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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Dom | 31.07.16

Lara#7 A devoradora de livros infantis

Lara a ler livros infantis

 

Sempre quis que a Lara gostasse de livros. Por um lado porque eu e o pai gostamos muito de ler, por outro porque os livros sempre tiveram uma influência muito positiva na minha vida.

 

Para além de me proporcionarem momentos muito prazerosos, deram-me uma perspetiva muito abrangente do mundo e da vida quando eu não conhecia nada para além da vila onde vivia.Assim, apesar de não termos muitos livros infantis em casa, desde cedo que começámos a levar a Lara à biblioteca e a trazer vários livros para ela.

 

Neste momento, aos 2 anos da Lara, podemos dizer que estamos a ver os frutos do que fizemos.Assim que chega da creche, a Lara pega nos últimos sete livros que trouxemos da biblioteca e pede-me, literalmente, para lhe ler os livros todos. Não escolhe um nem outro, quer todos, todos os dias.

 

Então, eu sento-me com ela, e leio-lhe os livros, calmamente, um a um, enquanto ela me ouve atentamente.Invariavelmente, depois de acabar de ler os livros todos, ela pede-me para ler tudo de novo. Eu digo que não, que agora ela pode ler sozinha. E é o que faz. Fica sentada no tapete a desfolhar os livros, um a um, e a lê-los à sua maneira. Sabe o tema de todos referindo-se a eles como: o livro do memé, o livro do papá, o livro da mamã...É capaz de ficar uma boa meia hora nisso.

 

Livros infantis que temos cá por casa:

 

  • Histórias simples, normalmente com animais;
  • Dicionários de imagens;
  • Livros com janelinhas ou algum tipo de animação;
  • Livros com música ou outros sons.

Sinto-me maravilhada ao perceber que a Lara prefere os livros a outras brincadeiras, principalmente a desenhos animados e a brincar no iPad, embora sempre tenha deixado a minha filha usar o iPad e sempre o tenha utilizado sempre que achei necessário, nomeadamente em restaurantes.

 

Hoje em dia, ela não liga nenhuma ao iPad ou ao iPhone, mais depressa faz uma birra para lhe lermos livros várias vezes antes de dormir.

 

livros infantis

 

livros infantis 7

 

livros infantis 3

 

livros infantis 2

Sab | 30.07.16

Maria #2 - 4 semanas

Peluches Zara Home

 

Os melhores amigos da Maria. São da Zara Home e são os nossos preferidos: super macios e muito giros.[/caption]Com quatro semanas a Maria está enorme e cheia de manhas, embora continue extremamente gostosa.

 

Mama muito bem e muitas vezes por dia, faz muito cocó e chichi, acorda de noite de 2 em 2 horas mas volta a adormecer logo depois de mamar, e está cada vez mais tempo acordada durante o dia.

 

Enquanto está acordada exige colo dançante através de gritos estridentes (todas as mamãs saberão o que isto significa). É aquele colo que requer um certo movimento e até alguma canção a acompanhar. É a única coisa que a faz parar de reclamar.

 

E nada de fazer fretes ou embalar de qualquer maneira. Tem que ser uma coisa sentida, por isso o melhor é escolher uma música de que eu goste também e mentalizar-me que, dançar com um bebé ao colo durante horas, é uma boa forma de recuperar o peso.

 

Se eu estiver contrariada, ela nota e começa a chorar outra vez.A Maria não se safou do acne neonatal, tal como a irmã. Está cheia de borbulhinhas brancas pela cara toda, o que não é lá muito bonito. Mas sabemos que vai passar e não adianta colocar creme. Para a Lara comprámos um creme caríssimo e ela continuou com as borbulhas o tempo que teve que ser (cerca de um mês ou dois), para além de detestar que lhe aplicássemos o creme e berrar sempre que isso acontecia.

 

Também está a perder o cabelo, o que não aconteceu com a Lara. Nós bem estávamos a estranhar aquele cabelo todo escuríssimo.Agora está com um caricato visual à "Artur Albarran". Estão a visualizar não estão? Fica... cómica vá.Outra coisa em que a Maria se distingue muita da irmã é no facto de gostar muito de tomar banho. A Lara só começou a gostar mais tarde, quando começou a brincar com patinhos na água por volta dos 12 meses.

 

A Maria adora estar na água quentinha (acho que a maior parte dos recém nascidos gosta) e só chora quando a estamos a limpar com a toalha. Enquanto está na água, consola-se.Não acho a Maria muito chorona, embora seja muito "reclamona". Ela chora muito alto quando está acordada e quer que lhe peguemos ao colo mas, logo que encontremos a posição adequada, ela acalma-se imediatamente por isso acaba por não chorar muito tempo. O problema é que, como ela é bastante pesadinha, depois de 20 minutos com ela ao colo já começo a ficar com dores de costas. A idade já pesa.

 

Enquanto a Maria mama tenho aproveitado para ler bastante e para ver vídeos no Youtube. Parecendo que não consegue-se fazer muita coisa enquanto os bebés mamam. Não sei se será adequado ou prático para toda a gente mas, quando as mamadas são de cerca de 15 a 20 minutos, prefiro ir fazendo outra coisa qualquer, senão ainda adormeço.

 

Em relação à recuperação do parto, estou muito bem.Estou com 55 kg (embora continue a comer como um urso) e a barriga já está bem pequena mas muito flácida mesmo. Depois de ir à consulta de revisão do parto começarei a fazer alguns exercícios como yoga e caminhadas (ou corridas se me sentir com genica).Tenho dias de maior cansaço mas até acho que as más noites de sono não me têm afetado muito.

 

O nosso corpo habitua-se depressa a dormir pouco e a acordar de 2 em 2 horas. Posso dizer que, quando tinha apenas uma filha, sentia-me muito mais cansada de noite. Isso porque estava sempre ansiosa a ver se ela estava a respirar. Agora não. Ainda faço isso demasiadas vezes mas já não me mantenho acordada para o fazer. Adormeço com muita facilidade entre as mamadas da Maria. Que remédio. Tenho que guardar energias para o dia.Só estou um bocadinho farta de estar tanto tempo enfiada em casa mas como já começámos a ter visitas sinto-me bastante melhor. :D

Sex | 29.07.16

Desfralde da Lara #1 - Os primeiros 2 dias

desfralde 77

 

Decidimos começar o desfralde da Lara aos 28 meses.Já nos tinham dito na creche que era uma boa altura e algumas pessoas na família (vocês sabem quais :P ) também nos diziam que estava na hora de lhe tirar a fralda.

 

Com franqueza, eu não estava com vontade nenhuma. Já lhe tinha apresentado o bacio, ela sempre nos viu a fazer chichi e cocó na sanita e já a tinhamos sentado no bacio várias vezes, mas nunca conseguimos que fizesse nenhuma necessidade fora da fralda. Tudo bem. Eu não tinha pressa.

 

Entretanto chegou o verão (unanimemente considerada a melhor época para o desfralde), chegou a Maria e soubemos que, em setembro a Lara vai mudar de educadora ( será a terceira educadora que terá desde que entrou na creche), o que nos dá um espaço de tempo muito específico para fazer o desfralde: o mês de agosto. Isto para não ser ao mesmo tempo do nascimento da Maria, nem da mudança de educadora o que poderia prejudicar o desfralde.

 

Na última semana de julho, no sábado, decidimos começar.Já tinhamos um bacio, comprámos um redutor do assento da sanita e colocámos uma cuequinha na Lara. Optámos por lhe vestir só um t-shirt e uns chinelos de plástico.

 

Explicámos-lhe que deveria avisar quando tivesse vontade de fazer chichi ou cocó e dissemos onde se fazia.Inicialmente optámos por ter o bacio na sala, para ser mais rápido colocá-la lá mas já mudámos de ideias e pusemos na casa de banho.Posso dizer que passei o fim de semana a lavar cuecas e a lavar o chão da sala porque a Lara fez chichi sempre no chão e com a maior alegria.

 

Claro que nunca brigámos com ela. O que fizemos foi explicar-lhe as coisas dezenas e dezenas de vezes, com toda a paciência do mundo. O máximo que consegui, no domingo, foi apanhar o chichi a meio e colocá-la no bacio para fazer o restinho, nem que fosse para ela perceber que tinha feito no bacio e estava muito bem assim.Eu nem me importo de lavar as cuecas e o chão.

 

Não me custa mesmo nada. O que me chateia é ter imensas dúvidas se a Lara está preparada ou não para o desfralde. Ela tem vários sinais de estar preparada: diz chichi, diz cocó, sabe onde se faz, avisa quando fez (embora nem sempre o faça) mas não sei... Não se mostrou nada incomodada quando fez chichi nas cuecas e até apontava para as poças de chichi no chão com alguma alegria.

 

Quando a tentávamos colocar no bacio ou na sanita começava a chorar e a dizer que não queria. Lá a conseguimos convencer a sentar no bacio com várias estratégias: iPad, livros, desenhos animados...Para ajudar a situação, ficou adoentada no sábado: tosse, febre baixa, ranhoca e má disposição. De qualquer forma continuámos o desfralde, colocando-lhe a fralda apenas para dormir.

