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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sab | 31.12.16

Coisas (extremamente fofinhas) de irmãs #2

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Dizem que os nossos filhos são os nossos melhores espelhos e já tive muitas oportunidades de constatar isso, nas melhores e nas piores coisas.

 

A Lara imita-nos muitas vezes na forma como lidamos com ela, ou sendo fofinha ou repreendendo outras pessoas ou o gato, como nós fazemos com ela.Bom... nem todos os comportamentos serão uma imitação nossa porque nunca lhe batemos  e ela teve uma fase em que nos batia quando era contrariada - felizmente já passou - mas muitos são, sem dúvida, um reflexo dos nossos.Hoje de manhã o meu "espelho-Lara" foi especialmente querido comigo.

 

Como de costume, ela levanta-se e vem um pouco para a nossa cama. Claro que eu aproveito sempre para a apertar e dar-lhe montes de beijinhos, abraços, festinhas e essas coisas todas que aproveitamos para fazer enquanto os filhos deixam.

 

Entretanto a Maria também acorda e o Milton coloca-a entre mim e a Lara na cama. A Lara fica toda feliz e começa logo a abraçá-la, a fazer-lhe festinhas e a dar-lhe beijinhos tal como eu faço com ela.Opá tão amorosa! A fazer exatamente o que eu faço com ela de manhã.

 

Deixem-me aproveitar isto muito bem antes que comecem a "fase da discórdia entre irmãs". :PPara já, dão-se lindamente e a Lara é super querida com a irmã. Consola ver. :D

Sex | 30.12.16

A minha última sessão de psicoterapia

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Esta imagem representa o tamanho do meu problema na última sessão de psicoterapia que fiz. É uma bolinha pequenina e transparente que pouco ou nada chateia. Ainda por cima está desfocada, é para verem o meu grau de preocupação neste momento. 

 

Nunca tinha procurado ajuda psicológica “à séria”. Tinha feito uns testes psicotécnicos aqui e ali com o apoio de um amigo psicólogo mais por brincadeira do que outra coisa qualquer, e talvez tenha falado uma vez ou duas com a psicóloga da escola secundária a propósito de vocações e temas semelhantes.

 

Desta vez senti que precisava mesmo de dar uma organização na minha cabeça e nas minhas emoções. Tenho duas filhas para criar. Tenho duas pessoas a meu cargo e preciso de fazer bem a minha parte desta tarefa maravilhosa e difícil que é ensiná-las a serem felizes. Não podia fazer isso cheia de ruído na mente.

 

Foi por isso que fui fazer na psicoterapia.


A terapia foi um pouco diferente do que esperava. Funciona com equipas de duas pessoas: uma que estava comigo e outra que estava a observar-me, através de uma câmara, numa outra sala. Achei curioso mas pareceu-me funcionar muito bem.

 

Esta semana foi a última sessão da terapia. A determinada altura a psicóloga pede-me para retirar duma caixa cheia de vários objetos, um que representasse o meu problema. Retirei uma bolinha de plástico transparente. Na verdade, foi a coisa mais discreta que encontrei. É assim que está o meu problema, discreto, tão discreto que muitas vezes nem dou por ele.

 

Isto para dizer que fazer psicoterapia foi um dos melhores investimentos que fiz nos últimos anos! Não sei se funcionará assim com todas as pessoas mas comigo foi fantástico! Depois de cada sessão eu conseguia refletir com toda a clareza na minha vida e na minha forma de estar. Conseguia perceber coisas em que nunca tinha pensado (e eu penso bastante) e alterar de forma muito eficiente o fluxo dos meus pensamentos e sentimentos em relação às coisas que me incomodavam.

 

Às vezes chega a ser chocante percebermos as atitudes que temos de tomar para ser mais felizes. Às vezes aquilo que temos de fazer vai contra tudo aquilo que sempre acreditamos ser o mais correto. Às vezes temos mesmo que admitir que estamos presos a uma série de ilusões inúteis e pesadas.

 

Depois vamos largando os pensamentos e as atitudes nocivas que tínhamos aos poucos, como quem larga uma dependência. Quando dei por isso vi que estava muito mais leve e feliz e, aquelas atitudes que eu achava que precisava de ter para estar em paz e bem comigo mesma, não me fizeram falta nenhuma. Estar bem e mais “despreocupada” tornou-se uma forma de estar, a única possível.

 

É evidente que não estou sempre despreocupada e “zen”. Existem momentos em que existe tensão e ansiedade na minha mente, mas esses momentos aparecem com uma regularidade muito mais saudável e não várias vezes durante o dia e a noite, como acontecia antes.

 

Para mim, tratou-se muito de aceitação. Aceitar que não posso e não devo controlar tudo.

 

Estou numa fase de aceitação tão grande que o Milton está ali a jogar playstation todo contente e eu estou para aqui a escrever, enquanto a cozinha está toda desarrumada e estou a achar ótimo. 

 

Estou ou não estou fantástica?! 

 

 

Qua | 28.12.16

Têm mesmo que fazer isto pela saúde dos vossos filhos.

Little boy and doctor using stethoscope on panda toy


E pela vossa também.

Eu sou muito chata com estas coisas da saúde. Sou mesmo. Sou até um pouco hipocondríaca mas acho que nisto não estou a ser exagerada.

Falo de seguros de saúde. Qualquer um que seja adequado a vós, ao que pretendem e às vossas possibilidades. Façam para os vossos filhos e façam para vocês também.

