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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Sex | 30.09.16

Coisas (menos boas) desta mãe

birra 7A Lara esteve adoentada com o que julgamos ter sido laringite.Quando ela fica doente, fica bastante mais mimosa e desconsolada pelo que lhe damos muito mais "abébias". Não obrigamos a comer, damos muito mais mimos, ficamos deitados com ela na cama, pode ver desenhos animados durante mais tempo, entre vários salamaleques de volta dela. Isto, dentro do que consideramos razoável. Claro que não lhe damos doces nem a deixamos fazer tudo o que quer. E claro que lhe medimos a febre e colocamos supositórios mesmo à custa de uma cena digna de um filme de terror, em que ela grita e esperneia de forma desesperada. Não sem antes tentar os métodos mais diplomáticos, como é evidente.Quando já está melhor espera que as suas vontades sejam satisfeitas sem qualquer limite. Numa destas manhãs chorava por tudo e não queria nada. Não queria comer, não queria beber, não queria vestir-se, nem calçar-se, nada. Depois de alguns salamaleques o pai conseguiu que comesse metade das papas de aveia e que se vestisse mas foi um filme de terror para se calçar. Chorava, chorava e chorava. Eu que estou sem dormir mais de uma hora ou duas seguidas há quase um mês, não estou propriamente com a paciência de um budista.De modo que disse à minha filha que se continuava a chorar daquela maneira eu iria concluir que ela estava doentinha e que se estava doentinha, teríamos que aplicar um supositório. Eu ameacei a minha filha com um supositório. Foi isso. Serei um ogre como mãe?
Qua | 28.09.16

Acho que fui enganada

garrafa-de-agua-7Como aconteceu

Hoje fui a um café e uma das coisas que pedi foi uma água.bebi parte dela no café e trouxe o resto, na garrafa, para casa.Cerca de uma hora depois de ter comprado a água, bebo o resto e noto um cheiro estranho na garrafa. Sabem aquele cheiro a pó, característico das garrafas de plástico que nós enchemos com água da torneira e deixamos um dia ou dois na cozinha? Era esse o cheiro. Não me parece que uma garrafa de água nova tenha esse cheiro.De facto, não reparei se a garrafa já estava aberta quando a bebi a primeira vez, mas vou passar a reparar nisso. E também estou habituada a beber água da torneira por isso não notei diferença nenhuma.Posto isto, tenho quase a certeza que o que me venderam foi água da torneira. Estou um bocadinho chateada com isso. Não me importo nada de beber água da torneira mas prefiro que isso fique claro para eu decidir se a quero comprar ou não.Detesto sentir-me enganada.Bem, o facto é que não estou assim muito aborrecida com isto. . :) Tenho mais em que pensar mas, a ter mesmo acontecido isso,  não é uma atitude muito bonita e honesta de quem vende. Não é não.Agora que penso nisso, parece que a senhora que me atendeu não foi tão querida e simpática como costumava ser mas  isso já devo ser eu a imaginar coisas.
Ter | 27.09.16

Instruções para beber água

[caption id="attachment_3867" align="aligncenter" width="680"]Beber água Beber água[/caption]Muito se fala da importância da água e de como devemos beber esta ou aquela quantidade de água por dia mas como bebê-la?Eu tento beber bastante água todos os dias (água ou infusões) mas, de facto, nunca tinha pensado muito em qualquer seria a melhor forma de a beber.Até que, a ler um livro do Mário Cordeiro, verifiquei que existe um período melhor para beber água, em que não só os benefícios para a saúde são maiores como alguns inconvenientes de beber água a "horas inapropriadas" podem ser evitados. Já lá vamos.Primeiro que tudo, é preciso criar o hábito de beber água. Muitas pessoas simplesmente não gostam do sabor. Eu tenho sorte porque não desgosto do sabor da água e, desde sempre, a água é a única coisa que me satisfaz quando tenho sede. Claro que gosto de beber uma cerveja fresquinha, gosto ainda mais de sangria, vinho e, fora das bebidas alcóolicas, também aprecio um sumo de laranja natural ou um batido de fruta. Felizmente não gosto de coca-cola ou refrigerantes, nem aprecio especialmente outras bebidas como néctares de fruta ou chá frio.Gosto de água engarrafada, mais de umas marcas do que de outras (detesto evian por exemplo) mas por uma questão de dinheiro e de comodidade (porque bebo mesmo muita água e quem é que pode andar a carregar um garrafão de 6 litros de água de 3 em 3 dias?), bebo água da torneira a maior parte das vezes. A água é boa (embora não tão saborosa) e cumpre bem a sua função.Se nos habituarmos a beber 2 litros de água por dia, vai tornar-se cada vez mais fácil e agradável fazê-lo. E, se é para bem da nossa saúde, creio que não é um grande sacrifício.

Vejamos os benefícios de beber água:

- Previne a prisão de ventre. Posso garantir isso por experiência própria. Basta beber meio litro de água ou de infusão morna para fazer efeito em menos de 10 minutos.- Melhora o humor e a produtividade.- Deixa a pele hidratada e elástica e, consequentemente, mais bonita. Também ajuda a prevenir o envelhecimento precoce.- Ajuda a combater a celulite.- Deixa as unhas e os cabelos hidratados.- Ajuda a saciar o apetite e a perder peso.- Regula a temperatura do corpo.- Melhora o sistema imunitário.- Ajuda a combater várias doenças e infeções.- Melhora o funcionamento dos rins e previne o aparecimento de pedras nos rins.

E como consumir este bem precioso? Deixo algumas dicas simples:

- Beber cerca de 2 litros de água por dia.
- É bom beber um copo de água ao acordar porque ajuda a ativar os órgãos internos e o sistema circulatório.
- Beber água 30 minutos antes da refeição ajuda a saciar e a comer sem excessos.- O melhor horário para beber água é entre as refeições, entre cerca de duas horas depois das refeições e 30 minutos antes da próxima refeição. Isto porque de acordo com o pediatra Mário Cordeiro "a água provoca a diluição dos sucos gástricos tornando mais difícil a ação de algumas enzimas digestivas."- Também deve evitar-se beber água muito fria porque relenta a digestão.
Dica: Para quem não gosta muito de água, pode tornar a sua ingestão mais atrativa fazendo água aromatizada. Podem encontrar aqui algumas receitas.
Seg | 26.09.16

