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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sex | 30.06.17

Da biblioteca #8

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Depois de uma pausa de algumas semanas, voltei à biblioteca e foi ótimo, como era de esperar.

Trouxe mais dois livros para mim (como se estivesse cheia de tempo para ler) e cinco para a Lara.

Aproveitei para lanchar no café da biblioteca que tem uma esplanada interior muito gira e agradável e fiquei lá uma hora a ler. 


Foi mesmo muito bom! Há imenso tempo que não tinha uma hora assim, só para ler descontraidamente, sem pressas e a aproveitar o ar livre.


Mais tarde, já com as miúdas em casa, a Lara pediu-me para lhe ler os quatro livros de histórias que lhe trouxe (o outro é um dicionário de imagens).


Eis o que trouxe para a Lara:

2 livros com histórias do Ruca – A Lara vê o Ruca desde pequenina e, nesta altura, as história fazem mais sentido para ela porque falam de uma realidade que ela reconhece.

1 história da porquinha Pepa – Também são desenhos animados que ela vê por isso acha graça a estas histórias também. Não são tão interessantes e completas como as do Ruca mas também são giras e práticas para uma altura em que temos menos tempo.

 

1 história de Fadas com janelinhas – É um livro muito bonito e colorido sobre fadinhas. Tem a parte das abas que é sempre gira e a parte da fantasia que também é muito importante aos 3 anos.

1 dicionário de imagens sobre o corpo humano – Trouxe este porque, ultimamente,  a Lara tem-me perguntado muito sobre o corpo humano: o que são os ombros, os cotovelos, etc, etc. Acho que ela vai gostar de uma pequena aula sobre o corpo humano e as suas funções.

Estes livrinhos devem entreter a Lara por uma semaninha ou duas, depois vou trocar por outros tantos. J

Para a próxima, se for com ela à biblioteca, vou encorajá-la a escolher ela os livros que quer trazer, acho que já está na altura 

Qui | 29.06.17

Às vezes ter duas filhas é mais fácil que ter só uma

 

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Quando o dia é aborrecido, estou sozinha com a Maria doente em casa, sem grande êxito para a entreter e, quando chega a Lara, ela ri e esperneia de satisfação.

 

Quando as coloco no parque e ficam a brincar as duas, perfeitamente entretidas, a entenderem-se numa linguagem própria e, sobretudo, felizes e tranquilas.

 

Isto delas já brincarem juntas é uma coisa que me surpreende sempre! A Maria tem quase um ano e a Lara já tem três mas, mesmo assim, não esperava que se entendessem tão bem nesta altura.

 

Claro que se aborrecem muitas vezes, quando querem o mesmo brinquedo ou quando a Lara quer abraçar a Maria e a vontade não é recíproca,  ou quando a Maria apanha os cabelos da Lara "à mão de puxar". Mas, regra geral, ficam muito felizes na companhia uma da outra e já se nota uma certa cumplicidade entre as duas.

 

De vez em quando vejo a Lara a tirar do parque tudo o que é de plástico duro, deixando apenas peluches e brinquedos mais macios. Diz ela que a Maria não pode brincar com brinquedos muito duros para não fazer dói dóis.

 

Outras vezes o pai reclama com a Maria e a Lara repreende o pai. "Pai não fales assim com a Maria!" diz ela.

 

Várias vezes, volta-se para nós, muito séria e com ares de importância e diz: "A Maria é minha irmã.", "Só minha.", "Não é irmã do pai, nem irmã da mãe, é só minha irmã."

 

E tenho sentido, todos os dias, que é fácil ter duas filhas.

 

Menos quando estão as duas doentes, ou apenas uma. Aí é mais complicado. São as duas muito pequeninas, as duas a precisar de atenção. Aí a televisão está ligada mais vezes.

 

Mas quando estão as duas bem, é mais fácil ter duas. Entretém-se mais, partilham mais, dão o exemplo uma à outra. Gostam de estar as duas a fazer coisas: a comer, a tomar banho, a ver televisão, a brincar.

 

Tudo o que a Lara faz é divertido para a Maria. Se a Lara salta a Maria ri, se a Lara faz caretas, ela ri, se ela canta, dança, se manda coisas ao chão, ao ar, tudo é motivo de gargalhadas para a Maria.

 

Por isso é mais fácil ter duas filhas pequeninas do que só uma.

 

É mais fácil porque, mesmo quando não é mais fácil, há mais amor, há mais alegria, há mais felicidade, há uma casa mais cheia e, quando é assim, é sempre mais fácil.

 

Qua | 28.06.17

O peido do Salvador

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A meio da sua atuação de um concerto solidário Salvador Sobral, vencedor da última edição do festival da canção, disse:

 

"Eu sinto que posso fazer qualquer coisa que vocês aplaudem. Vou mandar um peido para ver o que é que acontece".

 

Parece que esta afirmação está a gerar uma onda de polémica nas Redes Sociais (e novidades?!).


Não estou espantada, não. Nem com o peido nem com as reações ao potencial peido. 

Perguntei a 7 colegas  o que acharam do peido do Salvador:

Eis as respostas:

- Quem é o Salvador?
- Eu até achei piada! :D
- Acho que ele é um grande palhaço!
- Cheiroso.
- Horrível
- Ai que disparate!
- Acho que sim... Afinal toda a gente dá peidos.