O seguro que tenho faz parte do meu contrato de trabalho. A seguradora do Milton e das minhas filhas é a mesma. Se assim não fosse, de certeza que tinha seguro de saúde na mesma.

Podia contar-vos muitas histórias sobre o Sistema Nacional de Saúde, em especial sobre o atendimento em serviços de urgência. São histórias minhas e de pessoas que me são muito próximas, histórias que eu sei que são reais porque se passaram comigo ou à minha frente. Mas acredito que quase toda a gente conhece histórias semelhantes ou por terem passado por elas, ou por as verem nas notícias. Não vos conto as histórias mais graves porque não quero expor a privacidade de outras pessoas mas saibam que ter acesso a um serviço médico privado pode salvar-vos, literalmente, a vida.

O problema é que, quando somos atendidos num serviço privado e precisamos de fazer exames e análises, podemos ter que pagar um salário inteiro de uma só vez, ou mais. É por isso que é muito importante ter um seguro de saúde que nos permita ter acesso a serviços de saúde privados a preços razoáveis.

A história que vos conto a seguir não é grave, felizmente.

A minha filha de 2 anos e meio teve uma infeção bacteriana que lhe causou uma faringite e duas otites. Foi à pediatra e ficou em casa durante uma semana.

A Maria, de 5 meses, começou a ficar adoentada poucos dias depois. Uma tosse e uma ranhoca no início. Depois veio a febre. Depois veio a respiração acelerada, a falta de apetite e o abatimento. Era fim de semana e ligámos à pediatra que nos aconselhou a ir ao hospital ver se ela tinha uma bronquiolite e, em caso positivo, fazer vapores.

Assim fizemos.

Já estava medicada para a febre quando lá chegámos e ficou com uma pulseira verde.

Já passava das 22h00 e o hospital estava cheio.

Na sala de espera da pediatria estavam umas 5 ou 6 crianças acompanhadas pelo pai ou pela mãe.

Curiosamente éramos o único casal (se calhar porque só deixam entrar uma pessoa mas, mesmo assim, achei estranho).

Comecei a ver as crianças a serem chamadas e, estranhamente, a regressarem 3 minutos depois. Chegou a nossa vez e o médico disse-me para deitar a Maria e deixá-la de body. Ele viu-lhe os ouvidos e olhou para a barriga dela. Eu falei nas dificuldades respiratórias e ele disse que não estava a verificar dificuldades respiratórias nenhumas. Ele nem a auscultou parece-me, nem lhe viu a garganta e mal lhe tocou. A única coisa que o vi a ver foi os ouvidos e a tocar no peito dela, levemente, com o indicador. Falei nos vapores e ele disse: “Nada de vapores”.

Saí 3 minutos depois de ter entrado com a recomendação de dar supositórios para a febre e voltar se a febre não baixasse em 3 dias.

A sentir-me muito parva por ter ido ao hospital, lá voltei para casa, onde a minha sogra ficou a tomar conta da Lara que ainda estava adoentada.

No dia seguinte fui à pediatra com a Maria. Tinha uma bronquiolite bacteriana e uma faringite.
Já está a tomar antibiótico e a fazer vapores.

Caramba pá!

Vi lá crianças visivelmente mais adoentadas que a Maria que estiveram lá tão pouco tempo como ela. Será que aquelas mães também vão consultar um pediatra ou vão simplesmente aceitar o que aquele médico disse?

Eu sei que os médicos e outros profissionais de saúde têm muito más condições de trabalho. Eu percebo mesmo isso, mas caramba! Estão a lidar com crianças e, muitas vezes, com pais desinformados. Como é que aquele médico nem lhe viu os pulmões e a garganta? Isso era o mínimo a fazer (digo eu, que não percebo nada de medicina).

Como é que aquele homem dorme à noite?

Eu não percebo.

Quando percebi que a Maria tinha bronquiolite nem fiquei zangada com o médico do serviço de urgência. Fiquei chocada e preocupada com todas as crianças (e adultos porque acho que ele nem era pediatra) que são atendidas por ele e confiam que ele está a fazer um bom trabalho. É por isso que escrevo este texto. Porque há mais situações assim. Muitas mesmo. E não posso simplesmente calar-me (e dormir bem à noite).

Não me interpretem mal. Já fui muito bem tratada no hospital, tenho uma médica de família que é uma querida e de quem gosto bastante, e conheço excelente médicos. São mais ou bons do que os que não o são. Não podemos julgar o todo por uma parte. Bons e maus profissionais existem em todas as áreas.

Mas acreditem que, em caso de necessidade, vão querer ter a possibilidade de escolha, de pedir uma segunda opinião, de ter um médico que vos atenda o telefone de noite, ou ao fim de semana e se mostre verdadeiramente interessado nos vossos filhos. Se um dia não forem bem atendidos ou tiverem dúvidas, vão querer ter alternativas.

Por favor, se puderem, façam um seguro de saúde.

Qua | 28.12.16

Sabem aquelas mães que acham que os filhos são a 8ª maravilha do mundo... senão a 1ª?

ser-mae

Pois.

Aquelas que falam sem parar nos filhos, falam das suas habilidades como se fossem um prodígio e de cada gracinha como se essa informação fosse tornar o dia de quem a ouve muito mais feliz?!

 

Às vezes sou assim. Acho que não sou muitas vezes assim mas existem dias em que ando a sorrir enquanto caminho, como se tivesse um sol brilhante sobre a cabeça.

Passou-se da seguinte forma:

Estava com a Maria no canguru, numa loja de fotografia do centro da cidade. Tinha ido imprimir umas fotos das miúdas para enviar aos meus pais no Natal.

