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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 31.12.17

Os posts mais lidos do blogue em 2017

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Curiosamente, ou não, as publicações mais lidas no Vinil e Purpurina são sobre a minha resistência a dar açúcar às minhas filhas e receitas de "doces sem açúcar".

Fico feliz por poder partilhar receitas que testo, de que gosto e que considero muito boas na medida em que são saborosas e saudáveis ao mesmo tempo.

Como mãe de uma miúda de 3 anos e meio que não provou doces até ter mais de dois anos (contra muita resistência da família) e que hoje pode ver uma mesa cheia de bolos sem se interessar minimamente por eles, sinto muita satisfação em perceber que as pessoas se interessam por este tema e que procuram receitas mais saudáveis.

Deixo-vos então, os 4 textos mais lidos deste blogue:



Bolo de Alfarroba sem açúcar 
Sem dúvida, um dos meus bolos preferidos de sempre. Sabe a especiarias e a Natal. :)

As Fadas dos Doces -
Um truque que utilizo para me livras de rebuçados e chupa-chupas sempre que oferecem às miúdas

Sim, aos 3 anos continuo a não dar doces às minhas filhas

Bolo de iogurte sem açúcar

 

Obrigado a todos os que investem um bocadinho do seu tempo para ler o que escrevo. Ainda hoje me surpreendo a cada visita, a cada comentário e a cada demostração de carinho da vossa parte.

Muito obrigado por fazerem com que eu tenha sempre e cada vez mais vontade de partilhar pensamentos, ideias e experiências neste blogue.

Que 2018 seja cheio de saúde e boa vontade! :) O resto aparece sempre. :D

Sab | 30.12.17

Adoro comer #1

 

Pizza

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Comer é uma das minhas atividades preferidas. Gosto de quase tudo, desde que esteja bem confecionado. Gosto de pratos de carne, de peixe, vegetarianos e vegan. Gosto de doces e salgados. Adoro saladas, fruta, aperitivos, pão, sopas, pratos regionais, pratos gourmet, etc, etc, etc.

Por acaso nunca fui grande fã de pizza mas como com prazer as que têm determinadas características. Gosto de pizzas com massa fina, muito queijo e poucos ingredientes.

A última que comemos estava deliciosa: massa perfeita, muito queijo, peperoni, azeitonas e cebola. Maravilhosa!

É da Forneria São Dinis e  ao almoço com bebida, entradas, uma sobremesa e um café fica a 10 euros por pessoa.

Recomendo.

 

Sex | 29.12.17

Carla, a cuspir para o ar desde que aprendeu a falar

Um dos meus piores defeitos é ser tagarela. Sou capaz de falar sem parar durante horas. Sobre tudo e sobre nada. 

Associada a essa característica tenho outra nada abonatória: o julgamento rápido e fácil. Felizmente tenho trabalhado bastante neste meu traço de personalidade e cada vez julgo menos. A vida tem-me ensinado isso a uma velocidade vertiginosa. Posso não compreender algumas atitudes de algumas pessoas mas, não sendo claramente agressivas ou criminosas, abstenho-me de julgar.

Todavia, ainda sou pessoa para dizer: "Eu nunca faria tal coisa...", "Eu jamais ..." blá, blá, blá".

Ora bem, em assuntos de maternidade já cuspi para o ar dezenas ou centenas de vezes e já levei com o cuspo na testa outras tantas.

Uma das coisas que eu dizia era que não queria nada com cor de rosa, folhos, lacinhos e piroseiras do género. E outra das coisas que detestava era ver uma sala de estar completamente dominada por brinquedos e apetrechos de criança. No máximo deixaria um baú com alguns brinquedos na sala. O resto era para estar apresentável o tempo todo.

Pois bem... Devo dizer que, atualmente, a cor dominante da minha sala é o cor de rosa. E metade das coisas nem tem nada a ver com as minhas filhas. Sou eu (com a concordância do Milton, que normalmente concorda com o que eu escolher, a não ser que eu decida colocar cortinas com desenhos de sapos na sala ou tapetes com escalpes de bodes no quarto) que escolho o cor de rosa de forma automática.

