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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qua | 31.05.17

Feliz dia dos irmãos

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Cada uma delas já é, muitas vezes, a pessoa preferida da outra.

 

A Lara gosta de fazer rir a irmã e fica triste se ela não se ri às gargalhadas com as brincadeiras dela.

 

A Lara já diz ao pai para não gritar com a Maria sempre que ele lhe ralha de alguma forma (mesmo quando não é a sério, e nunca é a sério).

 

A Lara já usa a Maria como desculpa para tudo e mais alguma coisa. "Vamos levar um brinquedo para a Maria", "Foi a Maria que me ensinou a fazer estas coisas de que vocês não gostam" (really???!!!), "Se calhar a Maria vai gostar de rebuçados e de chocolates" (onde é que ela foi buscar esta?).

 

A Maria tem um sorriso só para a Lara e fica numa alegria imensa quando a vê chegar.

 

A Maria gosta de brincar com a Lara no parque, de lhe puxar os cabelos e tentar tirar o que ela tem na mão.

 

A Maria gosta quando a Lara lhe faz cócegas e a faz rodar na cama. Ri às gargalhadas de uma forma deliciosa.

 

Estas duas são naturalmente irmãs. A Lara é uma orgulhosa irmã mais velha e a Maria é uma irmã mais nova cheia de admiração pela mana mais crescida. 

 

Ver o amor crescer entre elas é uma felicidade sem medida! <3

 

 

 

 

Qua | 31.05.17

A varicela da Lara

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Houve um surto de varicela na escola da Lara e, logo que ouvimos falar dele, ficamos alerta.

Os dias foram passando e... nada. Soubemos que um dos miúdos mais próximos da Lara tinha ido para casa com varicela e esperámos as primeiras borbulhas. Nada.

Até uma semana depois. 

Foi na terça-feira. Quando o Milton foi buscar a Lara à escola disseram-lhe que estava com varicela. Tivémos sorte e ela pode ser atendida pela pediatra logo nesse dia, ao fim da tarde.

Chegou a casa com a medicação, instruções e com uma borbulhinha no pulso e outra na barriga. Eu, que me lembrava bem de ter tido varicela, com 7 anos e o corpo cheio de borbulhas pensei: "É isto? Duas borbulhas?"

Fiquei descansadíssima. Borbulhas pequenas, Lara bem disposta, tudo parecia simples e tranquilo. Sempre tinha que ficar uma semana com ela em casa mas não se previa chatice de maior.

Na quarta-feira apareceram mais umas borbulhas e as mais antigas cresceram e ganharam pus, ficando com a aparência de herpes. A Lara colocou-se no sofá de pernas cruzadas e aí ficou o dia todo, a ver desenhos animados. Estava bem disposta e sorridente, muito engraçada sem mexer as mãos, com medo de fazer dói-dóis.


Nos 3 dias seguintes é que foi... Dezenas (ou centenas) de borbulhas foram aparecendo pelo corpo todo: tronco, cara, braços e pernas, cabeça, dentro das orelhas, entre os dedos, palmas das mãos, até na língua e céu da boca. As borbulhas foram-se enchendo de um líquido amarelo e a Lara passava o dia inteiro, inteiro mesmo, a chorar e a gritar "Dói- dói". 


Durante dois dias teve mais de 39º de febre e praticamente só saía do sofá para ir à casa de banho. Dormia sestas curtas, constantemente interrompidas por choros e quixumes. :(

 

Passou 3 dias nisto. Já estávamos todos a ficar doidos! Ela gritava porque queria coçar, porque lhe fazia comichão, depois gritava porque tinha um cabelo no olho, porque queria mudar os desenhos animados... 

Deve ser muito aflitivo ter aquelas borbulhas todas no corpo mas confesso que já só me apetecia bater com a minha cabeça na parede com tanto grito... é que era constantemente! 

 

Durante duas noite ninguém dormiu em casa, só a Maria (felizmente ela manteve o sono regular, apesar do choro da Lara que estava sempre a acordar).

No domingo, 5º dia desde que descobrimos a primeira borbulha, comprei-lhe um balão parecido com um rebuçado e ela brincou com ele, aos pulinhos. Como fiquei feliz de a ver a rir, em pé e a brincar. Não foi durante muito tempo mas já era um avanço. E já não estava constantemente a chorar.

 

Depois, foi melhorando, e na segunda-feira, as borbulhas começaram a ficar em crosta e a Lara já brincava normalmente.


Para acalmar a comichão, demos banhos mornos com farinha maizena (umas duas ou 3 colheres misturadas na água). Ela ficava tranquila na água, a brincar com bonecos e chávenas de chá, mas depois de sair do banho, voltava ao mesmo por isso não posso dizer com certeza que tenha ajudado muito.