Tenho que vos contar a verdade sobre ter duas filhas pequenas

2Stressed-Mom-emily
Imagem daqui.
Contei aqui como me estava a dar bem com duas filhas pequenas e como estava tudo a ser fantástico.Pois é. Nessa altura isso era tudo verdade e ainda é. Só que não é sempre fantástico e, quando não é, pode ser bem difícil.Tudo começou quando tirámos a fralda à Lara... e ela ficou doente ao mesmo tempo.Ora a Lara (como qualquer outra criança presumo eu) é muito difícil quando fica doente: fica mais mimosa, faz muitas birras, chora imenso, acorda muitas vezes de noite, deixa de comer, fica irritável e de mau feitio, entre outros mimos.Ora a Maria exige colo o tempo todo, e mama, e atenção.Ora as duas ao mesmo tempo a chorar, a pedir colo e a exigir atenção é algo para gente valente e de aço. E eu não sei se estou à altura do desafio sempre que é preciso.O facto é que nunca me habituei a ter uma filha doente. Se calhar já me devia ter habituado, mas não. Fico sempre stressada, agastadíssima e nervosa. Só por muito pouco é que não ando a desmaiar pela casa com os nervos, mas chego a ficar com quebra de tensão. E isto nem é pelo trabalho dobrado, é mesmo pela preocupação que me causa ver uma filha com dores sem eu poder ajudar grande coisa.Felizmente o Milton não stressa tanto como eu e chegamos sempre a acordo sobre o que é melhor. Desta vez não a levámos ao médico e fomos tratando as coisas com supositórios para baixar a febre de noite e com água. Julgamos que teve laringite (à semelhança de outras vezes) e passou numa semana. Mas essa semana foi uma senhora semana. E uma senhora de muito mau feitio. Parecia que a semana nunca acabava.Quando uma gritava a outra chorava também. Quando tinha a Maria ao colo a Lara tentava trepar por mim acima. Acabei por me constipar também. Cada vez que largava a Lara e pegava na Maria lavava e desinfetava as mãos e mudava de camisola. Tudo isto no meio dos meus próprios espirros e de um grande cansaço.Entre as mamadas muito frequentes da Maria, as tentativas de fazer a Lara comer alguma coisa e colocá-la no bacio no meio de gritos e pontapés (dela) os meus nervos iam-se esfrangalhando aos poucos. Entretanto eu e o Milton fomos conseguindo manter alguma calma e sobrevivemos todos mais ou menos bem.A Lara já está melhor, a Maria está bem e só eu é que fiquei ainda com uma ranhoca no nariz (nada de especial). O pai e a mais nova safaram-se da constipação.Esta semana serviu-me para colocar as coisas em perspetiva e deixar de me queixar das birras da Lara ou da atenção constante que a Maria pede. Desde que não esteja ninguém doente, tudo o resto faz-se muito bem e com uma perna às costas (era bom, não era?!).De modo que agora já está tudo às mil maravilhas outra vez.
Sab | 24.09.16

O quarto da Lara

Como já devem ter reparado, tenho tanto jeito para decoração como para tratadora de rinocerontes. Todavia, tento que a minha casa seja um lugar mais ou menos habitável.Sendo assim, e para não cair em riscos desnecessários, mantenho tudo muito minimalista e simples: nada de muitos bibelots, nem móveis, nem padrões estranhos nos cortinados nem nada muito ousado.Em relação ao quarto das miúdas, o plano é o mesmo. Não existe nenhum tipo de decoração rococó ou folhos e laços cor de rosa, ou papel de parede em tons de cinza e pastel. O que faço é ir colocando para lá as coisas, conforme vão surgindo e vai ser necessário, sem nenhum plano ou ideia pre concebida.Claro que tenho a preocupação de tornar o quarto delas agradável e alegre e, para mim, isso passa por alguma desordem e alguma liberdade para brincarem à vontade, sem receios de desarrumar demasiado as coisas ou desordenarem uma ordem perfeita em que tudo encaixa no lugar certo.Claro que acho a maior das graças àqueles quartos de meninas vintage, todos folhos e véus e bonecos cheios de estilo, tudo muito branquinho  e rosa, tudo muito vaporoso, feminino e impecável. Mas, com franqueza, nem saberia onde me sentar num quarto desse, quanto mais brincar. Acho que teria de andar de luvas e pantufas com medo de desarrumar ou sujar alguma coisa.De modo que o quarto das Lara (que daqui a uns tempos será também da Maria) é a minha cara. Descomprometido e com uma decoração... inexistente vá.Seguem fotos de alguns detalhes do quarto.[caption id="attachment_4427" align="aligncenter" width="680"]quarto da lara 2 Cama desarrumada e com o lençol a ver-se (só classe portanto). A cama é super baixinha, praticamente no chão, de acordo com o método montessoriano.[/caption][caption id="attachment_4422" align="aligncenter" width="680"]quarto lara 77 O quadro mais giro do quarto: um L feito com botões, oferecido por uma amiga nossa. Nós pintámos o fundo de rosa.[/caption][caption id="attachment_4424" align="aligncenter" width="680"]quarto da lara 5 A estante é bastante alta e aproveitamos para colocar lá os livros que não queremos que a Lara estrague. Esses lemos sempre com ela ou temos especial cuidado quando ela está com eles.[/caption][caption id="attachment_4428" align="aligncenter" width="680"]quarto da lara 1 Todos os outros livros estão numa estante baixinha, para que a Lara possa ir buscá-los sempre que lhe apetecer. Mais um detalhe montessoriano.[/caption][caption id="attachment_4423" align="aligncenter" width="680"]quadro lara Molde de gesso com a mão e o pé da Lara. Foi uma oferta de amigos no babyshower da Lara. Pintámos de verde.[/caption]quarto da lara 7quarto da lara 4
Sex | 23.09.16

Também tenho qualquer coisa a dizer sobre a Angelina Jolie e o Brad Pitt

angelina-jolie-brad-pittEu não conheço bem a história nem as pessoas em questão.Não conheço nada do trabalho da Jennifer - nunca vi a série "Friends" - e não gosto especialmente do trabalho da Angelina Jolie como atriz (gostei dela no filme "Girl Interrupted" e foi só). Já do Brad Pitt gosto muito como ator. Ele tem evoluído bastante e, neste momento, é um dos meus atores preferidos. Diga-se o que se disser, ele é competente no que faz.Em relação ao que aconteceu quando ele começou a andar com a Angelina Jolie sei muito pouco. Parece que ele era casado e depois deixou a mulher para andar com a Angelina. Entretanto ele e a Angelina separaram-se e as pessoas estão a falar sobre isso. Normal. Nada mais natural e daí não vem mal nenhum.O que me deixa um bocadinho triste (não muito porque, infelizmente, existem muitas coisas no mundo que me deixam muito mais triste e revoltada, como a guerra por exemplo) é a forma como as pessoas se manifestam sobre esta questão. Não é o facto de gostarem mais da Jennifer ou da Angelina, ou acharem que uma se está a rir e a outra a chorar. Quanto a isso tudo bem.O que me faz espécie é o número de vezes que as palavras "Karma" e "Vingança" são mencionadas. A sério?!Separa-se um casal cheio de filhos e acham que é "bem feito" porque assim a outra senhora fica vingada? Pensava que o sentimento de vingança já estava fora de moda. Ou então sou eu que estou fora de moda. Ainda acho que o melhor que temos a fazer em relação a alguém de que não gostamos é nem sequer pensar nessa pessoa ou na sua existência.É óbvio que não foi nada bom o homem ter deixado a mulher, ter acabado um casamento. Isso é triste em si mesmo. É sempre triste. Mas quando me dizem que os valores da honestidade estão aqui em causa e que a Angelina é uma parvalhona que anda a roubar maridos... por favor! Então é melhor continuar casado mesmo já não amando a outra pessoa porque assim é mais honesto? E isso é bom para quem? Para a mulher que continua casada mas já não é amada nem terá oportunidade de ser enquanto estiver presa a um casamento "por honestidade"?

