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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 29.03.16

Da biblioteca #3

É impressionante como saímos da biblioteca com um saco cheio de livros e a Lara desfolha-os todos, sem exceção. E ainda encontra tempo e interesse para brincar com os seus.Todos os dias pega em 2 ou 3 e pede para lhe lermos as histórias. Algumas pede para repetirmos várias vezes. Se não fosse a biblioteca, não sei como nos "safaríamos ".

 

Trouxemos estes, na nossa ultima visita:

 

 

livro 5

 

livro 3

Gosto muito deste livro por ter destaques em papel brilhante. A Lara também acha piada.

 

Na verdade acho que já não é para a idade dela. Embora ainda não fale, nem diga nenhuma das palavras presentes no livro, já conhece todas as figuras e se lhe perguntarmos onde estão aponta tudo corretamente.

 

Mas é tão bonito que não resisti a trazê-lo.

 

 

 

 

livro 2 livro 1

Este é giro porque é em formato desdobrável e, por ter uma base em preto e branco, as figuras coloridas destacam-se bastante. A Lara gosta muito dele e pede para o ver muitas vezes. É daqueles que vemos 2 ou mais vezes seguidas. O problema é que, depois de contar as figurinhas todas, fico quase a ressonar.

 

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Este é mesmo dos preferidos delas, senão o preferido desde sempre.Já trouxemos vários desta coleção e ela brina muito com eles sozinha porque, além das ilustrações engraçadas tem muitas janelinhas em cada página que ela adora abrir.livro 16 livro 15

Este livro do Pedrito Coelho também é um livro de janelas. Difere pelo tema da história.Também faz muito sucesso, principalmente à noite, antes da Lara dormir.

 

livro 77livro 10

 

Passo sempre muito tempo na biblioteca a tentar escolher livros de histórias para ler à Lara antes do dormir.

 

Já trouxe do Ruca, histórias de princesas, da Anita, histórias de animais... e nunca gosto especialmente de nenhuma história. Parecem-me sempre meio ridículas e desprovidas de sentido.

 

Trouxe este meio à sorte e acabei por gostar bastante. É divertida, junta personagens de várias histórias infantis e até tem muito suspense (infantil mas, ainda assim, suspense).

 

Acho que gosto mais dele que a Lara  e já o lemos várias vezes.Estes vão durar umas 2 semanas mas já está na altura de pensar nos próximos. :)

Seg | 28.03.16

O presente de 2 anos da Lara

A Lara fez dois anos e estávamos um pouco indecisos em relação ao que lhe havíamos de oferecer.

 

Normalmente não lhe compramos muitos brinquedos, nem caros. Optamos por comprar plasticina, tintas, pincéis e coisas que ela pode usar com criatividade, amarfanhar e deitar fora (ou não).

 

Também decidimos que não íamos comprar brinquedos muito grandes porque não temos muito espaço em casa e não seria muito pertinente encher tudo de coisas de que ela se podia cansar depressa.Bem... entretanto chegaram os dois anos e tivemos vontade de lhe comprar um brinquedo "mais consistente". Estávamos indecisos entre uma tenda e uma cozinha e ganhou a cozinha.

 

Como a Lara gosta mesmo é de carros e livros não sabíamos muito bem como ia reagir a uma cozinha.

 

O facto é que também se entretém bastante a abrir e fechar o roupeiro do quarto e bem que tenta fazer o mesmo com as gavetas e armários da cozinha. Por outro lado, uma cozinha de brincar terá bastante arrumação e comecei logo a pensar em enfiar lá dentro os tachinhos, panelas, copos, chávenas e colheres que ela tem.

 

Depois de uma demorada pesquisa na Amazon de Espanha chegámos a um consenso. Escolhemos uma cozinha cuja relação qualidade/preço nos pareceu bastante aceitável e encomendámos. Em duas semanas chegou a encomenda em forma de muitas tábuas e parafusos. Duas horas de montagem depois, tinhamos uma cozinha para apresentar à Lara.