 

Felizmente, apesar das borbulhas demorarem a passar, a partir de segunda-feira tudo normalizou em termos de humor e genica.


Foi uma varicela agressiva, nem com todas as crianças é assim. Um menino nosso vizinho teve varicela depois da Lara e melhorou antes, tendo muito menos borbulhas... Cada caso é um caso.

De modo que, connosco foi assim: muitos desenhos animados, mimos e muita paciência (confesso que me falhou algumas vezes). Para isto não tenho truques, mezinhas ou dicas. É aguentar que há-de passar. :D


Se, por aí, alguém tiver dicas de como lidar melhor com os sintomas da varicela, por favor partilhe (nem que seja para tornar este texto um bocadinho mais útil). :)

Ter | 30.05.17

Amarelo

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Num dos dias em que eu e umas amigas do trabalho decidimos ir à discoteca Lux, em Lisboa, resolvi inovar um bocado na indumentária que é como quem diz, aceitar as sugestões das amigas (triste ideia).

 

Elas, como acontece com frequência, estranhavam que andasse sempre de preto e sugeriam que vestisse outras cores que, de acordo com a sua opinião, me haveriam de favorecer mais do que o preto. É justo e as minhas amigas tinham, certamente, a melhor das intenções. Mas a coisa não correu da melhor forma.

 

Acabei a ir para o Lux com umas calças de gangas justas, metidas por dentro de uns botins adidas pretos e rosa choque, e um top de tecido tipo crepe, cor de rosa bebé (???!!!!!!!!!).

 

Para além de ter visto 10 pessoas (só nos mesmos 5 metros quadrados que eu) com tops iguais, passei a noite toda a sentir-me estranha naquela indumentária. A noite não foi nada memorável e eu tinha  mais vontade de me esconder do que de dançar. 

 

Obviamente que o caso não se repetiu e voltei a usar as minhas roupas do costume, pretas com uns toques (poucos) de outras cores na mala ou nos sapatos.

Agora se até hoje eu não consigo vestir grandes cores, as minhas filhas já adoro ver de cores clarinhas. Aliás, gosto de as ver de cores que nunca conseguiria vestir. Entre elas, o amarelo.

Acho que nunca vesti amarelo desde que defini aquilo de que gostava. Nunca me lembro de olhar para uma camisola de mulher amarela e pensar algo diferente de "Nunca ninguém me vai apanhar com aquilo vestido!" Vá, calhando pagarem-me se calhar até vestia um topzito amarelo durante uma tarde de praia.

 

Hoje em dia, olho para roupinhas amarelas de menina e apetece-me comprar tudo.

 

A Lara fica amorosa de amarelo e tem várias coisas de verão dessa cor e a Maria vai pelo mesmo caminho. É que os miúdos ficam mesmo queridos de amarelo. Não sei bem porquê mas é uma cor que parece ficar bem a todos. 


Vejam estas coisinhas mimosas e digam lá se não são extremamente amorosas.


Tudo com fantásticos descontos, como se quer. ;)

Ter | 30.05.17

Ele recebeu um piropo

 

Durante as festas do Senhor Santo Cristo, com a Lara com varicela, não tivémos grande oportunidade de sair em família pelo que, ora saía um, ora saía outro.

 

De modo que, no sábado à tarde, o Milton foi dar uma volta com a Maria no carrinho.

 

Quando chegaram a casa, ao final da tarde, diz-me ele que recebeu um piropo. 

 

Terá sido mais ou menos assim:

 

Estava a andar na rua, e passam duas raparigas no sentido contrário, que olham para a Maria no carrinho.

 

"Olha que bebé bonita!" diz uma à outra.

"Pois é!" ...  "E o pai também".

Bom... isto foi o que ele contou (não estava lá para ver) mas parece que homens com bebés fazem sucesso entre as mulheres.

 

Bom... quem não acha querido ver um rapaz a cuidar de um bebé pequenino?! 


Homens solteiros desse mundo, vão passear com os vossos sobrinhos, afilhados, irmãos, filhos de amigos, primos bebés que o sucesso é praticamente garantido.




Seg | 29.05.17

A praticar todos os dias

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É complicado mas tem que ser feito.

Todos os dias me preocupo. Desnecessariamente.

A única coisa em que temos que pensar é na validade da nossa preocupação. Preocupar-nos vai ajudar a resolver a situação?

 

Se sim, é tomar a ação necessaria.

 

Se não, é preencher a mente com coisas mais úteis ou mais agradáveis.

 

Não é fácil.

 

Mas é uma prática necessária para quem pretende ser feliz.