De alguma forma o candeeiro do nosso quarto é cor de rosa, assim como a manta da sala, e o tapete da sala, e as capas dos sofás. Para além do baú dos brinquedos cor de rosa, temos bem no centro da sala uma tenda grande, cor de rosa, com folhos e cortinas de tule. 

E estamos todos encantados com isso. :D

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Qui | 28.12.17

O que ando a ler

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"Educar com Mindfulness" de Mikaela Övén

Quando engravidei da Lara li todos os livros que encontrei sobre partos e sobre maternidade. E sobre educação, disciplina positiva e cuidados básicos do bebé e da criança. Lia todos os livros do princípio ao fim, sem saltar nenhuma página. Até lia as partes sobre os meninos, mesmo já sabendo que ia ter uma menina.

E continuo a ler muito sobre isto da maternidade. Leio blogues, participo em fóruns e grupos de Facebook de maternidade, educação e alimentação infantil. E estou sempre a ler algum livro sobre isso.

Neste momento estou a ler "Educar com Mindfulness" e estou a gostar bastante. Não posso dizer que seja propriamente conteúdo novo para mim mas é mais uma forma de ver outros pontos de vista sobre as situações pelas quais passamos com os nossos filhos. Há sempre qualquer coisa que nos escapa e outras formas de abordar os problemas com que nos deparamos todos os dias.

Neste momento estou a gostar especialmente de uma parte do livro sobre a auto estima, a sua importância para a formação psicológica da criança e o papel dos pais na formação de crianças com auto estima.

O livro alerta-nos para a importância de ter uma boa auto estima, aceitando-nos como somos e sendo capazes de ultrapassar as situações mais desafiantes com resiliência e tranquilidade.

Isto deixou-me a pensar bastante. Primeiro tentei perceber se tinha auto estima ou não e porquê. Depois comecei a perceber a grande influência dos pais na criação de crianças com auto estima, capazes de tomar boas decisões na vida, de uma forma confiante e serena.

E comecei a tentar perceber o que é que estava a fazer bem e mal com as minhas filhas.

Percebi que tenho algumas atitudes que são menos positivas: alguns castigos em vez de consequências e uma forma mais brusca de falar quando estou mais cansada ou impaciente.

Por outro lado também faço algumas coisas bem (espero eu):

- Asseguro sempre as minhas filhas de que gosto muito delas em todos os momentos e nada, nunca, vai mudar isso. Gosto delas quando se portam bem e quando se portam mal, quando estou contente e quando estou frustrada, gosto delas sem qualquer condição e em qualquer circunstância.

 

- Peço desculpa quando me apercebo que errei: quando levantei a voz, ou fui demasiado bruta a falar ou não dei atenção quando falavam comigo. Peço desculpa e explico que estava cansada ou indisposta e que elas não têm culpa nenhuma disso por isso deveria ter tido mais paciência e agido de outra forma.

 

- Explico-lhe as coisas com calma sempre que possível. Explico o porquê de não poderem fazer algo, ou de terem que comer sopa ou arrumar os brinquedos.

- Passo tempo de qualidade com elas todos os dias. Nem que sejam 15 ou 20 minutos mas é um tempo em que estou efetivamente com elas, a ouvi-las, a falar com elas, a brincar com o que elas quiserem.

 

Constato sobretudo, que tenho muito que aprender e que o que tenho que aprender não vem nos livros. Se quiser saber qual a melhor forma de agir em cada momento tenho que ouvir a minha intuição e parar para respirar e refletir naquilo que quero para a minha família e na forma como quero que as minhas filhas me vejam e se vejam a si próprias quando forem adultas.

Basta-me pensar na forma como quero que recordem a infância e nos valores que quero que levem na bagagem quando forem viver as suas vidas independentes. Se tiver isso presente tenho a certeza que vou fazer o que for mais acertado para nós.

E vou, com certeza, errar muitas vezes, acertar outras tantas e, inevitavelmente, continuar a ler livros sobre maternidade e sobre educação.

Clicar na imagem para ver resumo do livro.

Qua | 27.12.17

Os meus presentes preferidos

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Acho que já disse aqui que a melhor coisa que me aconteceu na infância foi ter aprendido a ler. Depois disso aconteceram uma série de coisas boas que me haviam de proporcionar muitas horas de felicidade.

