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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qua | 31.08.16

Todas as mães deviam ler "O Grande Livro do Bebé"

[caption id="attachment_3849" align="aligncenter" width="680"]O Grande Livro do Bebé, do pediatra Mário Cordeiro O Grande Livro do Bebé, do pediatra Mário Cordeiro[/caption]Todas as mães deviam ler os livros do pediatra Mário Cordeiro. Eu não consigo parar. Estou viciada nos livros dele como quem se vicia no "Game of Thrones" ou em " O Senhor dos Anéis". Comecei por ler "Educar com Amor" e, recentemente, li "O Grande Livro da Criança" que tem mais de 700 páginas e devorei de uma ponta à outra como se fosse um romance.O facto é que estes livros, apesar de serem um manual prático que nos ajuda a cuidar da nossa criança a vários níveis, são também uma reflexão muito interessante sobre a humanidade, a sociedade e a nossa existência como pessoas. Encaro estes livros como verdadeiros ensaios filosóficos que me colocam, a maior parte das vezes, a refletir sobre mim própria, sobre os meus valores e a forma como me tornei a pessoa que sou e, principalmente, de que forma posso contribuir para educar seres humanos valorosos, honestos e felizes.Temos aqui um desafio para a vida.Agora estou a ler "O Grande Livro do Bebé" e estou a adorar "rever a matéria". Noto que a sensação é muito diferente da que tinha quando estava grávida da Lara e lia outros livros sobre bebés.Para já este livro é muito melhor e mais rico em todos os aspetos, os outros eram mesmo manuais práticos que não se debruçavam muito sobre reflexões teóricas sobre as situações. Depois, porque já tendo alguns conhecimentos sobre o assunto, consigo ler os livros com uma tranquilidade e um prazer diferente. Sinto que estou a recordar coisas muito boas e, de alguma forma, a trabalhar para fazer melhor aquilo que não fiz tão bem. É como estudar para fazer uma melhoria de nota vá, salvaguardado as devidas diferenças.Recomendo os livros do Mário Cordeiro a todas as mães, mesmo que tenham filhos mais crescidos. Podem sempre ler o "Educar com Amor" que é menos prático e trata mais de questões relacionadas com educação e a sociedade.Quanto a mim, vou ler tudo o que conseguir encontrar do pediatra: livros, entrevistas, artigos de opinião e até um livro de poemas que descobri por acaso que ele escreveu, inspirado nos passeios que fazia com o seu cão. :) Sim, estou assim tão aficcionada.
Seg | 29.08.16

Adoramos a biblioteca de Ponta Delgada

Todos.A Lara mais que qualquer um de nós.Sempre que possível vamos com ela à biblioteca de Ponta Delgada ao sábado depois da sesta. A zona das crianças, no primeiro andar, é muito agradável, com pufs giros, muita luz, mesas e cadeiras, um tapete para bebés e crianças pequenas, jogos, livros e lápis para colorir, e um sem fim de livros muito apelativos ao alcance dos mais pequeninos.Escusado será dizer que a biblioteca é um autêntico parque de diversões para a Lara ou não a tivéssemos habituado a lidar com livros desde que ela ainda nem andava.Passámos ali parte da tarde de uma forma muito divertida. Eu dedicava-me mais a escolher os próximos livros a trazer, o Milton a descansar e a ler para a Lara, e a Lara a fazer de tudo um pouco: jogar, ver livros sozinha, ouvir o pai a contar-lhe histórias, mandar-se para cima do pai, mandar-se para cima dos pufs, saltar...Complicado foi ir embora sem dar origem a uma grande birra. Lá a convencemos a carregar três livros que íamos trazer e, perante a perspetiva de ter mais livros em casa para "ler", lá se conformou em vir para casa.Já em casa, lemos todos os livros que trouxemos  (sete) e ainda pediu para repetir.Esta rapariga tem a quem sair.Já estou mesmo a ver o tempo que vamos passar na Fnac. :Pbiblioteca 7777biblioteca 77biblioteca 12biblioteca 10biblioteca 9biblioteca 6biblioteca 8biblioteca 7biblioteca 5biblioteca 4biblioteca 3biblioteca 2biblioteca 1
Dom | 28.08.16

Lego: um brinquedo fantástico!

Quando era pequena não tive legos. Acho que preferia bonecas e, por algum motivo desconhecido, talvez achasse que legos eram brinquedos de meninos.Brincava, às vezes, com legos de amigos e lembro-me de gostar bastante. Gostava principalmente de construir casas, desmanchar e construir edifícios diferentes, cercas, jardins... coisas assim. Mas era algo que não acontecia com muita frequência pelo que a minha ligação com legos não se estabeleceu.Os legos de que me lembro tinham peças muito pequenas, nada adequadas para crianças com menos de 5 anos, pelo que nunca achei piada a legos para a Lara. Mas o Milton andava a querer arranjar um lego há algum tempo. Ainda andei a espreitar aqui e ali mas a verdade é que me pareciam muito caros para o número de peças que tinham (neste caso eram peças grandes mas pareciam-me muito básicas e infantis). A ideia que tinha de lego era de um brinquedo de construção que permitia dar azo à criatividade e para isso (na minha cabeça) teria que ter centenas de peças, todas quadradinhas e pequeninas.Bem... tanto andámos a pensar no lego que lá nos decidimos por um lego que permitia construir um camião de transporte de mercearias e uma lojinha.Não sem alguma desconfiança, fiquei a ver como a Lara reagia e o que fazia com aquele lego para 2 anos.Posso dizer que difícil foi deixar a Lara brincar. Eu praticamente queria construir e desconstruir coisas sem parar. Queria fazer diferentes tipos de camiões de mercadorias, fazer uma loja de legumes, uma loja de  produtos frescos, fazer prédios em cima do camião, numa espécie de autocaravana com arranha-céu... entre uma infinidade de hipóteses.Resumindo: adorei o lego! É muito giro, as peças são amorosas e é extremamente criativo. Muito diferente do que estava à espera.De facto, não é um brinquedo dos mais baratos mas, sem dúvida, que é um dos melhores para crianças a partir dos 18 meses. E a qualidade das peças também me parece ser excelente.Parece-me que este vai ser apenas o primeiro de um conjunto de legos que vamos ter para a família brincar.O da Lara é o do meio, nas imagens abaixo, mas os outros também me parecem fantásticos para crianças da idade dela (a partir dos 2 anos).Se clicarem nas imagens podem ver os preços e as características dos Legos.async type="text/javascript" src="https://primetag1.azureedge.net/static/build/embed.js">
Sab | 27.08.16

