá em casa não temos bancos para pensar nem sistema de recompensas para bons comportamentos porque não acreditamos nisso. Para outras famílias talvez resulte bem assim. Sempre é melhor que gritos, insultos e palmadas, não? 

Uma coisa é certa: há imensas famílias com problemas de disciplina com as crianças. Estes, são problemas dos pais e nunca das crianças (nenhuma criança se comporta todos os dias de uma forma completamente irregular por culpa sua) e os pais não conseguem ver isso.

Há imensas famílias onde tudo o que se dá a uma criança é comida, cuidados básicos e brinquedos negligenciando completamente o amor, o afeto, o carinho, as regras, a disciplina, a atenção e o diálogo. Já vi famílias em que as crianças são tratadas da mesma forma que um animal doméstico a quem apenas se dá alimento e sítio onde dormir. E eu não acho que isso seja digno para os animais que merecem, também, todo o nosso afeto e atenção. O que dizer das crianças...

E os pais que negligenciam os filhos em cuidados tão básicos como o amor, a atenção e o carinho não fazem ideia nenhuma de que o estão a fazer. Para eles dar comida, cama e roupa lavada já é ser um pai (ou mãe) excelente. Até porque muitos talvez nem isso tenham tido na infância. 

Tenho para mim que os pais que mais precisam de apoio neste campo são os que mais provavelmente poderão estar a assistir televisão num domingo à noite. Então se puderem ver a Super Nanny em vez da Casa dos Segredos (ou outro), parece-me ótimo.

Para algumas pessoas (ou para todas) é muito mais fácil perceber algumas coisas quando elas estão inseridas num contexto real, que possam reconhecer e com o qual se possam identificar, do que ouvindo um especialista a debitar conceitos estranhos sobre educação. "Ah e tal... falar é muito bonito mas na vida real não é bem assim", diriam muitos.
Este programa vem mostrar a vida real com que todos nós de alguma forma nos identificamos, com que tudo o que isso tem de mau e de bom.

Na minha opinião o saldo é positivo. Pior que a exposição das crianças será o facto de continuarem a ter pais que não fazem ideia do que estão a fazer, comprometendo a relação familiar e o futuro das próprias crianças. E são tantas as famílias a precisar de ajuda.

Por isso, mesmo não sendo esta a ajuda ideal e perfeita os pontos positivos são mais que os negativos.


De acordo com o que o programa diz defender:

"Educar é, sobretudo, um ato de amor, é preparar outro ser humano para a vida, dando-lhe ferramentas emocionais que lhe permitam fazer face tanto aos bons, como aos maus momentos que possam surgir. A criança tem de aprender regras, respeitar rotinas, mas também crescer com a certeza de que é muito amada pelas pessoas mais importantes da sua vida - os pais!"

Se conseguirem fazer com que uma boa parte das famílias portuguesas perceba isto, o programa já está a prestar um serviço público excelente.

 

 

 

Dom | 14.01.18

O que trouxemos da biblioteca esta semana

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Está aberta oficialmente a época da Anita. 

A Lara adora, eu adoro, e vamos trazer todos os livros da Anita que encontrarmos na biblioteca, aos 3 de cada vez. 

Esta é a semana destes: Anita e os fantasmas, Anita e o curso de culinária e Anita e a surpresa.

Confesso que gosto mesmo é das imagens, maravilhosas e intemporais. E as histórias também são engraçadas. Se bem que hoje, ao ler um episódio em que um menino punha minhocas na boca da irmã e outro em que a Anita ficava em casa sozinha, fiquei a pensar se estes livros não estarão demasiado desatualizados.
Bom... não estarão mais desatualizados que os livros do Capuchinho Vermelho e da Bela Adormecida.

Para mim veio mais um livro da Jodi Picoult, que adoro, e para o Milton o já regular Murakami, que provavelmente vou ler logo a seguir ao da Jodi Picoult.

 

 

 

Sab | 13.01.18

As melhores compras para o enxoval do bebé #1

 

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 Contorno de berço

 

Se têm um berço vão querer comprar um contorno de berço. Não há volta a dar.

Foi uma das coisas mais úteis que comprei e vale a pena comprar dois porque se for preciso lavar vão sentir muito a falta dele, especialmente durante todas as corridas que fizerem ao quarto do bebé por ele ter acordado de noite, depois de bater com os braços ou a cabeça nas grades do berço.