Os meus tios mais novos emprestaram-me a sua coleção de livros de banda desenhada Disney e abriu-se à minha frente a porta das possibilidades infinitas. Nunca mais parei de ler tudo o que me aparecia à frente. Lia tudo, mesmo tudo o que apanhava (umas coisas mais adequadas que outras, obviamente).

A determinada altura, ainda antes de eu saber que existiam bibliotecas, a filha dos donos da mercearia da vizinhança soube que eu gostava muito de ler e chamou-me a casa dela para me emprestar alguns dos seus livros. Ela tinha uns 8 anos a mais que eu e já era uma adolescente. 

Lembro-me de estar no quarto dela e dela me começar a mostrar os livros da Anita. Foi a primeira vez que tive contacto com esses livros e fui levando todos, à vez. Devorava aqueles livros com textos e imagens deliciosas e depressa comecei a inspirar-me neles para criar as minhas próprias histórias.

Por isso tenho um carinho mesmo muito grande pelos livros da Anita. 

Este ano, entre outros livros giros, as minhas filhas receberam livros da Anita (agora Martine) para satisfação de todas as mulheres da casa (o pai não será tão sensível a estas coisas).

Espero muito que as minhas filhas gostem tanto de receber livros como eu. Sempre me lembro de serem o meu presente preferido. O que queria era livros e mais livros. 

Hoje em dia já não compro muitos livros para mim. Só mesmo manuais e livros mais "técnicos". Mas, para as minhas filhas continuo a comprar livros e a adorar recebe-los. Para mim, continuam a ter a mesma magia de sempre. 

 

Seguem abaixo alguns do que acho mais giros. São exatamente iguais aos antigos, só muda mesmo o nome. Ainda me lembro de ler muitos destes.
E é possível comprar online e receber em casa.


Clicar nos livros para ver preços e resumo dos livros.


Ter | 26.12.17

Coisas que quero ensinar às minhas filhas e uma receita de bolachinhas deliciosas

Sempre tive uma ideia muito romântica sobre esta coisa de educar um ser humano. 

Achava fantástica esta oportunidade de incutir valores e formas de estar a uma pessoa em formação. Nunca tive ideias românticas sobre a gravidez, a amamentação, os abraços dos filhos, as vezes em que nos dizem espontaneamente que gostam de nós. Claro que passei a amar estas coisas (como não o fazer?) mas antes de as conhecer não pensava nelas. Mas na educação sim.

Se calhar (muito provavelmente) seria o meu lado controlador e manipulador a falar mais alto na minha mente quando me dizia que seria maravilhoso poder educar pessoas desde o inicio e tentar contribuir para que fossem aquilo que considero o mais próximo possível do "ser humano perfeito".


Claro que, agora que sou mãe, dá-me alguma vontade de rir dos meus pensamentos antigos. Principalmente depois de conhecer os desafios da maternidade que vão muito além da educação. Depois de saber que isto não é nada fácil e que, muitas vezes, a luta maior é por não perder de todo a sanidade mental.

Mas a paixão pela educação, apesar de, e até por causa dos enormes desafios que apresenta, cresceu muito. Todavia mudou um bocadinho de essência.

Afinal não quero criar seres humanos perfeitos, quero criar seres humanos felizes. E honestos, altruístas, engraçados, alegres e conscientes. Mas a capacidade de serem felizes e de conhecerem a verdadeira natureza da felicidade é o que mais quero ensinar às minhas filhas.

Para isso vou ter que aprender primeiro, tal como se aprende uma matéria escolar que vamos estudar com os filhos já crescidos. Vou ter que conhecer a verdadeira natureza da felicidade e ser, eu própria, uma pessoa feliz tal como consigo conceber a noção de felicidade. E esta capacidade e vontade de crescer com os filhos é uma das coisas mais maravilhosas da maternidade.

Isto tudo para vos dizer que, nestas tentativas de ensinar qualquer coisa às minhas filhas que as possa tornar pessoas mais felizes, vou usando algumas técnicas intuitivas.