2 thrillers para o fim de semana

Há muito tempo que não vejo filmes muito dramáticos nem de terror. Acho que foi depois de adotado uma forma de estar mais calma. Como não queria ficar nervosa, deixei de ver e, entretanto, nunca mais tive vontade de ver filmes muito pesados.Mas gosto sempre de ver bons thrillers e hoje falo dos dois últimos que vi e de que gostei. Estes filmes foram mencionados no canal de Youtube da Dora, Books and Movies, a que assisto regularmente e me faz sempre chegar a bons filmes. Garantidamente. 

Passo a apresentar os thrillers:

The Invitationthe invitationWill e a atual namorada são convidados para jantar pela sua ex mulher e pelo atual companheiro dela. Tudo indica que Will e a ex mulher têm uma boa relação entre si e sentem verdadeiro afeto um pelo outro. Os atuais companheiros também parecem ser pessoas simpáticas e bem resolvidas.No jantar estão presentes amigos comuns e alguns amigos mais recentes dos anfitriões.No entanto, desde o inicio do jantar que os amigos recentes dos donos da casa têm atitudes estranhas que provocam uma crescente apreensão em Will.Dei-lhe 6 estrelas no imdb.La Cara OcultaLa cara ocultaMais um thriller, desta vez espanhol.Adrían, um jovem e promissor maestro, vê a sua namorada, Belém, desaparecer sem deixar rasto. Entre a investigação policial, a sua carreira e a nova namorada, o jovem não se apercebe de que a antiga namorada ficou fechada, por engano, num quarto secreto da casa, que ficava atrás do espelho do quarto.Fechada no anexo, cada dia mais debilitada, Belém assiste angustiada à nova vida amorosa do namorado sem saber se algum dia vai conseguir fazer com que ele descubra o que aconteceu.Dei a este filme 6 estrelas no imdb.
Qui | 25.08.16

É desta que vou fazer um quarto perfeito para as miúdas

Desde que engravidei da Maria - e porque gosto de fazer planos com bastante antecipação - que ando a pesquisar ideias de quartos duplos para meninas. A ideia é transformar o quarto da Lara  num quarto funcional, confortável e muito bonito para as duas.A coisa não está fácil.  Por um lado, eu e o meu namorado não chegamos a acordo em relação ao tipo de cama que queremos - eu gosto de camas com gavetão e ele de beliches -  e por outro, tenho tanto jeito para decoração como para cantar ópera e fazer ballet ao mesmo tempo, pelo que preciso mesmo de muita ajuda neste campo.E de que tipo de ajuda é que eu preciso? Para além de umas centenas de milhares de euros na conta (não faço a coisa por menos), precisava muito de um profissional de design ou decoração que transformasse o quarto pequeno da minha filha mais velha num quarto fantástico para as duas.Felizmente, tenho uma coisa a meu favor (digo eu): consigo identificar o que é bom e bonito, desde que o consiga ver. Não consigo criar, por mim, um quarto magnífico para as minhas filhas mas se me deparar com algumas ideias, consigo extrair o melhor delas para fazer uma coisinha como deve de ser.É aqui que surge na minha vida, exatamente aquilo de que preciso: o homify, um site de arquitetura, design e decoração com ideias maravilhosas desenvolvidas por profissionais. O site funciona como um catálogo de ideias para todos os espaços da casa mas é muito mais do que isso. Os utilizadores podem reunir os seus projetos preferidos em vários livros de ideias e podem seguir outros utilizadores. Para nos facilitar ainda mais a vida encontramos no homify uma rede de contactos de profissionais, empresas, serviços e produtos de todo o mundo, da área da construção e decoração. Temos, num só site, tudo o que precisamos para criar a nossa casa de sonho ou, numa perspetiva mais realista, remodelar uma área da casa e transformá-la num espaço completamente novo e capaz de nos dar muitas alegrias. :PPerfeito para uma preguiçosa como eu. E, se tiver dúvidas, posso usar o fórum do site para colocar as minhas questões junto de quem sabe.Voltando à minha problemática, o que procuro é uma solução de camas duplas que ocupe pouco espaço, seja bonita e segura. A minha principal dificuldade tem sido a de encontrar beliches que considere seguros. Tenho medo que a rapariga que ficar na cama de cima, tenha um sonho mais agitado e se mande do beliche abaixo.De modo que, já me fartei de procurar em vários sites e nunca encontrei nada que me agradasse totalmente. No homify não encontrei uma, mas várias soluções.Deixo-vos algumas das minhas ideias preferidas. Curiosamente a maior parte delas são com beliches bem giros e bem protegidos.Na legenda da foto encontram o profissional/ empresa responsável pelo projeto e o link para a respetiva área.
Quartos de criança Minimalista por HUGO
Por HUGO
Beliche Cabana com Escada Estante: Quarto de crianças Eclético por Oficina Rústica (OFR Unipessoal Lda)
Por OFR Unipessoal LdaAdoro as cores, o design inovador destes beliches e ainda mais este sistema de escadas que também são gavetas com imensa arrumação.
Quartos de criança Industrial por ZikZAk
Por ZikZAk
Quartos de criança Industrial por Ксения Вайдич VAIDICHDESIGN
Por Ксения Вайдич VAIDICHDESIGN
Quartos de criança Industrial por Студия дизайна Виктории Силаевой
Por Студия дизайна Виктории Силаевой
Quartos de criança Industrial por Александр Малиновский
Por Александр Малиновский
Quartos de criança Escandinavo por ELEMENTY – Pracownia Architektury Wnętrz
Por ELEMENTY – Pracownia Architektury Wnętrz
Quartos de criança Escandinavo por E_interior
Por E_interior
Quartos de criança Escandinavo por Maszroom
Por Maszroom
Quartos de criança Escandinavo por ООО Дизайн студия Батенькофф
Por ООО Дизайн студия Батенькофф
Outra vantagem excelente do homify é o facto de sermos reencaminhados para os websites das lojas que têm os nossos produtos preferidos.Encontrei dois beliches que adoro! Qualquer um deles pode vir cá para casa imediatamente. :DBeliche com Escada Estante, Gavetão e Grade de Proteção: Quarto de crianças Eclético por Oficina Rústica (OFR Unipessoal Lda)
Por OFR Unipessoal Lda
Quarto de crianças Moderno por Cuckooland
Por Cuckooland
Como sou uma pessoa séria tenho que vos alertar para o facto deste site ser altamente viciante. Começamos a procurar ideias para uma coisa mas rapidamente ficamos fascinados com outros espaços da casa, detalhes de decoração e outras coisas em que nunca tinhamos pensado antes.Comecei a procurar ideias para fazer o quarto das minhas filhas e acabei a idealizar a minha casa de sonho (podem encontrar os meus livros de ideias aqui).Também descobri que adoro o estilo de decoração industrial, que sou louca por casas de banho e que o hall de entrada pode ser transformado numa interessante zona social!Em relação ao quarto das filhas filhas, com as ideias que vi, consegui criar uma quarto de sonho na minha cabeça. Se o conseguir realizar mostro-vos tudo, ou quase tudo, vá. Há que manter algum mistério.Podem encontrar ideias fantásticas para quartos de crianças (e para toda a casa) aqui.Divirtam-se! :)
*Este artigo é patrocinado.Só escrevo sobre produtos e serviços em que acredito e que já usei.
Qua | 24.08.16