Angelina, a grande cabra

E está-se mesmo a ver que a Angelina deve ter apontado uma metralhadora à cabeça do Brad Pitt para ele ficar com ela.Isto é que me lixa. Mesmo entre mulheres, o ódiozinho vai sempre contra as outras mulheres, nunca em relação ao homem, como se ele fosse uma marioneta inocente que anda pelo mundo para ser manipulado pelas mulheres. Isso e colocarem a Jennifer no papel de mulher mesquinha que agora se sente vingada e se está a rir da situação.As pessoas são mesmo assim? Ficam anos à espera da infelicidade dos outros para poderem imaginar que estão agora vingadas e felizes? Não acredito mesmo nisso, não quero acreditar. Costumo ter pouca fé na natureza humana mas, neste caso, quero mesmo acreditar que as pessoas são melhores que isso.Até podem pensar: "Já me estava a parecer tarde." ou "Estava-se mesmo a ver que ia acontecer." mas "Agora incha Angelina Jolie!" ou "A Jennifer deve estar a dar gargalhadas e com toda a razão." parece-me mauzinho (para as pessoas que têm esses pensamentos que para os outros é igual ao litro).E o que mais se procura agora é a "destruidora" deste casamento, não se poupando as mulheres (suspeitas) e as suas famílias.  Sim, porque tem que haver uma destruidora ou um destruidor. Toda a gente sabe que quando uma relação acaba não é porque algo estava mal na própria relação, é sim por razões externas, é sempre alguém que vem lixar tudo. A responsabilidade nunca é do casal.Com isto tudo vão lixando a cabeça das famílias das atuais suspeitas, maridos e filhos incluídos.E o que é que cada um de nós pode fazer, se quiser, em relação a isso? Podemos não alimentar o mercado das revistas cor de rosa que vive de enxovalhar a vida alheia. Isso é o que podemos fazer.
Qui | 22.09.16

Duas coisas que aprendi sobre as cólicas nos recém nascidos

 [caption id="attachment_4169" align="aligncenter" width="680"]cólicas nos recém nascidos cólicas nos recém nascidos[/caption]Quando a minha primeira filha nasceu lembro-me da fase das cólicas (que ocorreu quando ela tinha duas semanas e se prolongou por mais umas duas semanas) como um dos mais difíceis períodos que passei como mãe.A Lara chorava sem parar durante horas, sempre à noite. Eram madrugadas seguidas sem ninguém pregar olho cá em casa, com a agravante de ver a nossa filha a chorar de dores, sem saber o que fazer. Foi mesmo muito angustiante para nós.Com quase duas semanas, a Maria começou a ter uns choros mais aflitos e insistentes e eu percebi que, se entrássemos na fase das cólicas, provavelmente ia sentir-me tão aflita e perdida como antes.Vai daí, comecei a pesquisar e a procurar mais informação sobre as cólicas e o choro do bebé. Isto para evitar nervos, mudanças desnecessárias de dieta e, acima de tudo, um desnecessário sofrimento do bebé por ignorância minha.Durante as minhas pesquisas encontrei o canal da pediatra Luciana Herrero no youtube que esclareceu muitas das minhas dúvidas.Deixo aqui algumas informações que me ajudaram muito (Atenção que cada caso é diferente e o que escrevo aqui é o que resulta para mim. Devem sempre esclarecer as vossas dúvidas com o pediatra do bebé):- A alimentação da mãe não está obrigatoriamente relacionada com as cólicas do bebé. Salvo casos excecionais em que existe uma alergia ou intolerância a algum alimento (por exemplo no caso de bebés alérgicos a leite de vaca), a alimentação da mãe pode alterar o sabor do leite (o que até é desejável para o bebé se habituar a novos sabores) mas não vai provocar cólicas num bebé saudável.É evidente que a mãe não deverá beber álcool, fumar ou consumir drogas o que, claramente, prejudica o bebé.- Muitas vezes achamos que o bebé está com cólicas mas na verdade o choro não está relacionado com cólicas. O choro pode estar relacionado com sobre exposição do bebé a estímulos como barulho, cheiros diferentes, ambientes diferentes, etc.- O bebé não tem manhas até aos 6 meses de idade. O bebé sente é falta do ambiente aconchegante do útero e, naturalmente, chora também por desconforto e necessidade do aconchego da mãe (ou do pai). Por isso dou de mamar sempre que a Maria quiser, porque a mama não é só alimento mas também conforto e amor. E pegarei na Maria ao colo sempre que ela sentir necessidade disso e só a colocarei na alcofa quando estiver bem e confortável. Isso tem ajudado imenso a diminuir os episódios de choro. Por vezes, os bebés só querem mesmo é mimo e conforto.

Deixo aqui três vídeos que me ajudaram muito a superar os "episódios de cólicas nos recém nascidos".

A alimentação da mãe e as cólicas do bebéCólicas nos recém nascidosO choro do bebéEspero que encontrem aqui a mesma ajuda preciosa que encontrei para compreender e resolver muitas das questões relacionadas com o choro da Maria.Passei a andar muito mais tranquila desde que amamento e dou colo em livre demanda e a Maria também. :)
Ter | 20.09.16

Comprar roupa de grávida: sim ou não?

gravida 7.jpg

 


Quando engravidei da Lara comprei algumas coisas e emprestaram-me outras.Deram-me umas calças de ganga que usei imensas vezes e foram das melhores peças que usei.Depois comprei soutiens de amamentação, vestidos, camisolas, pijamas, leggins, uma faixa para a barriga e collants.