 

Trabalhemos nisto como quem trabalha para desenvolver um músculo. Dá trabalho mas chegamos lá tão mais depressa quanto o trabalho que estivermos dispostos a desenvolver nisso.


 

Seg | 29.05.17

Massa quebrada perfeita em menos de um minuto (na bimby)

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Sempre que preciso de fazer uma refeição mais "para desenrascar" faço quiches. Aproveito os ingredientes que tiver em casa e faço a massa quebrada na bimby em menos de nada.

 

Às vezes tenho massa folhada ou quebrada de compra em casa, mas é cada vez mais raro. Por um lado porque é sempre mais pequena do aquilo que preciso e, por outro, é mais cara do que o desejável e com o que gasto numa placa de massa quebrada consigo fazer 4 caseiras e mais saudáveis.

 

De modo que tenho feito quase sempre a massa quebrada na bimby.

Segue uma das minhas receitas preferidas, simples e com azeite em vez de manteiga.

A consistência é perfeita, bastante elástica (nem precisei de farinha para a esticar).

 

Massa quebrada com azeite

 
250 g farinha, tipo 65

100 g água
50 g azeite
1 pitada sal


Inserir todos os ingredientes no copo, e programar 20 segundos, velocidade 6.

Retirar do copo, fazer uma bola e estender para forrar uma forma de tarte.

Colocar o recheio escolhido, e ir ao forno, cerca de 25 minutos, a 180º.

 

Receita retirada daqui.

Dom | 28.05.17

As diferenças entre viver numa cidade pequena e viver numa cidade grande

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Vivi em Lisboa cerca de seis anos e estou em Ponta Delgada há sete.

 

Sempre gostei de Lisboa e adorei cada segundo em que lá vivi. Gostava da agitação, da sensação boa de estar sozinha no meio de muitas pessoas (estar sozinha e não sentir-me sozinha), de passear sozinha, ir ao cinema quando me apetecia e ver o que me apetecia, de sair em grupos grandes, de jantar em grupos grandes, de apanhar o metro depois do trabalho para ir ao bairro alto e depois ao Lux, das noites enormes, dos restaurantes novos, das pessoas diferentes que conhecia com frequência, da oferta cultural, dos passeios em Sintra e em Belém ao fim de semana, da praia de areia branca, das possibilidades diferentes que existiam todos os dias.

 

Quando vim para Ponta Delgada não foi fácil. Eu adorava Lisboa. Não gostava de sítios pequenos nem das suas características. Não foi, de todo, simples.

 

Depois comecei a conhecer pessoas aqui, tão diferentes das pessoas a que estava habituada. As pessoas convidavam-me para a sua casa (em Lisboa também mas era diferente, havia confiança, havia intenção, havia aquela coisa das "tribos"), as pessoas eram muito generosas mesmo sem me conhecerem de lado nenhum. 

 

Arranjei trabalho, mudei de função várias vezes até chegar ao que faço hoje e adoro.

 

Fui ficando, fui tendo muitos motivos para ficar e a cidade pequena começou a entrar nos meus hábitos e no meu coração.

 

Continuo a adorar Lisboa (vou adorar sempre) mas já adotei Ponta Delgada como a minha casa mais importante. Não posso dizer que criei raízes aqui (não crio raízes com sítios, ou não fosse sagitário), só com pessoas e valores.

 

Quando vou a Lisboa por vários dias, absorvo com voracidade cada momento mas já não aprecio a velocidade a que se vive.

 

Já não gosto de andar a correr para chegar a todo o lado e sinto uma confusão mental enorme cada vez que vou a sítios apinhados de gente ou fico presa no trânsito durante horas.

 

Faz-me confusão andar o que me parecem quilómetros num hipermercado, quando só quero comprar fruta, legumes e alguns produtos de higiene.


Aprendi a gostar muito de algumas das características de uma cidade como Ponta Delgada:

 

- Aqui vou a pé para todo o lado.

- Aqui vivo, sei-o agora, deliciosamente devagar.

- Aqui as pessoas são mais generosas e colocam-se menos à nossa frente em tudo o que é filas.

- Aqui gosto de receber amigos e de ir a casa deles ao fim de semana (é a vantagem de não ter muito mais o que fazer se não estiver bom tempo lá fora).

- Aqui tenho amigos que são uma espécie de família, a que nós escolhemos (embora tenha excelentes amigos/ família que não são daqui).

-Aqui, vejo o mar todos os dias.

- Aqui tenho piscinas naturais e praias muito perto de casa.

- Aqui sinto-me segura, sinto-me em casa e sinto que posso andar devagar, descontraír sem estar com receio de perder algum acontecimento, alguma experiência ou algo inadiável que precisa de pressa e ansiedade para se realizar.

