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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sex | 31.03.17

Coisas de irmãs #3

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A Maria pode passar o dia aborrecida mas, assim que a Lara chega a casa, ri-se para ela às gargalhadas toda contente.

A Lara, orgulhosa, faz palhaçadas para a irmã se rir ainda mais.
Quando a Maria a vê subir para a nossa cama, já sabendo que vai por-se ali a pular, começa logo a rir-se com um sorriso que é único e dedicado apenas à irmã.
 

 “Vê Maria, vê!” diz a Lara, várias vezes ao longo do dia, fazendo caretas, mostrando novas habilidades e brinquedos à irmã.

Às vezes saio da sala e digo à Lara para ficar a tomar conta da Maria. Claro que estou sempre de olho nelas e, sem a Lara me ver, vejo como dá brinquedos à Maria, como lhe dá beijinhos e abraços (como eu faço com a Lara desde que era pequenina) e lhe faz festinhas quando ela choraminga.

Se peço à Lara para entreter a Maria enquanto faço algo na cozinha ela pára o que estava a fazer e leva a tarefa muito a sério. É enternecedor ver os esforços da Lara a fazer caretas para manter a Maria tranquila e sem chorar, porque eu lhe pedi.


Às vezes tem ciúmes da Maria. Nessas altura quer comer na cadeira de bebé, quer deitar-se na espreguiçadeira dela e brincar dentro do parque. Nós deixamos.
Também pede colo quando temos a Maria ao colo e, se pudermos, damos-lhe todo o colo que ela pede.


Não se zanga com a Maria mas gosta de falar com ela a imitar a nossa maneira de falar:
"Maria não faças isso. Isso faz dói dói."

Quando alguém vem cá a casa e traz um bebé, ela faz festinhas ao bebé e depois, com orgulho, abraça-se à Maria e diz que é a irmã dela.

E em todas estas vezes, eu agradeço muito o facto de estar cansada tantas vezes, todas as noites sem dormir, todas as fraldas mudadas, a roupa bolsada e os braços cheios de músculos. Agradeço as olheiras, a barriga mole, o cabelo despenteado, as refeições apressadas de pé. 

E sinto, tantas vezes, que a única coisa que se equipara ao que sentimos a olhar para um filho, é ver desenvolver-se o amor entre dois filhos nossos.

 

 

Qui | 30.03.17

De acordo com a Lara, os pais são uns tiranos

A Lara entrou numa fase que me dá bastante que pensar.

 

Podia dizer que é a fase da mentira mas não me parece que seja tão simples como isso porque, às vezes, parece que ela acredita mesmo no que está a dizer.

Passa-se o seguinte:

Sempre que a Lara se chateia com o pai ou comigo, vai fazer queixas ao outro.

O guião é quase sempre o mesmo:

Lara: “Ó mãe foi o paiiiiiii!”

Eu: “Então, querida o que é que o pai fez?”

Lara: “Fez dói dói”

Eu: “Onde?”

Lara: “Na bocaaaa”.

Isto dito com um ar muito triste e uma expressão muito cómica, de quem está a fazer um  esforço para manter os cantos da boca para baixo e um ar bastante consternado (andará a miúda a ter aulas de teatro na escola?).

Na primeira vez que isto aconteceu fui logo ter com o Milton e perguntar-lhe que história era essa dele lhe ter feito dói dói, se a tinha magoado sem querer ou algo assim.

Ele disse que não, que nem lhe tinha tocado.

Depois começou a acontecer mais vezes, muitas mais, sempre que nós a contrariamos ou não a deixamos fazer alguma coisa que quer.

A Lara chega a queixar-se de mim, a mim, dizendo que lhe fiz dói dói, na cara, num braço ou numa perna, mesmo quando estou a mais de um metro dela.

E é isto. Se desenvolvermos a conversa ela continua a insistir que lhe fizemos dói dói. Já lhe perguntei em relação à escola e parece que por lá também é comum a educadora “bater nos meninos”. Nem por sombras me passaria pela cabeça que isso possa acontecer, obviamente.

Mas que fase é esta?

Não estou preocupada porque me parece uma fase natural pela qual todas as crianças devem passar mas… não consigo deixar de pensar no que passará pela cabeça de outras pessoas se ela se põe a dizer que os pais lhe fazem dói dóis em casa todos os dias.