Entretanto apareceram duas senhoras (que julguei serem avó e neta ou mãe e filha) que se meteram com a Maria.

A senhora da loja de fotografia estava a tentar perceber quantas fotos eu tinha – eu estava a envia-las do telemóvel uma a uma – e, às tantas pus-me a conversar com as senhoras sobre as minhas filhas e já nem estava a responder à senhora da loja.

Entretanto fiquei a falar só com a senhora mais velhinha, uma senhora muito arranjada e bem maquilhada que eu julguei ter cerca de 79 anos, 80 e poucos no máximo. A senhora estava a dizer que a Maria era muito querida e que os filhos são mesmo a nossa maior alegria.

A dada altura a senhora diz-me que tem apenas uma filha perto de si, já que os outros familiares estão no Canadá mas sempre se conseguem ver através do computador. E quem são os outros? Ou melhor, quantos são?

Qualquer coisa como isto

- 9 filhos
- 16 netos
- ? bisnetos (não me lembro mesmo quantos são)
-  2 ou 3 trisnetos

 

Trisnetos?!!! Bem… nunca conheci ninguém que tivesse trisnetos. Quase que achei que não era possível conhecer trisnetos.

Foi preciso controlar muito bem os meus impulsos para não pedir à senhora para tirar uma fotografia com ela.

Eu conheci uma trisavó.

Quantos anos teria aquela senhora tão lúcida e tão bem “apessoada”? Não tive coragem de perguntar.

Entretanto não resisti a mostrar-lhe fotos da Lara e por mim, ficaria ali o resto de dia a conversar com esta senhora tão bonita. Estava a sentir-me especialmente tagarela naquela manhã.

Lá nos despedimentos com muitos desejos de saúde e alegria.

Depois deste encontro senti-me mesmo muito feliz. Fiquei com aquela sensação boa de quem teve uma notícia alegre ou de quem se apercebe que o mundo, por vezes, consegue ser um lugar maravilhoso.

Conheci uma senhora bonita e simpática, que andava pelo seu próprio pé, acompanhada talvez duma bisneta – agora acho que a outra senhora, pela idade, devia ser bisneta – que me contou que tinha trisnetos como quem diz uma coisa normalíssima.  

Que orgulho e que felicidade deve ser ver a família a crescer assim! 

A senhora ainda me contou que uma das suas netas tinha sido mãe pela primeira vez aos 48 anos e estava super feliz com a sua filhota de 5 meses.

Que mundo maravilhoso pá! 

Seg | 26.12.16

E, quando vou a dar por isso, já não preciso de perder peso

[caption id="attachment_5628" align="aligncenter" width="847"]Foto do Pinterest Foto do Pinterest[/caption]A Maria tem 5 meses e meio e, numa altura em que já tinha desistido do exercício físico, percebo que já voltei ao meu peso normal. Já consigo enfiar-me dentro dumas calças de ganga 34 e alguns dos meus calções estão-me largos outra vez.

E como é que isso foi?

Nem sei. Exercício físico no inverno é para esquecer. Ainda fiz yoga todos os dias em casa durante muito tempo mas depressa - e com a licença de maternidade a acabar - dei prioridade a outras coisas.Continuo a comer o melhor possível, com uns docinhos uma ou duas vezes por semana e a correr de um lado para o outro para tratar da casa, das miúdas e sair de casa para estar com amigos, ou passear ao fim de semana.Basicamente ando sempre a correr. E, muitas vezes, não tenho aquela disponibilidade que costumava ter para comer coisas perniciosas fora de horas. Sabem aquela sensação de ter que comer algo doce, quando estamos sozinhas em casa e sem nada de especial para fazer? Aquela vontade de comer gelados, chocolates, bolachas e tudo o que aparecer à frente? Pois. Não tenho tido.Acho que é muito pelo que acabei de referir que já voltei ao meu peso habitual. Neste momento tenho que me obrigar a comer bem e a horas, porque estou a amamentar e preciso de energia para me orientar cá em casa com as duas miúdas sem me acabar.Claro que quando o Milton está em casa, faz imensas coisas e trata das miúdas como eu. Ele próprio deve andar meio acabado. :PMas é isso. Só coisas boas. Além da alegria que nos dão todos os dias, os filhos ainda nos ajudam a manter a linha. ;)
Sab | 24.12.16

Lara #13

lara-livros

 

Num feriado de manhã, estou com a Lara e a Maria e preciso que a Lara se entretenha um pouco enquanto dou de mamar à Maria.

 

Então sugiro que a Lara veja uns desenhos animados, talvez o Pluto, que tem sido o que ela mais gosta de ver.Ela diz-me logo que não, não quer ver desenhos animados.

 

Vai buscar vários livros ao baú dos brinquedos da sala e diz que prefere ler. :D

 

Minha rica filha. Sai toda aos seus pais. :D

Sex | 23.12.16

Sim, sou esse tipo de mãe

[caption id="attachment_5586" align="aligncenter" width="680"]livros-maternidade Alguns dos livros sobre maternidade que li.[/caption]O tipo de mãe que devora tudo o que é livros sobre maternidade.Perdi a conta aos livros que li sobre o parto, amamentação, educação, puericultura, os primeiros dias do bebé, os primeiros anos da criança, alimentação de bebés e crianças, educação, educação e mais educação.Os livros sobre maternidade da imagem não correspondem nem a metade do que eu li. Li os calhamaços  do Mário Cordeiro sobre o bebé e sobre a criança (adorei), e todos os outros livros dele que encontrei (me emprestaram).Comprei livros que já li, tive imensos livros emprestados por quatro amigas, e livros que trouxe da biblioteca. Faço parte de grupos de mães no Facebook onde aprendo imenso com a experiência de outras mães, principalmente receitas e dicas de alimentação, sigo mães e famílias fantásticas no Youtube ( recomendo a Fávia Calina e o Tiago e a Gabi), assisto a entrevistas de pediatras no youtube, leio centenas de artigos sobre maternidade em sites e blogues e muitas vezes sinto que não sei nem um décimo do que gostaria.

