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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 28.02.17

Desaprecio o Carnaval

De todas as comemorações que alguém se lembrou de inventar, o Carnaval é, desde sempre, a que menos me apraz.

 

Não vou dizer que odeio o Carnaval porque não lhe dedico tanto sentimento assim. Mas é uma época que me chateia um bocado e em que prefiro estar em casa ou, tanto quanto possível, bem longe das agitações carnavalescas.

 

Faz-me um bocado de confusão - na verdade chega a dar-me medo - ver uma série de gente de máscara a agir de forma tresloucada como se isso fosse muito engraçado e desejável. Really?

 

Amigos e pessoas em geral que apreciam o Carnaval, nada tenho contra quem aprecia o Carnaval, de todo. As minhas filhas podem vir a apreciar o Carnaval e cá estou eu para ir comemorar com elas se for preciso. Mas lá que me vai custar vai. Não é para mim. É como ir ver uma revista ao teatro, não achar graça e as pessoas olharem para mim e perguntarem constantemente se eu não percebi as piadas.

 

Simplesmente não consigo achar piada.

 

Curiosamente sou pessoa para gostar muito de uma marchinha de Carnaval.  Adoro esta e encontram-me a cantarola-la durante o ano todo.

 

Lembro-me bem da primeira vez que fui a uma festa de Carnaval com amigos, tinha uns 18 anos e não bebia álcool (o que não deve ter ajudado muito). A determinada altura fizeram aqueles comboios geniais e engraçadíssimos - era enfiar dedos nos olhos de quem inventou esses comboios de gente - e eu senti algo parecido com o que deve sentir uma asa de frango num rolo de sushi. 

 

O sentimento perdura até hoje. Com a diferença que hoje tenho mais juízo e ninguém me apanha em folias dessas.

 

 E pronto, cá estou para aproveitar o que o Carnaval tem de bom até para mim: o facto de ser feriado. Posso sempre festejar a alegria passando o tempo a fazer coisas de que gosto, longe de serpentinas e confetis. 

 

 

 

Seg | 27.02.17

Coisas malucas de mulheres #1

Estou a falar de mim, evidentemente.

 

Tenho a mania de aproveitar a hora de almoço para fazer umas compras para casa, assim uma coisita ou outra que faça falta para o jantar ou para o pequeno-almoço: ovos, umas frutinhas, leite, pão ou uns iogurtes. Coisa pouca portanto.

 

Mas o que é que eu, normalmente, faço?

 

Começo a mandar coisas para o cesto como se fosse fazer as compras do mês: quilos de fruta e legumes, vários pães grandes, vários litros de leite, bolachas, duas dúzias de ovos.

 

Isto não seria especialmente problemático se eu não fosse a pé para casa. Está bem que vivo a 7 minutos do trabalho mas são 7 minutos a transportar 20 quilos de mercearia.

 

O plano é ir comprar uma coisita ou outra mas, entusiasmo-me, lembro-me que mais um quilo de maçãs e mais um litro de leite, ou dois, ou três, davam jeito e, quando dou por isso pareço um burro de carga cheia de sacos.

 

É só a mim que acontece isto? 

 

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Olhando assim para os sacos, até parecem poucos e inofensivos mas cada um pesava uns 3 quilos (ou mais).

 

Dom | 26.02.17

Sobre calças de ganga e as pancadas que eu já tive

Uma mulher nunca está satisfeita, é sabido.

 

Quanto a mim já me senti insatisfeita por ser magra, depois por ser gorda, e novamente por ser magra.


E, se já fui magricela, nunca fui excessivamente gorda ou dramaticamente magra.

 

Fui uma adolescente "Olivia Palito", de pernas e rabo magritos. Tinha tantos complexos que vestia 3 pares de collants grossos debaixo das calças de ganga justas, mesmo no verão. Aquilo devia fazer um efeito enchouriçado espetacular mas, na altura, nem pensava nisso. Queria era encher as calças. Não, nunca me deu para por meias no soutien. Isso não fiz. 