Uma destas noites, em que o contorno de berço estava para lavar, encontrámos a Maria a dormir com metade das pernas de fora das grades do berço. :D Felizmente estava a dormir profundamente e nem acordou depois da ginástica que foi colocá-la numa posição decente para dormir.

Estes abaixo são muito bons porque são altos e estão com uma promoção fantástica que os deixa praticamente a metade do preço.

Para verem a promoção e as características do contorno de berço basta clicar na imagem.

Sab | 13.01.18

Tag "Completando frases"

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Ao fim de semana é tempo de descontrair, de ver maratonas de séries, de passear com a família (se não estiver a chover), de ir beber cervejas com os amigos em esplanadas à beira-mar, de ir ao cinema, de fazer almoços e jantares em família e de responder a tags neste blogue.

Acho piada a isto das tags. É divertido e tem um propósito útil de fazer com que se conheça melhor a pessoa que está atrás do computador a escrever estas coisas todos os dias.

De modo que vou fazer os possíveis por encontrar tags engraçadas para fazer ao fim de semana.


Espero que achem alguma piada a isto. Se não acharem digam que eu risco já este item minha lista de tarefas do blogue. :P

 

1. Sou muito ... tagarela. Mesmo muito. 

2. Não suporto ... negativismo constante e queixas diárias. Há que olhar um bocadinho para o lado bom das coisas para podermos existir com alguma alegria. E há tantas coisas boas no mundo e tanto que merece a nossa gratidão.

3. Eu nunca ... fiz uma tatuagem. Mas tenho algo em mente.

4. Eu já ... passeei sozinha, durante horas e dias, pelas ruas de São Francisco. Que experiência maravilhosa!

5. Quando criança ... andei nas danças de salão e fiz apresentações públicas. Não são memórias simpáticas. :)


6. Nesse exato momento ... estou a escrever isto e a beber chá de cidreira.


7. Eu morro de medo ... de gafanhotos.

8. Eu sempre gostei de ... gatos.

9. Se eu pudesse ... fazia com que as pessoas pudessem ter uma perspetiva mais positiva sobre as coisas.

10. Fico feliz quando ... influencio alguém de uma forma positiva.

11. Se pudesse voltar no tempo ... e soubesse o que sei hoje, fazia algumas coisas de forma diferente. Quem não?

12. Adoro ... comer.

13. Quero muito ... viajar mais.

14. Eu preciso ... do aconchego da minha família, de música e de escrever.

15. Não gosto ... de pouca coisa. Concentro-me mais nas coisas de que gosto.

Sex | 12.01.18

Uma tradição cá de casa

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Adoro pequenos almoços de hotel, brunches e todo o tipo de lanches.

Claro que também adoro bons almoços e jantares mas perco-me mesmo é por um bom petisco.

Para minha desilusão este apetite não vem associado ao gosto pela cozinha. Cozinhar é mesmo algo que faço por necessidade. Não tenho grande criatividade nem "mão" para a cozinha. Tudo o que faço bem feito é com esforço e dedicação e por querer fazer refeições saudáveis e saborosas. 

De modo que ando sempre à procura de "truques" simples e rápidos para fazer petiscos gostosos. Às vezes sou bem sucedida, outras nem por isso.

Uma das coisas em que andamos a apostar cá por casa é nos almoços de fim de semana. Por mim, agarrava em todos e íamos fazer o pequeno-almoço a um hotel ou a um daqueles estabelecimentos que servem brunches maravilhosos e saudáveis. E, aqui nos Açores, o que não faltam é locais desses e comida deliciosa!

Mas como o orçamento não permite essas excentricidades todas as semanas e também porque gostamos de ficar no conforto da nossa cozinha, de pijamas, a conviver uns com os outros, instituímos a tradição de comer crepes ao pequeno almoço.

A ideia é o Milton fazer os crepes (o que faz muitíssimo bem) e depois recheamos com o que houver em casa (isto faço eu muito bem): compota sem açúcar, mel e canela, ovos, rúcula e queijo de São Jorge, fiambre de peru e queijo, atum e milho ou qualquer outra coisa que nos pareça bem.

É sempre um sucesso. Somos todos fãs de crepes, até a Maria. :D

O da imagem é de queijo e fiambre e estava uma delícia. A imagem não faz justiça nenhuma ao sabor do crepe. :D

 

Mal posso esperar pelos próximos crepes do fim de semana!