Enfim.

Por aí também acontece isso?

Qua | 29.03.17

Um fiasco de bolo

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No dia em que a Lara fez 3 anos, quisemos ter um bolinho para ela soprar as velas.

Íamos fazer a festa no sábado seguinte mas quisemos dar-lhe os nossos presentes e fazer uma comemoração só nossa, em casa.

Com este pensamento em mente, e visto que ela ia comer uma data que coisas menos saudáveis na festa de sábado, decidi fazer um bolinho de aniversário pouco pernicioso: bolo de panquecas.

Experimentei uma receita nova de panquecas no forno (constatei depois que foi uma ideia terrível) e montei um bolo alternando as panquecas com camadas de queijo creme e mel. Por cima coco ralado cor de rosa e umas imagens da Minnie em papel.

Ficou bem bonito e fofinho mas praticamente intragável. A Lara, que é de boa boca, comeu um bocadinho e eu também mas desistimos rapidamente e, com muita pena, tivemos que deitar o resto fora.

Sendo assim, não deixo a receita deste bolo, mas ficam as fotos na mesma. :P


Ter | 28.03.17

Lara #17

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Depois da Lara se levantar da cama e vir pedir água (faz sempre isso), o Milton vai deitá-la outra vez.

Demora-se mais do que o esperado e, quando regressa, diz que a Lara o estava a reter, agarrando-o para ele não sair do lado dela e dizendo:

 

"Anda cá pai, tenho uma surpresa para ti!"

Mas quem é que pode com tanta fofice?!

Seg | 27.03.17

Este blogue e a publicidade


Há dias, uma leitora, perguntou-me se tinha publicidade no blogue e se tinha uma parceria com uma empresa (a  verbaudet).

Fiquei a pensar nisso e julgo que, neste momento, é pertinente falar um bocadinho sobre a questão da publicidade.

Este não é o meu primeiro blogue. Na verdade, já perdi a conta aos blogues que tive, desde que apareceu a Internet e esta possibilidade de nos tornarmos editores e produtores do nosso jornal pessoal.

Já tive um blogue muito existencialista, muito virado para pensamentos profundos (digo eu), mais “dark”, com um toque da revolta e da estranheza dos 18/20 anos. Depois tive outros dois virados para o cinema e a música. Entre estes tive um fotoblogue e um blogue mais pessoal.

Quando engravidei existiram muitas mudanças na minha vida e na minha forma de estar. Senti, outra vez, a necessidade de escrever num blogue sobre tudo o que estava a acontecer, os pensamentos que tinha, as coisas que ia descobrindo, sobre a minha mudança para um estilo de vida mais saudável, sobre as minhas inseguranças como mãe, sobre as minhas filhas, e tantas coisas mais.

Este é, sem dúvida, o blogue que mais prazer me está a dar escrever. É também aquele a que me dedico mais. Escrevo aqui coisas que vou aprendendo como pessoa e como mãe e, sobretudo, tenho aprendido muito com as pessoas que me leem e têm a paciência e a simpatia de partilhar as suas experiências aqui.

Escrevo por necessidade. Esta é a minha terapia.
Sou uma grande tagarela. Tanto, que falar com as pessoas não me chega. Tenho que dar vazão aos meus pensamentos num caderno digital, público, onde possa trocar ideias com pessoas que passem pelo mesmo que eu.

Enfim… é isto o meu blogue. É para isto que serve.

Entretanto, com o tempo, chegaram algumas propostas de publicidade, nada de especial. As poucas que aparecem não têm sido, de todo, interessantes porque não me permitem controlar o que as pessoas vão ver. E eu também não gosto de levar com quadrados de publicidade no meio do ecrã, quando leio outros blogues. Não sei se será sempre assim (nunca digas “nunca”) mas, para já, esse tipo de publicidade não me parece muito interessante.

Antes de mudar para o SAPO tinha publicidade no fim dos artigos e na parte lateral do blogue. Quando mudei para o SAPO aproveitei para fazer uma limpeza e tirei os banners. De momento decidi que não vou colocar esse tipo de publicidade no blogue que é uma publicidade cujo conteúdo não posso controlar.

Entretanto já fiz, há meses, um artigo em parceria com a verbaudet e um artigo em parceria com a homify. São produtos em que acredito e que encaixam perfeitamente neste blogue.