Por exemplo em relação aos presentes de Natal (ou de aniversário) tento mostrar às minhas filhas a alegria que é oferecer alguma coisa a alguém de que gostamos muito. Quero muito que elas tenham capacidade de doar, de serem generosas e de retirarem prazer do facto de proporcionarem alegria ao próximo.

Então o que faço é conversar com a Lara (que com 3 anos e meio já pode entender estas coisas) e perguntar se não gostaria de oferecer uma prendinha à Maria no Natal. Explico-lhe que seria um gesto bonito pensar numa coisa que deixasse a mana Feliz e ir comprá-la e oferecer-lhe. Depois a Lara retira algumas moedas do seu mealheiro (as que ela achar adequadas, cabe-lhe dicidir isso) e ela própria escolhe um presente numa loja a que vamos as duas ou com o pai. O que sobrar volta para o mealheiro.

Depois arranjo uma prendinha da Maria para a Lara (mas para o ano a Maria já vai tirar do seu mealheiro).

E assim vamos fazendo todos os anos na esperança de incutir nas miúdas o gosto de usarem o seu próprio dinheiro para oferecer algo a outra pessoa. 

Também fazemos prendas com elas para lhes ensinar que, por vezes, o melhor que podemos dar a alguém não se compra com dinheiro mas que se consegue com trabalho, carinho e dedicação. Com este pensamento em mente fizemos bolachinhas para oferecer às educadoras e auxiliares da escolinha delas, com cartões desenhados pela Lara e pela Maria. A Maria foi fazendo uns desenhos como pode e a Lara já fez os desenhos da forma que entendeu, personalizados para cada uma das suas educadoras.

Se isto vai resultar ou não, desconheço. Neste momento faz-me sentido fazer as coisas assim. A Lara acolhe estas atividades com alegria e entusiasmo e parece perceber do que se trata.

Apesar de existirem muitas brigas com a irmã por causa dos brinquedos e uma tentativa de esconder alguns, acredito que a Lara é generosa à sua maneira. Nas lojas nunca nos pede nada para ela mas se vamos comprar uma prenda para um amiguinho, farta-se de ver tudo e quer sempre trazer uma data de coisas para o seu amigo.

Espero muito que estejamos a fazer as coisas bem. Se a determinada altura sentir que o caminho não é este, havemos de optar por outro. O mais importante para nós é perceber se as miúdas estão confortáveis e felizes com estes gestos. Quando assim não for, faremos outras coisas que lhes façam mais sentido, mantendo sempre a intenção de cultivar a generosidade, o altruísmo, a gratidão e a partilha.

Estas foram as bolachinhas que fizemos para oferecer às educadoras e auxiliares da escola das miúdas. Foram acompanhadas de uma mensagem de carinho e gratidão e de um desenho.
Podem encontrar a receita aqui.

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Dom | 24.12.17

Esta não é uma mensagem de Natal

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O que eu desejo é que todos os dias sejam bons e que todas as pessoas façam um esforço constante para serem mais tolerantes, solidárias e felizes.

Eu tento fazê-lo todos os dias e no Natal não mais do que nos outros dias. Se tiver que me irritar no Natal irrito-me, se tiver que dizer que não, digo como diria em qualquer outro dia.

Para mim, cada dia é um recomeço, um livro em branco, uma oportunidade de renascer, de fazer tudo melhor, de ser ainda mais feliz. Cada dia, cada segunda, terça, quarta, quinta ou sábado. De qualquer mês, qualquer ano. Cada minuto é um novo começo.

Por isso sejam todos felizes, amem as vossas famílias, sejam gentis e estão a fazer tudo o que podem para que este mundo seja um sítio maravilhoso. No Natal e todos os dias.


 

Sab | 23.12.17

Presentes de última hora para bebés?

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Porque há sempre quem deixe alguns presentes para a véspera (ou porque não houve tempo antes ou porque, afinal, apareceram mais pessoas para aquela festa de Natal) dou-vos algumas dicas de presentes para bebés (mais ou menos até 2 anos) que serão muito apreciados pelas crianças.