 

Ela adorou! Na primeira noite, numa das muitas vezes em que acordou de madrugada, fez uma birra enorme porque queria brincar com a cozinha. É capaz de passar mais de uma hora a abrir e fechar gavetas e armários, a fingir que lava as mãos no lavatório e a servir-nos pratos e chávenas de comida imaginária.

 

Em relação à qualidade da cozinha não nos parece mal mas dois dos botões do fogão vieram danificados. Como é algo que julgamos resolver facilmente com uma pintura e um pouco de cola não vamos reclamar mas, pelo que sabemos por amigos e reviews no site da Amazon, eles trocam os produtos sem qualquer problema.

 

De modo que posso afirmar que estou muito satisfeita com a aquisição. E com a Amazon. Os portes de envio foram de 12€ e, mesmo assim, ficou-nos muito em conta em relação às alternativas (de plástico) que encontrava aqui em Ponta Delgada. Acho que vou passar a comprar tudo o que puder na Amazon.

 

cozinha de brincar 3

 

 

 

cozinha de brincar 4

 

cozinha de brincar

Dom | 27.03.16

Quando começamos a sentir o bebé pela primeira vez

bebé

 

Provavelmente, antes do parto, sentir o bebé a mexer é um dos momentos mais esperados por todas as grávidas.

 

Andei nessa espera/ansiedade desde as 14 semanas. Depois de jantar, ficava deitada com as mãos sobre a barriga a tentar descortinar algum movimento leve que pudesse ser um pontapé do bebé.

 

A partir das 15 semanas já suspeitava que sentia qualquer coisa mas, sinceramente, nessa altura ainda é muito difícil discernir os movimentos do bebé dos movimentos próprios da barriga (como os gases por exemplo). Pelo menos comigo foi assim. Desconfiamos e tal mas certezas não temos.

 

Senti os primeiros movimentos do bebé às 19 semanas. Aqui já não existia qualquer tipo de dúvida. Não eram gases. Ainda não é um movimento muito forte mas é bastante notório e torna-se cada vez mais regular.Nos dias seguintes continuava a sentir os movimentos (mais à noite, deitada de barriga para cima e quando comia algo doce ou bebia chá quente) mas existem dias mais movimentados que outros.A partir da 20ª semana, os movimentos tornam-se mais regulares.

 

Para mim, que sou um bocado paranóica, a gravidez tem a melhor fase depois das 20 semanas, quando começo a sentir o bebé com regularidade (pelo menos de manhã e à noite) e a sentir-me verdadeiramente grávida.

 

Parece que passamos para esta fase de repente, a barriga cresce bastante, o bebé mexe-se e surge uma vontade enorme de fazer o ninho, escolher roupa, arranjar carrinho e berço, levar à escola, poupar para a universidade... Pronto estou a exagerar. Mas, para mim, nesta altura as coisas tornam-me mais reais ainda e fico cheia de genica e com vontade de agarrar o tempo e esticar as horas.

 

Depois chegamos às 37 semanas e parece que o tempo pára e cada dia parece um mês inteiro.

Sab | 26.03.16

Quinta dos Açores - Um dos meus sítios preferidos

Sempre que podemos, eu e o Milton deixamos a Lara com os avós e tiramos umas horas só para nós, no fim de semana, para ler e beber café demorado. Às vezes aproveitamos para almoçar.

 

Um dos nossos sítios onde mais temos estado é na Quinta dos Açores, junto ao parque urbano de Ponta Delgada.

 

São vários os motivos para isso:

 

- O ambiente é muito luminoso e agradável, ótimo para ler.

 

- A esplanada é totalmente coberta o que é ótimo no inverno. Mais uma vez podemos estar ali completamente confortáveis, a apreciar uma paisagem fantástica, mesmo se estiver um temporal lá fora.

 

- Têm uns gelados, da marca Quinta dos Açores, maravilhosos.

 

- Para almoçar, têm uns hambúrgueres (e outros pratos) muito bons com várias alternativas saudáveis de acompanhamento. Costumo pedir legumes salteados.

 

- Os preços são bastante convidativos. Come-se mesmo muito bem por valores entre os 15€ e os 20€ por casal.