E então?

E, com isto tudo, e apesar de muitas coisas que li se refletirem automaticamente na minha forma de viver a maternidade, quem mais me ensina a ser mãe são as minhas filhas. Todos os dias.Mesmo numa altura em que pensava que já sabia tanta coisa, a Maria vem trocar-me as voltas e dizer-me que afinal existem 1000 outras formas de fazer as coisas. E se eu tivesse mais 5 ou 10 filhos, cada um deles havia de me ensinar que cada criança é um ser único que exige que tenhamos que redefinir aquilo que sabemos e aprender tudo de novo.A Maria não come como a Lara, não dorme como ela e tão diferente que me fez reconsiderar muitas coisas que tinha como certas. :) E ainda bem que é assim. É um desafio maior mas é infinitamente melhor assim. É isso que torna uma segunda experiência de maternidade uma coisa maravilhosa em si mesma e não uma repetição de uma outra coisa maravilhosa.Ser mãe da Maria não é começar tudo de novo, é viver uma experiência já com alguma bagagem mas com a magia e o fascínio pelo desconhecido intactos. :)

Então é para ler ou não?

Se recomendo a leitura de livros de maternidade? Claro que sim. A leitura com uma mente aberta e com a certeza de que só a experiência e a intuição nos guiarão as ações. Os livros servem para nos abrir horizontes e mostrar diferentes formas de fazer as coisas. A nossa forma de ser mães, temos que aprender sozinhas.Mas, como acredito muito no poder da informação, vou continuar a devorar livros sobre maternidade, e história, e filosofia, e psicologia, e yoga e budismo, e alimentação e tudo o que me apetecer.Dito assim até parece que estou cheia de tempo para ler.  ahahahahah Deixem-me dar aqui umas gargalhadas de louca. :D
Qua | 21.12.16

Só ficamos em casa se choverem baleias!

Pronto, talvez esteja a exagerar um bocadinho mas, de facto, poucas coisas nos impedem de sair de casa para passear.Vivo com o meu namorado, uma miúda de dois anos e meio cheia de energia e uma bebé de quase seis meses, num T2 no centro de Ponta Delgada. Optámos por viver aqui porque estamos a meia dúzia de passos de tudo: de jardins, do trabalho, da biblioteca, do teatro, do coliseu, do centro comercial, das escolas, do mar e de praticamente todos os sítios que interessam.No verão não custa nada sair de casa. E no inverno - a não ser que esteja a ocorrer uma tempestade de granizo - também não.

 

Antes de ser mãe era muito picuinhas com o frio e ninguém me tirava de casa no inverno. Inverno era sinónimo de maratonas de filmes e séries no sofá, enrolada numa manta e com uma caneca de chá quente ou vinho tinto na mão (vinho no copo não na caneca). Com duas filhas pequenas ficar em casa muito tempo é sinónimo de grande perigo para a sanidade mental de todos. 

 

É quase impensável estar muitas horas seguidas com crianças fechadas em casa. Há mais birras, mais aborrecimento, mais cansaço, mais irritação e todas as consequências que daí resultam para o humor geral.A genica dos dois anos da Lara exige espaço, ar livre e contacto regular com a natureza e ainda não estamos a modos de resolver isso com um capacete de realidade virtual.

 

Por isso damos passeios regularmente em qualquer altura do ano. E, se antes gostava de "andar de corpo bem feito", com camisolinhas finas mesmo a tremelicar, agora parece que descobri a pólvora, que é como quem diz que com roupa adequada podemos sair de casa e estar perfeitamente confortáveis, em qualquer altura do ano.

 

De modo que, num destes dias de inverno, fizemos um passeio pelo centro da cidade, para ver as decorações de Natal da praxe e depois,na loucura, fomos para o parque da cidade correr pela relva fora (o que também é uma excelente forma de aquecer).

 

Como sou uma pessoa inteligente vesti-me de preto para atrair todo o calor do sol para o corpito - mentira, visto-me sempre de preto - e as miúdas também estavam muito quentinhas e confortáveis. :)

 

Soube mesmo muito bem. Apesar do frio estava um sol delicioso e divertimo-nos muito a perseguir lagartixas, a imaginar diamantes nos minerais das pedras, a apanhar flores do campo, ervas e folhas de várias cores (viva o outono) e a correr e a rebolar pelo chão como sempre quisemos fazer (agora somos pais, portanto qualquer atitude extremamente divertida e desadequadamente infantil está justificada).

A maior parte da roupa que compro para elas - julgo que já referi isso aqui - é da vertbaudet. As roupas são mesmo muito giras e, além disso, a relação qualidade/preço é fantástica! Tenho coisas que eram da Lara, que já foram usadas pela Maria e ainda estão em bom estado para emprestar a outra criança. Sim, porque por aqui praticamos o minimalismo e as roupas, sendo de qualidade, passam para irmãs, amigas e familiares com muita alegria.  :)

A Maria, que não se vê muito porque esteve a maior parte do tempo no carrinho a dormir no passeio ao parque, tem um conjunto de sweat e saruel com pelinho por dentro e a Lara tem um vestido super quentinho, que faz parte de um conjunto com leggings. Uma vezes usa com as leggings, outras com collants e sapatilhas que ela é uma miúda que gosta de variar o outfit.