 

Nestes dois dias nunca nos ocorreu colocar a Lara no bacio de 30 em 30 minutos. Simplesmente não nos ocorreu o que, agora, me parece uma estupidez... enfim.Na segunda-feira foi para a escola com três mudas de roupa na mochila e 6 pares de cuequinhas. Mas, sobre a escola falarei num outro texto.

Qui | 28.07.16

Diferenças e semelhanças entre o primeiro e o segundo parto

parto normal

 

O que foi igual no parto da Lara e no parto da Maria

 

Conto como foi o parto da Lara aqui e o da Maria aqui.

 

- Ambos os partos foram provocados. Passaram as 40 semanas e nenhum sinal de parto iminente. Marquei a indução e dirigi-me para o hospital onde fiquei internada para a indução. O mesmo método nas duas vezes.

 

- A dilatação demorou muito a passar dos 2 dedos, e depois dos 4 dedos. Igual nas duas vezes. Passou um dia inteiro e nada de grandes avanços. Igual das duas vezes sendo que a Lara nasceu ao terceiro dia depois de iniciada a indução e a Maria ao segundo dia.

 

Basicamente, as únicas semelhanças foram estas. Tudo o resto foi completamente diferente.Ora vejamos:

 

Nervos

- Na primeira vez estava muito calma na semana antes do parto e no dia da indução. Era tudo uma novidade e estava até animada com a experiência nova.

 

- No segundo parto, alguns dias antes do dia marcado para a indução, comecei a sentir-me muito ansiosa e nervosa. Tive mais receio de que algo não corresse bem. Pensava muito na Lara e nas saudades que teria dela durante aqueles dias no hospital. Tudo passou no dia em que fui para o hospital. Estava muito tranquila e otimista.

 

Quando o tempo começou a passar e a dilatação não desenvolvia com a rapidez desejável

 

- Na primeira vez, foi aqui que comecei a ficar nervosa. Passei uma noite no hospital ligada a agulhas e fios, a fazer chichi para uma arrastadeira ou através de algália (o que me custou imenso).Depois passou mais uma noite. Ouvia outras mulheres a entrar e a ter os seus filhos rapidamente e eu ali, quase há 3 dias. Fiquei desanimada nesta altura.

 

- Na segunda vez, passou uma noite depois da indução e eu mantive-me calma. Já conhecia os procedimentos e sabia que aquilo podia acontecer. Nunca me deixei desanimar e mantive-me sempre confiante de que iria correr tudo bem, demorasse o tempo que demorasse.Estou convencida de que este estado de espírito positivo foi essencial para que tudo corresse bem, como correu.

 

Epidural

 

- Na primeira vez foram muito cerimoniosos nos reforços da epidural. Nem todas as enfermeiras e médicos me davam epidural quando eu pedia. Uma enfermeira disse-me que só podia dar com autorização médica, e uma médica disse-me que preferia que eu tivesse algumas dores para saber quando estava a chegar uma contração e poder fazer força adequadamente.

 

- Na segunda vez, não só me reforçaram a epidural sempre que pedi, como me deram algumas vezes mesmo sem eu pedir, como antes de irmos para a sala de partos. Isso fez toda a diferença.

 

Informação

 

- No parto da Lara, pouca informação me deram. Acabei por apanhar equipas diferentes e, à excessão do meu obstetra, mais ninguém me explicou o porquê dos procedimentos. Fui para a sala de partos, muito surpreendida por já ter a dilatação toda, e fartei-me de ter dores com pessoas a empurrarem-me a barriga, fiquei nervosa ao ver que estavam a usar ventosas e que estas se partiam (apenas à terceira ventosa é que a Lara nasceu) e estavam sempre a dizer-me que não estava a colaborar o suficiente a fazer força. Por isso não queriam dar-me epidural. E eu já nem tinha a epidural a fazer efeito, tanto que senti os muitos pontos que tive que levar.

 

- No parto da Maria as duas equipas que apanhei (Dr. Rui Mendonça, o meu médico, e o Dr. André Sampaio com a querida enfermeira Elisabete) sempre me disseram o que se estava a passar e quais eram as possibilidades. Desta vez, eu também já tinha mais conhecimento mas a postura dos profissionais do hospital foi bastante melhor. Sabia que poderia ser necessário ajuda no parto e o porquê. Sabia a posição do bebé, a evolução da dilatação, etc.Durante o parto, as palavras que tive foram sempre de motivação e otimismo, nenhuma de recriminação.

Gritos e coisas assim

- Fartei-me de gritar na primeira vez. Tinha dores e ficava aflita quando me empurravam a barriga. Parecia que me iam esmagar os pulmões. Sempre que fazia força e me empurravam a barriga ficava muito desorientada com dores.

 

- Na segunda vez, nem um grito. Talvez uma ou outra exclamação de força mas nenhum grito de dor. Não havia dor, nem nervos. Estava muito tranquila e confiante, em muito graças à enfermeira Elisabete.

 

O parto

 

- Na primeira vez, demorou uns 15 minutos. Entre espremidelas de barriga, ventosas e forças, a Lara nasceu bem. Levei imensos pontos. Mal a Lara nasceu, comecei a tremer com um frio incontrolável, como nunca senti na vida. Depois fiquei com a tensão assustadoramente baixa. Depois melhorei. Estava tão cansada que só senti alivio.

 

- Desta vez, o parto demorou (se tanto) 5 minutos. Fiz força umas 4 vezes e  Maria nasceu. Não existiram cortes, nem empurrões de barriga. Levei apenas 3 pontos num pequeno rasgão pouco profundo. Nem senti os pontos. Mesmo nesta fase, a enfermeira (que era super meiga e competente) explicou tudo o que estava a fazer e o porquê. Não tive frio, nem tensão baixa. Desta vez emocionei-me.

 

Pessoal presente no parto

- Na primeira vez, mais de meia dúzia de pessoas entre médicos, enfermeiros e auxiliares.

 

- Na segunda vez, eu, o Milton, a enfermeira Elisabete que fez o parto, e uma auxiliar. Foi perfeito assim.

 

Pós parto no hospital

 

Foi semelhante das duas vezes mas, desta vez, já não estava nervosa nem tremia de cada vez que pegava na bebé. Pedi ajuda para o banho mas iniciei sozinha, e naturalmente, a amamentação.

 

Foram estas as principais diferenças. No meu caso a epidural fez toda a diferença. Não tive dores desde que levei epidural e consegui fazer a força adequada precisamente por isso. Conseguia sentir, da mesma forma, as contrações na barriga e, assim, fazia força de forma tranquila e convicta.Posso dizer que, apesar do primeiro parto não ter sido traumatizante nem nada que se pareça (afinal eu e a Lara ficámos bem que é o que mais interessa), o segundo foi uma maravilha.

Qua | 27.07.16

Adormecer um bebé ou "Como comecei a fazer karaoke"

[caption id="attachment_4330" align="aligncenter" width="680"]adormecer um bebé Adormecer um bebé[/caption]

Adormecer um bebé

Com três semaninhas, a Maria já é cheia de truques e manias, como qualquer bebé.Ela não chora muito tempo seguido mas dá uns valentes berros até que os pais consigam descobrir o que ela quer. Nesse momento deixa de gritar e, não raramente, adormece tranquilamente.Geralmente o seu choro resolve-se com mama, mudança de fralda ou colinho mas existem alturas em que nada a parece consolar. Ainda não achamos que ela esteja com cólicas porque não chora durante muito tempo. Quando a Lara tinha o que pensávamos ser cólicas, ficava horas e horas a chorar sem parar, enquanto se contorcia.Quando a Maria não se consola com nada há uma coisa que eu faço que resulta sempre (pelo menos até agora).  Coloco músicas dos Beatles, do Jonh Lennon ou  dos The Vaccines, com a letra no youtube, e vou cantando para ela. Adormece em duas músicas. Gosta especialmente da música "Imagine" do Jonh Lennon.Não adianta cantar músicas infantis, ou outras músicas de que eu própria não goste muito. Parece que a Maria sente quando estamos a fazer um frete. É por isso que escolho músicas de que eu goste e que sejam alegres ou calminhas. Entretanto ela habituou-se a algumas e neste momento prefere os músicos que mencionei acima.Outra vantagem deste método (para além de fazer adormecer um bebé rapidamente) é o facto de também ser divertido para os pais. Sempre temos uma desculpa para fazer karaoke em casa, a qualquer hora do dia ou da noite.Com a Lara usava um truque semelhante que não envolvia as nossas vozes (podem ver aqui).Hoje em dia, quando o pai agarra na guitarra e se propõe a cantar um bocadinho, a Lara começa a gritar que não e a dizer-lhe para arrumar a guitarra no sítio. :)Curiosamente ela gosta muito de dedilhar na guitarra do pai como se fosse um violoncelo, mas isso será outra história.
Ter | 26.07.16

Os meus avós

avós 7

Conheci três avós: os pais da minha mãe e a mãe do meu pai (que, felizmente, tem quase 90 anos e a quem pude dar a alegria de ter bisnetas).