(Como é que posso não adorar o meu local de trabalho?! Impossível)

Continuando...

As pessoas ofendem-se com cada coisa, não é?

As pessoas gostam mesmo de se ofender, é uma espécie de guilty pleasure.

Esta não foi, sem dúvida, a tirada mais brilhante dele. Não neste momento, é certo.

Mas, o que pode ser ofensivo é se daqui a uns meses já ninguém quiser saber do que aconteceu, se já ninguém exigir medidas efetivas que impeçam que as coisas se repitam. Se, daqui a uns meses, as pessoas se lembrarem mais do peido do que daquilo que realmente interessa para termos melhores condições de segurança no país onde vivemos.


Eu gosto do Salvador, gosto da música do festival e das outras músicas dele. Mais do que da sua voz e das músicas, gosto da performance dele no palco e da sua forma de estar "descomprometida" fora do palco. O que ele disse parece-me totalmente normal tendo em conta a sua postura e a sua personalidade.


Eu estou muito solidária com a causa do concerto. Por razões humanas e pessoais. 


Eu não estou ofendida com o Salvador. Como podia estar? Porquê?

 

Mesmo que ele estivesse a ser parvinho ou tolinho não ficaria ofendida. 


As ofensas não nos vão dar felicidade nem paz de espírito. O amor, a entreajuda pura, o altruísmo e a tolerância, sim.


Sejamos mais felizes pessoas. Não nos ofendamos tanto que isso não é bom para o karma. O rapaz estava a ser ele próprio. Ele é uma pessoa. Ele erra. Nós, se pensarmos bem nisso (assim com muita força) também tivémos momentos na vida em que errámos, em que não estivemos no nosso melhor.

Se calhar no Salvador não é das pessoas mais razoáveis do mundo, mas também não é por isso que gostamos dele. Gostamos dele pela música que faz.


Ele está ali para fazer música, não para agradar a todos ou mudar de personalidade.

Então não gostamos dele por ser genuíno? Ou só gostamos da sua genuinidade quando diz coisas que nos são simpáticas?

O sentido de humor é uma arte que nos faz tanta falta... Sejamos mais felizes, saibamos rir-nos mais de nós próprios.


Saibamos, sobretudo, canalizar a nossa energia para aquilo que interessa: saber como evitar situações como a que vivemos, ajudar quem precisa, fazer o que precisa de ser feito para todos termos melhores condições de vida. Isso sim interessa.






Qua | 28.06.17

Ela olha para a sopa como se estivesse a ver unhas de rinoceronte no prato


Já tinha lido e ouvido falar bastante sobre isto. Sobre esta fase (por volta dos 3, 4 anos) em que os miúdos parecem não querer comer nada.

 

A Lara está nessa fase. Ela sempre comeu bem e de tudo. Podia não apreciar especialmente a sopa mas comia-a sem reclamar se tivesse qualquer coisa para lhe dar graça: queijo, massinhas, fruta ou croutons.


Agora nem assim. 


Assim que vê a sopa, abre muito os olhos, faz um ar verdadeiramente horrorizado de quem está a ver um enorme e peludo monstrengo à frente, e começa a gritar: "Não, não, não... Não quero sopaaaaaaaa!". Ela diz "Sopaaaaaaaaaaaa" como se estivesse a olhar para uma coisa francamente desagradável e repelente.

 

Caramba, até fico ofendida. Posso não ser uma pessoa muito vocacionada para a cozinha mas de certeza que as minhas sopas não serão tão más. Ou serão? Bom... perante o nosso argumento de que come a sopa na escola por isso não há razão para não a comer em casa também, ela responde que as sopas da escola são boas. :/


Enfim, até poderia aceitar este desaforo e desistir da sopa se a Lara comesse outras coisas de que sempre gostou como bróculos e peixe. Nem isso ela está a comer bem... Fica a fazer bola na boca e é penoso ficar ali imenso tempo, a insistir com ela para que coma.


Sim, eu sei que não se deve obrigar, não se deve fazer drama, não se deve transformar o acto de comer numa coisa desagradável, cheia de cobranças... mas quem é que pode? Quem é que pode ver o filho a ir para a cama sem comer, sem ter tentado convencê-lo até ao último recurso, a comer pelo menos metade do prato?


Nós. A bem da nossa sanidade mental.


Ontem, depois de dias inteiros nisto e já cansadíssima, fiz o que devia ter feito desde o início: não queres comer, não comas. Na boa. Amigas na mesma. Sem gritos, ameaças ou castigos.

 

"Vai lá ver desenhos animados, ou brincar, ou ouvir uma história, tudo como de costume."

"Vai lá que não se passa nada."  


E assim  foi. Sem dramas, sem castigos, sem consequências.


Evidentemente, sem alternativas ao jantar que foi oferecido (nada de iogurtes, bolachas ou outra comida que não estivesse já feita).


Se alguém estiver a passar pelo mesmo que eu, vale a pena ler  a opinião de especialistas sobre este assunto aqui.


Concordo com o que é dito mas, obviamente, não cumpro tudo milimetricamente.