 

Podem ver a roupinha da Maria aqui e a da Lara aqui.E as fotos possíveis da nossa tarde já de seguida.Boa semana!

 

 

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Ignorem os papos dos meus olhos e concentrem-se no perfil da minha bomboca boa.

 

passeio-72 A Lara ganhou a sua 4ª ou 5ª Minnie da avó. Ela adora cada uma como se fosse a primeira.


passeio-74 A Lara a tentar subir com a Minnie insuflável para o trenó do Pai Natal.

 

passeio-73 A Maria a relaxar, como é habitual.

 

passeio-75 Parámos no Louvre Michaelense para um café e a dose semanal de açúcar. Para a Lara foi um biscoito simples escolhido por ela.

 

no-parque-7 Antes de irmos para o parque da cidade, parámos na Quinta dos Açores.

 

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Sex | 16.12.16

Coisas (extremamente fofinhas) de irmãs #1

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Ontem foi um dia especialmente agitado e passámos boa parte dele no carro entre passeios e visitas a amigos.

 

A determinada altura a Maria começa a chorar e eu vou para o banco de trás, entre as cadeiras de carro dela e da Lara, e começo a brincar com a Maria para a distrair.

 

Eventualmente ela pára de chorar e começa a dar gargalhadas.A Lara, de 2 anos e meio, costuma meter-se com a irmã e falar com ela quando estamos todos no carro. Vendo-me ali, metida entre as duas diz:

 

"Mãe vai para ali."Como quem diz: "Volta para o teu lugar."

 

E continua:"Mãe, vai já para ali. Eu quero brincar com a Maria sozinha."

 

Oh... A minha filha mais velha já não quer que eu me intrometa entre ela e a irmã... Acho que tem ciúmes... da irmã, não de mim.

 

Fiquei tão surpreendida! E feliz! :P

 

Minhas queridas meninas crescidas.

Qua | 14.12.16

A árvore de Natal da Lara

Há uns dias comprei uma cartolina branca para fazer uma atividade de outono com a Lara.O objetivo era desenhar umas árvores e colar nos seus ramos folhas apanhadas pela Lara no jardim.

 

Com as chuvadas que têm feito, o plano foi, literalmente, por água abaixo.Então decidi fazer uma coisas diferente com a cartolina. Pensei em algo que a Lara gostasse de fazer, que fosse especial para ela e que pudéssemos fazer num destes fins de semana chuvosos em que não apetece sair de casa.Aproveitei uma das sestas da Maria e pus-me a desenhar um pinheiro na cartolina.

 

Peguei nos lápis de cera da Lara e tão rápido quanto pude - antes que a Maria acordasse - pintei o pinheiro, colei tirinhas de fita de velcro em vários sítios, fui procurar material na minha caixa dos tecidos e recortei fitinhas brilhantes, e bolinhas de feltro, e cartolina de várias cores.Coloquei tudo numa caixinha de papel com um pouco de massa adesiva (para colar as fitinhas e as bolas de cartolina porque as bolinhas de feltro colam-se ao velcro) e escondi tudo em cima do armário.

 

A meio da manhã de domingo, colei a cartolina com o pinheiro na parede do quarto da Lara e disse-lhe que era a sua árvore de Natal e que, se ela quisesse, ficaria ali até ao fim do ano.Decorámos a árvore juntas e todos os dias ela brinca com a árvore. Tira as bolinhas e volta a colocar, olha para ela e diz: "A minha árvore de Natal!", toda orgulhosa e contente. :)

 

É tão simples fazer as crianças felizes! Não é preciso prendas caras, nem brincadeiras muito complexas. Basta papel, uns lápis e disposição para brincar com elas. Na verdade, isso é tudo o que elas querem.

 

Nem sempre existe tempo ou vontade. É um facto. Nem sempre nos apetece brincar às casinhas, ou ler a história do carneirinho pela 28765ª vez ou brincar às escondidas antes das 7 da manhã. Sinto-me confortável com isso. Não temos que ser pais perfeitos, até porque isso não existe.Sinceramente, nem me parece desejável. Parece-me até um pouco chata essa noção de pais perfeitos. Mas, todos os dias brincamos com as nossas filhas. Ou à tarde depois da creche, ou à noite antes do jantar ou antes delas dormirem, ou de tarde até à noite quando a disposição e o tempo o permitem.Mesmo agora que elas ainda são tão pequeninas, tenho a sensação que o tempo está a andar a uma velocidade 10 vezes superior ao normal.

 

Cada momento é especial e irrepetível. E nada me dá tanto prazer como fazer alguma coisa com elas e ver como isso as deixa felizes. Nada, até hoje, se compara a essa sensação de estar a fazer a coisa certa, na hora certa.

A árvore de Natal da Lara

Acho que o Pai Natal vai ter que fazer uma paragem por esta árvore também. :)arvore-de-natal-4arvore-de-natal-5arvore-de-natal-7arvore-de-natal-8arvore-de-natal-2arvore-de-natal-3arvore-de-natal-1

Ter | 13.12.16

Bolo de Cenoura - bom mas bom - para o lanche das crianças

bolo-de-cenoura-e-especiarias

 

Este bolo resultou de duas coisas:

 

1- Estou a pensar seriamente em deixar de consumir bolacha Maria. Não que a ache extremamente má para a saúde mas prefiro fazer uns bolinhos caseiros (que sei do que são feitos) com pouco açúcar.