Depois dos 14 anos, cresci bastante, para cima e para os lados. Aos 21 deixei-me convencer de que era gorda e emagreci novamente. Foi quando comecei a fazer dietas malucas. Cheguei a pesar 47 quilos.
Andava entre os 50 e os 52 e achava-me sempre gorda (parvoíce gigante, eu sei). Comprava o 32 de calças para me motivar a caber lá dentro um dia (mil vezes parvalhona, eu sei).

 

Depois cresci (mentalmente) e deixei de me preocupar com o peso. Ia oscilando um ou dois quilos pelos 52 e estava bem assim.

 

Eventualmente descobri que as saias e os vestidos aguentavam bem as oscilações de peso e passaram a ser as minhas peças de roupa preferidas. Mas nunca deixei de usar calças de ganga.

 

O problema era encontrar as calças de ganga adequadas para mim. É mesmo difícil comprar calças de ganga!

 

O meu problema é o rabo grande que, na maior parte das calças, faz aquele lindo "efeito fralda" (que é como quem diz que parece que temos uma fralda no rabo a fazer chumaço). 

 

Até que descobri as calças push up da Salsa, que modelam o rabiosque. Já tive várias com este belo efeito e nunca mais comprei outras. 

 

Aqui estão alguns dos meus modelos preferidos.

 

Para verem mais imagens das calças (de frente, de lado, de trás) e mais detalhes, é só clicar nas imagens.

 

Dom | 26.02.17

Fiz um almoço vegan e ele gostou!

 

vegan 7.jpg

 

Há muito tempo que gostaria de me tornar ovo-lacto vegetariana. Tentei uma vez, sem qualquer tipo de orientação, e não deu certo. Obviamente.

 

Agora que julgo perceber mais qualquer coisita de nutrição e saúde, estou a pensar seriamente em alterar, gradualmente, a minha alimentação.  A ideia é comer cada vez menos alimentos de origem animal.

 

Já não como quase nenhuma carne vermelha e pelo menos dois dias da semana são de refeições vegetarianas. Estou, também, a introduzir algumas refeições vegan (sem utilizar nenhum alimento de origem animal).

 

Um dia destes fiz uma salada de quinoa.

 

Confesso que estava cética porque não fazia ideia ao que saberia uma salada de quinoa. Gosto imenso de quinoa mas fria nunca tinha comido.

 

Fiz então salada de quinoa para eu e ele levarmos para o almoço, no trabalho, e foi lá que provei pela primeira vez.

 

Bom... confesso que achei o sabor estranho. Eu não estava, de todo, habituada àquela mistura de sabores. Não posso dizer que tenha desgostado. Tão pouco posso dizer que adorei. Voltei a repetir no dia seguinte e a impressão "imprecisa" manteve-se.

 

O Milton, curiosamente, gostou muito. Disse que ficou agradavelmente surpreendido com aquele almoço vegan.

 

Bom... como não somos todos iguais e não quero colocar aqui apenas as receitas de que gosto, mas sim aquelas que agradaram bastante a alguém, vou deixar-vos a receita.

 

O nome correto é Tabule de Quinoa

 

Ingredientes

1 chávena de quinoa
1/2 chávena de amêndoas
1/2 chávena de sultanas douradas
2 tomates
2 pepinos pequenos
limas ou limões
alho em pó
salsa fresca
pimenta preta

azeite


Lavar bem a quinoa e cozê-la em água e sal durante 15 minutos. Deixar arrefecer.


Torrar as amêndoas (com ou sem pele) no forno, sobre uma folha de alúminio, num tabuleiro, durante 15 minutos, a 150º.

 

Cortar os pepinos e os tomates em cubos pequenos.

Juntar e misturar todos os ingredientes numa taça grande e condimentar com um fio de azeite, sumo de lima ou de limão, e polvilhar com salsa picada.

 

Bom apetite!



Sab | 25.02.17

Cá em casa é 8 ou 80, o meio termo é para fracos

Por aqui é assim: ou andamos todos rotos e esgroviados de cansaço semanas seguidas, ou estamos na boa, descontraídos e descansados como se não tivéssemos duas filhas pequenas.

 

Quando a Maria nasceu e até aos 5 meses, mal sentimos a diferença de serem duas. Ela comia e dormia. Não era uma bebé nada aborrecida e nunca teve as temidas cólicas que, quando a Lara tinha um mês, tornaram a nossa vida num inferno.