 

Com os pais da minha mãe tive uma relação distante porque eles viviam longe e as visitas não eram regulares. Mas, apesar disso, tenho boas memórias deles.

 

A minha avó Leontina, mãe do meu pai, vivia connosco e foi uma mãe para mim. Toda a noção que tenho de amor maternal, aprendi com a minha avó e revejo muitas vezes, nos mimos que dou às minhas filhas, os gestos e as palavras dela.

 

A minha avó Leontina estava sempre comigo quando eu não estava na ama ou na escola porque os meus pais trabalhavam muito.

 

Era ela que me fazia o leitinho, era ela que me segurava a mão para adormecer, que me dava muitos mimos e ensinava a fazer roupinhas para as bonecas na máquina de costura.

 

Lembro-me da minha avó ter gestos suaves e amorosos e raramente perder a paciência comigo (e quando perdia tinha toda a razão). A minha avó não sabe ler nem escrever e, no entanto, ensinou-me uma das coisas mais importantes da minha vida, à qual tenho dado muito uso nos últimos tempos: o amor maternal.Tenho centenas ou milhares de memórias de infância com a minha avó, quase todas muito boas.

 

Lembro-me de irmos, todos os anos na quinta-feira de Ascenção, apanhar a espiga (um ramo de flores silvestres que ficava a secar atrás da porta da despensa durante um ano, para dar sorte) a um eucaliptal que havia atrás no nosso quintal e que hoje já não existe.

 

Lembro-me de apanharmos uma laranja pelo caminho, no quintal, e a dividirmos. Eram as laranjas mais doces que já comi.

 

A laranjeira ainda existe. Depois, íamos até ao eucaliptal e ficávamos a apanhar flores e a passear. Era mesmo muito agradável aquele lugar, sentia-me numa floresta mágica cheia de flores bonitas e recantos fascinantes. Havia um poço, numa clareira, que tinha uma caneca presa por um cordel. Íamos sempre lá beber água e bebíamos da caneca sem qualquer medo de doenças.

 

Era assim o mundo na minha infância... Tão diferente do que é hoje. :)Vejo a minha avó quando vou a Alpiarça, umas duas vezes por ano, mas vemo-nos através do skype e telefono-lhe regularmente para lhe contar como estão as bisnetas.

 

Ela já não vê muito bem mas ainda é o suficiente para ver como a Lara está crescida e como come bem. :) Geralmente falamos no skype à hora de jantar da Lara, que é quando ela consegue estar sossegada mais tempo.Os meus avós maternos viviam em Ansião, tiveram 8 filhos e 15 netos.Lembro-me da minha avó Maria como uma senhora magrinha e pequena, extremamente religiosa, e do meu avô Joaquim como um homem muito aventureiro e cheio de genica.

 

Ele era pedreiro e nunca estava parado. Estava sempre a construir uma casa ou a fazer um negócio. Não se pode dizer que os negócios fossem muito bons ou as casas muito bonitas mas acho que o objetivo dele também não era esse. Ele gostava era de estar sempre a mexer e a trabalhar. Foi sempre assim.

 

Nunca deixou de trabalhar. Também tinham quintal e animais para cuidar. Os netos deliciavam-se com os cordeirinhos pequeninos que andavam a pastar pelo quintal infinito.Os meus avós viviam numa aldeia, o casal de São Brás e eu nunca cheguei a perceber quais eram os limites das suas terras.

 

Depois da casa deles, existia um espaço infinito de caminhos de pedra, árvores e vegetação, algumas lagoas e muitos poços, árvores de fruto e arbustos com amoras... Nunca cheguei ao limite das terras e creio que nem todas eram dos nossos avós.

 

O facto é que os netos viviam autênticas aventuras a passear por aquelas terras, colecionando cartuchos coloridos que os caçadores deixavam como rasto, mandando pedrinhas às lagoas para ver as rãs a saltarem e inventando histórias de terror durante os passeios que adorávamos fazer por ali. O meu tio Manuel Augusto e eu dedicávamo-nos às histórias de terror.

 

Quanto a mim, gostava especialmente de as contar ao meu primo Luís Filipe porque ele mostrava-se sempre mais divertido e curioso que os outros. :PLembro-me da minha avó me chamar à parte e me ensinar a rezar o Pai Nosso e a Salvé Rainha (orações de que nunca me esqueci e sei até hoje) porque, para ela, a religião era o que existia de mais precioso e afligia-a muito eu não ser batizada. Sei, hoje, que ela me queria dar o que tinha como mais precioso: a fé.Do meu avó lembro-me muito bem de nos ir visitar de vespa a Alpiarça, quando esteve numa quinta em Torres Novas, e de trazer os bolsos cheios de terços de pinhões. :)

 

Eu ficava tão feliz!!!! Adorava aqueles terços de pinhões que comia num instante.As melhores memórias que tenho dos meus avós maternos não são propriamente com eles mas existem graças a eles.

 

São algumas das melhores memórias da minha infância: os momentos passados com os meus primos e tios no Casal de São Brás, o facto de ter uma família tão grande e ter a oportunidade de viver tantas coisas na minha infância que não poderia ter vivido se não fossem os meus avós.

 

Agora que sou mãe, vejo os meus avós, que criaram 8 filhos (embora em condições muito peculiares é certo) duma forma completamente diferente. Vejo a minha avó como uma pessoa muito sofrida, mas também muito valente e corajosa. E, do meu avô, tão aventureiro e ativo, vejo muitas características em mim e nos meus primos. Tenho um certo bicho carpinteiro e um certo espírito belicoso que vem dele, de certeza.

 

E reconheço isso em alguns primos também e fico feliz por partilhar isso com eles. E devo-o aos meus avós.Hoje vejo com muita alegria a relação que as minhas filhas têm com os avós e tenho perfeita noção da importância deles na vida das crianças.

 

Sinto-me muito grata e feliz por ver o amor e a atenção que os quatro avós das minhas filhas lhes dedicam, porque sei que isso lhes vai ficar para sempre no coração (ou na mente ou lá onde for).Feliz dia dos avós! :)

Ter | 26.07.16

Amamentar dá uma fome de dragão

mulher-com-fomeOk. Sempre fui uma pessoa com um apetite considerável.Bem... Em criança era muito esquisitinha para comer mas, depois da adolescência, fiquei com um apetite de pessoa que anda de enxada na mão o dia todo.Mas, minha gente, agora é demais. Uma hora depois de comer, ando esganadíssima. Chego a sentir um buraco no estômago. Tenho comido muito bem às refeições e ainda como gelados várias vezes por semana. E continuo a sentir que podia comer o dobro do que como e nunca ficar inteiramente satisfeita.Li, algures, que quem está a amamentar deve consumir cerca de 2800 calorias. Não faço ideia como é que converto isso em comida mas... devo andar a consumir muitas calorias. Como pão como se não houvesse amanhã e despacho gelados como quem despacha caracóis sem mastigar.Três semanas depois do parto, perdi 9 quilos. Estou com 55, 6 kg e, quando perder mais 4 vou sentir-me satisfeita. Portanto, até estou a perder o peso da gravidez muito bem. Mas a fome, minha gente, é uma coisa extraordinária.A Maria faz intervalos entre mamadas que podem variar entre os 40 minutos e as 3 horas. Há dias e noites em que mama de hora a hora. Faz muito chichi e cocó umas 3 vezes por dia.Na consulta de pediatria dos 15 dias, estava com mais de 4 kg e no percentil 85 de peso e 50 de comprimento.Creio que isso pode explicar a minha fome de dragão.
Seg | 25.07.16

Ele foi dormir no sofá... e eu achei muito bem.

sofá

 

Bem... ou algo parecido com isso.

 

Nunca pensei que fosse alguma vez dizer isto mas a verdade é que foi um alívio quando, na noite passada, o Milton decidiu que não conseguia dormir mais na nossa cama e que iria mas é dormir no sofá. Eu concordei logo... aliviada.

 

O facto é que eu também já andava a dormir mal com esta situação, embora não pelos mesmos motivos que ele.

 

O que se passa é que a nossa filha mais nova, de 3 semanas, tem uma característica muito peculiar: emite uma espécie de grunhidos que não deixam o pai dormir. É um gemido forte, uma espécie de som de fazer força mas depois não acontece nada com essa força, nem cocó, nem gases, nem choro, nada.

 

Falámos com a pediatra e ela assegurou que não é nada de especial e muito menos preocupante. É apenas algo que alguns bebés fazem. Nas minhas pesquisas por blogues e fóruns de mamãs verifiquei que isto é mais ou menos comum, é apenas irritante para os pais, para os bebés é "na boa".