Se gostava de ter, efetivamente, parceria com empresas? Gostava sim. Bastante até.

Não criei o blogue a pensar nisso, até porque, se assim fosse, teria conteúdos ligeiramente diferentes e mais populares. Mas dava-me um grande jeito mais uns trocos na carteira. Era excelente se uma atividade a que me dedico todos os dias, várias horas por semana, me desse um retorno financeiro. E, a única forma conhecida disso acontecer, é com publicidade. É assim que funciona e está tudo bem.

Por isso, espero vir a ter parcerias e publicidade a sério no blogue.

E que publicidade é que pode aparecer por aqui (queria eu que ela chegasse)?

- Produtos que uso e gosto (roupas, artigos de decoração, artigos de puericultura)
- Produtos que não conhecia mas que, experimentando, gosto e aconselho
- Experiências giras para adultos e crianças (atividades, viagens, eventos)
- Filmes, livros, música
- E qualquer outro que me pareça pertinente e que ache que pode interessar a quem me lê


E que publicidade é que não pode aparecer por aqui?

- Cartões de crédito e outras formas de endividamento
- Fast-Food e refrigerantes
- Medicamentos

 

Para já encontram por aqui artigos que falam de produtos que uso e de que gosto. Ou produtos que não tenho mas sei que são bons. Se alguma empresa me quiser pagar para falar dos seus produtos, vão encontrar a mesma coisa: produtos que já usei e de que gosto ou que, experimentando, vejo que são bons. Claro que, se me pagarem, farei um texto mais bonito e bem estruturado a falar das coisas. Para já, falo com leveza e sem obrigações.

Isto para dizer que não pretendo falar de algo em que não acredito por dinheiro.

Infelizmente, o meu trabalho não me permite dispensar outras formas de rendimento. Qualquer dinheiro que possa ganhar com o blogue vai dar muito jeito para pagar contas básicas.
E se, nos meus melhores sonhos,  ganhasse o suficiente com o blogue para me dedicar só a ele, era o que faria sem pensar duas vezes.

Gostaria muito que me dessem feedback sobre este assunto e colocassem – à vontade – duvidas que tenham.

Nota: Este texto foi escrito e agendado e está a ser publicado numa altura em que estou de férias. Se levar alguns dias a responder a comentários é apenas por isso. Responderei logo que possa.

Dom | 26.03.17

Há meninas que gostam de fingir que são princesas, a minha filha gosta de fingir que é o lobo mau

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Ou não fosse minha filha. 


Diz o pai que, quando estão os dois no carro, de manhã, a caminho da creche ele começa a ouvir o seguinte:


“Nhom Nhom Nhom Nhom”



Quando lhe pergunta o que está a fazer, a Lara responde:



“Estou a comer as pessoas.”



Sempre que vê uma pessoa na rua: “Nhom Nhom NHom Nhom” finge que a come, como se fosse o lobo mau. :D



É isto.

Sab | 25.03.17

Comecei a fazer yoga "a sério"

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Já pratico yoga há algum tempo mas nunca o fiz num local de ensino, com alguém a orientar-me de uma forma profissional.

Em tempos, tive uma pessoa muito próxima que me apresentou as noções básicas do yoga e me ensinou (e muito bem) a maior parte das coisas que sei hoje sobre esta forma de estar. Porque não consigo encarar o yoga como uma prática desportiva ou algo do género. O yoga é mesmo um estilo de vida que abrange todas as áreas da vida: corpo, mente e espírito.

Acredito que, se levarmos  a prática a sério, é impossível não repensar valores, a alimentação, a forma como agimos a cada momento e até os pensamentos que inundam a nossa mente.

Mais recentemente, comecei a praticar em casa, vendo vídeos de aulas no youtube. 

Não correu mal mas, depois de tentar fazer umas posições que me deixaram com dores durante dias, optei por ter juízo e procurar um local para fazer yoga com um profissional que percebesse do assunto.

Tratei disso há dias. Fiz uma aula para experimentar, gostei e inscrevi-me no power yoga.

Gostei de tudo, desde o início. 

A sensação de entrar num local novo, com pessoas novas, onde vou aprender coisas que me interessam mesmo muito, foi mesmo muito boa.