 

Depois esteve um mês sem aumentar de peso, mamava mal,  e era o stress de ter de lhe dar de mamar de 2 em 2 horas e o medo dela não querer mamar. Falei disso aqui. Insisti na amamentação, nunca precisou de leite artificial e tudo passou.

 

Depois, veio o eczema atópico (falei disso aqui) e a ansiedade associada à preocupação e a muitas noites a dormir pouco.

 

Foi a fase mais dura que tivémos com a Maria. Atingi níveis de cansaço que nunca senti antes. Andava desconcentrada, nervosa e terrívelmente cansada.

 

Descobri, julgo eu, que o problema principal da Maria (e o meu) era nervoso. Obriguei-me a acalmar e tudo melhorou.

 

E estamos assim: com a Maria a adormecer sozinha de noite ao som de música, a dormir a sesta de uma forma mais ou menos fácil (geralmente na alcofa, onde ainda cabe), a comer bastante bem e sempre bem disposta. 

 

Enfim... cá por casa é assim: ou 8 ou 80, não há cá meios termos. Ou estamos que é um luxo ou miseravelmente cansados. 

 

Para garantir a continuidade do "luxo" tenho feito um bocadinho de yoga e meditação todos os dias. Preciso mesmo disso para manter a boa disposição e a calma durante todo o dia. Isso e dois cafés diários.

Sex | 24.02.17

Uma mãe de duas ainda tem tempo para estas coisas #1

Robyn.jpg

 


Gosto de procurar música na Internet e, quando encontro uma de que gosto, procurar várias versões dela.

 

Se for um remix procuro, em primeiro lugar, o original e depois mais versões.

 

Depois, oiço a minha versão preferida em repeat, e invento um vídeoclip para a música na minha cabeça. Gosto de fazer isso a qualquer hora do dia mas é de manhã, quando vou a caminho do trabalho, de headphones, que a minha cabeça está mais produtiva para estas coisas.

 

Não raramente, subo os 5 andares até ao gabinete onde trabalho a pé para continuar a desenhar o filme da música na minha cabeça durante mais tempo.

 

Esta é das últimas que tenho andado a ouvir.

 

 

O original

 

 

 

 

 

Qui | 23.02.17

Eczema atópico em bebés - O que resultou com a minha filha

Maria fofinha 7 meses.jpg

 

Já tinha falado aqui do facto da minha filha mais nova - a Maria, com 7 meses agora - ter eczema atópico.

 

Ela teve 4 crises seguidas e eu estava a entrar completamente em pânico. 


Apesar de não ser uma doença muito grave é geradora de grande ansiedade nas crianças e nos pais (eu que o diga). A minha filha ficou com a cara, o pescoço e partes do corpo completamente vermelhas e inflamadas, com o aspeto de queimaduras (em alguns sítios ficou com uma espécie de bolha de água com pus), tinha muita comichão, mamava mal, dormia mal e andava muito chorosa e irritadiça.

 

Eu andava extremamente ansiosa e sem saber o que fazer. Sempre que acabava o tratamento com o creme à base de corticóides, as manchas vermelhas voltavam a aparecer e era necessário fazer todo o tratamento de novo e assim sucessivamente. Isto aconteceu 4 vezes seguidas. Achei que nunca mais ia parar.

 

Na última vez que voltámos à dermatologista, foi receitado antibiótico para a Maria e muita calma para mim. Eu e a Maria estávamos com um ar muito cansado e nervoso e a dermatologista disse que era essencial que descansássemos as duas e que a Maria dormisse bastante de dia (o que a iria ajudar a dormir de noite também). Também tive que tirar o meu gatinho de casa (falo sobre isso aqui e aqui.

 

Depois de tudo isto decidi que ia ter que me acalmar mesmo. E foi o que fiz. 

 

Fiz um grande esforço para não entrar em paranóia se a Maria voltasse a piorar, para não me enervar com as birras da Lara e com as coisas que tinha para fazer. Foquei a minha energia na Maria e a evitar que ela chorasse ou ficasse irritada durante todo o tempo em que estava com ela. Quando a Lara e o pai chegassem a casa, dedicar-me-ia mais à Lara e o pai à Maria.