 

Já nos podemos considerar clientes frequentes.Geralmente vamos de manhã e saímos depois de almoçar porque, pelas 13h30 já estão completamente cheios de gente e de barulho.

 

Se estiver bom tempo ainda damos um passeio pelo parque que, embora possa ganhar umas otimizações, é muito bonito e agradável.

 

 

 

 

Quinta-dos-Acores-2

 

parque da cidade

Sex | 25.03.16

Uma amostra do que se ouve cá em casa

Pai a ensaiar

 

Na creche da Lara comemoram o dia do pai de várias formas. Uma delas consiste em levar cada pai à creche, durante algumas horas de um dia do mês de março, para fazer algo especial com o filho e as outras crianças da turma.

 

Há pais que levam gatinhos, plantas ou pombos correios. Outros fazem teatros de fantoches. Outros dão aulas de ginástica.

 

O Milton vai levar uma viola e tocar umas músicas da carochinha (antes ele que eu). Bem... tem sido fofinho vê-lo a treinar as músicas à noite com todo o afinco.

 

A Lara costuma vir chamar-me à sala para ver o pai a tocar (ou para brincar com ela enquanto ele está entretido).

 

Podem ouvir um ensaio aqui.

 

Os sons de fundo sou eu e a Lara a fazer letras de plasticina. :)

Ter | 22.03.16

Sou mesmo uma flor de estufa

reclamar 7
 
 
 
Desde a semana passada que ligo várias vezes por dia para o Centro de Saúde para marcar uma consulta de nutrição.
 
 
A senhora atende e diz que a nutricionista não está, eu que ligue mais tarde. E ligo mais uma vez num horário diferente, e outra e outra.
 
 
Farto-me.
 
 
Reclamo.
 
 
Ficam finalmente com o meu número.
 
 
Passa uma semana e ninguém me diz nada.
 
 
Ligo e volto ao mesmo. Ligue mais tarde.
 
 
Reclamo e peço outro nutricionista, qualquer um que tenha disponibilidade.
 
 
Atende-me uma nutricionista muito espevitada que diz que só tem vaga para o mês que vem, eu que aguarde até lá.
 
 
Explico que preciso de acompanhamento mais cedo, que estou grávida, no terceiro semestre, tenho intolerância à glicose e uma fome incrível a toda a hora.Ela diz que continue a dieta passada anteriormente.Eu explico que, precisamente a dieta passada anteriormente já não se adequa, porque estou numa fase diferente e, daqui a um mês se me marcarem consulta para mais tarde ainda... provavelmente já estarei a metade do trimestre.
 
 
A senhora insiste que tenho que aguardar para o próximo mês.Quero reclamar? Ótimo. Pode ser que assim contratem mais gente.
 
 
Sinto-me verdadeiramente idiota.
 
 
E percebo que não preciso de nutricionista nenhum.Com a camada de nervos com que fiquei à tarde, de caminho preciso é de um psicólogo. :D
 
 
Acho que me vou desenrascar muito bem com os menús para prediabeticas grávidas que encontro na net.
 
De certeza.
 
 
Devo ter a mania que sou especial para querer agora um nutricionista.
 
Coisas de flor de estufa.
 
 
 
 
Ter | 22.03.16

Outra vez o açúcar...