Para já fiz muito poucas aulas mas, o que aprendi nessas aulas foi o suficiente para reacender a vontade de evoluir e fundir o yoga com a minha forma de ser. Não há de ser fácil, mas estou determinada a tentar com convicção.

Vamos ver como corre isto. Estarei cá para contar os próximos capítulos.


Sex | 24.03.17

Verão, aprochega-te depressa

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Nunca fui destas coisas de dar as boas vindas à primavera, ao verão ao outono, ao inverno (alguém dá as boas vindas ao inverno?), ao fim de semana, ao mês de março, e de junho e de agosto, etc, etc, etc.

 

Para mim tanto fazia, até porque cada tempo tem o seu encanto e a sua "fofice". Do que não gosto muito é de ficar muito tempo com o mesmo tempo, com as mesmas roupas, com a mesma temperatura e as mesmas vistas.

Mas, este ano, estou cheia de saudades do verão. Parece que o inverno durou 9 meses... 

 

Foi um inverno cheio de desafios, já se sabe.



Ora vamos lá ver:

- As viroses das miúdas seguidas de dias de medicação, noites mal dormidas e um cansaço duplicado;
- A Maria com crises de eczema que nos deram 2 meses de preocupações e cansaço extremo;
- Montanhas de roupa para lavar e outra tanta para secar (o que pode levar mesmo muitos dias nos dias de chuva e de maior humidade);
- A necessidade de andar cheia de roupa e de casacos quando detesto ter mais do que uma camada de tecido sobre o corpo;
- As paredes e portas da casa de banho e dos quartos cheios de humidade que chegou dentro dos armários, à roupa da Lara;
- A falta de vontade de fazer exercício físico com os dias tão pequenos e frios;
- A impossibilidade de ir passear ao fim de semana com muita chuva e vento;
- O herpes e os lábios secos que aparecem mais no inverno;



Podia ficar aqui a enumerar desvantagens do inverno até me cansar mas creio que já ficaram com uma boa ideia do que foi este inverno.



Daí estar ansiosa para ver chegar o verão, os dias grandes e o calor, e com eles:

- Os passeios, os piqueniques, os churrascos e a praia;
- As roupas leves e giras;
- Os dias enormes para fazer muito mais coisas;
- O ânimo para levantar cedo e fazer algum exercício ao ar livre;
- A menor incidência de viroses entre os miúdos;
- A vontade de comer mais saladas e frutinha;
- A possibilidade de algumas saídas à noite com as miúdas.
- As paredes de casa branquinhas e perfeitas.
- As imensas coisas giras que acontecem no verão, que até podem acontecer também no inverno mas que têm outro sabor no verão.

Por isso, chega-te muito depressa querido verão.



Qui | 23.03.17

Ameaças em forma de música

Estamos na cozinha os quatro, a tomar o pequeno almoço como podemos.

 

O Milton, que dormiu mal (dormimos todos), não estava no seu estado mental mais animado. A Lara, devia estar mais exigente e testava a paciência do pai, a cada instante.

 

A determinada altura, oiço o Milton a cantar uma versão peculiar da galinha Pintadinha.

“Lá em casa da Galinha Pintadinha, o galo não é tão simpático como o pai
Dá carolos na cabeça dos pintinhos, sempre que eles não se portam muito bem.”

Nota importante: Cá em casa ninguém dá carolos em ninguém e, geralmente, também não fazemos ameaças ( a não ser cantadas pelos vistos).

Qua | 22.03.17

3 anos de Lara

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No dia 13 de março de 2014 a minha vida transformou-se nesta coisa caótica e maravilhosa que é hoje: nasceu a minha primeira filha.

Lembro-me de, na inocência da ignorância, ir para o hospital (para provocar o parto) como quem vai para uma festa ou um parque de diversões. Estava feliz e leve como uma criança, embora a minha barriga parecesse um barril enorme.

Ao terceiro dia no hospital, nascia a Lara, com recurso a ventosa e eu, que ainda não sabia o que era ser mãe (e só vim a saber com o tempo) senti, acima de tudo, alívio. Naquela altura só queria que ela nascesse bem e depressa. Já pedia uma cesariana, qualquer coisa que me livrasse daqueles fios todos presos ao corpo e daquela cama onde passei quase 3 dias.

Mudei-lhe as primeiras fraldas a tremer muito. Estava muito nervosa. Não percebia nada de crianças e agora estava ali, sozinha, com uma criatura desconhecida que dependia de mim para viver.