Vou evitar ao máximo "brigar" com a Lara para comer. Não é que eu brigue para ela comer, brigo quando manda comida  para o chão. Vou, tanto quanto possível, dar-lhe um papel para ela limpar o que sujou (o que ela costuma fazer sem grande alarido), dizer-lhe que não se faz, mas não farei um escândalo.

 

Mas não garanto que, uma vez ou outra, não lhe dê comida à boca. Ainda não percebi bem se o devo fazer ou não. Enfim... fico a aguardar que a resposta me chegue à mente, eventualmente, (chama-se intuição maternal não é?)

 

Também já tentei fazer "arte" com a comida, para ver se ela achava graça e comia aquelas bonitas coisas que eu desenhava no prato.

Mas, lá está, tenho alma de artista independente (só pode ser isso e não falta de habilidade). Só consigo expressar o que me vai na alma. 

De modo que,quando quero fazer um bonequinho simpático e divertido no prato da Lara... o que faço é a própria expressão dela a olhar para a comida. 

 

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Ter | 27.06.17

Cortei-lhe o cabelo curtinho

O Milton já andava há algum tempo a querer cortar o cabelo da Lara bem curto mas eu ainda não tinha tido coragem.

Aos 3 anos, finalmente tinha o cabelo a chegar às costas, o que para além de dar um ar super feminino e querido, dava para fazer montes de penteados amorosos.

Por outro lado, estava com algum receio da Lara perder a cor dourada do cabelo com o corte, já que as pontinhas eram as mais clarinhas.

Mas tive que concordar que o melhor era cortar-lhe o cabelo. Nunca lhe tínhamos feito um corte como deve de ser e o cabelo estava muito fininho.

Depois, estamos no verão e a miúda farta-se de suar e nem sempre deixa que lhe façamos totós ou tranças.


Assim, aproveitámos um almoço em casa dos avós para pedir à minha sogra que lhe cortasse o cabelo. 

Acabou por não me custar muito. Ela fica muito fofa e mais fresquinha. E não se ralou nada. Se fica mais fresca e se ter o cabelo curto facilita a brincadeira e a correria, pois ela até agradece. :P
Aqui está uma foto do antes e do depois.

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Seg | 26.06.17

Xixi, cocó e pum ... eis a nossa música preferida!

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Mães e pais desse mundo que estão fartos do "Sapo que não lava o pé", de "Atirar o pau ao gato", da "Borboletinha" e dos Pintinhos e Patinhos que andam por aí, este texto é para vós.

 

Bom... convém que apreciem, como eu, a forma gostosa como o português brasileiro é cantado. Gosto das expressões e sobretudo de como ficam bem nas letras das músicas. Mas isso sou eu.

Isto para vos dizer que encontrei um conjunto de músicas deliciosas para ouvir e cantar com as miúdas. É um projeto muito giro que aborda o universo mágico do amor em família.

 

A mãe, Tânia Khalil, tem cara de miúda e muitos de nós a conhecemos das novelas e o pai, Jair Oliveira é um músico talentoso filho de um fantástico músico brasileiro: Jair Rodrigues.

 

Têm duas filhas lindas que serviram, certamente, de inspiração ao projeto musical e teatral "Grandes Pequeninos".

 

Descobri-os num canal de Youtube que sigo há algum tempo e gostei logo da energia que eles passavam.

 

Fui pesquisar mais sobre eles e descobri músicas fantásticas para ouvir com a Lara e a Maria.

 

Neste momento estamos completamente fãs da música xixi, cocó e pum, porque é mesmo muito engraçada, mas existem várias outras músicas fantásticas.

 

Podem visitar o canal dos Grandes Pequeninos aqui.

Dom | 25.06.17

Se eu fosse louca por sapatos #1

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Fartava-me de gastar dinheiro, sem dúvida, mas teria uma coleção maravilhosa!

 

Gabo-me muitas vezes de não ligar muito a roupa, malas, sapatos, jóias e maquilhagem. E não ligo.

 

Não no sentido de pensar nisso muitas vezes, de comprar esses objetos/ produtos com regularidade e pensar muito no que vou vestir durante o dia.


O normal é aplicar um bb cream na cara (nos melhores dias), vestir uma t-shirt e umas calças de ganga, colocar uns ténis nos pés e sair de casa de mochila.

 

Mas não sou indiferente a coisas bonitas, muito menos a sapatos bonitos. 

 

Olho para eles mais ou menos como se estivesse a ver uma bela pintura, ou escultura, ou fotografia...

 

E também era capaz de os usar, no caso de além de bonitos serem muito confortáveis (senão é-me impossível tê-los calçados mais de 2 minutos).

 

Ao contrário do que seria de esperar gosto de sapatos diferentes. Gosto da ideia de vestir uma roupa simples e pouco vistosa, com uns sapatos fantásticos, capazes de captar toda a atenção para si.

 

Como estes, aqui em baixo. Adoro-os!

 

Se fosse louca por sapatos, tinha que comprar estes. Também há em dourado mas não gosto tanto. Gosto mesmo é deles assim, em cor de rosa.


Só têm um senão. Custam o mesmo que 10 pacotes de fraldas para a Maria e isso já me deixaria a vacilar um bocadinho.