As minhas filhas têm o peixinho xilofone e brincam imenso com ele. Também brincam imenso com cubos de empilhar iguais a estes aqui abaixo, que temos na biblioteca de Ponta Delgada.

Uns amigos falaram-me  muito bem da Djeco, uma marca de brinquedos de madeira, e depois de termos experimentado passámos a gostar muito também e a recomendar.

Os brinquedos são muito bonitos, resistentes, didáticos e entretém mesmo os miúdos.

Sei que existem na Fnac mas devem existir outras lojas que vendem Djeco.

Sem mais delongas, seguem as minhas sugestões.

 


Clicar nas imagens para ver preços e detalhes.



 

 

Sex | 22.12.17

Carla, a sensível

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Eu sou daquelas pessoas que fica facilmente emocionada com uma música.

Às vezes estou de auriculares, e calha estar a ouvir Leonard Cohen (por exemplo), e nem estou a reparar na letra (quanto a mim até pode estar a cantar sobre couves de bruxelas) mas a intensidade com que interpreta as músicas e a profundidade da sua voz faz-me ficar de olhos muito abertos e a piscar sem parar para a minha cara não parecer uma fonte interminável.

Se não fizer muita força sou capaz de chorar imenso enquanto oiço uma música, vejo um filme ou leio um livro.

Cada um com a sua pancada.

Qui | 21.12.17

3 coisas saudáveis que adoro comer

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- Saladas

Gosto muito de saladas por isso comê-las não é sacrifício nenhum.
Gosto de alface, tomate, cenoura, beterraba crua (gosto mais do que cozida), rúcula e todas as outras coisas que podemos colocar na salada: azeitonas, frango, salmão, queijo, frutos secos, fruta fresca.
Por mim comia salada todos os dias, mesmo no inverno. A minha costela de "coelho" é bastante forte.


- Fruta

Adoro fruta. Todo o tipo de fruta.
Normalmente compro fruta de época que é mais barata e mais saborosa mas como de tudo, desde que seja doce e esteja no ponto. Portanto, fruta de época.
A minha preferência vai para ameixas, pêssegos, alperces, maçãs vermelhas, pêra rocha, papaia, morangos e meloa.


- Frutos Secos

Adoro. Amêndoas, cajus, avelãs, nozes, amendoins, pinhões. Como tudo isto com prazer. O problema é mesmo o preço. São caros. Ainda assim, temos sempre algum tipo de frutos secos em casa.
Gosto de os comer como snack, à noite, enquanto vejo uma série ou um filme.

Qua | 20.12.17

Fiz um livro sensorial

 

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De vez em quando dá-me a pancada de fazer umas coisas de costura: roupas para bonecas são o mais frequente mas, a determinada altura, achei que seria divertido fazer um livro sensorial para as miúdas.


Comecei o projeto cheia de genica e a primeira coisa foi construir o livro com velcro. A problemática surgiu quando me apercebi que me tinha entusiasmado demais com o número de páginas: imensas…

Lá fui fazendo as atividades mas depressa me apercebi que aquilo dava algum trabalho e era coisa para demorar meses e meses. Com duas crianças pequenas não seria tarefa fácil.

O livro ficou esquecido numa gaveta durante meses. Até que a Maria o descobriu e ficou entretidíssima com as poucas atividades que o livro tinha.

A Lara também pegou nele e gostou de fazer os jogos.

Vai daí decidi acabá-lo e oferecer-lhes no Natal.


Foi uma corrida durante as últimas semanas em que ia fazendo o livro à noite e no fim de semana, enquanto elas dormiam.

Ficou feito e já está embrulhado.

Deixo-vos algumas fotos. Há imensos exercícios mas deixo-vos apenas alguns para terem uma ideia de como ficou.

Depois conto como é que elas reagiram. :D

Não ficou propriamente um primor feito por mãos de fada. Na verdade, ficou um bocadinho tosco mas até acho que fica mais giro assim. 

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Ter | 19.12.17

3 coisas que nunca mais voltei a comer

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3 coisas que nunca mais voltei a comer

Já tinha dito aqui que era viciadíssima em açúcar.

Gosto de comer em geral mas a gulodice sempre foi uma das minhas características. Desde pequena que comia rebuçados, chocolates, bolos e gomas quase todos os dias.