 

Claro que, inicialmente, ficámos um bocado espantados com aqueles barulhos. A Lara nunca os fez, apesar de dormir bem pior que a Maria, que vai fazendo forças mas vai dormindo ao mesmo tempo (é preciso ter lata).

 

Sinceramente, os barulhos a mim não incomodam nada. Até pelo contrário. Como muitas mães (imagino eu) tenho o hábito de verificar se a Maria está a respirar, várias vezes por noite. Ainda faço isso com a Lara e ela já tem quase dois anos e meio. O facto da Maria fazer tanto barulho de noite poupa-me o trabalho de me levantar para ver se está a respirar. Está a grunhir? Ok, então está boa. E, fantásticamente, os barulhos dela até me fazem adormecer mais depressa e mais descansada.

 

Com o Milton não acontece isso. Ele, simplesmente, não consegue dormir. E depois levanta-se todo esgroviado para tentar adormecer a Maria embalando-a. Entretanto se não resulta, fica impaciente, enerva-se e enerva-me a mim. Por isso, foi com muita alegria que recebi a notícia de que iria dormir para a sala.

 

Mas não foi para a sala, foi para o quarto da Lara que estava doentinha e acordava várias vezes de noite. Ainda assim, a Lara dorme muito mais horas seguidas que a Maria, que acorda de 2 em 2 horas.

 

Fiquei com a cama só para mim, com a possibilidade de me deitar a meio da cama ou onde me apetecesse e sem a preocupação de ouvir o Milton a resmungar sempre que a Maria estivesse a fazer barulho.

 

De modo que acordei, tranquilamente, de 2 em 2 horas para dar de mamar à Maria e voltei a adormecer rapidamente logo a seguir.

 

Entretanto, pelas 6 horas da manhã, ao acordar mais uma vez com a Maria a querer mamar, chego-me para o lado esquerdo da cama para acender a luz e apanho um grande susto. A cara barbuda do Milton estava ali outra vez, e ele parecia estar a dormir todo descansadinho. Parece que o colchão de brincar da Lara (onde ele decidiu dormir) era muito duro.

 

E pronto, durou pouco... mas foi bom, lá isso foi.

Dom | 24.07.16

Da biblioteca #5 - Livros para crianças de 2 anos

[caption id="attachment_3951" align="aligncenter" width="680"]Livros para crianças de 2 anos Livros para crianças de 2 anos.[/caption]

Descobri 2 livros para crianças de 2 anos maravilhosos!

Continuo a ir à biblioteca quase todas as semanas e, de cada vez que lá vou, trago 6 livros só para a Lara. O resultado disso é que já nem sei bem que livros trazer. Apesar de existirem muitos e diversificados, já devo ter trazido grande parte deles.Alguns já não são adequados para a idade dela, outros serão mais adequados para crianças mais crescidas, de modo que estou numa fase mais difícil em termos de escolha de livros. Chego a repetir empréstimos anteriores.Mesmo assim, da última vez que fui à biblioteca, descobri 2 livros para crianças de 2 anos deliciosos! São da mesma coleção e chamam-se: "Mamã Maravilha" e "Querido Pai".São perfeitamente amorosos!Em cada página têm um pequeno texto, com ilustrações magníficas, onde se retrata uma das facetas do pai ou da mãe do ponto de vista de uma criança pequena. Temos, assim, vários traços da personalidade dos pais: meigos, brincalhões, bonitos, ausentes, divertidos, zangados, habilidosos, entre muitos outros.Já o li à Lara algumas vezes e ela adora. Está numa fase em que aprende muito vocabulário com os livros e memoriza as coisas logo à primeira. Bastou ler os livros uma vez para a ver repetir as situações e frases do livro nos dias seguintes. Por exemplo, abraça o pai, faz-lhe uma festinha e diz-lhe que a barba pica, como a do pai do livro.Estou maravilhada com estes livros. Já vi que existem mais desta coleção e, para a próxima, trago mais.Recomendo-os para esta idade, a partir de 2 anos, que é quando o vocabulário das crianças está a crescer mais rapidamente e a sua percepção do mundo e dos sentimentos também.Boas leituras para os papás e para as crianças!Livros para crianças de 2 anosmamã maravilha 2livros 2 anos 2querido pailivros 2 anos 1querido pai 2
Sab | 23.07.16

Desafio das 52 semanas #33: Tenho medo de…

meditação 7Tenho medo de muito pouca coisa.Nem sempre foi assim. Já fui uma pessoa cheia de medos e muito ansiosa (ansiosa ainda sou). Na minha infância andava sempre apavorada. Por tudo e por nada. Principalmente perante o desconhecido. Era tímida, assustadiça e muito pouco confiante.Lembro-me de andar pelos corredores da escola com receio que reparassem em mim e se metessem comigo. Tinha tanto medo que acho que chamava ainda mais a atenção. Isto deve funcionar mais ou menos como com os animais.Tinha tanto medo que chegou a uma altura em que não poderia ter mais e decidi combate-lo. Não consigo precisar como e quando aconteceu mas, a partir de determinado momento da minha adolescência, comecei a praticar meditação regularmente e a iniciar uma mudança radical na minha vida. Isso ajudou-me muito a pensar claramente e a ver as coisas da forma que elas realmente são. Comecei a crescer, vá.A partir daí decidi que sempre que sentisse medo de alguma coisa devia faze-la ainda mais depressa, sem hesitações. Claro que estamos a falar de medos irracionais, como  de desempenhar determinadas tarefas ou de falar em público. Certamente que não me vou mandar de um penhasco por ter receio de alturas. Bem... podia fazer bungee jumping.Hoje em dia, a ter algum medo que valha a pena mencionar, só se for  de não estar a ser tão feliz quanto poderia ser. Ou de perder tempo em coisas que não valem a pena. Ou medo de olhar para trás e achar que poderia ter feito mais e melhor. Não sei. Não penso muito nessas coisas. Creio que nem esses medos eu tenho porque faço sempre por ser feliz, estar bem disposta e alegre.É uma constante a cada dia.
Sex | 22.07.16

E então Carla, que tal está a correr isso com duas filhas pequenas?