Se quiserem ver estas belezas em vários ângulos e saber tudo sobre eles, é só clicar na imagem. 


Dom | 25.06.17

Estou completamente maluca com estes sapatos

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Acho que, neste momento, não me importava nada de ter um closet  enorme só para o encher de sapatos destes.

Eu que praticamente só uso um par de ténis, todos os dias, e tenho apenas um par de sapatos de salto alto para os casamentos. :D

Mas, tivesse eu muito dinheiro e pouco sítio onde o gastar, esbandalhava uma fortuna nestes sapatos. Fazia assim uma coleçãozita vá.


São tão giros e tão diferentes que, não tendo eu dinheiro para eles, vos digo a vós que, se por acaso têm algumas dezenas de euros a mais na carteira, invistam-nos nestas belezas.

Para saberem mais sobre estes estilosos objetos e para os verem maiores e em vários ângulos basta clicarem nas imagens.

 

 

 

 

Dom | 25.06.17

Sim, aos 3 anos continuo a não dar doces à minha filha

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Sempre tive plena consciência de que os doces não fariam parte da alimentação das minhas filhas, assim como não fazem da minha e da do pai.

Comigo, nem sempre foi assim.

Até à idade adulta comia doces praticamente todos os dias. Não estou a falar de comer uma sobremesa ou um bolo por dia. Estou a falar de comer sacos cheios de caramelos de nata, gomas ou chocolates em menos de nada.

Sempre fui muito gulosa (ainda sou) e tenho verdadeira compulsão por comida.

Até que, primeiro por motivos estéticos e depois por motivos de saúde (muitas cáries e uma diabetes gestacional depois), decidi mudar a minha alimentação. E consegui fazê-lo com sucesso.

Há vários anos que não como doces diariamente e que tenho muita atenção a todas as minhas refeições. Como quase sempre sopa ao jantar, como muitos legumes como acompanhamento e praticamente só como carnes brancas e peixe.

Cada vez me custa menos não comer doces com regularidade mas no início custou-me mesmo muito. Tive que reeducar-me e reeducar o meu paladar.

 

Hoje em dia já nem consigo comer coisas muito doces, ou adicionar açúcar no chá ou no café. Continuo a comer doces mas nada comparado com o que comia. Como cerca de uma ou duas vezes por semana.

É por isso que quero educar as minhas filhas para gostarem de comer coisas saudáveis sem esforço. Quero educa-las para não terem necessidade de comer açúcar constantemente.

 

Todos sabemos que o açúcar é viciante. Quanto mais comemos mais queremos comer.

Todos sabemos que o açúcar não tem interesse nutricional (para isso temos o açúcar naturalmente presente nos alimentos como a fruta) e pode ser muito prejudicial para a saúde. Então para quê darmos açúcar às nossas crianças? Já falei sobre isso aqui, por isso não me vou estender muito mais sobre o assunto.

É por isso que o açúcar não faz parte da alimentação da minha filha de 3 anos.

Se já comeu doces? Sim, comeu.

Depois dos 2 anos deixei que experimentasse bolos caseiros, arroz-doce e gelados. Poucas vezes e apenas quando ela pediu para comer.

Faz-me impressão que se ofereçam doces às crianças, mesmo sem elas pedirem. Sei que as pessoas não fazem por mal mas faz-me muita confusão. A única coisa que o pode justificar é não terem real consciência do que o açúcar faz a longo prazo.

 

Com certeza que não é um ou dois doces que vão fazer mal mas, é a permissividade e a facilidade com que se oferecem os primeiros doces na infância que pode condicionar uma vida de má alimentação e a dificuldade acrescida em passar a comer de forma adequada se for necessário.

É por isso que não ofereço doces à minha filha. É por isso que ela come doces escolhidos por mim, apenas duas ou três vezes por mês (que eu saiba).

Já sou mais mole do que era. Já deixo que, às vezes, lhe ofereçam um ou outro doce com mais açúcar ou mais processado (bolachas essencialmente) mas confesso que o faço muito contrariada e apenas por sentir um grande cansaço de estar sempre a batalhar, a ser a “chata”, a dizer que “não” outra e outra vez. Mas não me sinto confortável quando isso acontece. Nada mesmo.

Não gosto que ofereçam doces à minha filha e nem sempre tenho coragem de o dizer abertamente. Mas, também não acho saudável fazer um pé de vento sempre que isso acontece. Vou gerindo como posso e nunca cedendo a coisas que estão mesmo fora de questão como rebuçados, bolos com creme ou processados, gomas, chocolates (comeu um ou outro ovo pequenino na Páscoa), amêndoas doces, bolachas tipo oreo e esse tipo de coisas.

No que depender de mim, aos 3 anos e até muito mais tarde, os doces aparecem apenas uma ou duas vezes por semana e serão constituídos essencialmente por bolos caseiros adoçados com tâmaras, gelados e umas bolachinhas.

Neste momento, a Lara pode ver uma mesa cheia de bolos e, se ninguém lhe chamar a atenção para isso, ela nem liga e muito menos pede para comer.

 
Por isso minha gente, para quê oferecer doces ás crianças ou chegar ao cúmulo de lhes dar à boca?