E a Lara foi crescendo, foi ganhando personalidade. Quando deu a primeira gargalhada, com 2 meses, emocionei-me e chorei tudo o que não chorei quando ela nasceu: a minha filha estava feliz! Dava gargalhadas.

E o tempo foi passando e a Lara foi-se transformando numa menina tão carinhosa como desafiadora que me surpreende todos os dias.

A Lara é livre, alegre, tem um sentido de humor fantástico, uma teimosia de mula velha que não sei onde foi buscar, uma sensibilidade de peixes que joga mal com a minha frontalidade de sagitário, uma tendência para estar sempre a trepar coisas e a pular que me deixa os nervos em frangalhos, um jeitinho com as mãos que me deixa sempre emocionada e orgulhosa e uma forma de dizer que está zangada porque “A mãe portou-se mal” que me faz ter vontade de a abraçar e encher de beijos quando devia estar zangada.

A Lara ensinou-me uma forma de amor que nunca achei possível viver. O verdadeiro amor incondicional que me faz querer ser melhor, todos os dias, por ela e pela irmã.

A minha filha tornou-me melhor em muitas coisas. Tornou-me mais receosa, mais paranóica também, mas infinitamente mais feliz, mais paciente e muito mais consciente de tudo o que interessa realmente nesta vida.

Seg | 20.03.17

Sábado na ilha de São Miguel

O dia estava com uns belos ares de primavera por isso agarrámos nas miúdas e fomos até a um parque florestal que fica apenas a 10 minutos de carro de Ponta Delgada.

Foi mesmo muito bom.

Passeei de mão dada com a Lara, enquanto lhe explicava que era por ali que a Capuchinho Vermelho passava quando ia visitar a avózinha. Que não havia problema com o Lobo mau porque ele tinha ido visitar uns primos a uma cidade distante e não nos iria importunar naquele dia.

Explorámos o espaço, os cheiros, observámos teias de aranha de arquitetura complexa e ambiciosa, corremos pela relva, andámos de baloiço, passámos perto da casa do Capuchino Vermelho, mas como tinha um cão desistimos de lhe ir bater à porta.

Vimos vários animais, entre os quais um galo com pantufas.

Encontrámos um amiguinho da escola e, no fim do passeio pela floresta, ainda fomos comer um mini gelado a um dos nossos sítios preferidos para comer gelados: A Quinta dos Açores.

Ao final do dia a Lara teve febre e passou menos bem a noite mas o dia foi mesmo muito bom. :D

 
Não tenho tido tempo nem para me coçar por isso as fotos vão exatamente como foram tiradas. Gosto delas assim, simples.

 

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Dom | 19.03.17

O quarto das miúdas

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Tenho andado a pensar em mudar a decoração do quarto das minhas filhas e torná-lo mais feminino (agora que já sei que são duas meninas faz mais sentido).

Só que não sei bem como fazê-lo nem por onde começar. Também não sei quando o vou fazer.

O que sei é que quero um quarto leve, alegre, muito feminino (nem parece meu) e com cores suaves.

Entretanto tenho andado nas pesquisas e encontrei estas coisas amorosas.

Para detalhes e preços clicar nas imagens.


Dom | 19.03.17

Lara#16 Aos 3 anos, largou a chucha

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Finalmente.

Já estava a começar a ficar nervosa com esta questão da chucha. 

A partir dos 18 meses a Lara ficou bastante mais agarrada à chucha. Passou a usá-la não só para dormir, mas também como consolo.

A pediatra aconselhou-nos a tentar que ela largasse a chucha logo pelos 2 anos. Não conseguimos. Era árduo vê-la a pedir a chucha sempre que estava triste e não lha dar. Não ia acontecer nem tão depressa.


Entretanto tentámos que ela usasse a chucha apenas para dormir e em "momentos de crise". E os meses foram passando, e os 3 anos foram-se aproximando, e os meus nervos foram aumentando. 


Eu tinha receio, sobretudo, de não encontrar a melhor solução para isto. Tirar a chucha à força estava fora de questão. Mentir, também. Mas, usar chucha a partir dos 3 anos, também não era opção.