Entretanto à medida que fui crescendo comecei a preocupar-me mais com a alimentação, primeiro por questões estéticas e depois por questões de saúde.

A determinada altura percebi que as dietas não eram a solução ideal para mim e resolvi alterar, gradualmente, os meus hábitos de alimentação.

Passei por várias fases mas, no geral, o que pretendia era reduzir a ingestão de carne vermelha, açúcar e hidratos de carbono simples. Também introduzi mais verduras e legumes na dieta e alguns pratos vegetarianos e vegans.

Há alturas em que me apetece comer mais hidratos de carbono ou mais doces e não contrario muito isso (desde que não seja todos os dias) mas existem hábitos que deixei para sempre e se mantém há mais de um ano.

Existem “produtos” (nem consigo chamá-los alimentos) que já não consigo mesmo comer. Não me apetece nada comê-los e custa-me a acreditar que alguma vez os tenha comido com satisfação.

E que coisas são essas?


- Rebuçados e chupa-chupas

Para mim é açúcar puro. Não consigo mesmo comer nem tenho qualquer vontade de o fazer. Nenhum tipo de rebuçado, nem as natas de caramelo e de fruta.


- Chocolates tipo snickers, twix e m & ms

Eu adorava m & ms de amendoim. Não como há uns 2 anos ou mais. Uma vez ainda tentei comer um bounty mas à primeira dentada aquilo soube-me mesmo mal. Verdade, soube-me mal. Não sei se foi uma reação psicológica ou mesmo física mas não consegui comer mais.


- Gomas

Quando trabalhava no Colombo, comprava sacos cheios de gomas a vulso e deliciava-me a comê-las no cinema, ou enquanto lia, ou enquanto conversava com alguém.
Agora, depois de ver um filme sobre a forma como são feitas já não as consigo comer.

Felizmente o Milton também não é apreciador de nenhum destes produtos por isso é completamente natural estas coisas andarem lá por casa.

Às vezes dão à Lara ou à Maria e eu explico o que entendo ser a verdade sobre estes produtos e a Lara também não come. A Maria ainda não percebe que é de comer e, por enquanto não é difícil desviar-lhe a atenção.

 

Claro que sobremesas como gelados, arroz doce, sobremesas lácteas e pipocas ainda estão na lista de  coisas que adoro comer, embora o faça apenas uma ou duas vezes por semana e às vezes menos.

Seg | 18.12.17

O que ando a ver no Netflix

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- Documentários sobre o David Bowie e sobre o George Harrison.

Isto é coisa para levar semanas a ver. Vemos um bocadinho à noite, depois das miúdas estarem a dormir e estamos a gostar muito. Estamos a ver os dois ao mesmo tempo em dias intercalados.
Sou daquelas pessoas que gostam de saber mais sobre as pessoas que criam as coisas de que gosto, sejam músicos, escritores ou outros artistas e estes documentários estão bem feitos e são mesmo interessantes. Ainda por cima falam de uma fase incrível para a música e a cultura e, na minha opinião, para a estética: os anos 60. Delicio-me a ver.

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- A série “Master of None”

Uma amiga tinha-me falado na série há imenso tempo e resolvemos experimentar.  É uma série cómica e curtinha com cerca de 20 minutos. Adoro. A história anda à volta de um curioso grupo de 4 amigos: um ator indiano, uma lésbica afroamericana, um caucasiano gigante e um asiático muito politicamente correto e bem parecido.
Tem um humor muito contemporâneo que retrata a minha geração. É mesmo muito giro e descontrai imenso.
Neste momento não estou virada para programação muito “pesada” e esta série encaixa na perfeição no tempo que temos disponível.