- Aqui sinto que estou onde devo estar.



Se vou viver aqui para sempre? Não faço ideia. Mas, neste momento, seria difícil imaginar-me a trocar a qualidade de vida que se tem aqui por uma vida super acelerada numa cidade grande qualquer.

Foi numa cidade pequena que aprendi que, a par da saúde, da paz, do amor e da família, o tempo é um dos bens mais preciosos que podemos ter.

 

Sab | 27.05.17

Finalmente vi o Lalaland

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O plano era ter ido ver o filme no cinema.

 

Combinei com uma amiga mas, ora eu não podia, ora ela não podia, e acabámos por não ir.

 

Ontem, e antes de ontem, e no dia anterior, vi finalmente o filme. Sim, repartido em três. Depois de ter duas filhas até séries de 20 minutos vejo em duas ou três partes.

 

Vi e gostei muito.


Já tinha lido várias críticas positivas e menos positivas ao filme por isso até estava sem grandes expetativas.


Curiosamente (ou não) não fiquei impressionada com o final, que todos dizem ter sido excelente.

 

É bom, claro. É giro, poético e tal mas... totalmente surpreendente não é. Já vi melhores. Não vou dizer que não gostei, ou que não gostei muito, porque seria falso. Mas que não fiquei impressionada não fiquei.

 

A bem dizer, nem chorei. O olhito direito ainda tremeluziu qualquer coisa, e uma espécie de pingo poderia ter descido por uma das minhas narinas, mas não aconteceu. Consegui controlar-me perfeitamente. O que significa que a história e o filme não me tocaram lá no fundo.


Tudo o resto achei engraçado. Banda sonora boa, história engraçada e interpretações competentes.

 

Agora, o que me prendeu do início ao fim deste filme foi a fotografia fantástica! Quem fez a fotografia deste filme é um artista, um poeta de imagens, uma alma inspirada... O filme podia ser todo em russo, com atores e guião medíocres, que tê-lo-ia visto com prazer só pela fotografia.

 

A fotografia, para mim, é uma parte fulcral do filme, a par do guião e das interpretações. A fotografia é que define a forma como vamos ver o filme, as emoções que sentimos, o ambiente que percecionamos, o mundo em que entramos. Este filme transporta-nos diretamente para os anos 50, na sua forma mais bonita e resplandecente.


De modo que, para mim o Lalaland é todo fotografia.


Tenho pena de não o ter ido ver ao cinema o que teria sido, sem dúvida, uma experiência ainda melhor. Este é daqueles filmes que merece mesmo pelo menos uma ida ao cinema.

 

Se gostam de fotografia, de arte e de coisas bonitas em geral, deveriam ver este filme. :P

 

 

Sex | 26.05.17

3 receitas simples de papas caseiras para bebés de 9 meses

 

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Desde cedo que comecei a fazer papas caseiras para a Maria. A principal razão para isso é considerar que são mais saudáveis que as de compra (a maior parte das que encontramos à venda têm bastante açúcar) mas essa não é a única vantagem.

Para mim, que faço 4 doses de cada vez, é muito mais prático apenas aquecer as papas de manhã no microondas do que estar a fazer papas instantâneas.

 

Ocasionalmente dou-lhe papas de compra mas é mesmo raro. 

 

Faço as papas sempre da mesma maneira, de uma forma super simples.


No início fazia só de aveia, porque de cada vez que fazia com outros cereais a Maria não gostava. Depois comecei a misturar a aveia com outros cereais e assim ela já apreciava mais.


Seguem receitas das 3 que faço mais. Isto é sempre igual, só mudam os ingredientes. 

Nota: Quando faço com flocos integrais costumo passar na varinha mágica para ficar com a consistência de papa. 



Papas de aveia com pêra (4 doses)

1 litro de água
1 pêra grande ralada grossamente (uso o ralador de cenoura)
8 colheres de sopa de aveia (cerca de 80 g)

Levo a aveia a cozer com a água e a pêra, em lume médio, mexendo sempre, durante 10 minutos depois de começar a ferver.
Deixo arrefecer e coloco em 4 tacinhas de vidro com tampa que levo ao frigorífico.
De manhã, aqueço durante 50 segundos no microondas.


 

Papas de aveia e cevada com alfarroba (4 doses)

1 litro de água
1 maçã ou pêra ou banana raladas grossamente (uso o ralador de cenoura)
4 colheres de sopa de aveia (cerca de 40 g)
4 colheres de sopa de alfarroba (cerca de 40 g)

Levo  todos os ingredientes a cozer, em lume médio, mexendo sempre, durante 10 minutos depois de começar a ferver.
Deixo arrefecer e coloco em 4 tacinhas de vidro com tampa que levo ao frigorífico.
De manhã, aqueço durante 50 segundos no microondas.