duas filhas pequenas 7É pá, muito bem! Para dizer a verdade mesmo como a sinto, acho que está a correr maravilhosamente.Tenho este feitio estranho de me preparar sempre para o pior, por isso nunca deixei de pesquisar e ouvir todas as histórias mais "duras" sobre ser mãe de duas crianças muito pequenas" (a Maria tem quase 3 semanas e a Lara 2 anos e 4 meses). No entanto, nas decisões de que faço parte, e nas coisas que desejo muito, tendo a ser bastante otimista e esperar sempre que corra tudo pelo melhor. E é assim que está a correr. :)Não vou dizer que isto se faz com "uma perna às costas" e que adoro dormir  3 a 4 horas por noite com intervalos de hora a hora para a Maria mamar. Ou que acho a maior das graças quando a Lara me dá uma bofetada porque não faço o que ela quer (E a rapariga está cá com uma força!) e se põe a gritar e a guinchar de uma forma estridente durante as birras.Existem dias (felizmente poucos) em que é mais difícil. Uma destas noites, a Maria acordou de hora a hora e a Lara acordou a chorar duas vezes, sendo que numa das vezes levantou-se mesmo e não queria mais dormir. Foi muito duro. Mas passou e não existem muitas noites destas.Depois desse dia, andei um bocadinho mais apreensiva (até comentei isso em alguns blogues) e com receio de me ir mais abaixo nas canetas se as noites passassem a ser todas em claro. Mas não aconteceu. A normalidade voltou rapidamente e o nosso estado mental de tranquilidade também.Uma coisa que sempre me fez confusão e chegou a irritar algumas vezes era quando me diziam (geralmente a geração dos nossos pais) que ia ter imenso trabalho com duas filhas, que a Lara ia fazer birras enormes, que eu nunca mais ia dormir, que não ia tomar banho e não ia ter tempo para coçar uma orelha. Resumindo, que a vida se ia tornar numa coisa esquisita e eu iria tornar-me a escrava de duas crianças. Discordei sempre destas conversas.Para já vejo a situação como uma situação de grande alegria e, acima de tudo, uma situação escolhida por mim e com grande planeamento. Fiz muitas contas e muitos planos A, B, C e D antes de decidir ter duas filhas. Logo depois de ter sido mãe da Lara, desejei muito mais um filho (eu e o meu namorado, evidentemente) por isso, quando pensava em ser mãe de duas, era sempre com um sentimento muito bom e muito feliz. Depois, quando me vinham falar apenas no trabalho e nas chatices que dava, ficava logo aborrecida. Mas porque é que as pessoas não dizem: "Vais adorar, vai ser uma alegria imensa! Vais ver que é mais simples do que parece! Dá mais trabalho, mas também tens mais experiência, e a alegria compensa qualquer coisa!"Curiosamente quem me dizia mais estas coisas, eram as pessoas da minha idade. Algumas com dois filhos também.Para quem pensa ter mais do que um filho, posso dizer que por cá tem sido muito bom! A Lara adaptou-se lindamente à irmã. Pergunta por ela, preocupa-se quando ela chora, vai levar-lhe o ursinho de peluche e põe-lhe a chucha na boca. Fala com ela, faz-lhe festinhas e dá-lhe beijinhos.Também diz para a pormos no carrinho para vir ela para o nosso colo, tem ciúmes e diz que o pai é dela e a mãe que tome conta da bebé, deita-se no nosso colo como se fosse um bebé... entre outras atitudes do género. Mas, no geral, está feliz por ter a irmã em casa e não teve nenhum comportamento estranho que durasse mais do que dois ou três dias.A Maria é muito cómica. Em princípio mama, dorme e suja fraldas mas também reclama bastante. Se a coisa não está ao jeito dela grita bem alto até, depois de fazermos mil e uma coisas diferentes (desde cantar, dançar, embalá-la de diversas formas, dar-lhe de mamar, vestir-lhe mais roupa, despi-la, colocá-la no tapete de atividades, colocá-la na cadeira de descanso, colocá-la em cima da cama, colocá-la na alcofa, novamente no tapete de atividades...) descobrirmos o que ela quer. Só aí é que volta a existir alguma tranquilidade sonora em casa. Sempre que está acordada quer estar no colo mas ainda faz muitas sestas grandes o que nos dá muita margem de manobra para fazer outras coisas.A Lara, que pedia a nossa presença constante, brinca cada vez mais sozinha. Claro que lhe damos toda a atenção que sempre demos (sempre somos dois por isso não há razão para não lhe darmos atenção) mas ela entretêm-se cada vez mais com os seus brinquedos e com o seu mundo, mostrando-se cada vez mais independente de nós.Eu aprendi a fazer muitas coisas ao mesmo tempo: dou de mamar à Maria e o jantar à Lara ao mesmo tempo (quando é sopa prefiro dar-lhe eu), entretenho a Lara e a Maria enquanto lavo a loiça ou costuro e vou arranjando sempre um tempo para escrever no blogue todos os dias, para ler e para ver uma série à noite. Isto para além de cozinhar, tratar da roupa, da casa e de tudo o que é preciso. Como qualquer pessoa normal.Não é fácil, nem difícil, é apenas diferente.Ajuda muito a experiência que já temos como pais. Já não entramos em pânico com qualquer coisa, já não nos preocupamos tanto com coisas desnecessárias, já não andamos tão "em cima" das crianças. Neste aspeto, é mais fácil tomar conta de duas do que só de uma. Simplesmente, estamos mais seguros e sabemos (ou julgamos saber) o que fazer. E, estar tranquilo, é meio caminho andado para o dia correr bem e ser produtivo. Uma pessoa cheia de nervos não faz nada de jeito. Eu que o diga.Uma coisa que me deu muita coragem foi pensar em todas as mães que têm gémeos, que têm três ou quatro filhos, aquelas que têm, como eu, duas crianças pequenas mas são mães a tempo inteiro, dão-lhes aulas em casa e passam o dia todo sozinhas com elas... Penso nisso e vejo como a minha vida é simples e descomplicada. E tudo corre bem.[caption id="attachment_4306" align="aligncenter" width="680"]duas filhas pequenas Sempre que faz sol, pegamos em nós e vamos até uma esplanada na praia.[/caption] 
Qui | 21.07.16

Não fazia ideia que um parto normal podia ser assim

parto normal 7

 

O meu primeiro parto não foi exatamente fácil. Fui internada para indução do parto numa terça- feira e a Lara nasceu na quinta, com a ajuda de ventosa (na verdade foi à terceira ventosa).

 

Apesar disso sempre quis ter mais que um filho e não ia ser o parto a fazer-me desistir da ideia.Assim, 18 meses depois da Lara nascer, voltei a engravidar e nem pensei no parto, até uma semana antes de ter de ir para o hospital fazer nova indução.

 

Mais uma vez, passaram as 40 semanas e nada de contrações ou sinais do bebé querer nascer naturalmente.

 

Na perspetiva de voltar a passar por tudo novamente, fiquei um pouco ansiosa mas, no dia em que fui para o hospital, fui dominada por um estado de absoluta calma. Mesmo que tivesse que ficar outra vez uma semana inteira no hospital, mesmo que tivesse que fazer cesariana, não ia preocupar-me antes de tempo. Havia de ser como fosse.

 

Comecei com uns comprimidos vaginais e fui internada. Mais uma vez, nada de contrações. Fui logo colocada a soro pelo que não podia comer nem beber nada, além de um golinho de água muito de vez em quando.Desta vez decidi esperar mais para pedir epidural.

 

Considerava (erradamente) que muito do que tinha corrido menos bem no parto da Lara, tinha sido por causa da epidural, nomeadamente ter que utilizar algália para esvaziar a bexiga e ter necessitado de tanta ajuda para a Lara nascer. Isso porque na altura me disseram que uma vez que tinha epidural não sentia as contrações e não sabia quando devia fazer força.

 

Como os comprimidos não desencadearam contrações, começaram a dar-me ocitocina à tarde. Comecei logo a ter contrações, algumas bem fortes, mas as dores eram bastante suportáveis, pelo que me mantive sem epidural.

 

Entretanto, as dores começaram a ficar muito fortes, mas pelas 20h00 ainda não tinha passado dos 2 dedos de dilatação. Queria esperar para saber se iam parar a indução à noite ou não mas as dores tornaram-se tão fortes que, mesmo depois de saber que iam parar a indução, pedi a epidural.

 

O meu médico aconselhou-me a fazer epidural antes de chegar a um ponto em que, pelo nível das contrações, já não fosse possível administrá-la. Confio totalmente no meu obstetra, o Dr. Rui Mendonça, pelo que nem pensei duas vezes antes de fazer como ele sugeriu. Obviamente, vim a perceber que foi o melhor que fiz.

 

De facto, a presença do Dr. Rui, foi essencial para o meu estado de espírito durante todo o processo. Desde ter conversado comigo várias vezes sobre o que se ia passando, aos conselhos que me dava, o apoio que transmitiu quando me foi ver antes de ir embora e dizer que estaria de prevenção nessa noite e caso fosse necessário chamavam-o, até ter ido ver se o parto tinha corrido bem num dia em que não estava de serviço no hospital. De facto senti-me bastante segura sempre que via a cara conhecida do Dr. Rui, ou não fosse ele o meu obstetra. :)Voltando ao parto, fiz a epidural e passei bem a noite.

 

O Milton foi dormir a casa e voltou na manhã seguinte, quando voltaram a dar-me ocitocina.Perante a perspetiva de passar ali mais uma noite à espera do parto, não fiquei propriamente radiante mas não me preocupei nada. Já sabia o que poderia ser e sabia que não valia a pena stressar. Estava muito mais calma do que há dois anos atrás.Entretanto a dilatação foi-se desenvolvendo devagar... Muito tempo nos 4 dedos e mais algum para os 5 dedos.

 

À hora de almoço estava nos 7 dedos de dilatação e o médico e a enfermeira de serviço (também muito atenciosos e disponíveis) informaram-me que, muito provavelmente, a Maria nasceria nessa tarde.

 

Um fator muito relevante aqui foi o facto do médico, o Dr. André Sampaio, me ir sempre informando dos procedimentos (tal como o meu médico também havia feito) pelo que, se tivessem que usar ventosa ou empurrar a barriga eu já sabia porque é que tinham que o fazer. Ter essa informação faz toda a diferença.

 

Entretanto, cheguei aos 10 dedos de dilatação, e fiquei cheia de esperança. Sim, só mesmo nessa altura é que ganhei consciência que o parto ia ser mesmo naquele dia. Já era um dia mais cedo do que o da Lara, portanto já estava "a lucrar".

 

Durante o dia e até à hora de ir para a sala de partos, a enfermeira Elisabete foi impecável e deu- me sempre reforços de epidural para que eu não sentisse demasido as dores das contrações. Exatamente o oposto do que aconteceu na outra vez em que, várias vezes, me indicaram que preferiam que sentisse algumas dores para poder fazer força melhor. hmpf

 

Aos 10 dedos de dilatação perguntei se podia ajudar no processo e disseram que podia fazer força quando sentisse as contrações. Sim, porque apesar da epidural, e ao contrário do que me tinham sugerido há 2 anos, eu conseguia perceber perfeitamente quando estava a ter contrações porque sentia a pressão na barriga, embora não sentisse a dor. E, mesmo que não sentisse nada, podia sempre ver no aparelho de CTG, que controla as contrações e os batimentos cardíacos.

 

Entretanto, sozinha na sala de dilatação com o Milton, fui ensaiando vários tipos de força. Estava decidida a fazer o que pudesse para evitar a ventosa. Na altura, já com toda a dilatação feita, a bebé ainda estava muito alta e, se não nascesse por si, até às 4h00, ia na mesma para a sala de partos ver se a conseguiam "fazer nascer". Eu já sabia o que isso significava pelo que, com convicção mas muita tranquilidade, primeiro a medo e depois "com todo o profissionalismo de quem viu muitos partos na televisão", pus-me a fazer força como quem está a atuar na novela da noite.