 

Bom... não sei se isto resultará para todos os casos de eczema atópico ou para todas as pessoas, mas o facto é que a Maria começou a melhorar.

 

O que resultou connosco

 

Claro que existiram várias ações que podem ter feito o eczema melhorar: o antibiótico,  a ausência do gato, as sestas durante o dia, a ausência de stress. Mas, estou convencida que a ausência de stress foi a causa principal da melhoria do eczema da Maria.

 

Neste momento a Maria ainda tem manchinhas vermelhas na pele, mas estamos a conseguir controlar com o creme hidratante (que colocamos em todo o corpo todos os dias) e com o tratamento preventivo que consiste em aplicar o corticóide tópico duas vezes por semana, nas zonas que costumam ser mais afetadas. E, claro, muita calma e muita tranquilidade sempre.

 

 

Cuidados que temos sempre


- Dar banhos rápidos, com água morna, apenas 2 a 3 vezes por semana (usamos o gel de banho Atoderm Lavante da Bioderma);

- Hidratamos a pele do corpo todo da Maria, 1 a 2 vezes por dia (usamos Atoderm Intensive BAUME, da Bioderma);

- Não aquecemos demasiado a Maria com roupa e cobertores;

- Tirámos todos os tapetes de casa;

- A Maria não tem peluches;

- Deixámos de usar roupa de lã ou tecidos sintéticos. Só usamos mesmo algodão.

 

 Abaixo, algumas roupas do género que visto à Maria. Tento que sejam de algodão biológico e gosto muito das das vertbaudet que têm um tecido macio, de muito boa qualidade e bastante resistente.

 

 

Qui | 23.02.17

Lara #15

Lara 7.png

 

 

Ao fim de uma tarde de domingo, eu e a Lara estamos no sofá entretidas a fazer colares. 

 

Bom... a realidade é que eu estava a segurar no fio de nylon, enquanto a Lara enfiava as contas, uma a uma, no fio.

 

Aquilo estava a dar-me uma certa soneira e, a determinada altura, acabo por fechar os olhos.

 

"Mãe, o que é que estás a fazer?" pergunta logo a Lara meio zangada.

 

"A mãe estava a descansar a vista." respondo eu.

 

"A mãe não faz isso. Não faz isso." diz ela com um ar muito imperativo.

 

"A Lara não gosta dos olhos fechados, a Lara gosta dos olhos abertos."

 

E, vendo que a mãe já estava meio abananada com tanta falta de ação, a Lara sugeriu que colocássemos as contas a meias, uma eu, outra ela.

 

Melhorou imenso a minha soneira (not).

 

Qua | 22.02.17

Mini panquecas de banana no forno

Mini panquecas.jpg

 

 

Nunca soube fazer panquecas. Faço a massa muito bem (até porque faço na bimby) mas fritar na frigideira não é comigo. 

Ora ficam cruas, ora ficam queimadas. Uma coisa é certinha: desfazem-se sempre e ficam feias que dói.

 

Já fiz imensas tentativas e nenhuma deu certo, pelo que desisti de fazer as panquecas na frigideira.

 

Agora faço-as no forno, e ficam uma maravilha. 

 

Ao fim de semana, eu e a Lara fazemos juntas para o pequeno almoço e ela leva para o lanche da escola também.

 

São excelentes simples e também ficam muito bem com compota sem açúcar, queijo ou simplesmente com canela.

 

Cá vai a receita. Tirei a base da Internet e alterei completamente. :P

 


Mini panquecas de banana no forno (sem açúcar)

 

Ingredientes

250 ml de leite

100 g de farinha integral

2 ovos

2 colheres de sopa de óleo de coco (ou manteiga)

2 bananas bem maduras

1 colher de chá de canela

1 colher de chá de fermento em pó

 

 

Colocar todos os ingredientes no copo e programar, 30 segundos, velocidade 5.

Colocar em  várias formas de silicone pequenas (as minhas eram pouco maiores que a palma de uma mão, mas podem ser maiores), enchendo apenas metade da forma. 

Vai ao forno pré aquecido a 180º cerca de 15 a 20 minutos.