 

 

 

Papas de aveia e centeio com banana (4 doses)

1 litro de água
2 bananas dos Açores raladas grossamente (uso o ralador de cenoura)
4 colheres de sopa de aveia (cerca de 40 g)
4 colheres de sopa de centeio (cerca de 40 g)

Levo  todos os ingredientes a cozer, em lume médio, mexendo sempre, durante 10 minutos depois de começar a ferver.
Deixo arrefecer e coloco em 4 tacinhas de vidro com tampa que levo ao frigorífico.
De manhã, aqueço durante 50 segundos no microondas.

Qui | 25.05.17

Coisas que só me acontecem a mim #2

Precisei de ir comprar umas coisas de que precisava mesmo em casa, tipo fraldas e legumes para o almoço e, dado o bom tempo que se fazia sentir, resolvi levar estas havaianas:

 

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Tudo muito bem.

Faço as compras, e encontro-me carregada de sacos quando a havaiana do pé direito se parte de lado e me deixa literalmente descalça.

É que nem conseguia manter o chinelo no pé, arrastando-o... Ficou completamente inutilizado.

Só tive tempo de entrar numa loja de desporto a coxear (felizmente havia uma mesmo em frente) a coxear para comprar algo para pôr nos pés.

Acabei por comprar estes ténis, já que estava a precisar duns brancos.

Acho que fiquei bem servida, o tempo o dirá.

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Também podiam ter sido uns destes mas não havia o meu número.

Clicar nas imagens para ver preço e detalhes.


 

Qui | 25.05.17

Espécie de diário sobre coisas em geral #1

Os dias estão maiores e mais luminosos. Gosto disso.

 

Continuo no yoga e gosto cada vez mais. Aquela hora, duas vezes por semana, é o meu pequeno luxo. Mal entro na sala, sinto-me logo relaxada e tranquila. O difícil é manter os olhos abertos. 

Às vezes penso que quem reparar em mim e vir que estou de olhos fechados numa altura em que estejamos apenas a conversar, deve pensar que sou maluca ou algo assim. Mas o facto é que me sinto tão descontraída que as pálpebras se fecham quase sem dar por isso.

 

Não tenho dado muita atenção à alimentação. Continuo a comer alimentos pouco perniciosos (até porque não tenho outros em casa) mas, de vez em quando, lá vem um episódio de compulsão alimentar em que me mando ao queijo e ao pão de milho como se não houvesse amanhã. E ontem comi uma sandes de queijo e presunto ao jantar (que o Milton foi buscar às barraquinhas das festas do Santo Cristo). Consolei-me!

 

Preciso de uma rotina. Principalmente no que diz respeito a este blogue e à minha presença na Internet em geral. Sinto que estou demasiado tempo à frente do computador e não estou a gostar da ansiedade que isso me causa. Tenho sempre alguma coisa para ler ou para escrever, ou um vídeo para ver e não quero andar sempre a correr para fazer 1000 coisas. De modo que, a partir de hoje, escreverei sempre à mesma hora e apenas durante uma hora. O resto do tempo é para fazer apenas coisas offline.

 

Decidi que é este ano que vou para a natação. Preciso de aprender a nadar. Vamos lá ver se é desta.

 

Lara está melhor mas ainda tem o corpo todo cheio de crostas das borbulhas da varicela. De modo que, apesar de eu ter regressado ao trabalho, ela ainda não foi para a creche. O Milton ficou com ela em casa e trabalhará durante a tarde (depois de eu chegar) e a noite.

 

Recomecei a ler. Estou a ler “No Seu Mundo” de Jodi Picoult e a adorar.

 

Continuo sem ver séries e recomecei a ver bons filmes.


Tudo em conformidade com os planos, portanto. J

 

Por aí, o que andam a ler?

Qua | 24.05.17

A saga dos sofás #2 Isto é mesmo real?

Ainda sobre a saga dos sofás, andei (e andarei) a fazer umas pesquisas pela Internet, a ver se encontro umas ideias giras.

Andava a "passear" na página de uma loja de que gosto muito, e que tem sofás muito giros, quando me deparo com este objeto peculiar (supostamente um sofá). E tem duas versões (qual delas a pior?!).

Se calhar sou eu que tenho a visão estética e o gosto de uma pedra com olhos (uma forte possibilidade), mas alguém adquire estes sofás?! :D

Se alguém me estiver a ler e tiver um destes, diga-me coisas sobre ele porque tenho muita curiosidade.