O que fiz, não muito convencida, foi conversar com a Lara e dizer-lhe que ela já era muito grande para usar chucha, que a chucha fazia mal aos dentinhos, que se estragasse os dentinhos era uma pena porque não poderia comer pão e bolachas de que ela tanto gosta, que as chuchas são para os bebés como a Maria, que ainda não têm os dentinhos todos... e por aí fora.

Combinámos que antes de fazer 3 anos, iria deixar de usar chucha de vez.

E fomos tendo esta conversa de vez em quando.

Uma destas noites, a Lara entrega-me a chucha e diz que não vai usar mais chucha, que a chucha é para bebés e faz mal aos dentes. E pronto. Foi isso.

Ainda lhe dei a chucha duas vezes porque ela estava doentinha e chorosa e fui eu que dei (ela nem pediu) mas foram casos isolados.

Arrumou a chucha numa caixinha de chuchas e disse que era para a Maria.

Minha rica filha. Nunca pára de me surpreender (ou sou eu que sou muito naba e todas as crianças fazem o mesmo).

 

Sab | 18.03.17

Sempre tive pavor de ir ao dentista

 

Tive duas filhas por parto normal, tenho metade dos dentes com massa, já arranquei dentes, já desvitalizei dentes e já fiz um implante dentário numa zona muito sensível.

 

Mesmo assim, tenho pavor de ir ao dentista.

Assim que me sento na cadeira de dentista fico toda retesada e cheia de stress. Quando oiço a broca a trabalhar e sinto a sua pressão na boca, começo logo a imaginar aquilo a furar-me a boca toda e a entrar em todos os meus nervos. Fico mesmo cheia de nervos. Todas as vezes.


Não ajuda muito ter levado a anestesia com a seringa, muitas vezes, sem uma pré anestesia com pomada. Também não ajuda o facto de ter saído de duas limpezas aos dentes com a sensação de que tinha sofrido uma sessão de tortura (e com vontade de pedir anestesia na próxima vez).


Acreditem ou não, a minha consulta no dentista que custou menos foi mesmo aquela em que coloquei o implante e me furaram o osso do maxilar para colocar um parafuso capaz de suportar dois dentes. O dentista transmitia tanta competência, calma e serenidade que não duvidei por um segundo que ia correr tudo pelo melhor. E assim foi. Sem qualquer dor ou desconforto.

 

Infelizmente, ele está em Lisboa e não há como ir a Lisboa de cada vez que preciso de ir ao dentista.

 

Desta vez precisei de tratar de uma pequena cárie e, antes de me decidir por um dentista, fiz uma pesquisa exaustiva junto de todas as pessoas a quem tive oportunidade de pedir conselhos. 


De modo que, a conselho de uma amiga do trabalho, fui a uma dentista especialista em crianças.


Bom... que maravilha! Que dentista meiguinha, atenciosa, simpática e... indolor.


Nem dei pela picada da anestesia. Dava para ver que estava a fazer aquilo mesmo com cuidado para não magoar (ou ferir suscetibilidades). O resto dos procedimentos foram efetuados com igual cuidado e com a dentista sempre a perguntar se estava tudo ok.

 

Adorei! Mesmo.

 

Recomendo vivamente a todos os cagunfas que, como eu, que têm pânico de ir ao dentista.

 

Se quiserem saber quem é esta Fada, é só mandarem mensagem que eu digo. Só não digo aqui porque não quero, de forma nenhuma (mesmo que o que estou a escrever seja positivo) por em causa a privacidade das pessoas.

Estou encantada. É pena que não faça desvitalizações e implantes senão colocava já toda a minha dentição nas mãos desta senhora.

 

 

 

 

Sex | 17.03.17

Coisas mimosas para crianças #2

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Deliro por estes alimentos de madeira como uma mulher normal delira por sapatos e malas.

Eu não ligo grande coisa a sapatos e menos ainda a malas (gosto de mochilas, vá) mas era capaz de gastar fortunas a comprar estas saladinhas e estas sandes maravilhosas de madeira.

 

Olhem-me estes detalhes da cebola e do pimento... Há lá coisa mais fofa para os miúdos brincarem?


No meu tempo não havia nada destas coisas. Faziamos os famosos bolos de terra e de ervas e até eramos capazes de os provar. Aquilo era fazer mousse de chocolate e sopa de ervas de tal forma que acabava a brincadeira e devia parecer que tinhamos andado a fazer lutas na lama (ok, estou a exagerar).