Afinal qual é a diferença entre verduras, legumes e leguminosas

[caption id="attachment_4059" align="alignnone" width="680"]Verduras, legumes e leguminosas Verduras, legumes e leguminosas[/caption]Antes de me interessar pelo tema da alimentação e consultar um nutricionista, pensava que verduras, legumes e leguminosas eram exatamente a mesma coisa. Eram coisas verdes, não animais, tudo o que podia ser cultivado e consumido na alimentação.Só que não. São coisas diferentes, com aspetos diferentes e propriedades nutritivas diferentes. Nem todos devem ser consumidos nas mesmas quantidades e nem todos são agradáveis de comer crus.De acordo com a Roda dos Alimentos, devemos comer 1 a 2 porções de leguminosas por dia e 3 a 5 porções de verduras e legumes.Ora vejamos:As verduras são formadas por folhas e flores. São ricos em vitaminas, sais minerais, fibras e água.Os legumes são frutos salgados.  Tal como as verduras têm vitaminas, sais minerais, fibras e água.As leguminosas são grãos produzidos em vagens. Para além de serem boas fontes de vitaminas, minerais e fibra, são ricos em proteínas vegetais e hidratos carbono complexos.Deixo aqui uma lista do que é o quê nesta história:

Verduras

  • Coentros;
  • Salsa;
  • Rúcula;
  • Alface;
  • Repolho;
  • Espinafres;
  • Alcachofra;
  • Agrião;
  • Couve-flor;
  • Bróculos.

Legumes

  • Abóbora;
  • Beringela;
  • Tomate;
  • Pepino;
  • Pimentão;
  • Beterraba;
  • Cenoura;
  • Nabo;
  • Rabanete;
  • Cebola;
  • Alho;
  • Batata;
  • Batata-doce;
  • Gengibre;
  • Inhame.

Leguminosas

  • Feijões;
  • Grão de bico;
  • Lentilhas;
  • Ervilhas;
  • Favas;
  • Tremoços;
  • Amendoins.
Podem encontrar aqui uma tabela nutricional com as calorias de diversos alimentos.
Ter | 23.08.16

Lara #8 A minha filha envergonha-me em público e o pai dela farta-se de rir

[caption id="attachment_4231" align="aligncenter" width="680"]filha Lara Histórias Requinhas A minha filha Lara no jardim da biblioteca[/caption]Eu, o Milton, a Lara e a Maria fomos até ao jardim da biblioteca pública ouvir 4 simpáticas senhoras a contar histórias.Deixei a Maria à sombra, perto de nós e fomo-nos sentar com a Lara numas cadeirinhas pequeninas.A dada altura a Maria começa a chorar e eu levanto-me, seguro-a ao colo e vou embalá-la pelo jardim. A Lara deixa de me ver e, naturalmente, começa a perguntar por mim.Assim que a oiço coloco-me num sítio onde ela me possa ver e aceno-lhe. Logo que me vê a Lara faz uma cara muito zangada (ela é muito expressiva e fica com um ar mesmo cómico de nariz torcido e lábios muito cerrados quando está zangada), bate com a mão na cadeira ao lado dela, onde eu estava sentada antes de me ter levantado, e grita bem alto e cheia de autoridade:" MÃE, VEM JÁ PARA AQUI. SENTA-TE JÁ AQUI."Toda a gente olhou e começou a rir. Ouvi alguém dizer: "Tão pequenina e já com esse feitio!"O Milton quase chorou a rir.Eu, de sorriso amarelo, lá me sentei, envergonhadíssima e sem reação.Parece que entrámos na era da pequena ditadora.
Qua | 17.08.16

Porque nunca devemos deixar o pai ir sozinho ao pediatra

otite

 

A Lara estava adoentada há uns dois dias. O costume: febre, falta de apetite, prostração, choro, respiração acelerada... Decidimos que teria que ir ao pediatra.Por algum motivo eu não pude ir com ela ao médico (provavelmente estaria a trabalhar) e o pai levou a Lara ao pediatra.