 

2- Comprei, mais ou menos por engano, 5 kg de cenouras. Tenho que as utilizar e lembrei-me de fazer um bolo de cenoura para a Lara levar um dia ou dois para o lanche, na semana que vem.

 

Não é um bolo sem açúcar, mas é um bolo que leva muito pouco açúcar para a quantidade que rende (20 a 25 fatias com cerca de 4 ou 5 g de açúcar mascavado por fatia). O único açúcar que uso cá em casa é açúcar mascavado, daquele castanho e muito melado que julgo ser o mais saudável -  contém cálcio, ferro, potássio e magnésio. 

 

Claro que pessoas com diabetes devem manter-se longe também deste açúcar.Também podem experimentar fazer sem açúcar nenhum. Ainda vou experimentar. ;)

 

O certo é que o bolo ficou muito saboroso, com uma textura maravilhosa, meio húmido e com um delicioso travo a especiarias.Acho que será um bolo deste género que farei para a Lara levar para a creche quando fizer 3 anos.

 

Cá vai a receita.

Bolo de cenoura e especiarias

Ingredientes

- 400 g de cenoura
- 8 a 10 tâmaras
- 4 ovos grandes
- 100g de açúcar mascavado
- 250g de farinha integral (como não tinha a farinha suficiente, usei 130 g de farinha integral, 100 g de farinha de aveia e 20 g de linhaça dourada)
- 2 colheres de chá de fermento em pó
- 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
- 60 g de azeite
- 1 colher de chá de canela
- 1 colher de chá de gengibre em pó
- 1 colher de chá de erva doce moída
- 80g de nozes


Pré-aquecer o forno a 180ºC.


Ralar as cenouras na bimby, 15 segundos , na velocidade 7. Reservar.

Colocar as tâmaras sem caroço e as nozes na bimby e desfazer durante uns segundos na velocidade 10.Juntar o açúcar e o azeite na velocidade 4.


Juntar os ovos um a um, sempre com a bimby a rodar na velocidade 4.

Juntar as cenouras raladas e deixar a bater na velocidade 4 mais 30 segundos.Juntar a farinha, já misturada com as especiarias, o fermento e o bicarbonato de sódio sempre a bater na velocidade 4.


Deixar bater mais um minuto.

Colocar a massa numa forma de silicone com buraco.

Não costumo untar as formas de silicone.Levar ao forno durante cerca de 40 minutos. Ir verificando, com um palito, se está cozido.

Deixar arrefecer e desenformar.

Dom | 11.12.16

Salmão no forno com puré de cenoura

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Uma refeição feita integralmente por mim e muito bem sucedida, que eu só partilho convosco as coisas quecorreram muito bem e, às vezes, as coisas que não correram nada bem (para que não repitam em casa).

Claro que aldrabei a receita original e adaptei tudo aos ingredientes, ao meu gosto e às condições logísticas da casa.

A Lara adorou, comeu tudo sozinha, e repetiu. Nós também gostámos muito.

É uma receita com salmão que me deixou extremamente feliz porque o salmão ficou mesmo muito suculento e nada seco. O puré também ficou muito gostoso.

As imagens, como é habitual, não ficaram grande coisa. O aspeto não é dos melhores mas acreditem que estava mesmo muito saboroso.

Cá vai a receita.

Salmão com puré de cenoura

Ingredientes (dá para 4 doses)

– 4 postas de salmão frescas ou congeladas
– 350 g de batata doce
– 400 g de cenoura
– 100 ml de leite
– 20 g de manteiga amolecida
– Manjericão
– Sal
– Pimenta Preta
– Noz Moscada
– Azeite

Condimentar as postas de salmão dos dois lados com sal, pimenta, noz moscada e manjericão. Regar com um fio de azeite e envolver em papel vegetal. Fechar nas pontas como se fosse um rebuçado.

Colocar num tabuleiro de ir ao forno e deixar repousar 10 a 15 minutos.

Colocar em forno a 180º durante 40 minutos.


O puré

Cortar a batata e as cenouras em pedaços pequenos e levar a cozer com um pouco de sal (leva cerca de 20 minutos a cozer).

 

Depois de cozidas, escorrer a água e colocar na bimby, com o leite e a manteiga. Condimentar com pimenta preta e noz moscada.

Bater durante 25 segundos, na velocidade 4. Se necessário, mexer com a colher própria para a bymbi (através do bocal) para retirar os pedaços grandes que possam ter ficado agarrados de lado.

E já está.

Ficou delicioso!

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O prato da Lara já um pouco "comido". As cenas pretas que aparecem no puré são pedaços de manjericão do peixe.

pure-de-cenoura-3 A Lara Consolou-se. E nós também.

Sab | 10.12.16

Atenção: conteúdo potencialmente chocante. Ainda sobre ter recomeçado a trabalhar.

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Fui trabalhar dois dias. Depois fiquei de férias e volto no final de dezembro. Estes dois dias foram um erro de cálculo da minha parte em relação à licença de maternidade.

A parte normal de recomeçar a trabalhar é que me custou. Custou-me despachar de manhã. Custou-me mais que tudo, dizer à Lara, quando me pedia para brincar com ela, que não podia ser, que tinha que me despachar para ir trabalhar. Isso custou-me muito.