 

A determinada altura pareceu-me estar a sentir uma forma arredondada a fazer pressão para sair. Era mais uma intuiçãozita mas chamámos a enfermeira na mesma.

 

Assim que fez o toque a enfermeira afirmou que ia nascer e disse-me para não fazer mais força. Fomos para a sala de partos. Eu estava toda satisfeita comigo mesma, assim mesmo com uma sensação parvinha que só me dava vontade de rir. Acho que foi porque reforçaram a dose de epidural e aquilo não deixa de ser uma droguinha à base de opiáceos.

 

Na sala de partos estavam 4 pessoas: a maravilhosa enfermeira Elisabete, que além de ser super meiga e atenciosa, mostrou ser firme, querida e extremamente competente, o Milton e eu.

 

De acordo com as indicações da enfermeira, que me fez o parto, fiz força menos de meia dúzia de vezes, durante uns 5 minutos... e a Maria nasceu. Sem dores, sem cortes, sem ventosa, sem empurrões na barriga e sem um grito que fosse.

 

E, apesar da epidural (ou se calhar por causa da epidural e da excelente enfermeira Elisabete) tive sempre consciência do processo todo, sem qualquer dor. Levei apenas 3 pontos de prevenção, num pequeno rasgão pouco profundo, e nem os senti.Esta é apenas a minha experiência, mas posso garantir que este parto foi maravilhoso.

 

Nem nos meus melhores sonhos imaginei que pudesse ser tão fácil e pouco doloroso.Tenho que referir, também, a simpatia de todo o pessoal do hospital de Ponta Delgada, que encontrei: médicos, enfermeiros e auxiliares, todos impecáveis.

 

O parto da Maria foi uma experiência fantástica! O resto da história segue-se em capítulos. ;)

Seg | 18.07.16

5 brinquedos que continuam a fazer sucesso cá em casa

A minha filha é uma rapariga muito conservadora (ao contrário dos pais) e quando as coisas são feitas de uma forma, ela recusa-se completamente a alterar seja o que for na sua execução.

 

O mesmo acontece em relação aos brinquedos. Continua a gostar exatamente das mesmas coisas a que se habituou a brincar quando era mais pequena. Claro que vai introduzindo novas brincadeiras e jogos regularmente no seu dia, mas é bastante fiel às mais antigas.Eis 5 brincadeiras que ela continua a adorar:

 

bolinhas de sabao 2

 

Bolinhas de sabão. Adora! Agora já é ela que faz também.

 

Vai alternando entre fazer as bolinhas e dar a alguém para fazer e rebenta-las. Sempre que vamos a um parque ou jardim, o frasco das bolinhas de sabão não pode faltar.

 

Às vezes também fazemos em casa dos avós, como na foto.

 

caracol de plasticina

 

Plasticina. Sucesso garantido. Diverte-se ela e divertimo-nos nós, os pais.

 

Eu adoro fazer animais, como o caracol da foto. O Milton prefere fazer objetos indefiníveis que cola aos dedos da filha ou nas cabeças dos bonecos. A Lara diverte-se das duas formas. Bem... talvez se divirta mais com o pai.

 

brinquedos 8

 

Apesar de não ser muito apreciadora de bonecas, a Lara gosta bastante de passear o bebé no carrinho pela casa. Gosta de o fazer a toda a velocidade e, às vezes, senta-se ela no carrinho e pede-nos para a empurrarmos.

 

brinquedos 4

 

Esta é apenas uma parte da coleção de peluches da Lara. Ela gosta bastante deles. Costuma levar um dos mais pequeninos com ela para a creche e, quando estou a ler-lhe histórias de animais, gosta de ir buscar o animal de peluche correspondente para ouvir a história connosco.

 

brinquedos 1

 

Cartas com imagens. Estas cartas foram das melhores coisas que comprei na loja do chinês. A Lara entretém-se com elas durante bastante tempo.

 

O desafio é impedir que elas se estraguem muito durante as brincadeiras, uma vez que são de papel. Até agora ainda as temos todas e já têm meses.

Dom | 17.07.16

Comi isto tudo #7 pequeno-almoço e doces

A refeição mais importante para mim é o pequeno-almoço.  

 

Habituei-me a comer bem ao pequeno-almoço e tiro verdadeiro prazer de comer aqueles pequenos-almoços de hotéis, infinitos e variados, e ficar ali durante uma hora inteira a saborear pãezinhos, frutas, crepes e alguns docinhos.

 

Claro que não tomo o pequeno-almoço num hotel muitas vezes e, nos dias comuns (quase todos) tenho que me amanhar na mesma.  Mas, continuo a comer quase invariavelmente as mesmas coisas: um pãozinho com queijo ou manteiga, um capuccino ou leite com cereais e adoçante, uma peça de fruta e um café.

 

Assim, fico bem durante umas 3 ou 4 horas, até chegar a hora do almoço. Outras vezes, se estou com pressa, posso comer umas papas de aveia com fruta e canela, que não saciam tanto, mas são deliciosas como arroz doce  (e sem açúcar nenhum nem adoçante).

 

Hoje deixo algumas imagens do que tenho comido ao pequeno-almoço e de alguns docinhos que também tenho comido.

 

Confesso que tenho abusado de doces, não propriamente na quantidade que como de cada vez, mas pelo facto de comer muito mais do que uma ou duas vezes por semana.

 

Tenho optado por descontrair um pouco neste aspeto. Mas, como continuo a medir a glicemia regularmente e os valores estão aceitáveis, estou tranquila.Segue uma amostra do que se tem comido por aqui:

 

Pequeno-almoço

 

pequeno almoco em casa

Pequeno-almoço de fim de semana, em casa: um pãozinho, ovos mexidos, sumo de laranja natural e pão de banana com canela.

 

papas de aveia com fruta e canela

Papas de aveia com pêra e um toque de canela, uma das minhas especialidades. :)

 

capuccino

Num cafezinho do centro da cidade onde costumo ir e ficar a ler, têm um pequeno-almoço a um preço fantástico. De vez em quando tomo lá esta refeição. Este é o capuccino que tomo com adoçante.

 

baguete com queijo fresco

Baguete integral com queijo fresco para o Milton.

 

croissant misto

Adoro croissants mistos prensados. De massa folhada ou massa de brioche, tanto faz.

 

pequeno almoco no dialogos com canela

 

Aspeto geral do nosso pequeno-almoço no café "Diálogos com Canela".

Ainda faltam os cafés. São cerca de 2,30 € por pessoa.

 

 

Doces

 

pudim de feijão 7

O bolo de aniversário do Milton foi Pudim de Feijão, o seu doce preferido. O melhor que já comi.

 

pudim de feijão

Foto de Bruno Moura.

 

biscoitos

 

Biscoitos sortidos. Achei-os demasiado doces.

 

 

semi frio

Uma experiência de tarte da mãe do Milton que ficou muito saborosa e fresquinha.

 

 

tarte de maca

Tarte de Maçã.

 

 

canela na praia

Uma canela na praia que um vendedor ambulante estava a vender, junto com bolas de berlim.

 

queijada de queijo fresco

Queijada de queijo fresco.

Sab | 16.07.16

Maria #1 - 2 semanas

Maria

 

A Maria fez ontem 2 semanas. O tempo passou a voar!

 

Ainda ontem estava grávida e andava a arrastar a barriga por aí, a aproveitar os dias de sol e a tentar escolher entre as poucas roupas que ainda me serviam, para ir passear.

 

Ainda ontem tive uma das experiências mais surpreendentes da minha vida, com o parto da Maria, simples e rápido, apenas com a ajuda de uma enfermeira e uma auxiliar. Foi bonito e perfeito. Senti que podia ter tido este bebé em casa.Agora a Maria tem duas semanas. Duas semanas em que me sinto ainda mais feliz e completa. Duas semanas em que me redescobri como mãe e como pessoa, em que me superei e surpreendi em muitos aspetos.

 

Foi uma surpresa para mim a facilidade e calma com que consigo cuidar de duas filhas ao mesmo tempo e ainda tratar da casa (uns dias melhor que outros). A forma como me controlo e tento ser uma mãe melhor e mais paciente quando a Lara tem ataques de ciúmes e de birras.

 

O mais difícil para nós nem é não nos passarmos e gritarmos, o árduo é não nos escavacarmos a rir quando a Lara começa a gritar descontroladamente, a bater com os pés e as mãos no chão e a correr para o quarto aos gritos e guinchos como uma desesperada.

 

É tão bizarro que só nos dá para rir (embora não o façamos à frente dela porque iria, certamente, ferir-lhe os sentimentos).Claro que tenho dias em que ando extremamente irritada e todos me parecem "o inimigo".

 

Sinto-me aborrecida por estar em casa tanto tempo, por passar grande parte do dia a tratar da roupa e da loiça, a cozinhar, a dar de mamar, a arrumar a casa e a fazer uma "vida de fada do lar" com a qual não me identifico grande coisa.Mas, depois, penso em todas as razões que tenho para andar super feliz e a má disposição passa depressa.