 

Como era uma urgência acabámos por ir ao pediatra que estava disponível na altura no Centro Pediátrico, que é o pediatra do filho de uns amigos e do qual já tinhamos ouvido falar muito bem.

 

Estiveram algumas horas no Centro Pediátrico porque a Lara precisou de fazer aerossóis e, quando regressaram, à noite, o Milton fez um resumo da consulta e indicou-me todos os medicamentos que a Lara teria de tomar. Tinha uma otite e algo como uma bronquite e teria de tomar antibiótico, xarope e colocar umas gotas nos ouvidos.Fizemos tudo direitinho (pensávamos nós) e em alguns dias ela pareceu melhorar.

 

Na verdade, pareceu-me melhorar à mesma velocidade com que melhorava em outras situações semelhantes, nem mais depressa, nem mais devagar mas isto posso ser eu a ser tendenciosa. O facto é que não aprecio nada a ideia de lhe dar antibióticos e esta era a primeira vez que o fazia...

 

Tivemos que lhe dar a medicação durante uns dias e, o mais chato era colocar-lhe as gotas nos ouvidos. Aquilo era muito oleoso e estava sempre a sair do ouvido, sujando a roupa e a cara da Lara. Um dia, resolvi ler o folheto do medicamento, só para ver exatamente do que se tratava.

 

A Lara já tinha tido os ouvidos inflamados e nunca tinha colocado gotas. Se bem que agora tinha uma otite mais grave.Li a descrição do medicamento, para que servia e... como se administrava.Parou tudo.As gotas deviam ser inseridas... na boca. Administração oral dizia lá.

 

Bem... eu só não arranquei os próprios cabelos e me coloquei aos gritos histérica porque fui acometida por uma surpresa tão grande que não sabia se havia de rir ou chorar...Lá perguntei ao Milton o que se tinha passado e ele não conseguiu explicar bem aquilo.

 

Provavelmente o médico disse-lhe que lhe ia receitar umas gotas para os ouvidos e ele percebeu que era para introduzir as gotas nos ouvidos. As gotas eram para os ouvidos, para tratar o problema dos ouvidos, não para colocar nos ouvidos... Enfim. Durante uma semana a miúda ficou com os ouvidos bem oleados.

 

Claro que me pus logo a fazer todo o tipo de testes auditivos inventados à pressão para ver se a minha filha não estaria meio surda. Punha-me atrás dela e chamava-a baixinho. Oferecia-lhe uma bolacha à distância...

 

Fazia barulhos estúpidos para ver se ela reagia e outros testes do mesmo género. Pareceu-me tudo normal.Entretanto, fomos à pediatra dela e explicámos a situação (não sem sentir alguma vergonha). Parece que não foi grave e daí não viria mal ao mundo... nem à Lara.

 

Enfim... Tivemos mais sorte que juízo.

Dom | 14.08.16

Maria #3 - 1 mês e 10 dias

 

Com um mês e uma semana a Maria começou a sorrir para mim. Ainda pensei que fossem sorrisos involuntários mas, depois das primeiras 5 vezes dela começar a sorrir sempre que falava com ela e fazia caretas, verifiquei que sim, ela estava a sorrir (voluntariamente) para mim.

 

Esta bebé tem sido maravilhosa! É tão fácil, tão fácil que me apetece ter mais três ou quatro filhos. É hormonal vá, vai passar.Ainda mama de hora a hora de dia e de 2 em 2 horas de noite.Ultimamente, como tenho andado mais cansada (e o pai também) ela precisa de se esforçar mais para mamar. Ou seja, acordamos com ela a berrar, o que antes não acontecia.

 

Antes, mal ela fazia uns barulhinhos já eu a agarrava e dava de mamar.A Maria é muito sensível a barulhos. Não gosta de gritos nem de barulhos estridentes (quem é que gosta?) e, sempre que a Lara fica o dia todo em casa connosco, é certo que a Maria não dorme nada. Quando está a mamar e a irmã dá um grito mais entusiamado, ela estremece toda e deixa de mamar. :)

 

Já quando estava grávida (no último trimestre) sempre que a Lara chorava a Maria mexia imenso. Na altura eu até pensava que ela ficava feliz  de ouvir a irmã, só que não. Sim, o meu namorado já me fez ver o quão absurda e idiota era essa ideia de achar que ela estava feliz com a gritaria mas... quando comia doces a Maria também mexia bastante. Aqui era de felicidade não? Mas pronto, com a Lara eram mesmo saltos de espanto. Vejo isso (literalmente) agora.Continua gordinha, gostosa  e um bocadinho desperdiçadora de leite materno.

 

Quase que a cada mamada há uma cagada. Qual é o objetivo disso?!Quando está mais nervosa (nos dias mais agitados, normalmente pela irmã) mama como se não houvesse amanhã, quase com desespero. Nessas alturas mamar é a única coisa que parece acalmá-la um pouco.Fora isso é muito sossegadinha. Dorme sempre de noite depois de mamar e, durante o dia, gosta que falemos com ela, gosta de festinhas na barriga e nas pernas, gosta muito de ficar deitada no sofá e que dancemos com ela ao colo.

 

Curiosamente (ou não), quando estamos a dançar com ela ao colo, ela sente se estamos a fazer frete e chora, por isso acaba a ouvir mais Radiohead, The Vaccines, New Order e Technno Minimal do que músicas infantis. Somos nós que temos que gostar da música para a "embalarmos a dançar" como deve de ser, que é como quem diz: "com sentimento".Também é um bocadinho encalorada, como a irmã.

 

Com um mês já andava só de fofo ou de body de manga curta durante o dia. Durante a noite também, mas  com um lençol e uma mantinha fresca para ficar mais aconchegada.