 

Depois de ter a minha filha, olhei bem para tudo o que tinha de roupa de grávida e concluí que só tinha usado cerca de 15% daquilo.Claro que algumas pessoas podem encontrar utilidade numa série de peças para grávida que a mim não me deram jeito nenhum e vice-versa mas, de facto, parece-me que nos conseguimos desenrascar muito bem sem precisar de comprar muitas coisas.

 

Resumindo, eis o que me deu mais jeito:

 

Soutiens de amamentação

 

 

Como tive que comprar soutiens de qualquer forma, uma vez que os meus deixaram de me servir, fez-me sentido comprar de amamentação. Deram-me imenso jeito para amamentar a minha filha de uma forma prática e rápida, sem ter de me despir muito para isso. Comprei quatro e usei imenso.

 

Calças de grávida

Deram-me umas de ganga e comprei duas de pijama e umas leggins para usar em casa. Usei mesmo muito.A partir dos 4 meses de gravidez, deixei de conseguir usar as minhas calças e a única solução foi mesmo usar calças de grávida. Aqui não há grande volta a dar. calças só mesmo de grávida.

 

Collants de grávida

Usei bastante. Comprei uns cinco pares e fartei-me de os usar. Como andava quase sempre de vestido no inverno, revelaram-se uma das minhas melhores compras.

 

O que não me deu jeito nenhum:

Todas as camisolas que comprei.

 

Usei muito pouco porque não eram práticas (com aqueles buracos todos no tecido para colocar a mama de fora que não resultavam de maneira nenhuma. Tinha que me despir na mesma).

 

Durante a gravidez, as minhas camisolas normais sempre me serviram, ou por serem largas ou de tecido elástico. Depois da gravidez, o mais prático para amamentar era levantar a camisola, mesmo em relação às supostas camisolas de amamentação, por isso acabei por não usar quase nada do que comprei de camisolas.

 

Vestidos

Em relação aos vestidos, a mesma coisa. Quase todos os meus vestidos são de algodão flexível e serviram-me até ao fim da gravidez. Não alargaram e, mesmo sem estar grávida, continuei a usá-los. Portanto, os que comprei não serviram para nada.A faixa para segurar a barriga também não se revelou de grande utilidade. Nem sei se a cheguei a usar alguma vez.Tudo o que comprei foi na vertbaudet e fiquei muito bem servida.

 

Para quem não quiser gastar muito dinheiro a comprar roupa de grávida recomendo apenas 3 peças essenciais como as que estão nas imagens abaixo: leggins, collans e calças de grávida. A relação preço qualidade é muito boa. As peças que usei serviram-me para a gravidez das minhas duas filhas e algumas ainda estão em excelente estado.

 

Para mim, as melhores peças da vertbaudet

(clicar nas imagens para ver preços e outras informações sobre os produtos)

 

 

 

 

Ter | 20.09.16

A consideração que ele tem por mim...

namoradosNota-se nestas pequenas coisas.Imaginem estes cenários:

Situação 1

Estou na cozinha e vou fazer queijadas. Tiro do armário o frasco do açúcar e o frasco da farinha para usar depois de untar as formas.Entretanto a bebé começa a chorar. Vou ver o que se passa e eventualmente ficar uns minutos a entretê-la. Volto à cozinha para fazer as queijadas e encontro o balcão sem a farinha e o açúcar. O Milton, como sempre, fez o favor de arrumar as coisas que eu estava a utilizar.O pensamento dele: "Ela deve ter-se esquecido disto aqui, deixa-me cá arrumar."Isto acontece várias vezes e eu já pedi ao Milton várias vezes para não arrumar as coisas que eu deixo sobre o balcão. Se estão ali e não estão arrumadas é por um motivo. O motivo é que vou usá-las em breve e o facto dele as estar sempre a arrumar duplica-me o trabalho.Não vale a pena. Ele faz sempre isso e vai fazer sempre isso. 

Situação 2

Entro na lavandaria para colocar umas peças de roupa no cesto da roupa para lavar e encontro o estendal numa posição estranha, meio oblíquo em relação à janela. Acho estranho mas, como está cheio de roupa a secar, calculo que o Milton o colocou assim para a roupa secar melhor. Talvez se faça um melhor aproveitamento do ar circulante naquela posição. Deixo-o estar.Isto também acontece várias vezes. Quando encontro  o estendal naquela estranha posição, deixo-o estar.Ontem, lembrei-me de perguntar ao Milton porque é que a roupa seca mais depressa assim, com o estendal obliquo. Sou uma rapariga curiosa e que gosta sempre de aprender estes "truques domésticos".Ele não fazia ideia nenhuma do que eu estava a falar e disse-me que o deixa assim porque o desvia para passar melhor e não se dá ao trabalho de o arrumar melhor.É esta a consideração que temos um pelo outro: eu calculo sempre que ele tem uma boa razão para fazer o que faz; já ele, assume sempre que me esqueci das coisas fora do sítio e "faz-me o favor" de arrumar as coisas de que vou precisar daqui a nada.
Ter | 20.09.16

Almoço de gajas

almoço com companhia 7

 

Uma versão alternativa do nosso almoço. Cortesia da Carla Andrade.

 

Adoro. Cada vez mais.E, mesmo com duas crianças pequenas, não dispenso esse convívio de vez em quando. Digo mais: preciso disso para manter a minha sanidade mental.De modo que, um destes dias, desci a rua até às portas do mar e fui almoçar com 5 colegas de trabalho que são, também, amigas.

 

Desta vez fomos ao restaurante Anfiteatro e fomos muito bem. O espaço é muito agradável, a comida é excelente e a companhia não podia ser melhor.

 

As mulheres são criaturas bastante complexas e, muito se diz (e com verdade) que às vezes são complicadas. Mas quando várias mulheres se juntam é uma festa. Diz-se muitos disparates, ri-se mesmo muito e passam-se momentos fantásticos. 

 

Posso-vos garantir que adoro as minhas colegas de trabalho (que, naturalmente, se transformaram em amigas já há anos) e que, com elas tenho passado horas e dias muito felizes.Assim foi durante o nosso almoço em que se reuniram duas das coisas que mais gosto de fazer: conversar e comer.

 

O único inconveniente foi não ser durante mais tempo. Teríamos conversa para a tarde toda.Seguem fotos do almoço no restaurante Anfiteatro que recomendo bastante.

 

Burguer Anfiteatro 7

 

Como estou a amamentar tenho uma excelente desculpa para pedir o Burguer Anfiteatro que é enorme. É maravilhoso e vem acompanhado de palitos de queijo crocantes e batata doce frita. Comi tudo que não ando aqui a brincar. :P

 

limonada Limonadas de limão e de frutos vermelhos. Já provei as duas mas prefiro a de frutos vermelhos.