 

mini panquecas de banana.jpg

 

 

Ter | 21.02.17

Eu e a faxina não nos damos muito bem

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No sábado, eu e o meu namorado dedicámo-nos à faxina da casa.

 

A Lara ficou com a avó e nós saimos com a Maria à vez, para ela não levar com o pó e com o cheiro a lixívia.

 

Eu digo-vos uma coisa: detesto fazer limpezas. Gosto de arrumar coisas, dar a volta a armários e gavetões e até gosto de me enfiar na arrecadação e arrumar aquilo tudo durante um dia inteiro. Mas limpeza da casa minha gente, não é para mim.

Mas faço e, modéstia à parte, faço bem. Mas, por algum motivo que ainda me é desconhecido, levo um dia inteiro a limpar um apartamento muito pequeno que quase não tem móveis. E nem sequer considero que a casa fique tão limpa como poderia estar. Não lavo janelas e vidros por exemplo.

 

Ora vejamos como é que nós procedemos à limpeza aqui de casa:

 

- Mudamos a roupa das camas.

 

- Limpamos o pó dos móveis, dos eletrodomésticos, dos brinquedos maiores da Lara, dos quadros, dos candeeiros, dos interruptores da luz, limpo as mesas de vidro e os espelhos. Aspiramos sofás e os colchões (idealmente deveríamos aspirar sempre os colchões mas não acontece).

 

- Limpamos todas as portas com uma toalhita para madeiras.

 

- Lavamos a casa de banho muito bem. Limpamos os móveis com uma toalhita de limpeza para tirar a humidade (que tem sempre) e esfregamos muito bem as loiças depois de termos aplicado spray com lixívia e ter deixado atuar.

 

- Lavamos parte das paredes de azulejo da casa de banho.

 

- No inverno, lavamos muitas vezes o teto da casa de banho e todas as paredes dos quartos, que acumulam muita humidade e ficam manchados.

 

- Lavamos as bancadas da cozinha e os azulejos da zona onde cozinhamos. Lavamos o escorredor da loiça, o microondas e a torradeira.

 

- Aspiramos o chão todo.

 

- Lavamos o chão com detergente adequado (usamos um para o chão dos quartos e outro para o chão de mosaico do resto da casa).

 

E é isto. Levamos 6 horas nisto. É normal?

Claro que só limpa um de cada vez, não estamos os dois a limpar a casa ao mesmo tempo.

 

Normalmente não almoçamos e comemos qualquer coisa à pressa.

 

Acabamos por ir buscar a Lara pelo fim do dia e ela adormece no carro. :(

 


Custa-me imenso ficar longe da Lara o dia todo para ficar a limpar a casa. Ela não fica em casa porque assim ainda demorava mais e porque a casa fica com um cheiro muito forte a lixívia. Como o apartamento é pequeno não há como fugir a isso.

 

Com franqueza não sei como é que as outras mães fazem mas eu confesso que ando meio angustiada com isto das limpezas. Tinha uma senhora que ajudava cá em casa mas ela deixou de fazer meios dias e ainda não tenho mais ninguém.

 

Aqui em casa temos umas prioridades um pouco estranhas talvez. :)

 

Preferimos pagar a alguém para nos ajudar a limpar a casa uma ou duas vezes por mês e ter esse tempo livre para estar com as miúdas em vez de pagar televisão por cabo, por exemplo. Atenção que não critico quem tem opções diferentes (muito longe disso).

 

Mas por aqui é assim. Choro muito o tempo que passo agarrada ao balde e à esfregona. 

Claro que depois sabe muito bem ver a casa toda branquinha e limpinha. As casas deviam ter uma opção de limpeza automática, isso é que era. :D

 

 

Seg | 20.02.17

Vestidos giros por menos de 20 euros

vestido.jpg

 

 

Tenho uma teoria sobre roupa e sapatos (e malas, e carros e casas e todos os materiais em geral): barato e bom, não há.

 

Perdi a conta às coisas que comprei a preço da chuva e que mal aguentaram duas  lavagens. Mas, por um motivo qualquer que desconheço, persisto na burrice e acabo por comprar mais coisas baratas que acabam por se estragar em menos de nada.

 

Tenho, em oposição a isso, meia dúzia de coisas mais caras que estão a uso há mais de 10 anos ( e ainda estão para as curvas).