 

Veste roupa de 1 a 3 meses desde que tinha duas semanas. Todas as roupas de recém nascido deixaram de lhe servir nessa altura. Tem peças de roupa praticamente novas compradas por mim que vestiu apenas 2 vezes (nem parece meu).O cabelinho está a cair todo (e os pelos do resto do corpo também, felizmente) mas ainda não dá para perceber como vai ser o cabelo definitivo. Claro que os familiares dizem que vai ser clarinho mas a realidade é que não dá para saber, a não ser que sejamos adivinhos.

 

E assim está a minha gordinha fofa com pouco mais de um mês. Continuo a achá-la linda mas estou desconfiada que devem ser as hormonas porque olho para ela e só vejo coisas maravilhosas.Enfim. É isto. :)

Sab | 13.08.16

Comi isto tudo #8 ou "Como fazer uma mulher Feliz"

Coisas que podem fazer uma mulher feliz

Ao contrário do que se diz muitas vezes fazer uma mulher feliz não é complicado, é muito simples até. Falo por mim. A questão é que, a melhor pessoa para fazer uma mulher feliz é... ela própria.


E, já o velho sábio dizia (ou seria a velha sábia?): "Se queres uma coisa bem feita, fá-la tu."Ora nada mais acertado. Quanto a mim, uso essa máxima todos os dias. Se quero estar feliz, trato eu disso.E o que é que me deixa feliz? Tantas e tantas coisas! Mas hoje vou falar de uma bem simples e que funciona com a maioria das mulheres: comida. Se for doce, melhor. Mulher que se preze tem prazer em comer, adora comer. Eu não fujo à regra (nada mesmo) e adoro comer.

Praticamente de tudo mas, desde que fiquei grávida (e depois do parto também), ando doida por gelados.Não sei bem se é de estar a amamentar ou se é qualquer coisa mais emocional mas o facto é que tenho comido muitos gelados.

Ora isto de adorar comer também é uma boa oportunidade alterar o meu humor em poucos segundos. De modo que o homem da casa, enquanto ia levar o lixo ou fumar o seu cigarro de fim de dia lá fora, na semana em que houve uma série de concertos aqui ao lado de casa, aproveitou para me trazer um pacote de pipocas todos os dias. E que boas que eram. Consolei-me a comê-las enquanto víamos séries à noite.


pipocas 2
pipocas

 

magnum amêndoas

 

 

Bem... outro doce que tem passeado muito cá por casa é o Magnum, principalmente o de amêndoas. Adoro! Só de pensar nisso já estou a imaginar aquele barulho quando trincamos o chocolate e começamos a sentir o sabor do chocolate, com a textura das amêndoas e o recheio cremoso... enfim. Acho que sofri de hipnose involuntária com um anúncio de Magnum (na infância) e fiquei viciada.

 

Sabem aquele anúncio em que se ouve o chocolate a partir, no momento em que uma rapariga lhe dá uma dentada? É esse.

 

gelado de brownie

 

Gelado de Brownie.

Para minha felicidade (ou desespero) descobri um gelado que está prestes a tornar-se o meu preferido de sempre (e a destronar o gelado de canela do cais 20). É o gelado de brownie do Cais da Sardinha. É tão bom!!!! Com pedaços de brownie verdadeiro.

 

tosta de atum

Ainda no Cais da Sardinha existem umas tostas grandes e fantásticas que adoro!Esta é de salmão e pimentos. Divinal!

 

haagen dazs cheesecake

Voltando aos gelados, matei saudades daquele que também já foi o meu preferido: haagen dazs de cheesecake. Aproveitei uma promoção da telepizza e comprei 2 por 2,99 €. São pequeninos, por isso comprei mais um.

haagen dazs chocolate

Para além do gelado com sabor a cheesecake, comprei um com sabor a chocolate belga. Maravilhoso! Estes gelados nunca desiludem.

 

cenoura crua

 

Como a minha vida não pode ser só comer doces, desenjoo algumas vezes com snacks saudáveis como cenoura crua. Gosto muito, é saudável e nem por isso deixa de ser docinha.

 

E são estas algumas das coisas que me deixam feliz.Aposto que uma ou duas destas também vos deixam felizes por aí. :P 

Qua | 10.08.16

Dicas para o desfralde perfeito

desfralde-keep-calm

Admito que o título deste artigo é um bocadinho pretencioso mas, depois de quase ter desesperado nos primeiros dias de desfralde da Lara, não consegui escolher outra palavra que não "perfeito".Mas o desfralde da Lara não foi perfeito. Tive muitas incertezas, muitos medos e muitas frustrações. Cometi muitos erros e acertei algumas vezes.

 

Pesquisei muito antes, durante e depois do desfralde e acabei por reunir um conjunto de dicas que são o melhor que aprendi com os meus erros e acertos. Estas dicas irão servir-me para o desfralde da Maria (já sabemos que não podemos confiar totalmente na memória) e, se puder ajudar mais alguém, fico bastante satisfeita.

 

Seguem as dicas para o desfralde:

 

  • Tentar perceber se a criança está pronta: Já diz chichi e cocó? Consegue ficar alguns minutos sentada no bacio? Entende indicações simples e percebe o que dizemos?

  • Conversar sobre isso com a criança uns dias antes, deixar um bacio na casa de banho e indicar que é ali que se faz chichi e cocó. Contar histórias e mostrar livrinhos sobre o tema do desfralde.

  • Se possível arranjar, além do bacio, um redutor do assento da sanita. Assim a criança pode escolher o local onde se sente mais confortável.

  • Nos primeiros dias sentar a criança no bacio de 30 em 30 minutos.

  • Levar livros, autocolantes ou outros brinquedos para a casa de banho, para o caso de ser necessário entreter a criança nos primeiros tempos. É preferível entreter as crianças a brigar com elas para se manterem sentadas no bacio.

  • Quando fizerem chichi ou cocó no bacio, mostrar entusiamo moderado. Se começarmos a fazer um grande xinfrim de gritos e palmas, podemos deixá-los envergonhados e retraídos.