 

Eram outros tempos. Bons tempos.

 

Mas estes tempos dos alimentos de madeira também me parecem excelentes. principalmente porque agora a mãe sou eu.

Olhem-me só para estas belezas. E estão com 20% de desconto.

Podem ver detalhes e preços clicando nas imagens.


Qui | 16.03.17

3 anos ou a fase do "Está bem."

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Acho que estou a viver num sonho cor de rosa. Até poderia suspeitar que estava a abusar da bebida mas estou a amamentar e não bebo álcool. Por isso deve ser mesmo verdade.

 

Sabem aquela fase gira dos miúdos, que aparece por volta dos 2 anos de idade (com as birras), e consiste no facto de eles responderem "Não" a tudo?

 

A Lara, uns dias antes de fazer 3 anos, entrou na fase do "Está bem."
Pedimos qualquer coisa e ela diz quase sempre "Está bem".

 

É como se fosse um jogo ou alguma coisa divertida de fazer. Com o ar mais fofo e caricato que possam imaginar, naquela voz dela que é uma mistura aveludada de caramelo e baunilha, ela diz "Está bem" e, com toda a tranquilidade do mundo, faz o que pedimos.

 

Não sei quanto tempo isto vai durar mas pretendo aproveitar esta fase ao máximo. Creio que os meus problemas de limpeza da casa acabaram (brincadeira). :D

Qua | 15.03.17

Estou farta de comprar roupa barata

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Sabem aquelas peças imensamente giras, com a frescura da novidade, que compramos por 10 ou 15 euros nas lojas do costume? Pois, também eu.

Aquelas que duram uma ou duas lavagens até se encherem de borbotos feios e um ar gasto e velho que lhes dá a aparência de 20 anos de uso.

Em vez de comprar 10 daquelas roupas, na ilusão de ter feito um execelente negócio, mais valia comprar uma peça de maior qualidade, que aguentasse alguns anos de uso antes de se desfazer.

Portanto desisti de comprar as pechinchas de inicio de coleção e optei por comprar peças melhores, numa altura em que estejam com desconto.

As peças abaixo estão apenas hoje - todas - com 50 % de desconto, e fazem parte da minha lista de desejos para a renovação do guarda- roupa. Claro que para entrar uma destas cá em casa, tem que sair outra, uma vez que estou rendida ao roupeiro com meia dúzia de peças básicas.

Adoro todas as peças abaixo, que parecem muito elegantes mas seriam para usar, sempre, com ténis e uma t-shirt básica.

Clicar nas imagens para ver os preços.

Qua | 15.03.17

Coisas de mulheres #1

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Uma mulher com princípios anti materialistas mas, ainda assim, uma mulher.

Neste momento gostava muito de ter um evento obrigatório (como um casamento ou algo assim) para ter desculpa para comprar um destes vestidos.

É que são mesmo a minha cara. Adoro! São maravilhosos: simples e fascinantes ao mesmo tempo.
Pronto... se calhar são só fascinantes para mim mas... são a minha cara.

Lamentavelmente a minha "ética" auto imposta não me permite gastar dinheiro em algo de que não preciso mesmo. 


Alguém vai casar? Batizar um filho? Fazer bodas de cristal? Qualquer coisa? 

Clicar nas imagens para ver os detalhes dos vestidos (o da direita tem umas costas mesmo giras, é o meu preferido) e os preços (estão com desconto).

Ter | 14.03.17

Bolachas de gengibre e canela

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Ando a tentar substituir as Bolachas Maria cá em casa. Não costumamos ter mais nenhumas e, olhando bem para os ingredientes da Bolacha Maria, nem essas queremos ter.

Deixo, hoje, a receita das últimas que fiz. São uma espécie de bolachas marinheiras com sabor a especiarias.

Confesso que cá em casa fui a mais entusiasta com esta receita. Gostei mesmo muito do sabor.  São durinhas e secas mas muito saborosas (embora nada doces).


Posso dizer que duraram 2 dias.


Quem gosta de bolachas marinheiras gostará destas quase de certeza. São mesmo muito aromáticas e saborosas.

 

Segue a receita.

 

Bolachas de gengibre e canela

50 g de açúcar mascavado
100 g de óleo de coco
1 ovo
250 g de farinha integral
1 colher de chá de fermento em pó
2 colheres de sopa rasas de canela
1 colher de sopa rasa de gengibre em pó

 

 

Colocar no copo o açúcar e pulverizar 4 segundos na velocidade 9.