 

A parte chocante (ou não) é que gostei muito de ir trabalhar. Gostei de voltar à rotina, de voltar a sentar-me na secretária para escrever, voltar a pegar nas coisas que me dão tanto prazer fazer, de voltar a estar com os meus colegas de quem - tenho muita sorte, eu sei - gosto tanto e de quem tive verdadeiras saudades (por isso é que de vez em quando voltava ao gabinete para dois dedos de conversa).

 

Logo no primeiro dia mudámos de instalações e fomos para um open space com muito mais pessoas. E também gostei disso, da nova dinâmica de trabalho, da interação mais fácil com os outros membros da equipa.Vou ter que me habituar a trabalhar com mais barulho à volta mas, com o tempo, chegarei lá.

 

Potenciais motivos de ter gostado de ir trabalhar

 

Talvez não me custe tanto ir trabalhar porque estou com horário reduzido e, vivendo a dez minutos do trabalho, chego a casa num instante.

 

Talvez não custe tanto porque a minha bebé fica com a avó e continua a mamar porque consigo tirar leite para guardar durante a hora de almoço.

 

Talvez não me custe tanto porque tenho vindo a trabalhar bastante na minha mente, nas minhas emoções.

 

Tenho aprendido a ver sempre o lado positivo das situações e a não me desgastar demasiado com as coisas que não posso mudar.

 

O facto é que gosto de estar com as minhas filhas, gosto de estar em casa - onde escrevi e escrevo todos os dias neste blogue - adoro fins de semana, férias e todos os momentos em que estou com a minha família e amigos. Mas também gosto muito de ir trabalhar.Vá, sou uma pessoa "de boa boca" como se costuma dizer. Gosto basicamente de (quase) tudo. 

Qui | 08.12.16

Hoje li as fitas da minha capa de estudante

fitas-de-estudanteConfesso, não tinha lido nenhuma ainda... E já lá vão 12 anos.Prometi a mim mesma que só leria as fitas quando tivesse um emprego espetacular e estivesse exatamente onde queria.Hoje, ao arrumar algumas coisas na sala, encontrei a capa e decidi sentar-me a ler todas as fitas.Se tenho um emprego de sonho?! Para umas pessoas sim, para outras não.Eu gosto muito do que faço. Gosto do meu local de trabalho, adoro a equipa e sou realmente feliz no trabalho. Se podia ser melhor? Podia pois. Principalmente a parte do salário. Podia (devia) ser mais justa. Mas não podemos ter tudo pois não?A vida nunca vai estar exatamente como queremos porque somos seres incompletos e queremos sempre mais. É normal.Por isso decidi ler as fitas hoje. Porque hoje, estou como quero. Não profissionalmente mas em geral. Estou bem. Estou mais do que confortável, estou feliz. De modo que resolvi ler as fitas, mesmo sabendo que tenho ainda muitos sonhos e muitos objetivos por cumprir.  Vou ter sempre e ainda bem que assim é.Gostei tanto de as ler!Algumas eram apenas textos de felicitações, de colegas com quem pouco convivi e que pouco conhecia.Mas muitas eram de pessoas muito especiais para mim (elas sabem quem são). De colegas que se tornaram amigas e com quem passei momentos muito especiais, com quem tive conversas maravilhosas sobre o tudo e o nada que é esta coisa de existir. Festas de estudantes, muitas noitadas mais agitadas e, sobretudo, muita alegria partilhada. Mantenho o contacto com a maior parte dessas pessoas, nem que seja pelo Facebook. Uma coisa é certa, sempre que as vejo, nem que tenham passado 10 anos ou mais, é como se não tivesse passado tempo nenhum.Gostei muito de ler algumas textos e ver o que pensavam as pessoas de mim. Algumas coisas não me surpreenderam e outras sim. A dada altura alguém disse que eu era misteriosa! Eu?!!!! Eu sou um livro aberto. ;)Existe uma pessoa com quem gostava de ter convivido mais. Uma rapariga que, parecendo que não, era demasiado parecida comigo para ocuparmos por muito tempo o mesmo espaço as duas.Eu gostava de pensar que ela era parva e metediça mas  na verdade admirava-a bastante. Ela era, de certa forma, uma versão muito mais velha de mim (embora tivesse apenas 2 anos a mais que eu). Gostava mesmo de ter sido mais próxima dela. Gostava mesmo. A mensagem que ela me escreveu na fita era tão franca, de uma frontalidade tão crua que quase tive vontade de a abraçar (o que na altura era completamente inusitado... ou talvez não, isto entre 5 cervejas e mais 5 cervejas nunca se sabe o que pode ter acontecido).Que saudades boas.
Qui | 08.12.16

Da biblioteca #7

Há algum tempo que não faço publicações sobre os livros infantis que costumo trazer da biblioteca, mas não é por ter deixado de os trazer.

 

Continuo a ir à biblioteca com a mesma frequência e a trazer os mesmos 6 a 7 kg de livros - embora nem todos sejam livros infantis -  de cada vez que lá vou. Mas não me tenho lembrado de os fotografar e de vir escrever sobre eles... peço desculpa por isso a quem gostar de ler esta rúbrica.

 

Peço desculpa também pela qualidade das fotos, já era de noite quando as tirei.Posto isto, vamos lá ver o que é que andamos a ler por aqui.

 

Livros infantis(para 2 anos, mais coisa menos coisa)

 

Números

 

É um livro que já tinha trazido antes e achei que valia a pena voltar a trazer.A Lara anda com uma certa dificuldade a matemática e os livros são uma ótima forma de ensinar a contar. Neste momento ela conta assim: "1, 2, 3, 4, 9 e 10." :PO livro tem imagens de animais e, em geral, é divertido e colorido.