E a Lara fez 2 anos. E (que eu tivesse visto) não comeu doces.Ainda não dou doces à minha filha.Já experimentou gelado, porque eu estava a comer um e ela pediu para experimentar e não gostou.Já comeu uma vez um bocadinho pão de ló (sem creme de ovo) e come bolachas maria.Não lhe dou doces de pastelaria, chocolates ou qualquer coisa que tenha açúcar refinado.No dia de anos dela não comeu bolo de aniversário porque tinha açúcar e creme de ovos.Pressionada por outras pessoas, no dia seguinte, dei-lhe a provar um bocadinho do bolo. Não quis. Reagiu como reage a tudo o que é desconhecido. E é assim que quero que seja com o açúcar durante muito tempo: desconhecido.Eu não critico quem dá doces aos seus filhos pequenos de vez em quando. Não me cabe julgar ninguém porque também não gosto que me julguem. Uma coisa é dar doces todos os dias e outra é deixá-los comer doces numa festa ou uma sobremesa por semana.Todos somos diferentes e cada mãe e pai farão o que consideram melhor para o seu filho. Tudo o que temos que fazer é respeitar a posição dos outros e não contrariar o que os pais decidem ser melhor.Eu optei por adiar o mais que puder a introdução de doces na alimentação da minha filha. É a minha decisão (e do pai) e não defendo que todos tenham que fazer como eu. Longe disso. Defendo apenas que a decisão dos pais deve ser respeitada.Confesso que sinto muitas dificuldades em manter a minha filha longe de doces e manter a minha sanidade mental ao mesmo tempo. Existe toda uma pressão social para lhe dar doces. Sinto-me criticada e julgada constantemente. Não que isso me tire o sono mas já me deixou, algumas vezes, a questionar se o que eu estava a fazer era o mais correto.Isso originou uma renovada série de pesquisas sobre a alimentação infantil e as características do açúcar. E, mais uma vez, a certeza absoluta de que esta era a melhor decisão para mim e para a minha família.O que me chateia mesmo nesta pressão social, é o facto de me colocar a duvidar de mim mesma, ainda que por poucos minutos.É por isso que sinto necessidade de explicar a minha opção.Várias pessoas já me disseram que dava pena ver que a minha filha não comia doces. A mim dá-me muita pena que não me tenham impedido de comer doces quando era pequena.No tempo dos meus pais não se falava dos malefícios do açúcar. Não como agora. Sabia-se que fazia mal aos dentes mas ninguém associava o açúcar a "doenças sérias". De modo que sempre comi muitos doces. Hoje sou uma viciada em açúcar, pre diabética e sofro com isso.Eu sei que comer um doce de vez em quando não vai fazer um mal imediato à minha filha. O que estou a fazer não é a impedir que ela coma este ou aquele doce. Estou a educar o seu paladar, estou a educá-la para se alimentar o melhor possível ao longo da vida. E acredito que isso só será possível se adiar o mais que puder a introdução dos açúcares simples na sua alimentação.Eu sou responsável pela saúde da minha filha.Eu sou esclarecida e sei exatamente o mal que o açúcar faz.Sei que o açúcar é viciante. Sei que quanto mais cedo der açúcar à minha filha mais estou a contribuir para que mais tarde, tal como eu, seja viciada em açúcar e venha a sofrer com isso.Sei que o açúcar provoca doenças silenciosas que são um caso muito sério de saúde pública no mundo.Já todos conhecemos os malefícios do açúcar pelo que não vou estender-me muito sobre isso mas, para quem quiser uma lista detalhada sobre isso pode ver aqui.Robert Lustig, um endocrinologista pediátrico publicou o artigo «A Verdade Tóxica sobre o Açúcar» em que afirma que "o açúcar é tóxico, induz dependência e deve ser visto como um verdadeiro problema de saúde publica. O professor pede a intervenção das autoridades de saúde - defende um controlo sobre a venda idêntico ao que se faz com o álcool, que é proibido a menores de 18 anos - e propõe que os governos taxem os alimentos que tenham açúcar adicionado."Ver mais sobre este assunto aqui.Posto isto:Se de um lado da balança fica a minha aparência social e do outro a saúde da minha filha eu não hesito nem uma vez. Não me importa o que pensem ou digam. Eu sei que estou a fazer o melhor para a minha filha e, da mesma forma que ninguém me vai convencer a dar-lhe um cigarro, ninguém me vai convencer a dar-lhe doces.Se um dia ela quiser fumar, não a vou impedir.Se, conscientemente ela quiser comer doces, não a vou impedir.Dar-lhe um cigarro ou um doce para as mãos ou ver alguém a fazê-lo sem impedir também não vai acontecer.Não lamento.Deixo as minhas respostas para as questões que me colocam ocasionalmente:Mas qual é o mal de lhe dares um doce de vez em quando? Eu não pretendo, simplesmente, proibir a minha filha de comer açúcar, eu quero criar hábitos de alimentação saudável na altura mais importante da sua educação alimentar. Se eu lhe der um doce de vez em quando estou a arruinar isso. Estou a dar-lhe a provar uma coisa que só lhe faz mal, não acrescenta nada à sua saúde e que ela não quer comer por iniciativa própria porque não conhece.Ah mas ela quer provar um docinho, coitadinha. Vejam como ela está a olhar para a mesa dos doces...Ela quer? Ela também gostaria de brincar com facas e não há nada que peça mais do que cerveja, quando o pai está a beber. Devo dar-lhe? Coitadinha, se calhar devo dar-lhe o que ela quer para não ficar traumatizada.Também não podes ser assim tão radical. Não vais conseguir impedir toda a gente de lhe dar doces!Quando se trata da saúde e do bem estar da minha filha não só posso como devo.A saúde e o bem estar da minha filha é a minha responsabilidade (e do pai) e a minha prioridade.Somos nós pais que temos obrigação de procurar informação, junto dos pediatras e outros profissionais de saúde, no melhor interesse dos nossos filhos. É isso que fazemos. É em informação profissional que me baseio para educar a minha filha para uma alimentação saudável.Quem lhe quer dar doces baseia-se em quê? Numa vontade rápida e fácil de agradar à criança e fazer-lhe um agrado? Num prazer efémero que lhe será agradável mas poderá colocar em causa a sua saúde no futuro. Em senso comum. Em hábitos vendidos a uma geração quando os alimentos passaram a ser fabricados tendo em consideração apenas o prazer de comer, o vício e o lucro e não a saúde. Certamente que quem quer dar doces à minha filha não está aconselhado por um profissional de saúde nem num psicólogo infantil.Quem me dera que tivessem tido essa preocupação comigo. Os meus pais têm desculpa porque, na altura, não havia informação.Eu não tenho desculpa. Eu sei que faz mal. Eu sinto isso na pele.A minha obrigação como mãe é proteger a saúde da minha filha e não ceder ao "bem parecer".Um dia, se quiser a minha filha vai comer doces. Simplesmente ainda não chegou a hora. Vou esperar que ela tenha, pelo menos, os dentes todos e me peça para experimentar."Açúcar não é afeto ou amor. Açúcar é açúcar!"
Seg | 21.03.16