 

Adicionar o óleo de coco e o ovo, 10 segundos na velocidade 4.

 

Juntar a farinha, a canela, o gengibre e o fermento e programar 15 segundos na velocidade 4.

 

Estender a massa numa superfície lisa, moldar as bolachas e colocar em forno pé aquecido a 180º, num tabuleiro com papel vegetal, durante mais ou menos 10 minutos.


Ter | 14.03.17

Como não ficar careca depois do parto

Mulheres é preciso que alguém vos informe disto:

- É possível (não estou a dizer que vai acontecer, mas que é possível que aconteça) que depois de terem os vossos bebés lindos nos braços, cerca de 3 meses depois do parto, o vosso cabelo comece a cair de uma forma bastante antipática.

- Quando escovarem o cabelo depois do banho, podem fazer uma mini peruca para bonecas após cada escovadela.

 

- O chão da vossa casa de banho ganhará um tapete novo, feito de pelo natural. É possível que aconteça o mesmo ao resto da casa.

- Às vezes, na altura mais aguda, quando estão a retirar o condicionador do cabelo com fortes chuveiradas, algo parecido com um bicho molhado vai escorrer pelas vossas costas. Vocês vão desejar que fosse um bicho molhado. É um grande chumaço de cabelo.

Esta queda de cabelo menos simpática aconteceu-me duas vezes. Caiu-me mesmo metade do cabelo. Da primeira vez fiquei com entradas de lado, muito visíveis. Contei aqui a história da minha primeira queda de cabelo pós parto.

 

Na segunda vez eu já contava com a sabedoria da experiência e não cheguei a ficar careca.


E como é que eu driblei esta ocorrência com sucesso:

Logo na primeira semana de queda, comprei um suplemento vitamínico para o cabelo para tomar durante 3 meses. Tomei aquilo tudo religiosamente e pronto.


Agora perguntam-me vocês: Então o cabelo não chegou a cair?

Caiu sim. E como! Caiu metade do cabelo, tal como da primeira vez.

Aquilo durante 3 meses, minhas amigas, não há volta a dar. A não ser que apliquem uma laca com supercola 3 no couro cabeludo, ele vai cair. A questão é que o suplemento vitamínico vai fazer com que o novo cabelo cresça mais depressa e mais forte. Daí não ter chegado a ficar careca da segunda vez. O cabelo novo começou logo a crescer e quando o outro caíu em maior quantidade, já havia cabelo novo, curtinho, no seu lugar.

 

Se é bonito andar com o penteado do MacGyver? Não, não é. Mas garanto-vos que andar com duas carecas na fronte ainda é mais desagradável. Deixam de poder prender o cabelo e praticamente têm que puxar cabelo para a testa para tapar as carecas. É um bocadinho desagradável.

 

Se estiverem mesmo muito preocupadas e forem mais para o paranóico (como eu) aconselho-vos a procurarem um dermatologista. Ele indicar-vos-á o que será mais adequado para vós. 

 

Na primeira vez procurei um dermatologista que me disse para tomar Keratine Forte. Desta vez, a conselho de amigas que tinham passado pelo mesmo e que também tinham ido ao dermatologista, optei por Ecophane que é um pouco mais barato e, para mim, mais fácil de encontrar em farmácias e parafarmácias. Os resultados foram igualmente bons. A diferença foi apenas, na segunda vez, ter começado a tomar mais cedo.


O Ecophane vende-se em pó ou comprimidos, mas sempre me disseram que o pó era mais eficaz e eu nem pensei duas vezes. Também comprei o champô aproveitando uma promoção e fiquei muito satisfeita com ele, embora os resultados também sejam bons sem o champô (aqui o importante mesmo é o suplemento vitamínico).


Abaixo estão os produtos que comprei. Se não quiserem gastar muito dinheiro, comprem só as latas de pó. Cheguei a comprar as saquetas com o shaker mas, sinceramente, não me fez diferença nenhuma. É um bocadinho mais prático mas a diferença de preço, a meu ver, não compensa. E o pó é exactamente o mesmo.


Para verem os preços e mais informações sobre os diferentes produtos é só clicarem na imagem.


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