  • Se não quiserem fazer chichi no bacio ou sanita, inventar um história simples que os convença. Eu usei a sugerida pelo pediatra Mário Cordeiro que consiste em dizer que o chichi e o cocó são o alimento dos peixinhos e, quando os mandamos pela sanita, vão ter ao mar e alimentam os peixinhos. Já prometi à Lara uma visita aos peixinhos. Ainda não sei bem onde vai ser mas terei que cumprir.

  • Em casa, retirar tapetes e carpetes do chão e, se possível, substituir por tapetes mais laváveis (como tapetes de espuma com letras e números);

  • Ter sempre um balde com detergente e esfregona à mão, e um alguidar com detergente para lavar a roupa que se for sujando. Nos primeiros dias pode ser muita roupa.

  • Levar os brinquedos da criança para a sala ou outra divisão da casa que tenha um chão mais lavável. Isso facilita muito as coisas. Claro que tem que ser um espaço agradável para a criança. Cá em casa ficámos sempre na sala que tem um chão muito lavável e evitávamos o quarto da Lara que é de soalho flutuante e mais complicado de lavar.

  • Se for verão e estiverem em casa, nada melhor que andar de t-shirt e cuequinha. Assim, em caso de descuidos só a cuequinha é que se suja.

  • Usar sempre sapatos laváveis como crocs ou sandálias de plástico. A criança não deve andar descalça porque pode escorregar no chichi e cair.

  • Usar um mudador de fraldas descartável para a criança se sentar no sofá, no carro ou em qualquer outro sítio onde estiver a brincar;

  • Se possível, levar o bacio convosco sempre que forem sair nos primeiros tempos. É mais higiénico do que usar casas de banho públicas e é melhor que colocar a fralda para sair.

  • Acima de tudo, não desistir nos primeiros dias. Se não der certo, não há problema nenhum em aguardar mais uns meses, é preferível até.Mas, ter alguma paciência no inicio pode ser bastante compensador. Eu que o diga. :)Espero que estas dicas vos façam sentido e sejam úteis.Se tiverem outras dicas ou discordarem de algum item por favor deixem nos comentários.
Ter | 09.08.16

Queques deliciosos sem açúcar

Descobri no blogue da Vera mais uma receita fantástica que é a minha cara, queques sem açúcar.Já devem ter reparado que as minhas receitas de bolos sem açúcar têm sempre 3 ingredientes essenciais: aveia, banana e canela. É quase certinho estarem os 3 juntos, embora às vezes troque a banana por pêra ou maçã.Esta não é excessão mas, curiosamente fica um pouco diferente das outras.

 

Os queques ficam mais fofinhos, mesmo com ar de bolinhos com açúcar (embora não tenha nenhum).

 

Escusado será dizer que adoro estes bolinhos.Vi a receita no blogue de uma amiga e experimentei logo mas, confiante como estava, tripliquei a receita. :D E deu certo!Deixo aqui a receita tal como a fiz, mas podem ver a original aqui.

 

 Queques sem açúcar

  • 5 bananas dos açores (ou 3 das normais)
  • 4 ovos
  • 10 colheres de sopa de flocos de aveia
  • 1 colher de sopa de canela em pó
  • 1 colher de chá de fermento
  • 4 tâmaras descaroçadas (opcional)

 

Colocar na bimby todos os ingredientes e triturar na velocidade 7, durante 20 segundos.
 
 
Colocar em forminhas de alumínio untadas com manteiga.Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus uns 15 a 20 minutos ou até ficarem dourados.Rendeu-me para cerca de 16 deliciosos queques.
 
 
queques sem açúcar 3
 
 
queques sem açúcar 2
 
 
queques sem açúcar
Sab | 06.08.16

O desfralde da Lara #3 Sucesso!

desfralde 7

E uma semana e meia depois de começarmos o desfralde posso afirmar que uma parte já está concluída com sucesso.

 

A Lara já não tem descuidos e pede para fazer chichi no bacio sempre que tem vontade. Quando saímos para longe, e depois da Rita me ter dado uma ideia maravilhosa no Facebook, passámos a andar com o bacio atrás.

 

A Lara tem feito chichi no bacio, seja num jardim, num parque ou em qualquer lado, sem problemas. :)Cá em casa, sempre que faz chichi no bacio faz questão de me mostrar. Fica muito sorridente a exibir o bacio com o chichi a baloiçar no fundo, cheia de orgulho. :) Tão querida! E eu também fico muito orgulhosa da minha menina crescida.Os cocós é que ainda não foram feitos no bacio.

 

Na verdade ela deve estar a evitar fazer cocó porque fica vários dias sem fazer. Nem na fralda faz... Provavelmente vamos ter que voltar a usar bebé gel e falar com a pediatra sobre isso.

 

E, assim, o desfralde da Lara correu bem e demorou cerca de duas semanas (arredondando a coisa porque demorou menos).

 

Continuamos com a fralda da sesta e a da noite mas creio que ainda vamos demorar uns meses a tirar a fralda da noite.A Lara já não precisa de usar sapatos especiais (de plástico), e já não preciso de ter um balde, uma esfregona e 20 pares de cuecas sempre à mão.Parecendo que não, foi muito mais rápido do que imaginava.Em breve publicarei algumas dicas que ajudam bastante no desfralde.

Sex | 05.08.16

O melhor que podemos dar aos nossos filhos


filhos

 

Para além de cuidar das suas necessidades básicas como a alimentação, a saúde e a educação devemos dar-lhes muito amor.Parece uma coisa básica (e é, sem dúvida) mas não é tão fácil como parece.Desde que sou mãe que sei mais sobre o amor dos pais pelos filhos. Sei como é, que ele existe mesmo quando não se manifesta em gestos e palavras e que ( salvo exceções que quero acreditar que são mesmo muito raras) todos os pais e mães amam os filhos mais do que tudo na vida.