Dar doces não é dar amor. Não é.

Dar amor é dar atenção, brincar com eles, educá-los para serem pessoas gentis, amáveis, confiantes e capazes de amar o próximo, mostrar-lhes limites com paciência e, também, cuidar da sua saúde a longo prazo. Isso é a melhor forma de amor que lhes podemos dar.

 

 

 

 

 

Sab | 24.06.17

Antes, se me contassem, escangalhava-me a rir na cara da pessoa!

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Se me contassem que as minhas manhãs de domingo iam ser assim.

Que ia acordar invariavelmente pelas 6h00 da manhã.

Que, antes das 8h00 da manhã, já tinha apanhado e dobrado a roupa do estendal, lavado e estendido uma máquina de roupa, já tinha feito uma panela de sopa para a semana toda, provavelmente  tinha feito papas de aveia para alguns dias e estaria a lamentar-me por não ter conseguido fazer um bolo e adiantado o almoço.

 

Que fazia isto tudo depois de ter alimentado a bebé, e tendo que a entreter enquanto fazia o resto das coisas.

 

Que fazia isto a cantar, a fazer palhaçadas, a inventar tambores com colheres e caixas de plástico, puzzles com molas, a encher vezes sem conta cestos com brinquedos variados que a Maria ia esvaziando divertida e eu voltava a encher... 

Que enquanto fazia isto, ia-lhe limpando o nariz de 2 em 2 minutos, ia-lhe mudando a fralda, já que de manhã resolve fazer cocós moles espaçados por breves minutos, ia-lhe dando água que está muito calor e brincando às escondidas enquanto me esgueirava para estender mais uma camisola e um par de meias.

 

E entretanto acorda a Lara que vem diretamente para o colo, já que a irmã também lá está e eu, com as duas ao colo, arrasto-me até ao sofá, ponho desenhos animados à escolha da Lara o que é um bocado complexo usando o Youtube  (quem inventou o sistema de pesquisa da Apple TV devia estar bebado), ponho a Maria numa espreguiçadeira e vou preparar pequeno almoço para a Lara e dou-lho à boca (que já me deixei das lutas diárias para ela comer sozinha).

O Milton vem ter connosco pelas 9h00 e já estão as duas quase despachadas, a cozinha num caos mas pronto, já se fez muita coisa de manhã. 


Hoje ficou ele a dormir, está adoentado, noutros dias sou eu que fico a dormir (quando se consegue dormir com o barulho todo que se faz nesta casa logo de manhã, que isto de viver num apartamento tem destes incómodos).

Entretanto lembro-me que seria bom ideia comer qualquer coisa, já agora. Nisto tudo esqueci-me de comer e se calhar ainda fazia uma coisa ou duas antes do pequeno-almoço...

Mas ainda é cedo e o Milton vai à praia com a Lara e eu vou vesti-la, colocar-lhe protetor solar, ajudar a preparar o lanche, enquanto o Milton despacha o que há mais para despachar. Como depois deles sairem. 

E com o que é que eu fico espantada afinal?

 

Com este trabalho todo de manhã em oposição a acordar ao meio dia, tomar um bom pequeno-almoço numa esplanada à beira mar, e passar o resto da manhã a preguiçar na praia e a ler um livro?

 

Não é bem isso.

 

Fico espantada porque não trocava isto por absolutamente nada. :) 

 

Sex | 23.06.17

Coisas muito doidas de mãe

A Maria tem andado constipada e, consequentemente, muito ranhosa.

 

Por mais que lhe limpemos o nariz com soro fisiológico e aspiremos a ranhoca com aquele aspirador de nariz para bebés (aquele com um tubinho de plástico em que nós puxamos a ranhoca aspirando o ar com a boca, como se fosse uma palhinha), existem dias em que nunca fica com o nariz completamente dentupido.

 

De noite costuma ressonar bastante. Nunca pensei que um bebé com menos de um ano pudesse fazeraquele barulho todo a ressonar! Parece que estão a serrar uma árvore ao lado da nossa cama.

 

O Milton não consegue dormir com a Maria a ressonar.

 

Eu... nunca dormi tão bem! É a coisa mais estranha mas é verdade!

 

O barulho da Maria a ressonar é a melhor música de embalar para mim. Não devo demorar nem três minutos a adormecer profundamente.

 

O que se passa é que, como muitas outras mães, tenho a paranóia de estar sempre a ver se as miúdas estão a respirar. Lá de vez em quando (o que significa duas ou três vezes por noite), lá vou eu ao berço ver se a Maria está a respirar bem (o Milton passa-se com isto).

Ora se ela está a ressonar, não preciso de estar sempre a levantar-me para ver se está a respirar. Por mim, execelente! Acaba-se o meu stresse e adormeço que é uma maravilha! :D

 

 

Qui | 22.06.17

Tomei um banho de mar quente! Mesmo quente! Nos Açores, claro.

Vivo nos Açores há mais de 7 anos e nunca tinha tomado banho ali.

 

Já ali tinha ido, poucas vezes (é um sítio com um caminho ligeiramente íngreme), mas nunca tinha tomado banho, nem sequer entrado na água.