 

É confortável? Não se perdem muitas coisas naquelas ranhuras todas: chaves, telemóveis, amendoins, o gato?

 

 

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Ter | 23.05.17

As sabrinas prateadas

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Às vezes pergunto-me como seria arranjar o cabelo todos os dias, maquilhar-me de forma simples mas eficiente, vestir-me com primor, ter as unhas impecáveis e essas coisas que algumas raparigas (e rapazes) fazem  e muito bem.

 

Não seria eu. :) Sou demasiado preguiçosa e demasiado desinteressada para tratar assim da minha aparência todos os dias.

 

Mas aprecio muito quem o faz. Gosto de ver pessoas bonitas. :) Admiro muito quem tem paciência e gosto para se arranjar todos os dias, assim como admiro as mães a tempo inteiro, as pessoas que desenham e pintam muito bem e todas as pessoas que dominam alguma arte que não me assiste mas que gosto de apreciar.

 

Arranjo-me tão poucas vezes com primor que, de cada vez que o fiz, teve um significado muito especial. Chego a lembrar-me com detalhe desses momentos.

 

Lembro-me do dia em que usei pela primeira vez umas sabrinas prateadas. Eram mesmo muito brilhantes e vistosas. Lindas!

 

Sentia-me verdadeiramente especial com aquelas sabrinas. Estava a adorar usá-las. Tinha vestido uma camisola preta e uma saia rodada preta um pouco abaixo do joelho e uma collants de rede pretas.

 

Lembro-me da sensação de caminhar com elas, de estar na fila para o Lux (era uma fila enorme) e pensar em quanto tempo teria de ficar naquela fila, sem angústia ou aborrecimento porque tinha umas sabrinas prateadas. Parece estúpido este pensamento, mas não o sinto assim.


Durante a noite e todo o tempo em que estivemos no Lux, tenho memória das minhas sabrinas. Lembro-me perfeitamente de estar sentada na varanda com elas e um dos rapazes que estava connosco, na altura um miúdo com uns 17 anos, me tirar uma das sabrinas e ameaçar na brincadeira mandá-la para o meio da pista ou para outro lado qualquer. Eu disse-lhe com muita calma e assertividade (com o tom que tento usar com as minhas filhas) que ele não queria fazer isso. Devolveu-me a sabrina imediatamente (devo ter feito a minha cara assuatadora nº7, é infalível :P ).

 

Não as tenho comigo aqui (até porque me ficavam um nadinha grandes) mas tenho uma enorme vontade de voltar a ter umas sabrinas prateadas, nem que seja só para olhar para elas de vez em quando, como se fossem um objeto fetiche qualquer.

 

Como estas aqui abaixo, que encontrei online e têm um preço absurdamente baixo. Ainda por cima ainda existem os número quase todos.

 

E agora, compro ou não compro?


Podem ver os preços e os números disponíveis clicando na imagem (o meu é o 37 ahahahahah).


Ter | 23.05.17

A saga dos sofás #1 O barato sai caro

Quando comprámos os sofás, e de acordo com o nosso orçamento, gostámos logo de uns que vimos na loja. Era exatamente como queríamos e o preço era bastante apreciável.

Sentámo-nos, achámos confortável, conversámos um bocadinho sobre isso e comprámos.

 

Era de pele falsa mas não queríamos de todo de pele verdadeira e achámos que tinhamos feito um bom negócio.

 

Passados uns meses, começaram a aparecer umas marcas no sofá. Pareciam dentadinhas de gato pelo que culpámos imediatamente o Acácio, o nosso gato. Unhas ele não tinha por isso achámos que andava a mordiscar o sofá.

 

A coisa foi piorando e começámos a achar  um bocado estranho ser o gato porque nunca o tinhamos visto a morder o sofá e ele começava a ter cada vez mais marcas. Reparámos, também, que as marcas estavam no sítio onde nos sentávamos e não no restante espaço.

 

Ok, depois de muito puxar pelo cérebro (duh) concluímos que o material do sofá estava a desfazer-se sozinho e que o gato não tinha culpa nenhuma.

 

Poucos meses depois, as marcas transformaram-se em buracos e os buracos em farrapos que se vão soltando todos os dias e deixando o chão todo sujo.

 

Agora o sofá está como podem ver nas fotografias. Vá, chamemos-lhe um estilo retro trashy. :D

 

Vamos compondo a coisa com umas cobertas cor de rosa que cobrem o sofá todo mas, ainda assim, chateia ver isto sempre que o limpamos, o que acontece semanalmente.