Tirámos um dia de férias para brincar com a nossa filha

Na semana passada tivemos um casamento, ao qual a Lara não foi, e no dia seguinte foi a festinha de aniversário dela.

 

Acabámos por não estar assim tanto tempo com a nossa filha por isso decidimos tirar a segunda-feira para estar com ela.

 

De manhã, ainda com a casa "decorada para crianças" estivemos a brincar com os brinquedos novos durante um bom bocado, enquanto o pai descansava mais umas horitas na cama. Nunca me importou tão pouco ter a casa desarrumada. A Lara estava muito bem disposta e feliz e isso é tudo o que importa.

 

Depois do Milton acordar a prioridade foi despachar e aproveitar o dia de sol para passear  no parque da cidade. Aproveitei as "sobras" da festa de anos e enchi um cesto com empadas, bolinhos e quiche de atum para fazermos um piquenique no parque.

 

Antes de irmos para o parque, onde a Lara andou de triciclo e se fartou de rebolar no chão, passámos no café para beber alguma energia líquida. A Lara aproveitou para ler pela 20ª vez os livros que ganhou no aniversário.

 

Já no parque a Lara aprimorou a sua técnica de cair de cara no chão, o que ela parece achar divertidíssimo porque faz de propósito e desata a rir às gargalhadas.

 

É maravilhoso vê-la a rir e a correr pela relva e causa-me uma satisfação especial vê-la a rebolar livremente pelo chão. Um dia ela vai crescer e, provavelmente, não o vai poder fazer, mesmo que lhe apeteça. A mim apetece às vezes e não me sinto muito à vontade para o fazer.

 

Mas ainda corro pelos corredores de supermercado. :)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dom | 20.03.16

Lara #2

A Biblioteca

 

Aos 2 anos, adora ir à biblioteca.

 

Vamos lá com ela, pelo menos quinzenalmente. E ela gosta tanto. Gosta de ver os livros, de subir para as cadeiras, de se mandar para cima dos pufs, de brincar com os puzzles disponíveis na sala infantil.