 

mousse de banana 2 A sobremesa da semana era mousse de banana. Boa mas boa. Foi o remate perfeito para um almoço fantástico.

 

almoço amigas 7

Seg | 19.09.16

O nosso fim de semana em fotos #1

Foi um fim de semana calminho, sem correrias e sem grandes passeios.

 

Acabei por quase não tirar fotos mas resgatei quatro (desculpem a qualidade duvidosa das fotos).

 

Estivemos com amigos, com a família, fomos até à biblioteca ouvir "Histórias Requinhas" e ainda conseguimos ver um filme, séries e ler um bocadinho.

 

Seguem as fotos:

 

cafe-e-livro

No sábado de manhã fui fazer algumas compras de mercearia e parei antes no café Royal para beber um café e ler um bocadinho deste fantástico livro. Foi o meu luxo pessoal do fim de semana.

 

historias-requinhas-2

Foi a segunda vez que fomos à biblioteca ouvir histórias narradas de uma forma divertida e original por um grupo de simpáticas "contadoras de histórias".

 

bavaroise-de-cafe

O doce desta semana foi um delicioso bavaroise de café, magnificamente confeccionado pela minha sogra. Estava tão bom como parece. Se possível, estava ainda melhor.

 

aula-de-musica-com-o-pai

À noite dedicamo-nos a brincadeiras musicas (eles que eu não me meto nisso) e o Milton aproveitou para ensinar um bocadinho de música à Lara.

Dom | 18.09.16

O que comer durante a amamentação

alimentacao-amamentacao

 

Dois meses e meio depois de ter sido mãe pela segunda vez, ando com um apetite voraz e oscilações de peso.Já tive 55 kg e voltei a engordar 1,5 kg.Tenho comido muitos hidratos de carbono.

 

É certo que estou a amamentar em exclusivo mas não é só isso. Sempre que fico mais cansada ou ansiosa, fico cheia de vontade de comer doces e hidratos de carbono, especialmente pão.Sou seguida por uma nutricionista excelente, no Centro de Saúde, e a coisa está mais ou menos controlada mas tenho muitas dificuldades em manter todos os dias uma alimentação correta.

 

Estando a amamentar também não vou fazer dietas sem sentido e, de acordo com a análise da nutricionista, estou em boa forma física (para o esperado nesta altura).

 

Preciso apenas de fazer caminhadas semanais (embora as tenha trocado por exercísios de yoga diários) e acabar com os ataques de gulodice.Segue um exemplo do que costumo comer durante o dia todo.

 

Lembro que esta é a dieta adequada para mim, que estou a amamentar em exclusivo e não tenho grandes restrições alimentares. Qualquer pessoa com algum problema de saúde ou restrições alimentares deve sempre consultar um médico de família ou um nutricionista.

 

Segue, então, a dieta que sigo (ou tento seguir todos os dias):

 

Deixo uma ressalva para o facto de estar a tentar deixar de comer pão depois da hora de almoço. Isso é uma opção minha se quiser comer à tarde ou à noite, de acordo com a minha nutricionista, não há problema. 

Menú para um dia

 

Pequeno almoço - 9h00Pão integral de 50 g com queijo/ queijo fresco/ queijo fresco de barrar+Leite com adoçante e cevada / leite simples+1 peça de fruta da época+Café expresso 

 

Lanche da manhã - 11h001 peça de fruta da época+Frutos secos / 4 bolachas Maria 

 

Almoço - 13h00Uma salada verde+Prato de carne branca ou peixe+Arroz ou massa+1 peça de fruta da época 

 

1º Lanche - 15h301 peça de fruta da época+4 bolachasouPapas de aveiaouIogurte com 2 bolachas Maria e fruta da época/ frutos secos

 

2º lanche - 18h0050g de pão integral com queijo+1 iogurte natural 

 

Jantar - 22h00Sopa+Ovos mexidosouTorrada (50g) com fiambre ou queijo 

 

Ceia - 23h00Snack de frutos secos Uma ou duas vezes por semana como um bolinho ou um gelado.

 

Ps: Isto é o que eu devia comer. 

Sab | 17.09.16

Não sei o que é que me passou pela cabeça

Quando decidi que era rapariga para fazer um belo arroz de pato.Gosto de cozinhar coisas simples, saborosas e muito rápidas. Nada que implique muito trabalho e muito menos muito manuseamento com as mãos. De modo que não sei porque é que achei que era boa ideia fazer arroz de pato e, para isso, comprar um pato inteiro congelado.

 

Mas, há aqueles dias em que nos escorrem pela mente ideias inóspitas e, num desses dias, decidi que ia fazer o tal arroz de pato.

 

Como procedi para fazer o arroz de pato

Comprei o pato e deixei-o descongelar.

 

Uma vez descongelado pedi ao Milton que lhe cortasse o peito.

 

Foi uma badalhoquice pegada. Para pessoas que não percebem nada do assunto como nós. Uma pessoa normal teria agarrado no pato e cortado a carne em menos de nada. Digo eu. Aquilo era gordura e "nhaca" por todo o lado.Muito a custo, lá peguei eu no pato, e depois de muita luta, consegui extrair duas pernas e um peito pequenino para cozer. Enfim...Depois de cozido o peito e as pernas, desfiei-os e procedi à receita.

 

Mas, para não variar muito, não acertei na quantidade de água para o arroz e acabei por deixá-lo cozer de mais. Ficou uma bela papa de arroz de pato.

 

O meu namorado disse que até estava bom, se não pensarmos muito na consistência do arroz.

 

A verdade é que se comeu tudo. Mas não me apanham noutra. A não ser que consiga comprar peito de pato bonitinho e arranjadinho, como o peito de frango ou de perú. Amanhar um pato outra vez - se é que se pode chamar amanhar àquilo que eu fiz-, não obrigado.Enfim, seja como for, segue a foto de um dos meus almoços (ainda rendeu umas 6 ou 7 doses individuais).

 

arroz-de-pato

Qui | 15.09.16

Sou mãe há dois anos e meio

filhas-77

 

E, às vezes, sinto-me absolutamente amadora nesta coisa maravilhosa e complexa que é a maternidade.Com dois anos e meio a Lara surpreende-nos todos os dias.

 

O meu bebé transformou-se numa menina cheia de genica e personalidade, uma menina que tem tanto de encantadora como de desafiadora e que faz surgir em mim uma pessoa totalmente desconhecida.Vejamos:- Neste momento a minha filha fala pelos cotovelos, repete tudo o que dizemos e está extremamente comunicativa.