 

Por isso, antes de comprarem um sofá, tenham em consideração que o barato sai caro. Mais vale poupar mais umas centenas de euros e comprar uma coisinha melhor. É por isso que, apesar de andar já a pesquisar sofás para a sala, ainda não vamos comprar. Vamos poupar dinheiro para podermos comprar uns sofás mais resistentes.

 

Se tiverem sugestões de lojas que vendam bons sofás (online ou nos Açores) por favor partilhem.

 

Agora procuro de tecido. Imitação de pele (ou pele) nem pensar.

 

Olhem só para esta beleza:

 

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Seg | 22.05.17

O nosso pequeno almoço de fim de semana

Cá em casa quem faz panquecas como deve de ser é o Milton.

 

De modo que, ao fim de semana (pode ser no sábado ou no domingo), o pequeno almoço é composto por pnquecas com tudo a que temos direito, que é como quem diz: com o que quer que tenhamos em casa e que sirva para por nas panquecas.

 

O fim de semana passado não foi exceção: panquecas com ovo, bacon frito (apesar de quase não comer carne vermelha, comi um bocadinho), doce, mel, morango e limonada.


Ainda não estou na fase de colocar uma mesa perfeita, com toalha bonita e flores frescas mas lá chegarei. :P


O doce que usamos é St Dalfour, o meu preferido (sem açúcar).

 

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Coisinhas que costumamos usar nos nossos pequenos almoços e lanches.
(Clicar nas imagens para informações).


 

Seg | 22.05.17

Lara, a intolerante

A Lara está a jantar e aqui a mãe faz o papel de animadora do evento, imitando a mais inusitada gama de coisas: uma galinha, um galo, uma lua, um melão, uma uva... e por aí fora.

 

A determinada altura a Lara pede:

-Mãe faz (como quem diz: "imita") uma ???!!!!!?????!!!

Eu: Faço o quê?

Lara: Uma ???!!!!!?????!!!

Eu: Filha não percebi nada. Podes repetir novamente por favor?

Lara (cruzando os braços com um ar muito zangado): Não. Não quero dizer mais vez nenhuma.

E não diz mesmo. Enfim... as suas palavras são preciosas. Para quê gastá-las com uma pessoa que claramente não percebe "Larês", como a mãe. :P

Sab | 20.05.17

As piores compras que fiz #1

Uma espécie de coisa parecida com um descascador de cenouras que, na verdade, serve para cortar a cenoura em palitos longos e finos (para saladas, suponho).

Isto foi assim:

O descascador de cenouras cá de casa partiu-se e aquilo faz mesmo falta. Cá em casa descascam-se muitas cenouras (para a sopa).

De modo que quis comprar outro e, na loja, vi um curioso objeto cor de laranja ao lado dos descascadores.

Por algum motivo misterioso achei que o referido objeto cor de laranja era um "dois em um": descascador e cortador de palitos de cenoura. Como tinha o mesmo preço dos descascadores (cerca de 3 euros) achei por bem trazê-lo, convencida que tinha feito uma compra fantástica. 

Chegada a hora da verdade, percebo que aquilo não era um descascador. Como tinha cortado a embalagem, já não dava para trocar.

Ok, sempre me serviria para cortar palitos de cenoura (apesar de já ter um cortador de palitos de cenoura e estar satisfeita com ele).

E toca a cortar uma cenoura em palitos. E, por pouco, os dedos também. Em palitos. E frangalhos.

Aquilo não só cortava mal a cenoura (era preciso fazer uma força brutal) como cortava muito facilmente os dedos. Desprendia-se da cenoura e agarrava-se aos dedos de uma forma absurda.

Foi logo para o lixo. Como diria a Lara: "Vai já para o lixo, objeto perigoso!"

Definitivamente uma das piores compras que fiz.

Vejam bem o bicharoco para saberem o que não comprar quando precisarem de um descascador de cenouras:

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Sex | 19.05.17

Dicas de felicidade #5 Sobre relações amorosas e esta vontade que temos de mudar os outros

Bom, não querendo transformar este espaço num consultório amoroso, gostava de partilhar convosco uma coisa ou outra que fui aprendendo e que melhorou substancialmente a minha vida.

 

Muitas das "dicas" que partilho convosco, são práticas em que estou a trabalhar, muitas vezes arduamente. Há dias em que corre tudo lindamente e outros em que ando muitos passos para trás.

 

Continuo a cometer muitos erros mas quero acreditar que cometo menos hoje do que ontem ou, pelo menos, que cometo erros diferentes.

 

Posto isto, hoje vou falar sobre aquele comportamento pernicioso e inútil que é a tentativa de mudar o outro.