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O Cordeirinho Tomé

Tenho sentido algumas dificuldades em encontrar livros infantis com histórias para ler à Lara antes de dormir.

 

Parecem-me quase todos muito complexos, desadequados ou com demasiado texto.Este pareceu-me ter o tamanho ideal e a história também me parece bonita e simples. Fico horrorizada cada vez que começo a ler as histórias que fizeram parte da minha infância (e provavelmente da vossa). Aquilo é muito sombrio.

 

Curiosamente lembro-me de gostar bastante dos Contos de Fadas. Mas ainda não estou preparada para os contar à Lara. Nem sei se alguma vez vou estar. :D

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Adivinha os Animais e onde eles vivem

É o clássico (e muito apreciado cá em casa) livro com abas.É bom porque a Lara se diverte bastante com ele sozinha.

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O meu Primeiro Livro de Sons - Palavras

Este é um dos preferido da Lara porque tem uns botões de lado que emitem sons. Ela delira com isso e passa a vida com o livro para trás e para a frente.

 

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100 Primeiras Palavras

Não é que eu esteja a ensinar inglês à miúda mas os dicionários com imagens são dos  "nossos" livros preferidos.Como têm muitas imagens e, geralmente, muito giras, uso estes dicionários para ensinar as palavras em português à Lara.

 

Neste momento ela já sabe dizer todas as palavras que encontramos nestes dicionários mas é divertido na mesma. Costumamos fazer jogos em que procuramos objetos do género "Onde está o Wally?" e divertimo-nos bastante assim. :P

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De quem São as Riscas?

Mais um livro com abas, desta vez para identificar os animais de acordo com o padrão do seu pelo (ou pele).

 

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Qua | 07.12.16

Tag "A minha alimentação"

TAG – Minha alimentação

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1. O que costumas comer no teu dia a dia?

Pão integral, leite, iogurtes naturais, queijo (muito queijo), legumes, leguminosas, batata doce, frutos secos, ovos, carne branca e peixe.

2. Preferes doce ou salgado?

Gosto de comer, assim em geral. Mas, se tivesse mesmo que escolher entre um e outro, optaria pelo doce.

3. E quanto a dieta, preocupas-te com isso ou comes sem pensar no amanhã?

Sim, preocupo-me com a minha alimentação e com o que como. Não tanto por razões estéticas como por razões de saúde.Tive diabetes gestacional e fiquei com intolerância à glicose pelo que evito comer doces e hidratos de carbono simples.

4. Qual a tua comida e sobremesa favorita?

Ui, gosto de tantas coisas. Adoro sushi e sashimi, sopa de miso, doces com canela, sobremesas lácteas.Ultimamente ando com uma pancada por Magnuns de Amêndoa.Sou doida por bebinca, uma sobremesa indiana.Por falar em Indiana, adoro pão indiano...

5. O que odeias comer, mas comes por que precisas?

Não há nada que odeia comer e tenha que comer por necessidade. Gosto muito de comida saudável.

6. Quanto pesas? Querias pesar mais ou menos? Estás satisfeita com o teu peso?

Na última vez que me pesei estava com 52,8 kg. É um pouco mais do que gostaria (vá, um kg a mais) mas não estou nada insatisfeita com o meu peso. Não me importava de caber em algumas calças que tenho mas o meu peso é algo que não me incomoda.

7. Qual a tua fruta favorita?

Alperce.

8. Comes ou gostas de verduras e legumes?

Como e gosto.

9. Quantas refeições fazes diariamente?

6 ou 7.

10. O que gostarias de comer, mas o teu consciente não permite?

Doces.Todos os dias.Várias vezes por dia.
Ter | 06.12.16

Hambúrgueres de quinoa deliciosos!

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Adoro quinoa.

 

Assim que tenho a quinoa cozida na panela, começo logo a tirar bocadinhos com uma colher de chá e a come-la como quem não quer a coisa. Gostei logo do sabor da quinoa no primeiro dia em que provei.

 

Por outro lado, não gosto especialmente de hambúrgueres. Já comi com muito boa vontade hambúrgueres do MacDonald's e do Burguer King (e outros mais "gourmet") mas, com franqueza, há meses que não como um hambúrguer e tenho passado muito bem assim.

 

De modo que, a decisão de fazer hambúrgueres de quinoa prendeu-se mais com o facto de querer cozinhar a quinoa de alguma maneira do que com a vontade de fazer hambúrgueres.E que hambúrgueres tão bons! Ficaram deliciosos!Esta é, sem dúvida, uma receita para guardar e repetir muitas vezes.

 

Receita de Hambúrgueres de Quinoa

Ingredientes

  • 200 g de quinoa em grãos;
  • 200 g de aveia em flocos finos;
  • 100 g de cenoura ralada;
  • 100 g de courgette ralada;
  • 100 g de cebola picada;
  • 60 ml de azeite extra virgem;
  • Uma pitada de noz moscada;
  • 1 ovo;
  • Sal e pimenta a gosto.

 

Lavar a quinoa e cozer com água e sal durante cerca de 20 minutos.

Reservar.Numa frigideira, colocar o azeite e refogar a cebola, o courgette e a cenoura por 2 minutos.

Num recipiente grande, juntar a quinoa, os ingredientes refogados e os restantes ingredientes.

Misturar muito bem.

Separar essa massa em pequenas porções e moldá-las em forma de hambúrguer;

Colocar no forno a 180º até dourar.

 

Bom apetite!

 

Receita original aqui.

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