 

- Continua uma macaquinha para mal dos meus nervos. Dá cambalhotas, saltos, trepa a tudo o que vê, faz a espargata nos sofás e todo o tipo de acrobacias em qualquer lado onde esteja. Não raramente cai e bate com a cabeça ou a boca ou o nariz e eu fico cheia de vontade de a manter sempre de joelheiras e capacete.

 

- Quer fazer tudo sozinha o que torna o acto de sair de casa muito lento. Quer empurrar o carrinho da irmã, colocar os cintos de segurança da cadeira sozinha, subir para a sanita e despir-se sozinha, lavar as mãos, pés e dentes sozinha, etc, etc, etc.

 

- Por outro lado pede-nos muitas vezes para lhe dar-mos a comida à boca, embora saiba comer sozinha desde os 12 meses.

 

- Começa a argumentar de uma forma engraçada. Se lhe peço um beijinho e não lhe apetece sai-se com esta: "A Lara dá um beijinho à mamã amanhã sim? Amanhã."- Brinca com outros meninos e conversa com eles. Abraça-os e dá-lhes beijinhos na boca (talvez tenha que contrariar esta parte).

 

- Ainda lhe custa muito partilhar. Só com muita negociação aceita emprestar um brinquedo. Ainda está muita na fase do "É meu." mesmo que o objeto que tenha na mão não seja dela mas de um amiguinho.

 

- Faz birras enormes e muito barulhentas. Este é um dos nossos maiores desafios. Raramente perco a paciência mas questiono-me, muitas vezes, se estarei a fazer alguma coisa mal, se lhe estou a dar a atenção suficiente ou se estes episódios são apenas uma fase que vai passar. Em breve farei uma publicação sobre a forma como lido com as birras da Lara.

 

- É extremamente carinhosa com a irmã e todos os dias lhe dá beijinhos e faz festinhas. É mesmo muito amorosa na forma como fala com a Maria para a acalmar. Parece uma menina mais crescida e ajuizada. Tem sido uma surpresa maravilhosa ver a Lara como irmã mais velha.Desde que a Maria nasceu que tenho aprendido coisas giras sobre isto de ser mãe de duas.

 

- A mais importante é que o amor não se divide mas multiplica-se (sim, eu sei que é um grande cliché mas há muita verdade neste cliché).

 

- Os receios que tinha de tomar conta das duas ao mesmo tempo vão-se dissipando cada vez mais. Não só é possível tomar conta das duas ao mesmo tempo com sucesso como ainda faço mais coisas com as duas do que fazia só com uma.

 

Claro que existiram momentos muito difíceis - um dia fugi para a casa de banho a chorar durante uma birra descomunal da Lara e pedi ao meu namorado para vir mais cedo para casa - mas são muito poucos e fazem-nos aprender imenso.

 

- Cada vez mais sinto que é maravilhoso ter duas filhas com 2 anos de diferença. Sinto que é melhor a cada dia.E pronto, cá vai mais um cliché: na minha vida não faltaram experiências e aventuras várias mas a maternidade é a melhor de todas.

 

Depois de ser mãe, aprendi que todas as verdades absolutas que tinha como certas não estavam nada certas.

 

Aprendi sobre o amor incondicional e soube que o egoísmo tem cura.

 

Aprendi a paciência, e tive vontade de aprender coisas que sempre achei que não eram para mim.

 

Aprendi a ser mais do que uma boa mãe, aprendi a tornar-me uma pessoa melhor e com valores bem definidos, alguém que sirva de modelo às minhas filhas e lhes possa ensinar a bondade, a ética, a curiosidade e a determinação através de exemplos e não de palavras.

 

Aprendi a falar menos e a ouvir mais (ainda tenho muito a melhorar, eu sei).

 

Aprendi a reclamar mais mas nas horas certas.Aprendi a ser mais tolerante e empática.

 

Aprendi a acalmar outras pessoas quando eu também estou cheia de nervos.

 

Aprendi a ser simpática e agradável com as pessoas mesmo quando me sinto zangada com elas (mais uma aprendizagem que ainda tem um longo caminho pela frente).

 

Atenção que aqui não se trata de fingir sentimentos mas sim de não despejar as minhas frustrações de uma forma inútil e desagradável. Trata-se de gerir melhor as minhas emoções.Aprendi a ser mais organizada e a usar melhor o meu tempo.E tenho ainda tanto que aprender.

Qui | 15.09.16

Às vezes pergunto-me se tenho alucinações

cara-de-cu

 

Ou se estas coisas aconteceram mesmo.

 

Então foi assim: Dirijo-me ao estabelecimento onde costumo fazer a depilação 2 minutos antes da hora marcada, mais precisamente pelas 14h58.

 

Chego lá e vejo que a porta está fechada mas encostada e empurro-a um pouco para entrar.

 

Digo "Boa tarde" à senhora que lá está e ela volta-se para mim com um ar "mais ou menos" que deve querer dizer: "Sim? Posso ajudar?" ou "O que é que queres?"

 

Eu indico que tenho depilação marcada para as 15h00. Ela responde que a esteticista (que eu adoro e é uma querida) ainda não chegou e poderá demorar ainda uns minutos. Isto dito com um ar de grande aborrecimento, como se eu fosse uma pedra com olhos por ter chegado tão cedo! Que é isto de chegar 2 minutos mais cedo!!!!

 

Até parece que não tenho vida própria e tenho que ir bater perna para o cabeleireiro.Perante a sua resposta e visto que eram praticamente 15h00 pergunto se posso sentar-me e esperar na sala de espera.Num dia normal sentava-me e pronto mas, perante a hostilidade da senhora, achei melhor perguntar.

 

E o que é que ela responde?

 

a) Sente-se para aí e não me chateie mais.

b) Pode esperar mas fique em pé porque estou agora a proceder à limpeza das cadeiras.

c) Não, porque tenho que fazer um telefonema e prefiro estar sozinha.

 

É isso. Resposta c. 

Qua | 14.09.16

Ganhámos coragem e fomos...

Fazer umas mini férias nas Furnas.

 

Os quatro, mais uma família de amigos.E correu muito bem!

 

A Lara divertiu-se imenso e fartou-se de brincar com o filho dos nossos amigos que tem 10 meses a mais que ela, fizemos belos churrascos e ainda tivemos oportunidade de dar um passeio pelas Furnas e de parar em alguns jardins para os miúdos correrem à vontade.

 

A Maria consolou-se a dormir horas e horas no canguru que se tem revelado a melhor coisa para passeios. Só começámos a usar depois dos 2 meses da Maria e, agora, vou passar a usar mais do que o carrinho.

 

 

É super prático e confortável e proporciona umas belas sonecas à Maria.Deixo-vos algumas fotos daquelas que foram as nossas primeiras férias a 4.