 

Já sofri disso. De forma aguda, grave e crónica. Confesso que ainda tenho recaídas, cada vez em menor quantidade e qualidade, mas ainda me acontece tentar mudar outras pessoas. Felizmente não ao nível dos relacionamentos amorosos e hei-de chegar ao ponto de me livrar de vez destes "tiques de personalidade".

 

Aprendi, com o tempo e com as cabeçadas que fui dando (dolorosas mas boas para aprender), que ninguém muda porque nós queremos. A coisa começa logo mal quando queremos mudar alguém. Não temos que mudar ninguém. Claro que quando se trata de alguém da nossa família, ou muito próximo de nós é muito difícil não tentarmos impingir aquilo que julgamos ser o melhor par eles. Mas temos que parar de o fazer (digo isto a mim mesma todos os dias, nem sempre com sucesso).

 

A felicidade dos outros não é responsabilidade nossa. Nem a nossa é responsabilidade dos outros. Isso é um fardo pesado demais e a mais ingrata e inútil das tarefas. A felicidade verdadeira está dentro de nós e só nós é que a conseguimos desenvolver. Claro que as pessoas à nossa volta podem contribuir mais ou menos para estarmos felizes mas, a base da felicidade reside dentro de nós, sempre. É uma frase feita mais do que batida mas, como muitas das coisas mais simples e óbvias, é verdadeira (pelo menos para mim).

 

Posto isto, não devemos achar que mudando o nosso parceiro (ou parceira) seriamos mais felizes. Não acredito que as pessoas mudem muito. Se quiserem mesmo mudar, hã-de fazê-lo, mas não será porque outra pessoa o exige.

 

Por isso continuar uma relação com alguém na esperança que a pessoa mude um dia, ou achar que seríamos mais felizes se a outra pessoa fosse diferente, é um erro que nos pode custar muito tempo, humor, calma mental e momentos de alegria.

 

Todos temos defeitos, todos sem exceção. Temos é defeitos e virtudes diferentes. E, se calhar, o que para uns é uma coisa má, para outros será uma coisa boa. Por exemplo se uma grande ambição financeira é algo bem visto por algumas pessoas, para outras é algo completamente dispensável e até inibidor de felicidade. Somos todos diferentes, é um facto.

 

E, para vivermos com alguém de quem gostamos, em harmonia, é necessário ter pelo menos uma coisa em mente: que tipo de características de personalidade não podemos mesmo suportar? Temos que pensar nas coisas com que nos é muito difícil viver de forma feliz. Convém a lista não ser muito extensa senão não vai haver ninguém com perfil para viver romanticamente connosco.

 

E, mesmo que gostemos muito de alguém, é preciso saber com o que contamos e o que podemos mesmo tolerar. Se chegarmos à conclusão que toleramos muito bem todas as características menos simpáticas do nosso companheiro, é avançar e amanhar o melhor possível. :D Afinal, ele também tem que viver com todas as nossas peculiaridades.

 

O que não devemos fazer, a bem da nossa felicidade, é saber que não teleramos certas coisas e continuar uma relação na esperança de mudar o outro, um dia. Não posso ter certezas mas desconfio que isso não dá muito certo. E o outro não tem que mudar por nós. Isso não é justo. Se alguém muda algum dia é por si mesmo, com uma firme convicção pessoal, nunca por imposição de outra pessoa. Se não suportamos a forma de ser de uma pessoa por mais que tentemos, o que temos a fazer é proceder ao afastamento.

 

As hipóteses viáveis são: tolerar com paciência ou afastarmo-nos. Suportar com queixume constante, com tentativas infrutíferas e aborrecidas de mudar o comportamento do outro, deixar crescer o ressentimento e a mágoa, não é algo que possa trazer felicidade aos nossos dias.

 

Posso dizer que, hoje em dia, sou bastante mais tolerante. Aceito as particularidades de que não gosto nos outros, com a paciência possível e muito humor. Sei que não vão mudar.

 

Continuo a dar conselhos, mas aceito pacificamente aquilo de que não gosto e que é apenas uma pequena e insignificante parte do todo que é uma pessoa. E isto é válido para namorados, amigos, familiares, colegas de trabalho, vizinhos e até desconhecidos que se cruzam connosco por aí.

 

Mais fácil dizer do que fazer, eu sei. Mas, o prémio no fim do caminho é o melhor que existe: paz de espírito e felicidade em quantidades consideráveis, menos cansaço, menos stress, até menos maleitas, menos queda de cabelo , menos noites sem dormir. 

 

Olhem... é mais ou menos como uma massagem constante na alma.

 

Diz-vos quem sabe e que já esteve dos dois lados da questão.


Ainda não estou na fase em que isto me é totalmente natural mas hei de chegar lá. :P



 

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