Ter | 09.01.18

Bolachas de ameixa e noz sem açúcar

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Ora bem, isto é um momento histórico na minha vida: criei uma receita de bolachas. 

O que aconteceu, na verdade, foi que agarrei no que encontrei na cozinha, pensei um bocadinho sobre os sabores e se iriam ficam bem uns com os outros, mandei tudo para a bimby, moldei umas bolachas e coloquei-as no forno.

Provei-as assim que arrefeceram e... ficaram ótimas! 

Confesso que não sabia bem se iam ficar saborosas mas ficaram mesmo. Muito boas. E não levaram 1 grama de açúcar.

Estou mesmo satisfeita com esta receita, mais uma que pretende fazer com que as bolachas Maria deixem de ser usadas nesta casa de uma vez por todas. :)

Segue a receita:

Ingredientes

- 1 chávena de chá de farinha integral
- 1 chávena de chá de ameixas secas sem caroço
- 1/2 chávena de chá de nozes moídas grosseiramente
- 1 ovo
- 1 colher de sopa de óleo de coco (ou manteiga)
- 1 colher de chá de canela em pó
- 1 colher de chá de essência de bauninha
- 1 colher de chá de fermento


Desfazer as ameixas na bimby até ficarem em papa. Juntar os restantes ingredientes e bater na velocidade 5 durante cerca de 40 segundos.

Moldar as bolachas e levar a forno pré- aquecido a 180º durante 15 minutos.


Nota: Eu faço as bolachas altas (mais ou menos 0,7 mm de altura) para as tirar molinhas do forno. Até arrefecer endurecem mais um pouco e eu não gosto delas muito duras. Assim ficam com a consistência de biscoito.

Bom apetite!

 

Seg | 08.01.18

Ensaio sobre os saldos #1 Vou passar a usar apenas vestidos.

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Nos últimos anos não tenho tido uma relação muito chegada com os saldos.

Isso prende-se com vários motivos: a minha falta de paciência para andar a procurar roupa em sítios apinhados de gente, a minha falta de disponibilidade e vontade de gastar dinheiro e a minha resolusão minimalista de ter o minimo de roupa possível.

Todavia tenho olhado para o meu roupeiro com olhos mais críticos que o costume. Já não compro roupa há tanto tempo que me parece que tenho o roupeiro cheio de coisas gastas e demasiado "grunge". E, espantem-se, acho-o demasiado monocromático.

Vai daí (pronto, vou pedir emprestada esta "expressão" tão usada na blogosfera) decidi que vou aproveitar os saldos e a minha loucura repentina para comprar umas coisas mais coloridas.

E essas coisas serão vestidos. Decidi que estou farta de ter no armário calças que não me servem. Engordo e emagreço muito facilmente(oscilando entre 3 e 5 quilos a mais ou a menos) e é muito frequente ter calças que me caem ou calças que não consigo vestir de tão apertadas. As calças de ganga são uma peça de vestuário que considero muito interessante mas muito chata para quem tem oscilações de peso, por pequenas que sejam.

E as calças implicam mais uma camisolinha, mais um top se a camisola for transparente e mais um casaquinho.


Como tenho pouca pachorra para andar a fazer conjuntos e a vestir camadas de roupa vou optar por dar preferência a vestidos na minha indumentária, seja no verão ou no inverno. São bonitos, ficam sempre bem e aguentam as oscilações de peso na perfeição (desde que não sejam muito justos, claro).

Tenho investido algum tempo a observar vestidos (online que não tenho mesmo disponibilidade mental para as lojas e a escolha online é muito maior) e deixo-vos aqui uma primeira seleção. E nenhum dos vestidos é preto. :D

Vamos lá a aproveitar os saldos que estão até 70% na La Redoute.

 

Clicar nas imagens para ver os preços de cada vestido.

 

Sab | 06.01.18

Lara #20

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Estavamos todos na sala e, depois de ler uma história à Lara, pedi-lhe que arrumasse o livro para ir dormir.

Ela diz que está muito cansada das mãos. Insisto que deve arrumar o livro, que isso é a sua tarefa de todos os dias.

Entretanto a minha mãe liga-me e a Lara pede para falar com a avó.

Dou o telefone à Lara e ela começa num discurso enérgico (e um pouco inesperado):

"Estou zangada com a mãe. Estou muito cansada porque cansei-me muito na escola e a mãe quer que eu arrume o livro. Estou muito cansada para isso e se arrumar o livro vou ficar ainda mais cansada."