 

Outra coisa que também é certa, é que existem produtos caros não tão bons como isso e produtos menos caros (não baratíssimos) que duram imenso e parecem sempre novos. Felizmente tenho vários desses artigos no meu roupeiro, de várias lojas diferentes.

 

Acho que é uma questão de sorte, de paciência para procurar bem as peças nas lojas e um bocado de comnhecimento de tecidos. Eu só posso contar mesmo com a sorte.

 

Posto isto posso afirmar que a maior parte da minha roupa não é cara e dura imenso. Tenho vestidos que já usei antes de estar grávida, usei nas duas gravidezes (no caso da Lara até aos 9 meses de gravidez) e ainda uso. São de malha de algodão e não estão nada largos. Acredito que ainda vão durar uns belos anos.

 

Outra coisa que faço muito é aproveitar os saldos para comprar roupa de melhor qualidade a preços mais acessíveis. Creio que faço isso quase sempre. ;)

 

Agora é uma boa altura para isso. Os vestidos abaixo, por exemplo, não chegam a custar 20 euros e são bem giros.

 

Preços e detalhes clicando nas imagens.

Seg | 20.02.17

Coisas para quem tem muito dinheirinho e não sabe o que fazer com ele

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Robôs.

 

Respondem à voz humana e fazem coisas tão variadas como jogar, filmar, locomover-se, saltar, fazer exercícios físicos, dançar e até contar piadas e histórias.

 

Se alguns são apenas um brinquedo de crianças, outros podem servir para coisas mais complexas como espiar os vizinhos, fazer companhia e contar histórias a crianças. Nenhuma destas funções me parece particularmente interessante mas alguns, confesso, chamaram-me a atenção. 

 

São aqueles que vêm em peças para ser "construídos" e podem ser programados para fazerem novos "truques".  Estes "brinquedos" podem ensinar aos mais novos conceitos básicos de robótica e de programação informática, estimulando a curiosidade e a criatividade dos miúdos de uma forma bastante interessante.

 

Vendo a coisa desta forma, até me parecem objetos com alguma utilidade para miúdos já com alguma idade e com um gosto já bastante acentuado por estas coisas.

 

Abaixo alguns modelos que me pareceram engraçados.

 

Para conhecerem as características e habilidades de cada um basta clicar na imagem.

 

 

Dom | 19.02.17

Objetos completamente inúteis que podem vir cá para casa #1

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São objetos inúteis porque não preciso deles. De todo.

Se os tivesse era mais feliz? Dificilmente.

Se me tornavam a vida mais confortável e se me dariam muita satisfação? Sem dúvida.

 

Estas cadeirinhas de baloiço extremamente giras ficavam mesmo bem na minha sala. Confesso que nunca me passaria pela cabeça ter uma cadeira de baloiço vintage, daquelas enormes e pesadonas que ocuparia facilmente a minha sala toda. Mas estas, com este design tão giro e estas cores tão fofinhas, não estorvavam nada ali ao lado do sofá e debaixo do candeeiro de pé. 

 

Imagino-me bem a ler livros atrás de livros sentada numa destas coisas queridas (isso se tivesse tempo para ler).

 

Como eu sou daquelas pessoas que não se importa nada de olhar para as montras e até entrar nas lojas e escrutina-las todas, mesmo quando não tenho dinheiro para comprar nada, vou olhando para estes produtos superfluos com algum prazer e sem ressentimento nenhum.

 

Para preços e informações detalhadas, clicar sobre a imagem.


Dom | 19.02.17

10 coisas que a minha filha nunca come

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Estou a falar da Lara, de 3 anos, porque a Maria ainda tem só 7 meses, mas a ideia é aplicar isto a toda a família: pais e filhas.

 

Confesso que, por ser muito gulosa e ter intolerância à glicose, sou especialmente chata com os açúcares. No entanto, não me considero radical. A partir dos 2 anos, a Lara começou a experimentar bolos caseiros (lá muito de vez em quando) embora eu prefira fazer bolos sem açúcar em casa, gelados e um ou outro enchido (muito raramente).