 

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Claro que não podiam faltar as brincadeiras com água e espuma. Basicamente, os miúdos aproveitaram o quintal para fazer as brincadeiras com água que não se fazem dentro de casa. :Dferias-3
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Os miúdos adoraram as pequenas fontes de água quente e fartaram-se de brincar, enquanto os pais estavam sentados num banco de jardim a observar as brincadeiras deles, num muito apreciado momento de descanso. Até parecia mentira ver a Lara entretida com uma atividade que não fosse correr ou saltar durante tanto tempo.


No domingo, último dia das mini férias, almoçámos na Ribeira Quente, em frente a um mar incrivelmente azul.

Seg | 12.09.16

Descobri o maravilhoso mundo das comédias

modern-family

 

Sempre gostei de cinema. Gosto de thrillers, biografias, filmes de fantasia, de ação, de suspense, de terror, filmes noir, animação e documentários. Nunca gostei de comédias. Nada. Não via e pronto. Depois lá vi uma vez o "Life of Brian" e adorei. Voltei a ver o mesmo filme várias vezes e acho sempre a mesma piada. Mas era o único. Não havia outro de que gostasse.Até que engravidei e mudei.

 

Deixei de querer ver filmes de terror ou demasiado violentos. Comecei a ter vontade de tornar a minha vida mais leve.Bem... isto do cinema resultou e não resultou. Resultou porque passei a gostar de certas comédias que antes nunca veria nem durante um minuto. Não resultou inteiramente porque continuo a gostar de bons filmes dramáticos.

 

Como comecei a apreciar comédias

Tudo começou quando o Milton me apresentou a série "Freaks and Geeks". Fiquei maravilhada e não descansei enquanto não vi os episódios todos.

 

Depois, dei por mim a ver "A Modern Family" e a adorar. Enquanto estou em casa com a Maria, passo a maior parte do tempo com ela ao colo, que é a única forma dela se sentir totalmente confortável.  Então, aproveito para dar uso ao Netflix que o Milton arranjou cá para casa e ver alguns filmes.

 

No inicio vi uns dramas históricos e tal mas, desde que descobri as comédias que não quero outra coisa.Claro que não vejo todas a eito. Mas é sempre o  género que mais me apetece ver.

 

Últimamente vi o "Bad Teacher " e o "Neighbors". Este último vi com o Milton e fartamo-nos de rir (ele riu mais para dentro do que para fora mas garantiu-me que se divertiu imenso). Tanto que já estamos ansiosos para ver o 2.

 

A minha vida cinematográfica não tem sido só isto. Tenho visto muito bons filmes que estão longe do género comédia. Mas confesso que estou a adorar perceber que afinal, também gosto muito de comédias. Sinto-me mais leve, mais bem disposta e, sobretudo, durmo muito melhor depois de ver uma boa comédia. Fica a dica. ;)

Qua | 07.09.16

Fartei-me de gritar e a minha filha veio consolar-me

filha 7

 

Eu bem tentei não gritar, porque a Lara (de 2 anos) já estava deitada mas não consegui evitar.O horror tomou conta de mim e não me consegui controlar.

 

Tudo começou durante o jantar.Estava com o Milton a comer sushi que ele tinha trazido para o jantar quando tenho uma sensação estranha atrás de mim.

 

Não liguei muito a esta "intuição" porque muitas vezes é o gato a passar.Acabámos de comer e preparei-me para lavar a loiça.

 

Foi aí que a vi. Ia-me dando um fanico logo ali.Vejo a caminhar, toda apressada, uma barata do tamanho de um rato pequeno. Horrível! Pavorosa!Senti logo um arrepio na espinha e o estômago a dar voltas. QUE NOJO!!!!!!! Fiquei cheia de nervos e entre gritos e exclamações de horror vejo o Milton a tentar apanhá-la sem sucesso!

 

A barata andava às voltas pela cozinha a poucos centímetros dos meus pés. Saltei logo para cima das bancadas da cozinha antes que a baratona me roesse os dedos dos pés (bem sei que não têm dentes mas foi isso que senti).

 

O Milton lá a apanhou e eu fui para o corredor tentar recompor-me.Nesse momento vejo a porta do quarto da Lara a abrir e ela a sair de lá com um ar de quem está a tentar perceber o que se passa. Ela olhou para mim com um ar levemente preoupado e surpreso e deu-me a mão numa atitude meiguinha e apaziguadora.Tão fofinha! Claro que fiquei logo melhor.

Seg | 05.09.16

Preciso mesmo de descontrair um bocado... ou de desabafar

carla e milton

 

 

Nesta fase de regresso às aulas tenho lido imensos relatos de mães que se encontram de coração apertado com o regresso dos filhos às escolas ou com a ida pela primeira vez para a creche.Comecei logo a sentir-me um ET, até que li este magnífico texto.

 

Afinal não deveria ser a única que ficava feliz com o regresso às aulas.Não me interpretem mal. A maior parte das vezes em que fico mais tempo com a Lara, a minha filha de 2 anos, custa-me imenso ver chegar a segunda-feira e saber que já não vou passar tantas horas com ela.

 

E, se por algum motivo a deixasse na creche e ela estivesse a chorar copiosamente, eu não conseguia deixá-la lá se tivesse essa opção, não sem desatar a chorar também. Quem é que consegue?Felizmente ela adora a creche. Diverte-se muito lá e eu sei que está muito bem entregue. E eu sou daquelas mães bem chatas com essas coisas... Ela chega a mandar-se para os braços de algumas auxiliares e educadoras. Sei perfeitamente de quem é que a Lara gosta mais e com quem não tem tanta empatia. Sei, sobretudo, que ela está feliz.

 

O que se passa é que tenho andado cheia de stress... Para além de ter ficado alguns dias sozinha com as duas (o que nem é assim tão difícil) tenho querido fazer uma série de coisas que acabo por não conseguir fazer... o que me deixa muito frustrada. Isso deve passar de alguma forma para as miúdas e acabamos todos cheios de nervos cá em casa.Sinto, sobretudo, que grito mais, que tenho menos paciência, que estou mais intolerante.Depois fico a sentir-me péssima por não estar a ser uma mãe tão maravilhosa como gostava de ser. O que também é parvo.

 

A Lara é teimosa, testa-nos todos os dias, estica a corda constantemente. É o trabalho dela, é normal. É normal que não fique quieta só porque eu lhe digo.

 

Mas, nos últimos dias fico mais nervosa quando ela bate com a cabeça no chão durante uma brincadeira, quando ela tropeça, quando entorna (quase todos os dias) o leite ou o batido de fruta em cima de si (depois de eu lhe dizer várias vezes para não brincar com a comida), quando arranca as mantas do sofá para fazer uma tenda, quando insiste em fazer tudo sozinha e demoramos horas a sair de casa, quando não percebemos bem o que ela quer e ela desata numa gritaria e choradeira de partir vidros e esmigalhar nervos alheios...