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- A série “Gilmore Girls”


Nunca tinha visto e fico mesmo feliz por ter imensos episódios à minha espera.
O ambiente, a história e as personagens desta série são os ingredientes perfeitos para o que chamo de “sessões de massagens ao cérebro”. Adoro.
Geralmente vejo a série quando estou sozinha (embora o Milton também goste de ver) e quero descontrair e descansar. É perfeita: engraçada, com um cenário giro, diálogos humorados e inteligentes e personagens muito engraçadas. Às vezes pergunto-me se não será demasiado superficial para depressa compreender que não. Sinto-me verdadeiramente “massajada” a vê-la, com um chá quentinho e uma manta cor de rosa. Até a consigo ver com a Maria e a Lara a brincarem no sofá ao meu lado. É o verdadeiro sinónimo de descontração nesta fase da minha vida. :P

Sex | 15.12.17

Querido Pai Natal #1 Olha-me só estas prendas a metade do preço (ou menos)

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Portei-me muito bem este ano.

Na verdade, acho que mesmo muito bem.

Fui uma rapariga simpática (sempre que possível) e zanguei-me poucas vezes. Com os outros e comigo.

Pratiquei a empatia e a gentileza e gostei muito de o fazer. Tive dias menos bem sucedidos mas isso pode desculpar-se com algum cansaço mental e algumas noites mal dormidas.

Penso, por isso, que não será despropositado de todo se te der uma pequenas lista de presentinhos que talvez queiras ter a amabilidade de me trazer.

Não pesam quase nada e iam deixar-me mesmo ... motivada vá. Feliz, feliz, sinto-me todos os dias.

Ficaria satisfeita com qualquer um destes vestidos, mas se trouxeres uns três ou quatro não será demais. Tenho bastante espaço no roupeiro e umas dezenas de roupas velhas que já podem ser transformadas em panos.

Espreita lá estes vestidos e ... num ataque de generosidade, atira ao calhas com uns 4 para dentro do saco. Assim, só para não te dar muito trabalho a selecionar.

Estão a metade do preço! Alguns têm 60% de desconto! Até tu devias aproveitar!

Agradecimentos antecipados.





Para ver preços e detalhes, clicar em cima das imagens.




Sex | 15.12.17

As nossas conversas #11

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Estamos na sala com a Lara. A Maria já dorme.

Ele, meio gripado, está sentado no sofá com um copo de vinho.

Eu estou a dançar com a Lara no meio da sala.

Um cenário familiar bonito, portanto.

A determinada altura diz-me ele:

"Sabes que com óculos de visão noturna infravermelha conseguem ver-se os peidos?"

Eu:

"Não sabia não. Mas nunca deixo de me surpreender com as coisas interessantes que aprendo contigo."

Se quiserem ver como é, podem ver os pequenos dragões aqui.

 

Qui | 14.12.17

O melhor da música portuguesa em 2017

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Este ano tenho ouvido muita música portuguesa.

Pode ser impressão minha mas parece-me que há cada vez mais música de qualidade ou, pelo menos, música de qualidade em géneros de que gosto e que, antes, não encontrava em músicos portugueses.

Destaco em 2017 quatro músicas que tenho ouvido bastante.

Começo pela minha preferida e vou por ordem decrescente, embora goste mesmo muito de todas.


#1

The Legendary Tigerman

 Fix of Rock'n'Roll

Adoro. Conheço trabalhos anteriores de Paulo Furtado e gosto de tudo o que já ouvi e vi. Gosto muito do estilo e do facto do artista ser multifacetado e muito virado para a estética, o que se revela na forma como se apresenta e nos seus vídeos.


#2

Manel Cruz

Ainda não Acabei

 

Desde que descobri a voz do Manel, nos Ornatos Violeta, que fiquei encantada com esta forma de cantar em português. Acho que não encontro mais ninguém que cante em português de que goste tanto.
A nossa lingua encaixa-se perfeitamente nesta forma de cantar, neste estilo e nesta voz.

 

 

#3

David Fonseca - projecto Bowie 70

Starman (com Áurea)


Não sou fã do David Fonseca mas gosto muito deste projeto. Está muito competente. Sou fã assumidíssima de David Bowie (mais como escritor e letrista) e gosto sempre muito de ver e ouvir covers das suas músicas.
Já falei sobre este projeto aqui.

 

#4

Carolina Deslandes

A Vida Toda

 

Este não é, definitivamente, o meu estilo de música.
Mas, não sei... Acho que nesta fase, depois de ser mãe e tendo neste momento duas miúdas pequenas, só se fosse mesmo um pedregulho com olhos é que ficava indiferente a esta música. :D

Qua | 13.12.17

Ser mãe não é fácil

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É maravilhoso, recompensador, o melhor desafio de todos mas não é fácil.