 

Mesmo os pais ausentes, os que passam o dia e a noite a trabalhar, os que não têm paciência para os filhos, os que não brincam com eles e aqueles que, sem querer, minam a sua auto estima desde tenra idade.

 

Acredito que os pais fazem sempre o melhor que sabem, e o que julgam que será melhor para os filhos. E, acima de tudo, acredito que têm pelos filhos um amor incondicional, mesmo quando afirmam o contrário.

 

O que se passa é que os pais são pessoas normais, com defeitos, fraquezas, preguiças, valores diferentes, alguns com fortes preconceitos, outros muito egoístas, outros teimosos e, muitos, simplesmente desconhecedores de formas diferentes de fazer as coisas.Acredito que, em geral, nunca existiram pais tão bons como os de hoje.

 

Olho à minha volta e vejo pais e mães presentes como nunca na vida dos seus filhos, interessados nas suas brincadeiras, na sua vida, nos seus sentimentos e opiniões. Creio que isto é também uma questão cultural e de "época".

 

As mentalidades mudaram e as crianças são vistas como pessoas que conseguem perceber o mundo à sua volta e merecem ser ouvidas e respeitadas. Antes não era assim.

 

Os pais (claro que não podemos generalizar) só olhavam de verdade para os filhos como pessoas quando eles saíam de casa e se tornavam independentes. Alguns chegavam a manifestar, nessa altura, um afeto pelos filhos que nunca haviam demostrado antes, como se agora, que são "mesmo pessoas" já merecessem demonstrações de carinho que antes não teriam tanto sentido.Nada mais errado.

 

O amor pelos nossos filhos, na minha opinião, deve ser demonstrado desde sempre e deve ser uma garantia incondicional na nossa relação com eles, desde que nascem e por toda a nossa vida

 

.Amamos os nossos filhos incondicionalmente, façam eles o que fizerem, e não vejo problema nenhum em demonstrar isso mesmo, em todas as ocasiões, mesmo quando estão a fazer uma birra ou uma asneira (quem sabe se até mais nessas situações que são, muitas vezes, um pedido desesperado de atenção).

 

Acredito firmemente que alguém que cresce a sentir-se amado, será um adulto melhor, mais confiante, mais feliz e com maior capacidade de amar.E amar os nossos filhos é fazer, também, um esforço para sermos melhores a cada dia e, muitas vezes, isso implica chateá-los mais, investir mais tempo na educação deles, levar uma hora a fazê-los arrumar os brinquedos quando o poderíamos fazer nós, mais comodamente, em 5 minutos.

 

É fazer uma cara séria quando só os queremos abraçar para que percebam que agiram mal em determinada situação e abraçá- los quando acordam aos gritos às 4h00 da manhã e nos sentimos como se nos estivessem a serrar a cabeça com um serrote velho.Não é nada fácil (falo por mim).

 

Nem sempre conseguimos fazer o melhor e nem sempre sabemos o que é o melhor. Alguma vez saberemos?

 

O grande desafio está em saber quando ceder, quando não ceder, quando é pertinente ficar meia hora a fazer escorregar o pateta pelo escorrega de brincar, depois dele dizer olá à Minnie e adeus ao tio Patinhas, sempre com a mesma sequência, 50 vezes seguidas, mesmo quando estamos a morrer de tédio, e quando é mais pertinente incentivar os nossos filhos a brincarem sozinhos e fazê-los perceber que, de vez em quando, os pais estão ocupados e eles devem entender isso.Todos os dias duvido das minhas atitudes e da minha capacidade de educar seres humanos.

 

E todos os dias tento ser melhor.Mas isto, julgo saber: em relação ao amor pelas minhas filhas prefiro pecar por excesso de demonstrações de afeto do que o contrário.

 

Tenho a certeza de que criaremos seres humanos com mais valor para a sociedade e mais felizes se os fizermos sentir amados todos os dias, a cada momento, do que se os deixarmos crescer sem perceberem como são importantes para nós e como são muito e muito amados.

 

Os nossos filhos, em princípio, são uma escolha nossa. Tudo o que lhes devemos são os cuidados essenciais para uma vida digna e saudável e muito amor. E para isso não precisamos de lhes fazer as vontades todas, comprar presentes caros e estar de volta deles a toda a hora. Nem precisamos de viver em função deles (embora muitas vezes o escolhamos fazer e essa decisão será, também, muito válida), basta-nos olhar para eles todos os dias, respeitando-os como pessoas e amando-os. Sobretudo, deixando muito claro em gestos e palavras o nosso amor por eles.

Ter | 02.08.16

Os primeiros passeios da Maria

Aconteceram quando ela tinha 5 dias.

 

Ora, ainda nem tinha uma semana e já estávamos a passear pela rua, de carrinho, como se nada fosse.Nesse dia fomos até ao Cais da Sardinha, à beira do porto de Ponta Delgada e passámos lá umas boas 2 ou 3 horas pela manhã. A Maria esteve o tempo todo a dormir no ovo (ela adora estar no ovo e é onde faz as sestas maiores quando saímos de casa) e quando tinha fome mamava muito facilmente em qualquer lado.

 

Posso dizer que esteve muito melhor do que costuma estar em casa, onde não faz sestas tão grandes.Com a Lara, a minha filha de 28 meses, foi tudo diferente. Creio que na primeira vez que saímos com ela (sem ser para o centro de saúde ou pediatra) ela já tinha um mês e meio. Fomos dar uma volta pela marginal de Ponta Delgada e ela foi de canguru.

 

Lembro-me de estar um pouco apreensiva com a saída por ela ser tão pequena. De resto, estava sempre em casa. Eu saía para caminhar uma hora por dia mas a Lara não.Julgo que esta é uma das principais diferenças entre o primeiro e o segundo filho.

 

Não só somos mais experientes e confiantes como não temos tantas "frescuras" com as crianças. Claro que não saí com a Maria tão cedo só porque me apeteceu e sem ter em conta a saúde e segurança dela.