 

Mas há coisas em relação às quais eu sou muito chata mesmo e não permito que ela coma, pelo menos por enquanto. São coisas que considero completamente prejudiciais à saúde e completamente incompatíveis com a educação alimentar que eu e o pai queremos para as nossas filhas.

 

Então o que é que a Lara nunca comeu (que eu tenha conhecimento) e pretendemos que continue sem comer enquanto for possível?

 

 

1- Refrigerantes
Só aparecem cá em casa em dias de festa e a Lara não bebe. Eu também não bebo. Por acaso, tenho a sorte de não gostar por isso não me custa nada prescindir disso.

 

2- Bolachas com recheio ou creme
Já tive situações tensas por causa disso, mas a saúde da minha filha é uma obrigação minha e colocá-la em causa para "parecer bem" é uma atitude que não me assiste. Para já, passamos todos bem sem bolachas recheadas. Na verdade, estamos quase a desistir de bolachas de compras, até as bolachas Maria. Logo que me consiga organizar melhor, passarei a fazer as bolachas sempre em casa.

 

3- Bolos de Pastelaria

Nunca comeu e não pretendo que coma tão depressa. Eu também não como muito. Se comer 5 vezes por ano é muito. 
Mas, ainda assim, não me choca dar um pastel de nata à Lara. Já uma bola de Berlim ou um bolo cheio de creme é outra história.

 

4- Rebuçados e Chupa-chupas

Acho que aqui nem preciso de justificar. Quase nem consigo olhar bem para chupa-chupas. Quase que acho que a sua venda devia ser proibida. Minto. Acho mesmo que devia ser proibida. Pronto, nisto sou bastante radical.

 

5- batatas fritas e outros snacks salgados

Eu gosto bastante e custa-me não comer embora já me tenha custado muito mais. Agora, olho para um pacote de doritos e já não consigo ter grande vontade de comer. 
Ainda não percebi bem porquê, mas tem sido difícil manter a Lara afastada deste tipo de fritos sempre que ela os vê na casa de alguém.

 

6- Douradinhos

Cá em casa, nunca comeu. Não é prato que costumemos fazer.

7- Salsichas de carne

Não fazemos em casa. Às vezes fazemos omeletes com salsichas de tofu, mas de carne não.

8- Leite com chocolate

Ninguém consome isso cá em casa. Estou a pensar deixar o leite de vaca de todo mas ainda vai levar um tempinho.

9- Iogurtes para crianças tipo danoninho

Por aqui só existem iogurtes naturais e, lá muito de vez em quando, iogurte grego.

 

10- Bolinhos recheados tipo bolicao
Estão ao nível dos rebuçados e snacks fritos. Impossível considerar aquilo comida. Sentir-me-ia a dar plástico à minha filha para comer.

 

Depois destas últimas, estou a sentir-me um pouco radical... mas só à luz do que nos tem sido imposto há anos e anos.

Tenho a convição de que as minhas escolhas são conscientes e uma consequência de muita pesquisa, ajuda profissional e muito cruzamento de informações. Acho que tenho uma boa ideia do que não tem interesse nenhum na alimentação de uma pessoa adulta e muito menos na alimentação de uma criança.

Sab | 18.02.17

Purpurina a feminina (só que não)

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Quando a Lara nasceu eu já sabia que queria ter mais um filho em breve. Como não sabia se seria menino ou menina decorei o quarto dela com autocolantes que ficassem bem num quarto de menino também.

 

Agora que tenho duas meninas, quero trocar os autocolantes por uns mais femininos, com cores mais mimosas e formas mais suaves. :P

 

Ora eu que nunca gostei de cor de rosa nem de coisas fofinhas, quero transformar o quarto das minhas filhas num quarto de princesas suave e mimoso.

 

O que é que eu hei-de fazer? Mais uma vez se adequa aqui a expressão: "Faz o que eu digo e não o que eu faço."

 

Para as minhas filhas, quanto mais mimoso (não piroso) melhor. :P

 

Vou querer pintar móveis de cores pastel, colocar quadros luminosos na parede e trocar o candeeiro que é giro mas é de papel e com a humidade que há nesta terra, deve deixar de ser branco muito em breve.

 

Mas, a primeira ação vai ser mesmo mudar os autocolantes da parede. O quarto fica logo com outro ar.