E foi isso.

Um grande pedido de socorro em relação à tirana da mãe que faz a filha trabalhar em condições esgotantes.

Bom... fico contente com a capacidade da minha filha de identificar uma boa oportunidade de pedir socooro.

Temos que ver as coisas pelo lado positivo, não é?

 

Sex | 05.01.18

Como mãe sei que estou a errar mas quero muito fazer melhor

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Tento fazer, todos os dias, o melhor que consigo em relação às minhas filhas.

Estou presente, brinco com elas, dou-lhes atenção, mostro caminhos e coloco-as à frente de qualquer outra coisa na minha vida. Nada é mais importante que as minhas filhas.

Sei que tenho que lhes dar muito amor, tempo, atenção, educação e cuidados. Também sei que é nos primeiros anos de vida que desenvolvem competências e traços de personalidade que serão muito importantes toda a sua vida.

É aqui que encontro um senão na mãe que eu sou. 

Sinto que não lhes dou toda a liberdade que devia dar para se tornarem independentes e confiantes como gostava que fossem.

Com a Lara isto é mais acentuado. A Lara foi adormecida ao colo até ter quase 2 anos. Aos 3 anos e meio, ainda ando atrás dela para ver se não tropeça, se não cai e se não anda a fazer acrobacias pela casa.

A Maria, com 18 meses acabados de fazer, já anda sozinha pela casa há imenso tempo. Eu estou numa divisão e ela noutra, sem stress.

Elas são muito diferentes. A Maria é muito cautelosa, experimenta muito antes de arriscar e mexe-se com 1000 cuidados.

A Lara é uma aventureira. Começou a andar muito cedo e a trepar a tudo o que podia, a dar cambalhotas, saltos, a empoleirar-se nos móveis e em tudo o que apanhasse à frente. E eu sempre atrás dela a tentar evitar as quedas.

Uma vez fui até ao recreio da escola dela e fiquei chocada com a forma como ela se pendurava em brinquedos que me pareceram muito exdrúxulos (provavelmente nem eram assim tanto). Depois percebi que ela estava muito à vontade ali e que se estava a divertir. Claro que saí da escola cheia de nervos. :)

De modo que, aos 3 anos e meio, está mais do que na hora de dar mais independência à minha filha mais velha e mostrar-lhe que confio nela e nas suas capacidades.

Quero dizer que sim sempre que ela quiser ajudar, deixa-la comer sem babete mesmo que se suje um pouco, tenho que a deixar lavar os dentes, cozinhar algumas coisas e fazer uma série de coisas que não a deixo fazer por achar que é "muito pequena ainda".

Claro que tudo o que for despropositado e um risco para a sua segurança não faz parte desta resolução mas certamente que existem muitas possibilidades de independência e responsabilidade que tenho negado à Lara.

Umas das coisas que mais me custa é deixar que ela coma apenas o que lhe apetece. Sei que se insistir ou lhe der à boca ela come tudo. Mas tenho feito um esforço para não a obrigar a comer e ela chega a ir dormir apenas com umas colheres de sopa. Confesso que me custa muito.

Por outro lado respeito a opinião dela em relação à roupa, em relação às atividades que quer fazer, aos desenhos animados que quer ver (dentro de uma seleção feita por nós), aos livros que quer trazer da biblioteca, entre outras coisas.

Foi ela que decidiu largar a chucha, decidiu largar a fralda de noite e depois quis colocar de novo e nós assentimos. Peço-lhe a opinião em relação a muitas coisas e torno-a parte das decisões do dia a dia da casa e da nossa rotina.

Mas sei que ainda tenho que melhorar muito na cedência de autonomia. Aos poucos, devagarinho, vou chegando lá.

Ontem, a Lara chegou a casa e quis despir a roupa quase toda, como sempre. Desta vez deixei. Não a deixo andar descalça no inverno mas deixei-a andar de collans e uma camisolinha até ir dormir. E ela não teve frio e manteve-se sempre confortável e quentinha. 

Também não a obriguei a comer a sopa toda. Não comeu nem metade. De manhã, comeu a papa toda sozinha, num instante. 