 

Procurei saber se podia fazê-lo ou não e cheguei à conclusão que seria bom para ela e para nós sair de casa.Até à primeira consulta com a pediatra, aos 19 dias da Maria, só saímos com ela para jardins e esplanadas e a horas de temperatura agradável, nada de sítios fechados ou cheios de gente.No dia em que fomos à pediatra ela assegurou-nos que também podíamos ir ao centro comercial, desde que o ovinho estivesse devidamente coberto com uma fraldinha.

 

Fomos às compras com ela nesse mesmo dia mas, talvez pelos barulhos constantes do sítio, a Maria não apreciou a experiência e começou numa choradeira. De modo que vamos continuar a optar pelas zonas ao ar livre para passear com ela.Já fomos ao Jardim António Borges, ao Cais da Sardinha e ao Bar da Praia do Pópulo. Ainda não nos aventurámos para sítios fora da cidade de Ponta Delgada. Talvez mais para o meio de agosto, se não estiver muito calor.

 

Jardim António Borges No Jardim António Borges, muito fresquinho e agradável no verão.

 

bar da praia 77 No bar da praia do Pópulo, num dia de sol magnífico.

 

bar da praia 4 A Maria, sempre na boa. Estava a "ver se arrotava" depois de mamar.

 

Bar da praia 7

O Milton, na verdade, estava a trabalhar. Eu levei um livro e passámos uma manhã fantástica.

 

Bar da Praia

 

Bar da praia 2

Deu para fingir, completamente, que estávamos de férias.

Cais da Sardinha 7

O Cais da Sardinha é um dos nossos sítios preferidos neste verão.

 

Cais da Sardinha

Outra vez a fingir que estamos de férias. Neste dia o Milton não estava a trabalhar.

Seg | 01.08.16

A saga do desfralde. Continuação...

desfralde

Os primeiros dois dias do desfralde da Lara não correram da melhor maneira e eu fiquei cheia de dúvidas acerca da preparação da Lara para o desfralde.

 

A boa notícia é que na semana seguinte tudo melhorou.Não ficou extraordinário. Não foi como se a Lara chegasse a casa e, de cada vez que tivesse vontade de fazer chichi ou cocó, fosse para a casa de banho, encostasse a porta e se desenrascasse sozinha (Isso é que era bom, não era?).

 

Mas existiram melhorias.Para começar, ela foi para a creche onde pessoas com experiência e formação (e com a grande vantagem do "efeito manada" de colocar vários miúdos a fazer chichi ao mesmo tempo) continuaram o desfralde.Quando o Milton chegou a casa e lhe perguntei como tinha corrido ele disse que a Lara só se tinha descuidado uma vez, de acordo com uma das educadoras. Ahahahaha Fartei-me de rir.

 

A Lara "descuidou-se" uma vez?! Na minha cabeça, e de acordo com o que aconteceu no fim de semana, ela ter-se-ia descuidado se fizesse um chichi no bacio, isso é que era um descuido, porque o normal para ela parecia ser fazer no chão e saltar toda contente em cima da poça de chichi.

 

Mas parece que fez os chichis todos no bacio e apenas "se descuidou" de manhã. Cocó não fez. Nos dias seguintes a situação foi mais ou menos a mesma. Fazia chichi no bacio, sendo que era colocada no bacio de 30 em 30 minutos, e teve um ou outro descuido pontual.Entretanto a Lara ficou um bocadinho doente e andou mais abatida, o que não ajudou muito no processo, mas a educadora dela aconselhou-nos, mesmo assim, a continuar o desfralde e foi o que fizemos.

 

Ela ficava mais chatinha para ir ao bacio, chorava e não queria mas, como muitos salamaleques, muita brincadeira e paciência, lá a conseguíamos convencer a ir.

 

Em casa, existiram alguns descuidos mas também tivemos progressos. Já conseguíamos uns chichis no bacio (que entretanto passámos a usar sempre, em detrimento da sanita com o redutor de assento).

 

De cada vez que a Lara fazia chichi eu sentia que me tinham oferecido um rolo, daqueles presos com elásticos, com milhares de euros(não que já tenha visto algum a não ser na série Narcos).

 

A Lara, de cada vez que faz o chichi no bacio, abre muito os olhos e ri-se com um ar espantado e maravilhado. É mesmo muito engraçada. Depois é ela que despeja o chichi na sanita para dar aos peixinhos (dicas do pediatra Mário Cordeiro que aposto que são usadas por muitas mães por aí) e puxa o autoclismo.

 

O problema são os cocós. Ela retém o cocó. Costumava fazer cocó todos os dias e, em nove dias, só fez três vezes: uma com a ajuda do bebégel,  outra na fralda e outra na praia.Nestes últimos dias ela já não se incomoda nada de ir ao bacio e às vezes pede para ir.

 

Na verdade, quando ela pede para ir acho que é mais por brincadeira do que por vontade de fazer chichi porque não chega a fazer mas, mesmo assim, parece-me muito bem.  Faz os seus chichis no bacio e, quando tem a fralda e faz chichi, avisa que está  a fazer.Em relação à fralda, usamo-la em três ocasiões: durante a noite, durante a sesta e quando vamos sair de casa durante muito tempo. Não creio que a Lara consiga fazer chichi em casas de banho públicas ainda.

 

Em casa, colocamo-la no bacio de 30 em 30 minutos e deixamo-la lá uns 5 minutos. Nem tem sido necessário entretê-la muito para ficar lá sentada.

 

Às vezes até saímos da casa de banho e ela continua lá sentada.Hoje, foi à creche outra vez, vamos ver como corre.Não está a ser tão fácil como desejável mas também não está a ser tão difícil como eu temia. Acho que o principal problema foi mesmo a inexperiência dos pais e o meu nervosismo. Acho que estava menos preparada que a Lara para isso.

 

Creio que já está tudo bem encaminhado para o desfralde ser bem sucedido.

 

Entretanto vou-vos colocando a par dos desenvolvimentos.Boa semana! :)