 

Podia jurar que não tinha pé mas um colega no trabalho garantiu-me que havia uma zona em que tinha pé, e que se me agarrasse a umas cordas que lá havia, a coisa tornava-se mais fácil.

 

E lá fui eu. Confiante que era naquele dia que tomaria banho na Ponta da Ferraria.

 

O lugar, como muitos nos Açores, é quase irreal de tão bonito e diferente. Ali, nota-se como em poucos sítios, que estamos numa ilha de origem vulcânica.

 

Toda a paisagem faz lembrar um mar de lava incandescente apagado: as cores e as formas das rochas vulcânicas são muito características.

Em algumas zonas das rochas sai um fumo quente o que, mesmo para quem vive nos Açores há tantos anos, não deixa de ser fascinante.

 

Cheguei, por fim, à zona do mar onde é possível tomar banho. É uma pequena baía nas rochas, com uma corda presa perto de uma das extremidades.

O Milton foi primeiro, avaliar "o pé". 

 

Parecia tudo ok mas as rochas eram escorregadias e existia alguma ondulaçao. Não havia vigia ali.

 

Mas comecei a ver tantas crianças ali e uma senhora que parecia saber nada tanto como eu (ou seja, nada) que ganhei coragem e fui.

 

Lá me agarrei ao Milton e às cordas e entrei pelo mar quente dentro. E era mesmo quente, espantosamente quente.

 

A determinada altura tive que tirar os pés do chão porque as rochas, além de escorregadias, eram muito acidentadas. Tinham imensos buracos onde os pés ficavam presos e, quando vinha uma onda que nos arrastava alguns metros, parecia mesmo fácil torcer ou partir um pé.

 

Assim, decidi agarrar-me à corda, tirar os pés das rochas e boiar. Com a ondulação que havia, era mesmo o melhor a fazer.

 

E assim fiquei, com uma série de pessoas, a maioria turistas (mulheres, crianças e séniores...) agarrada à corda e maravilhada de cada vez que vinha uma onda quente (era com as ondas que a água ficava mais quente).

 

As ondas eram surpreendentemente quentes! Não quentes a ferver mas também não eram mornas. Eram quentes como um banho no inverno. Fiquei impressionada!

 

Vou regressar com certeza mas da próxima vez espero já saber nadar para poder usufruir melhor daquele espaço fantástico no mar.

 

Vou lembrar-me é de levar sapatos apropriados para andar em rochas escorregadias, como vi muita gente inteligente a usar.

Pouco depois, naquele dia, descobri outra coisa maravilhosa mesmo ali ao lado.

 

Conto-vos em breve sobre isso.

Entretanto deixo-vos algumas fotos (algumas estão tortas mas... vá, encarem-nas como artísticas, o pessoal aqui não é fotógrafo profissional). :P

 

 

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Qua | 21.06.17

Um livro delicioso!

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Comecei a ler este livro completamente por acaso.


Na semana passada eu e o Milton tiramos um dia para nós e, depois de uma paragem na Ponta da Ferraria para uns banhos, fomos até às Sete Cidades almoçar e estender-nos naquele relvão maravilhoso à beira da lagoa.


Com a pressa para sair de casa, deixar as miúdas na creche, e ainda ir a umas lojas, acabei por me esquecer de levar algo para ler. Até me lembrei antes de sair de casa mas, como não tinha nada preparado, decidi ir mesmo assim.

 

O Milton, ao contrário de mim, não tinha levado um mas sim dois livros. Emprestou-me o que não estava a ler: A Insustentável Leveza do Ser.

 

Já tinha ouvido falar do livro mas confesso que não fazia ideia do que tratava e peguei nele só porque não tinha mais nada para ler e estava mesmo a apetecer-me ler ali, sentada à sombra de uma árvore e rodeada por uma paisagem fantástica.


Comecei a ler sem grande fé quando, logo às primeiras linhas, fiquei completamente presa ao estilo narrativo do livro. Este livro é completamente "a minha cara". É um romance muito bem escrito, repleto de considerações filosóficas e existênciais.

 

Mas não se pense que por isso é um livro aborrecido, nada disso! É um livro delicioso e extremamente bem estruturado, com ideias profundas apresentadas de uma forma clara e fascinante.

Li apenas algumas dezenas de páginas mas espero demorar bastante tempo com este livro.

 

Este, é daqueles que quero ler devagar e saborear cada palavra, para o fazer durar o máximo de tempo possível.


Mas como é que eu não o tinha lido antes? Esta é a questão.

 

Ter | 20.06.17

Mais amor, por favor

O que as pessoas precisam, neste momento, é de empatia, daquela prática, que nos faz levantar e ir ajudar quem precisa.

 

Daquela que nos faz esquecer coisas pequenas e nos guia toda a acção para as coisas necessárias, para aquelas que são realmente urgentes e essenciais.

 

Se é importante ter formas de jornalismo mais sério e respeitoso? Claro que é. Sempre foi. Há tanto tempo que é!

 

Se é importante agora? Se é o mais importante agora? Acredito que não é.

 

Agora, o que é importante para todos não é a raiva, a revolta e a indignação.

 

Deixemos isto para depois.

 

Acertemos as contas (as que houver para acertar) depois.