 

Depois mostro-vos tudo. :)

 

Se quiserem saber preços e detalhes dos autocolantes é só clicar nas imagens.

 

 

Sab | 18.02.17

Tal pai tal filha #1

Maria linda 7.jpg

 


O Milton é daquelas pessoas que usa exatamente a mesma expressão facial para demonstrar dezenas de sentimentos. Esteja a sentir surpresa, raiva, alegria, susto, entusiasmo, tristeza, melancolia, frustração, felicidade, a cara é sempre igual.

 

A Maria parece que até nisso puxa ao pai.

 

No outro dia filmei-a a rir às gargalhadas durante mais de um minuto. Mas a rir mesmo muito! Ouvi-la era hilariante!

 

Quando vi o vídeo, custava-me a acreditar que a rapariga estivesse mesmo a rir. Se tirasse o som, parecia que ela estava apenas a olhar para qualquer coisa com um bocadinho mais de interesse do que o normal. 

 

Colocamos o som e ouvimos gargalhadas atrás de gargalhadas, uma coisa para ela estar ali a espernear e a abanar a cabeça e os braços freneticamente. Mas não. A rapariga é comedida nas suas manifestações de emoção. Como o pai. 

 

 

 

 

Sex | 17.02.17

Sigam a Maria

 

Já não me lembro como é que descobri a Maria mas, desde que aconteceu, não a larguei mais.

 

E porque é que vocês a devem seguir?

 

Dou-vos 5 motivos:

- Escreve muito bem. Mesmo. É um prazer ler o que escreve, mesmo que seja sobre caracóis escoceses.

- Escreve com humor, do bom.

- É uma rapariga gira. Tem umas belas costas e um cabelo ruivo bem bonito.

- É mesmo simpática. Já lhe pedi ajuda numa questão e não só me respondeu rapidamente como foi muito simpática e querida.

- Agora também faz vlogs –numa linha leve e bem humorada – onde nos brinda com uma voz mesmo muito fofinha.

 

Encontram a Maria aqui.

 

 

Sex | 17.02.17

Eu sei que isto é muito contraditório

reggae-wallpaper-22.jpg

  

Eu sei. Às vezes não me sinto uma pessoa muito “clara”. Às vezes sinto-me uma pessoa que usa diferentes pesos e diferentes medidas de acordo com as situações.

 

Desde que sou mãe isto tornou-se gritante.

 

Não sei se eu mudei muito – na verdade sinto-me a mesma pessoa – mas mudaram muitas coisas em mim.

 

Deixei de querer levar a vida da forma intensa com que levava antes. Não me interpretem mal, a minha vida é muito intensa e os meus pensamentos continuam profundos (muitooooo profundos) mas tenho procurado levar a vida com  muito mais leveza.

 

Por exemplo, sempre fui muito eclética no que diz respeito à música e ao cinema. Não oiço metal ou rap  mas oiço praticamente tudo o resto.

 

Tenho preferência por indie rock, indie pop e tecnho minimal mas oiço tudo o resto com muito interesse. Sempre gostei de música mais dark e com um toque psicadélico, daquela que me faz viajar por zonas da mente mais abstratas e profundas (outras vez profundas... sou uma pessoa muito profunda está visto).

 

E agora, que tenho duas meninas, continuo a ter na música a minha forma de arte preferida (deve ser uma forma de arte mais profunda). Mas não as quero colocar a ouvir muitas vezes o tipo de música que costumava ouvir.

 

Já vimos com as miúdas concertos inteiros de Radiohead e Tool – na televisão, por enquanto – e adormeciam ao som de Fisherspooner ou 2 Many DJ’s mas, se tiver que escolher música ambiente para o tempo em que estamos por casa o dia inteiro, vou preferir sempre música mais leve e alegre.

 

Em vez de música para pensar vou preferir música para dançar, em vez de música que fale de problemas, vou querer música que fale de esperança, de alegria, de coisas boas, de sentimentos bons.

 

Bom… posso dizer-vos que vou introduzir o Reggae lá por casa com Gentleman.  Podem ouvir aqui.

 

Quem me conhece bem sabe que isto é uma coisa, no mínimo… estranha (e pouco profunda) :P

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