 

Para além da minha família que dá sentido a tudo e muita qualidade a todos os meus minutos, ainda faço uma série de outras coisas de que gosto: escrevo neste blogue, leio bastante, vejo filmes e séries, aprendo muitas coisas novas todos os dias, descubro a cada dia mais youtubers interessantes para seguir, aprendo umas receitinhas saudáveis novas...

 

Quanto à Maria:

  • Continua a ter entre as suas atividades preferidas mamar, dormir e ficar no colinho a ser embalada.

  • Não chora muito tempo seguido, mas choraminga muitas vezes, só se calando no colo ou a mamar.

  • Acorda de noite em intervalos de 2 ou 3 horas para mamar.

  • Já arrota mais vezes ou os pais já aprenderam a colocá-la a arrotar de uma forma mais eficaz.

  • Gosta de estar no colinho da irmã, encostada à barriga dela.

  • Gosta muito de festinhas na cabeça e sorri quando lhe faço festas (ainda será um sorriso involuntário mas consola na mesma).

  • Passa muito mais tempo de olhos abertos (cerca de 2 a 3 horas por dia).

  • Gosta muito de tomar banho mas não gosta de mudar a fralda e ser despida e vestida.

  • Não gosta de claridade nem de barulhos. Percebemos que um dos motivos que a faz chorar é o barulho e muita confusão à volta dela.

  • Com duas semanas já não cabe nas roupas de recém nascido, que seriam até um mês. O que a irmã vestia aos 2 meses, já lhe está à justa. A partir de agora, só roupa de 1 a 3 meses que assenta mesmo bem, nem fica folgada.

  • Já saiu conosco algumas vezes para esplanadas, ficando a dormir o tempo todo no ovinho.

Quanto a mim, estou agora, duas semanas depois do parto, na mesma fase em que estava um mês e meio depois do parto da Lara. Já não me doem os pontos, a barriga está bastante mais pequena, os mamilos ainda doem um pouco mas já não têm feridas e nem preciso de usar creme de lanolina.

 

Comecei ontem a usar a cinta pós parto e, apesar de ser xs, não me aperta e sinto-me muito confortável com ela.O meu peso não tem diminuído. Perdi na primeira semana 8 dos 14 quilos que ganhei na gravidez mas mantenho-me nos 56 quilos.

 

Tenho comido muito e como gelados quase todos os dias. Vou tentar comer melhor e deixar os doces mas não é tanto para emagrecer. É mesmo para poder dar o exemplo às minhas filhas e por causa da minha própria saúde.

 

De resto, à parte de alguns dias em que estive com um humor péssimo, sinto-me bastante bem e tranquila. Parece que tive sempre duas filhas  e quase que sinto que é mais fácil tomar conta de duas do que só de uma.

 

O facto é que relativizamos muito mais as coisas e não nos preocupamos tanto com coisas desnecessárias.Até agora tudo muito calmo.

Sex | 15.07.16

Comi isto tudo #6 Quinta dos Açores

Pequeno- almoço na Quinta dos Açores e almoço na Associação Agrícola de São Miguel, naqueles dias em que fingimos que estamos de férias.

 

Já há algum tempo que queria experimentar o pequeno almoço da Quinta dos Açores.

 

O preço é bastante apelativo (8,50€ para duas pessoas) e os produtos também parecem ser muito bons. De modo que lá fomos numa manhã de fim de semana. Tinhamos tentado ir antes mas informaram-nos que só faziam os pequenos-almoços aos fins de semana e feriados.

 

No geral gostei.De positivo tenho a dizer que as compotas são deliciosas e o queijo também é muito bom. As quantidades são muito generosas e, para quem não come demasiado, o pequeno- almoço dá perfeitamente para dividir por 3 pessoas.

 

Servem um cestinho de pão, um queijo fresco bastante grande, queijo da ilha, 3 compotas diferentes, manteiga, café com leite, salada de fruta e iogurte líquido da quinta dos Açores. É muita comida para duas pessoas.

 

Acho que o queijo é muito e o pão devia ser mais variado, com algumas fatias de pão integral e bolo lêvedo. Iogurte e café com leite não me fazem muito sentido. Ou bebo uma coisa ou outra.

 

Teria preferido água ou café expresso, que pedimos à parte.

 

Outra coisa que não aprecio muito na Quinta dos Açores é o facto de não existir qualquer flexibilidade com os menus. Não podemos comprar meio cesto de pão ou algumas fatias, temos mesmo que comprar um cesto inteiro, mesmo que queiramos apenas duas fatias para comer o resto do queijo que falta. Ou, por exemplo se não gostar de queijo fresco e pedir para trocar por outro, também não trocam...

 

Fico um bocado azucrinada com essas coisas mas pronto. Lá comprámos outra cesta de pão... Nem é pelo dinheiro, é mesmo pelo desperdício desnecessário de comida.

 

De resto, adoro o sítio e a comida hei de estar lá batida com muita frequência.

 

quinta dos acores 4

 

quinta dos acores 2

 

quinta dos acores 7

O pão é razoável mas ficaria melhor com um bolinho lêvedo e um pãozinho integral a compor.

 

quinta dos acores

 

Sanduíche Club, pedida pelo Milton num outro dia em que fomos à Quinta dos Açores. Deliciosa!

 

Fomos também, um destes dias, almoçar à Associação Agrícola de São Miguel, onde nunca tinha ido.Já tinha ouvido falar muito bem do bife deles e confirma-se.

É magnífico!

 

bife associacao

Ter | 12.07.16

Comi isto tudo #5 Lanches

Uma das minhas maiores preocupações e áreas de interesse é a alimentação.

 

Já nem consigo dizer quando é que isto surgiu mas a  minha obsessão preocupação em seguir uma dieta saudável vêm acentuando cada vez mais.

 

Acontece que adoro comer. E gosto de comer de tudo, inclusive coisas pouco saudáveis como doces. Acontece também que se seguirmos uma alimentação saudável mas demasiado restrita e causadora de stress, não estamos a fazer muito bem à nossa saúde.

 

E como gosto muito de petiscar um docinho, se eliminar os doces completamente da minha dieta entro num estado de stress pouco aconselhável. Por isso decidi relaxar um bocadinho e, pelo menos uma ou duas vezes por semana, permito-me comer uma coisinha menos nutritiva mas muito saborosa.

 

Como sou prediabetica, controlo a glicemia com uma regularidade semanal e posso afirmar que o meu maior problema são os pequenos almoços e lanches, principalmente quando como muito pão (mesmo integral), bolachas e capuccino.

 

Tenho controlado isso pesando o pão (que não deve ter mais de 50g a cada refeição de lanche ou pequeno-almoço) e tentando não o misturar com capuccino.

 

Deixo-vos alguns exemplos do que costumo comer ao pequeno-almoço, lanche e a meio da manhã, aquela altura em que transgrido mais a dieta, principalmente quando vou beber café fora. 

 

pequeno-almoço

50 g de pão com margarina, queijo ou fiambre (às vezes uso manteiga);

um copo de 200 ml de leite sem açúcar, uma maçã pequena e um café.

 

snack 7777

 

Bolo de banana, maçã e tâmaras sem açúcar e sem farinha.

Docinho e saudável, pode comer-se ao pequeno-almoço, lanche ou como snack entre refeições.

 

snack 7

Arroz doce feito por mim.

 

Adoro e não leva muito açúcar.

 

snack 5

Às vezes acompanho o café a meio da manhã com um folhado de maçã.

 

snack 8

Panaché de maçã. Só bebi uma vez mas é muito bom, sabe a tarte de maçã.

 

snack 4

Gelado muito pequenino mas muito saboroso para matar o desconsolo sem perniciar muito.

 

snack 3

Bolinho de amêndoa do Louvre Michaelense.

 

snack

O clássico café com pastel de nata.

 

lanche 2

Lanche: tarte de aveia e maçã com queijo e nozes e um iogurte.

 

peq almoço 3

Pequeno- Almoço: pãozinho com queijo, leite com cevada e adoçante stevia, e uma maçã.

 

peq almoço 2

Pequeno-Almoço: Meio pão integral torrado com manteiga, leite com cevada e adoçante stevia, e uma pêra.

 

lanche

Lanche: 4 bolachas Maria, meia dúzia de nozes e um copo de leite sem açúcar.

Seg | 11.07.16

Pão de Banana com sabor à minha infância

Quando era pequena (cerca de 5 anos) a minha "ama" era uma vizinha que tinha uma neta da mesma idade que eu. A minha mãe pagava-lhe para tomar conta de mim enquanto os meus pais estavam a trabalhar.
 
A senhora tinha uns hábitos educacionais e éticos um pouco duvidosos, como ajudar a neta a ganhar-me nos jogos e, em conversas com outros vizinhos à nossa frente, elogiar o bom comportamento da neta em oposição ao meu , de "maria rapaz" e rapariga destrambelhada que se sujava toda a subir a árvores e a brincar na terra.
 