Sei que não vai ser de um momento para o outro mas estou comprometida com isto: dar mais liberdade e autonomia às minhas filhas para fazerem aquilo que efetivamente já podem e conseguem fazer. Sempre comigo colada a elas já se sabe. :)

 

 

Qua | 03.01.18

Lara, a despertadora

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7h00 da manhã.

Ainda é de noite lá fora.

Sim, já devíamos estar a acordar mas está-se muito bem na cama com o frio que faz.


E também temos sono, muito sono.


Começo a ouvir passos rápidos e leves à volta da cama. 

Fecho mais os olhos e finjo que estou a dormir.

Ela vai para o lado da cama do pai.

"Acorda! É hora de acordar! Já é de dia."

O pai: "Ainda não é de dia."

A miúda: "É quase. Vamos acordar. É hora de acordar."

É o nosso despertador. E, pelos vistos, gosta muito da tarefa.

Ter | 02.01.18

3 sobremesas de 3 ingredientes deliciosas e saudáveis

Bolachas de banana e aveia

 

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Esta receita é perfeita.

Tem tudo o que aprecio numa receita: é saudável, rápida de fazer, simples e deliciosa.

Leva apenas aveia, banana e côco ralado.

Tão simples quanto isto:

– 3 bananas bem maduras (usei 5 dos Açores porque são pequenas)
– 150 g de flocos de aveia
– 50 g de côco ralado

Amassam-se as bananas com um garfo e coloca-se numa taça grande.
Junta-se a aveia e o côco e envolve-se bem.
Fazem-se pequenas bolinhas com a massa e coloca-se num tabuleiro com papel vegetal. Achatam-se as bolinhas para ficarem com o formato de bolachas.

Vai ao forno pre aquecido a 180º durante uns 15 minutos.

Eu deixei-as mesmo só os 15 minutos e ficaram molinhas por dentro, como eu gosto.


Folhado de pêra e canela

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- massa folhada
- 4 pêras grandes e bem maduras
- canela em pó


Preencher um quadrado de massa folhada com pedaços de pêra polvilhados de canela.
Enrolar.
Levar uns minutos ao forno. E voilá.
Fica uma delícia!

Eu optei por enrolar no formato de torta e acabei por fazer um folhado comprido.
Deixei foi tempo a mais no forno e ficou demasiado dourado (ou castanhinho vá).
Basta deixar uns 10 minutos – dependendo do forno – mas o melhor mesmo é ir vigiando sempre para não deixar queimar.

Ficou delicioso!


Mousse de chocolate sem açúcar

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- 2 abacates
- 2 colheres de sopa (rasas) de mel
- 2 colheres de sopa (bem cheias) de cacao

Misturar tudo com liquidificador ou varinha mágica (usei varinha mágica) até ficar com a consistência de mousse.

Ficou uma maravilha! Um espanto de tão boa que estava.

Posso-vos dizer que foi a primeira vez que consegui usar o abacate, com sucesso, numa receita.

Nota: Por causa do mel, será melhor dar apenas a crianças a partir dos 2 anos  ou de acordo com indicações do médico assistemnte ou pediatra.

Seg | 01.01.18

Maria #9

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A última obsessão da Maria são lápis de cor e lápis de cera. Chama-os de "Pá". Deu-lhes este carinhoso nome e recusa-se a usar a palavra lápis para se referir a eles.

Por mim tudo bem. Aceito esta teimosia.
Digo que é teimosia porque ela diz quase tudo o que ouve. Ainda não fez 18 meses e diz: elefante, macaco, colo, sentar, pintar, caminha, nariz, fralda, livro, amarelo, verde, sapato, casaco. Mas decidiu que os lápis são "Pá". 

Quando chega da escola pede os lápis, pede um livro, pede para a ajudarmos a sentar à mesa pequena e fica ali montes de tempo a rabiscar nos livros e nas folhas de pintar.

Logo de manhã, assim que acorda, é a mesma coisa. Ouvimo-la a falar no quarto e a gritar: "Pá! Pá! Pá!"

Muitas vezes fica a pintar com a Lara e, regra geral, matêm-se sem brigar um bom bocado. Depois acaba por surgir um conflito qualquer e, se a coisa não ficar resolvida a bem, os lápis fazem uma pausa durante umas horas.

Isto já dura há dias e dias e achamos muito engraçada esta fixação da Maria. Se calhar é normal mas como ela ainda nos parece tão bebé, parece-nos ainda mais cómico.

Por aí, também existe esta fixação?