 

Dou por mim sem saber bem o que fazer e a questionar a minha eficácia como educadora. Enfim... Deve ser uma fase passageira.O facto é que, quando estou mais descontraída tudo corre melhor.

 

Às vezes conseguimos sair com as duas sem qualquer stress ou problema de maior ou conseguimos passar dias inteiros sem uma única birra da Lara. A Maria, felizmente, está sempre na maior. Se tiver colinho e mama à vontade, nem damos por ela.

 

O problema é que ela gosta muito de silêncio e calmaria e, enquanto a irmã está por perto, não consegue dormir. Elas são tão diferentes que chega a ser divertido observá-las. São praticamente o oposto. E gosto muito que seja assim. :P

 

Isto para dizer que a calma é tudo. Se conseguir manter a calma tudo se resolve melhor e mais rapidamente.

 

A praia como terapia

No fim de semana passado, não conseguimos fazer as coisas como tinhamos planeado: queríamos ir à praia com a Lara durante a manhã, deixando a Maria com a avó.Acontece que tive que fazer as análises para a avaliar a minha intolerância à glicose (que levaram 2 h30 a fazer e já chegaríamos à praia pelas 11h30... Fomos na mesma. Não esperámos que se reunissem as condições perfeitas e fizemos o melhor com o que tinhamos. E foi muito bom.

 

Foi a primeira vez este ano que consegui estar na praia mais do que 5 minutos. Dei alguns mergulhos e não me importei com os quilos a mais, nem com a areia, nem com nada que não fosse passar um momentos bem agradáveis com o Milton e a Lara.

 

Como estava na hora de mais calor, estivemos quase sempre debaixo de chapéu e com muito protetor. Só saíamos para ir a banhos. mesmo assim foi fantástico!Eu e a Lara brincámos muito na areia e na água, o pai teve oportunidade de beber uma cerveja na esplanada e, pelas 2h00 fomos todos almoçar com direito a vista para o mar.

 

Antes disso, ainda consegui tomar um banhinho com a Lara nos balneários. Com água fria. Foi uma aventura mas conseguimos. :PPreciso é de descontrair... um bom bocado. Sem recorrer a xanax de preferência.

 

na praia 7 Parece que estamos a tentar saltar por cima das ondas sem tocas na água. :D Ainda por cima tenho uma "boia natural" à volta da cintura.

 

praia

 

praia 7

 

brincadeiras na praia

 

almoco na praia

 

O meu almoço: wrap de frango. Estava razoável.

 

pai e lara O pai a mostrar à Lara o doidoi que fez na língua.

 

pai

Sab | 03.09.16

Minimalismo como estilo de vida

 [caption id="attachment_3907" align="aligncenter" width="564"]minimalismo

 

Cada vez me faz mais sentido o minimalismo como um estilo de vida  livre de um consumo desnecessário em que acumulamos tralha em casa e esvaziamos a carteira, em nome de valores que nos têm sido impostos por uma sociedade cada vez mais consumista.Comecei por destralhar a casa há umas semanas atrás.

 

Livrei-me de muitas coisas que não usava há anos, doando o que estava bom e deitando fora tudo o que, notoriamente, já não servia para ninguém. Neste momento sinto que ainda há muito a fazer mas sinto-me muito confiante em conseguir adaptar-me a um estilo de vida cada vez mais simples e minimalista.

 

Vejamos as vantagens do minimalismo:

 

- Poupamos imenso dinheiro não adquirindo coisas desnecessárias;

 

- Poupamos espaço físico e mental se não tivermos a casa atulhada com objetos supérfluos.

 

- Poupamos tempo em limpezas quando não temos muitos móveis e coisas em casa;

 

- Ganhamos tempo e espaço mental para fazer coisas que realmente nos dão prazer como conversar, passear ou simplesmente descansar em casa a ler um livro, ver um filme ou praticar meditação.

 

As coisas que eu faço para tornar o meu estilo de vida mais minimalista:

 

  • Desisti da TV por cabo. Cá em casa só temos Internet.
  • Antes de comprar seja o que for, penso muito se realmente me faz falta este ou aquele objeto. Geralmente, chego à conclusão de que não me faz falta nenhuma e não compro nada.
  • Sempre que identifico uma peça de roupa ou outra coisa que não use há mais de um ano, livro-me dela, doando se estiver em condições, ou deitando fora.
  • Tenho muito poucas jóias. Só um anel e dois fios de prata, que uso sempre.
  • Uso os mesmo dois pares de sapatos, neste caso mais ténis, até se desfazerem. Aí deito-os fora e compro outros. Deixei de acumular pares de sapatos.
  • Deixei de comprar malas e mochilas enquanto ainda tiver outras boas para usar. Para entrar uma, tem que sair outra.
  • Não compro livros há anos. Vou todas as semanas à biblioteca.
  • Não compro revistas nem jornais.
  • Não tenho móveis em casa para além dos roupeiros embutidos, 2 mesinhas de cabeceira, um roupeiro e um móvel de muda de fraldas, um pequeno móvel com caixas de arrumação na sala, onde está a televisão e as mesas e cadeiras da sala e da cozinha. Tenho também 3 estantes na parede. Não tenho aparadores, nem móveis de loiças na sala, nem cómodas, não tenho pufs, nem secretária, nem armários extra ou cadeirões extra ou sapateiras. Para limpar, dá um jeitaço.
  •  Não acumulo maquilhagem. Tenho creme hidratante, lápis de olhos, batom para o cieiro e outro para ocasiões especiais, sombras que nunca uso, corretor de olheiras e bb cream.
  • Não tenho carro há anos. Ando quase sempre a pé e de transportes públicos, excepto ao fim de semana.
  • Não uso brincos nem cintos. Tirei os piercings que tinha desde que engravidei e não voltei a colocar.
  • Deixei de levar brindes para casa ou aceitar coisas que não tenho a certeza se uso.
  • Não tenho quase nenhum objeto de decoração, só quadros na parede e um ou outro buda e elefante.

 

Ainda preciso de melhorar muitas coisas como deixar de comprar cadernos e agendas, caixas e frascos mas acredito que estou no bom caminho.Sinto-me, sem dúvida, muito mais leve e organizada.

 

Adoro saber onde estão as coisas e abrir uma gaveta que não esteja atolada de tralha desnecessária.

 

Sinto mesmo que a minha vida melhorou bastante desde que comecei a destralhar e a comprar menos coisas.

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