Ser mãe tem sido a maior aventura da minha vida.

Ser mãe testa todos os dias os meus limites físicos e psicológicos.

Ser mãe é estar preparada para, sem darmos por isso e por vontade própria, ficarmos sempre em segundo lugar, ou terceiro, ou quarto.

É ver no simples ato de beber um café ou almoçar com o namorado sozinha, o maior luxo do mundo.

É estar preparada para me arrastar cheia de sono pela casa, depois de noites sem dormir, sabendo que tenho seres pequeninos que dependem de mim.

É “ser obrigada” por mim própria, de um momento para o outro, a ser melhor pessoa, mais tolerante, mais empática, mais paciente, mais preocupada com o ambiente e com o mundo, mais sociável, mais gentil porque quero dar o melhor dos exemplos às minhas filhas e sei que elas serão muito o reflexo do que viverem na infância.

É ter que cozinhar praticamente todos os dias mesmo sendo a função doméstica de que menos gosto. É fazer papas caseiras, iogurtes, sopas sem sal, comida variada e saudável, bolos sem açúcar que não deixem de ser gostosos, bolachas caseiras e tornar-me especialista em comida saudável.

É passar de desorganizadíssima a um primor de organização, simplesmente porque de outra forma nem conseguiria sair de casa para ir trabalhar.

É inventar formas de ter vontade e paciência para brincar com as minhas filhas com qualidade, nem que seja 30 minutos ao fim do dia, para que o tempo que passo com elas durante a semana não seja uma sequência de banho, comida e cama.

É esforçar-me por fazer com elas os trabalhos manuais que vêm da escola, deixando-as ajudar e refreando a minha vontade de fazer eu para ficar “mais bonito”.

É ter a presença de espírito para ouvir as minhas filhas e resolver uma birra, mesmo antes dela começar, quando estou cansada, ansiosa ou simplesmente sem paciência.

É obriga-las a vestir o casaco mesmo quando estrebucham que não querem, arranjar estratégias criativas para comerem a sopa toda, e conversar seriamente com elas sobre os malefícios do açúcar para que não comam rebuçados, chupas e bolachas com creme.

É ceder de vez em quando e dar-lhes um bolo ou pipocas, fazendo um grande esforço para me convencer a mim própria que devemos ser equilibrados e um doce de vez em quando não lhes fará mal nenhum.

É aceitar que nem todos os dias somos os melhores pais do mundo mas que somos os melhores que conseguimos ser  e estar em paz com isso.

É controlarmos os nervos quando estão doentes e mantermo-nos calmos e alegres, mesmo depois de noites sem dormir.

É dar-lhes comida à boca e andar com eles ao colo até à casa de banho, mesmo quando têm mais do que idade para o fazer sozinhos, apenas porque percebemos que eles precisam de um carinho extra naquele dia.

É dizer-lhes que os adoramos, depois deles dizerem que não gostam de nós, mas que não vamos admitir alguns comportamentos menos adequados.

É pedir-lhes desculpa quando gritamos e dizer-lhes que gostamos muito deles mas também temos as nossas falhas e às vezes estamos demasiado cansados para agirmos melhor.

É esquecer-me de comer durante horas e horas.

É comer uma sopa e uma peça de fruta, por obrigação, só para me conseguir manter de pé para fazer o que for preciso fazer.


Ser mãe não é mesmo nada fácil.

Mas não trocava este desafio por nada. E fazia tudo de novo. É o melhor do mundo.

Dom | 10.12.17

Conversas da Lara #11

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De manhã, deitada no sofá e tapada com a mantinha cor de rosa (portanto bem instalada).

A Maria em pé, perto do sofá, de comando na mão.

Diz a Lara: "Mãe podes pôr o Pocoyo para a Maria?"

Eu: "Para a Maria?" (A Maria só gosta de ver desenhos que tenham sapos, não liga grande coisa ao Pocoyo).

E pronto, as irmãs mais novas também servem para estas coisas. :)

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