Fora isso, eu gostava de lá estar. Gostava muito da neta da senhora, de brincar com ela e a senhora também era razoavelmente agradável a maior parte do tempo em que não estava a minar a minha autoestima. Ensinava-nos a fazer renda, e deixava-nos fazer pão com ela, debulhar milho e uma série de coisas que não fazia na minha casa e eram francamente divertidas.
 
A senhora também fazia uma comidinha muito boa e uns pãezinhos de canela divinais. Ela chamava-lhes broas e eram do tamanho e formato de bolas de pão mas escurinhas, encorpadas e com um sabor maravilhoso a especiarias.
 
Esta conversa toda para dizer que encontrei uma receita que me faz lembrar muito aquelas broas fantásticas.
 
A consistência e o formato são diferentes mas o sabor lembra-me em tudo aqueles momentos doces da minha infância.Falo-vos de pão de banana com canela.
 
Faço para o lanche de toda a família e como simples ou com queijo, como se fosse um pão normal. Desta vez fiz numa forma de tarte porque não tinha outra mas já comprei uma forma de silicone em forma de pão de forma, para poder cortar o pão de banana às fatias.
 
Este é um pão perfeito para a lancheira das crianças, ou para levar para o trabalho. Não tem muitos ingredientes, e é realmente muito simples de preparar.
 
A consistência é a de pão mas o sabor é de bolinho bom.Espero muito que gostem, eu adoro!Segue a receita tal como a fiz (já se sabe que gosto sempre de introduzir algumas alterações à receita original).

Pão de Banana

 

  • 6 bananas dos Açores bem maduras

  • 8 tâmaras descaroçadas

  • 3 colheres de sopa de manteiga

  • Sumo de meio limão

  • 2 colheres de chá de canela

  • meia chávena de farinha de arroz

  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

  • 4 ovos

  • 1 pitada de sal
     


    Pré-aquecer o forno a 180°.

    Colocar todos os ingredientes no copo da bimby e misturar na velocidade 7 durante 30 segundos.

    Colocar a mistura numa forma de silicone e deixar cozer durante cerca de 20 a 30 minutos (depende do forno).

    Bom apetite!


    pão de banana


    pao de banana 3


    pao de banana 2


    pao de banana 1
 
Dom | 10.07.16

A primeira semana de um recém nascido

Maria 1 semana

 

Bem, não será bem a primeira semana de um recém nascido mas a primeira semana da Maria.

 

Apesar das semelhanças entre bebés, provavelmente, terão alguns comportamentos bem diferentes entre eles.De modo que vou fazer um resumo do que tem sido esta primeira semana como mãe de duas meninas.

 

 

A Maria (o recém-nascido)

 

Come, dorme e faz cocó e chichi.

 

Vá, e choraminga de vez em quando, geralmente quando quer mamar, mas também quando quer colinho. Já está a ganhar umas manhas.

 

Desta vez decidi dar de mamar quando ela quiser, de modo que, muitas vezes, mama em intervalos de menos de uma hora. É a parte mais cansativa da coisa porque, ao contrário do que imaginava, não me livrei de ter os mamilos gretados e muito doridos.

 

Nada que se compare com o que aconteceu com a Lara, mas mesmo assim, é doloroso.

 

Gosta de estar ao colo da irmã e de ver as nossas caras, segue-nos com o olhar e sorri quando lhe fazemos festinhas no cabelo (pronto ainda é um sorriso involuntário mas acho que significa agrado).

 

Não gosta de ser muito mexida, principalmente para despir e mudar a fralda mas adora tomar banhinho.Mama bastante, logo desde a primeira hora em que nasceu. Mas não chora muito para mamar. Em vez disso abre muito a boca e diz: Ah ahahahaha Ah ah ah.

 

É cómica.Às vezes adormece a mamar e mama apenas 5 minutos e muito devagar. Nessas altura é um bocado aborrecido porque está sempre a querer mamar e entramos num ciclo de mamadas curtas e seguidas. Pode durar horas...

 

Quando nasceu, ficou cheia de babas, manchas e borbulhas vermelhas pelo corpo todo, mas passou em menos de 3 dias. Parece que é uma espécie de alergia ao ambiente "cá fora" e é mais ou menos comum.

 

Ainda não tinha uma semana e levámos a Maria para uma esplanada perto do mar. Com a Lara nunca fizemos isso. Só saíamos para o centro de saúde.

 

Não vamos com a Maria para sítios fechados, cheios de gente ou com barulho mas, se estiver bom tempo, damos uma voltinha ao ar livre. Ela mama em qualquer lado e passa o resto do tempo consoladinha a dormir. E a nós, pais, também faz muito bem sair um bocado de casa.

 

Eu

Antes da Maria ter uma semana, já dei uma voltinha pela cidade, passei a tarde com a Maria e o Milton numa esplanada e fui almoçar com amigas. Soube-me pela vida mas talvez tenha exagerado um pouco nos movimentos. Como só levei 3 pontos achei que estava 100% apta para uma vida normal. Só que não. Ainda hoje me ardem os pontos e às vezes nem tenho posição para me sentar. Não devia ter andado tanto e ter pegado em pesos logo depois do parto. Decidi abrandar um pouco até os pontos cairem e começar a fazer caminhadas só daqui a 5 semanas, depois de ir à consulta com o obstetra.

 

Uma semana depois do parto, perdi 8 quilos. Falta-me perder 5  ou 6 para voltar ao meu peso normal. Estou com 56 quilos.A subida de leite, que aconteceu no 4º e 5º dias depois do parto foi bastante pacífica: sem febre, sem dores insuportáveis e sem necessidade de fazer mais do que amamentar a minha filha sempre que ela pedia. Em menos de nada, tudo estava normal.

 

Em relação ao humor, sinto-me nas sete quintas. Bendita oxitocina. Sinto-me completamente apaixonada pela minha bebé e feliz da vida.Tenho tido tempo para tomar banho, comer, brincar com a Lara, ver uma série à noite e, às vezes, dormir 3 horas seguidas.

 

Milton

 

Anda um bocado mais aborrecido que eu (falta-lhe a oxitocina).

 

Às vezes falta-lhe a paciência para a Lara e vê-se que lhe custa imenso estar metido em casa em dias de sol. Normal. Combinámos que, nos dias de bom tempo, ao fim de semana, ele vai passear com a Lara e eu fico em casa com a Maria. 

 

Ainda não saímos todos ao mesmo tempo porque a Lara está muito mexida e é preciso ter toda a atenção focada nela. E eu não me importo de ficar em casa com a Maria. Saímos com ela nos dias de semana.

 

 

Lara

 

Nos primeiros dias fez mais birras e foi preciso ficar com ela na cama à noite, para adormecer. Estava muito carente e abraçava-nos muito. Ainda faz isso, mas menos.

 

Na verdade, ela reagiu muito melhor do que esperávamos. Gosta de ter a irmã ao colo, de lhe por a chucha e de a ver dormir. Dá-lhe beijinhos e faz-lhe festinhas no cabelo.

 

Tentamos dar-lhe toda a tenção possível mas de forma parecida com o que já fazíamos, nem mais nem menos.Na creche também tem reagido normalmente, embora esteja mais mimosa num ou outro dia.Estes primeiros dias têm sido bastante calmos.

 

Como o Milton está comigo em casa, vamos repartindo as tarefas e nenhum se encontra especialmente cansado.

 

Vamos ver por quanto tempo conseguimos manter o ambiente tão tranquilo.Julgo que para isto estar a correr desta forma muito contribui o facto de já termos alguma experiência e não stressarmos tanto com pequenas coisas.

 

Noto que estou muito menos nervosa e nada insegura. Isso ajuda mesmo muito. Quase que é mais fácil tomar conta de duas do que só de uma (neste caso quando só existe uma).

Quando a Lara era recém nascida, sentia-me muito mais nervosa e cansada do que agora. Isso é garantido.

Sab | 09.07.16

Lara #5

A minha filha Lara, de 2 anos, percebe mais de recém nascidos que os pais

 

chucha

 

Ainda a Maria tinha menos de uma semana, estava choramingar na cadeirinha. Já lhe tinha dado de mamar, a fralda estava limpa, já tinhamos falado com ela, embalado e nada. Continuava a choramingar.

 

A Lara, com aquele arzinho sério que ela faz sempre que se trata da irmã, pegou na chucha da Maria e colocou-a na boca da bebé. Calou-se instantaneamente.Ficámos impressionados. Com a intuição da miúda e com a nossa falta de jeito.

 

O que acontece é que a Maria rejeita quase sempre a chucha. Por isso nem tentámos dar-lhe.

 

Mas, por algum motivo, a irmã percebia que ia resultar (ou então foi sorte).É engraçado que, sempre que a bebé chora, a Lara sugere que ela mame ou que se dê a chucha. É tudo tão simples e eficiente na cabeça das crianças... Nós é que complicamos.

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