 

Agora ajudemos quem precisa de ser ajudado. Canalizemos os nossos esforços para o amor ao próximo, para a solidariedade, para aquilo que faz de nós humanos: a humanidade.

 

Vamos ajudar quem precisa de ser ajudado, naquilo que realmente precisam.

 


Agora, o que podemos fazer é isto: https://www.publico.pt/.../o-que-fazer-para-ajudar...

Ter | 20.06.17

Tenho vivido numa grande ilusão

Sou uma pessoa cheia de teorias e de respostas, essencialmente no que concerne aos problemas dos outros.

 

Quando é comigo é tudo muito intenso e emocional. O meu poder de raciocínio fica completamente toldado e tenho comportamentos completamente opostos àquilo que acredito ser o melhor.

 

Sou totalmente a favor de uma vida mais calma, sem stresses nem grandes ambições materiais. Tenho uma casa pequena, com poucas coisas, uso apenas 1/3 do roupeiro com as minhas coisas, não preciso de muito para ser feliz (digo eu).

 

Costumo sentir-me feliz com a vida que tenho, que está totalmente de acordo com as minhas expetativas, e sinto-me grata todos os dias.


No entanto, depois de ter começado a experimentar uma atitude mais meditativa nas várias coisas que faço ao longo do dia, vejo que tenho uma atitude completamente inversa àquilo em que acredito.


Apesar de não andar a correr atrás de dinheiro ou bens materiais, percebi que tenho andado sempre a correr, principalmente depois de ter duas filhas. 


E tenho anddo a correr atrás do quê? 


De tudo.

 

Quero estar sempre presente na vida das minhas filhas, mas também quero estar presente na vida de outras pessoas, quero continuar a ler regularmente, a ver filmes, a escrever neste blogue, pensar em novas formas de trabalhar, a ler muito sobre os 1000 interesses que tenho, a estudar sobre os mais variados assuntos, a organizar e tratar da casa, a aprender novas receitas saudáveis, a ver vídeos no youtube sobre maternidade, decoração, mindfulness, meditação, minimalismo, quero ouvir música, sair, ver concertos, exposições, aprender a nadar, praticar yoga, fazer caminhadas, cuidar mais de mim...


Eu estou sempre a correr. E não consigo fazer nenhuma coisa com o mínimo de concentração. Parece que estou sempre a despachar tudo.

 

Se me sento no sofá por 5 minutos, começo a ficar nervosa e tenho que me levantar para fazer qualquer coisa. Se, por acaso, me encontro sozinha em casa, sinto-me perdida e sem perceber o que fazer com o tempo...

 

É uma desorientação total que me está a causar mesmo muita ansiedade.


De modo que resolvi abrandar. 

 

E para isso escrevi este texto, como uma espécie de autoreflexão e tomada de consciência desta situação, e aceitei que algumas coisas vão deixar de ter prioridade na minha vida.

 

Então seguem as dicisões que tomei recentemente:


- Não vou correr para (quase) nada. Vou caminhar devagar, não vou apressar as minhas filhas para andarem mais depressa, comerem mais depressa ou qualquer outra coisa. Talvez chegue atrasada a alguns locais mais vezes, talvez faça menos coisas, mas tenho a certeza que terei uma vida mais feliz se andar mais devagar.

 

- Desisti de ver séries. Vejo na mesma mas só quando é possível (já não faço tempo para isso).

 

- Vou livrar-me de metade dos poucos livros que tenho na sala. Não vou conseguir ler tudo nos próximos tempos por isso vou livrar-me do ruído visual que me provocam. Se já foram lidos ou se não serão lidos tão depressa, vão ser arrumados longe da vista.

 

- Vou meditar mais vezes, embora não o torne uma obrigação. Será quando puder e me apetecer.

 

- Vou continuar a aprender coisas novas mas apenas uma de cada vez e de acordo com prioridades muito bem definidas. 



- Vou fazer um esforço mesmo muito grande para me focar verdadeiramente em tudo o que faço. Isto vai ser o mais difícil para mim que tenho sempre 1000 ideias e pensamentos a dançar na minha cabeça (que mulher não tem?) mas creio que será o mais compensador de todos os meus objetivos.

 

Para colocar este novo modo de vida em prática tive que tomar decisões que me custaram um bocado. Tive que abdicar de coisas que eram importantes para mim para poder fazer outras mais plenamente. 

Mas, depois de aceitar que teria de ser assim, o sentimento de tranquilidade é muito compensador. 

 

No seguimento desta "conversa" vou continuar por aqui, talvez com menos frequência, mas (espero eu) com muito mais qualidade. :D

 

Beijinhos 

 

 

Seg | 19.06.17

Bolo de Limão

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Sabem aqueles dias em que precisam de fazer um bolinho rápido para levar a casa de alguém, para receber visitas ou só porque vos apetece uma coisinha doce e não têm paciência para ir à loja comprar ingredientes?

 

Esta é uma receita para um desses dias. Super fácil de fazer, muito saboroso e com ingredientes muito básicos que qualquer pessoas tem em casa.

 

O bolo foi feito à pressa e, ainda assim, ficou uma delícia. Simples mas muito saboroso, com um travo gostosinho a canela. Perfeito para acompanhar um café ou um chá ao final da tarde.

 

Cá vai a receita:

 

Bolo simples de limão

 


300 g açúcar
2 limões
260 g farinha
170 g óleo
70 g de farinha maizena
4 ovos
170 g leite
1 c. chá de fermento para bolos



Pre aquecer o forno a 180º .

Colocar no copo da bimby o açúcar e a casca de um limão e pulverizar 10 seg/ vel10.

Adicionar os restantes ingredientes e bater 30 seg/ vel5.

Deitar numa forma de silicone de buraco e levar ao forno cerca de 35-45 minutos.

Servir polvilhado com um pouco de açúcar.

 
 
Dom | 18.06.17

Mini omeletes de legumes

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 A Lara anda a incompatibilizar-se com a sopa. E, sinceramente, ando cansada de insistir todos os dias para ela comer a sopa.

De modo que aceitei calmamente que ela não coma sopa todos os dias.

Como ela precisa de comer legumes na mesma decidi fazer pratos diferentes, e potencialmente interessantes para uma criança, onde possa incluir "disfarçadamente" os legumes.

Recentemente fiz umas mini omeletes de legumes que ela adorou. Come com a mão mesmo e sem reclamar. :P


Fica ela contente que come "bolinhos salgados" e eu também que não preciso de lhe dar o jantar à boca, depois de muita argumentação sobre os benefícios da sopa.

 

Segue receita.

 

Mini omeletes de legumes

 

Ingredientes:

 

6 ovos batidos

250 g couve-flor

250 g de bróculos

250 g de ervilhas

1 cougete

2 cenouras raladas

Molho de soja

Azeite q.b.

Pimenta preta, alho em pó, orégãos, q.b.

 

Saltear os legumes num pouco de azeite. Juntar molho de soja, sal e pimenta. Deixar amolecer.

Misturar os ovos, previamente batidos com óregãos e alho em pó, e levar ao forno em pequenas formas de silicone (daquelas de queques) a 180ºC cerca de 20 minutos.

 

Bom apetite!

Receita original daqui .

Dom | 18.06.17

Como podemos ajudar Pedrógão Grande

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Perante o que está a acontecer em Portugal pouco há a dizer por agora exceto como podemos ajudar os bombeiros a combater este incêndio.

 

Os Bombeiros Voluntários de Leiria  precisam de bens como estes:

 

- águas de 0,33 ml;

- enlatados;

- frutos secos;

- bolos secos;

- barras de cereias;

- fruta;

- bolachas;

- alimentos leves.

 

 

Podem ser entregues nos quartéis de bombeiros mais próximos do vosso local de residência.

 

Podem ver mais informações aqui.

Sab | 17.06.17

Cansaditos

A Maria acorda sempre entre as 6 e as 6h30 da manhã.

 

Sempre.

 

Já andamos um bocadinho zombies depois de quase um ano a acordar praticamente de madrugada.

 

Há, todavia, dias piores que outros.

 

No sábado, o Milton estava deitado na cama da Lara a fazer um puzzle com ela.

 

De repente, diz-me que tem mesmo que ir à rua tomar café.

 

Diz-me ele que está tão mal que sente os olhos a rolarem para trás (seja lá isto o que for).

 

 

Sex | 16.06.17

Dizem que é mais fácil com o segundo filho mas não é

 

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Dizem que é mais fácil com o segundo filho mas não é.

 

A Maria foi para a creche. Foi para a mesma creche onde anda a Lara e onde eu tenho a certeza absoluta que é tratada com cuidado e carinho.

 

Mas, ainda assim, custou muito.

 

Deixar o nosso bebé, a chorar, num ambiente que lhe é estranho, com pessoas que não conhece, é um momento bem desafiante para uma mãe (para não dizer desolador).

 

Eu sei que, fisicamente, ela fica bem. Não tenho dúvida nenhuma que, quem ficou com ela vai fazer tudo o que puder para a entreter e para colmatar o melhor que possa a ausência dos pais.

 

Mas eu não conseguia deixar de pensar no que a Maria podia estar a sentir. Será que se sentia assustada, abandonada, confusa? Os três?

 

A Lara entrou na creche com 18 meses e, julgo eu, foi mais fácil para ela compreender as coisas. Já tinha falado com ela algum tempo antes, a explicar o que ia acontecer. A Lara já andava e percebia tudo o que dizíamos.

 

A Maria é ainda um bebé.  Não percebe as coisas da mesma forma.

 

Apesar de, nos dois primeiros dias, ficar na creche apenas algumas horas, saí de lá a chorar e com um nó no peito. Acho que é comum a toda as mães.

 

No terceiro dia já não me custou tanto. Já me mentalizei, já vi que acaba por ficar bem. Ela come, dorme e até se entretém a brincar. Às vezes ainda chora. Chora sempre que nos vê chegar…

 

Mas vai passar, vai melhorar e vai chegar o dia em que nos pedirá para esperar antes de irmos para casa porque quer brincar mais um pouco. Vai chegar o dia em que, tal como a Lara faz, se manda para os braços das educadoras com a alegria de quem sabe que está junto de amigos e que o dia vai ser maravilhoso e animado.

 

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