 

E nós adoramos que ela goste de lá ir.A biblioteca de Ponta Delgada foi uma boa surpresa quando vim para os Açores. É moderna, bonita e cheia de atividade cultural. Tem um bar muito simpático, várias salas muito agradáveis e exposições temporárias nas zonas de passagem, para além de várias obras de arte permanentes da própria biblioteca.E

 

xistem contos para crianças  e vários eventos culturais para adultos onde, muitas vezes, estão presentes escritores.

 

Garantidamente é um dos meus sítios preferidos e, pelos vistos, da Lara também.A pior parte é mesmo vir embora. Às vezes tem que ser quase arrastada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Biblioteca 1

 

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biblioteca 3

 

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Sab | 19.03.16

Room e Anomalisa

Para hoje tenho duas sugestões de filmes: Room, um thriller de 2016 e Anomalisa, um drama-romântico de animação.

 

Gostei dos dois embora sejam bastante diferentes.

 

Room

 

room

Room é a história de uma mãe e um filho que têm uma relação normal excepto pelo facto de viverem num pequeno quarto de onde nunca saem. O menino, de 5 anos, nasceu ali e nunca conheceu outra realidade.

 

À medida que o filme se vai desenrolando e vamos percebendo a realidade daquela mãe, o drama aumenta de forma crescente.

 

É um bom filme, pelo qual Brie Larson ganhou, merecidamente, o óscar de melhor atriz. Uma história comovente e muito realista sobre um tema forte e complexo.

 

Amonalisa

 

anomalisa

 

O segundo filme, é uma animação do realizador de Charlie Kaufman (Being Jonh Malkovich e Eternal Sunshine of the Spotless Mind).Inicialmente ficamos a tentar perceber do que se trata. Tudo parece normal e sem  drama. Até que começamos a notar pormenores bizarros que nos dão pistas sobre as perturbações emocionais de Michael Stone, uma celebridade na área do telemarketing que vai até à cidade de Cincinnati dar uma palestra sobre um bom atendimento ao cliente.

 

Acaba por se envolver com uma tímida fã com quem se cruza no hotel.

 

As figuras do filme, com víncos na cara a fazer lembrar marionetas e inexpressivas, contrastam com os diálogos e situações demasiadamente humanas que nos são apresentados no filme. Chega a ser chocante a forma como aqueles bonecos refletem emoções, tensões e conflitos interiores tão humanas e realistas.

 

Gostei do filme sem dúvida mas é um filme estranho.  

Sex | 18.03.16

Chili de feijão preto e feijão encarnado

chilli-vegetariano


É a nossa versão de chili do livro “As delícias de Ella”.

O livro é excelente e tem muitas receitas saborosas e saudáveis mas, muitas vezes, os ingredientes das receitas do livro são um bocadinho complexos de encontrar ou não habitam na nossa cozinha habitualmente.

De modo que esta versão é bem simples, com ingredientes que todos temos na cozinha.

É um prato vegetariano muito bom e que se faz rapidamente.

Segue a receita:

Ingredientes

2 cenouras raladas finamente
2 latas de tomate pelado amassado ou em pedaços
1 cebola grande
3 dentes de alho picadinhos
1 lata de feijão vermelho
1 lata de feijão preto
sal
pimenta
mistura de especiarias mexicanas (opcional)
1 caneca de arroz basmati
40 ml de azeite

Faz-se um refogado com a cebola e o alho.

Junta-se a cenoura e o tomate e o feijão, mexendo sempre, durante 5 minutos.

Condimenta-se a gosto e, deixa-se em lume médio mais 5 minutos.

Prova-se para ver se está bem esgalhado e se é preciso acrescentar mais algum condimento.

Serve-se com arroz basmati simples (como quem diz, cozido com água e sal durante 10 minutos).

Bom apetite!

 

Sex | 18.03.16

Ando com um apetite incontrolável!!!!

apetite

 

Já nem sei se a gravidez pode justificar este apetite.

 

O facto é que, logo depois de almoço, tenho uma vontade incrível de comer gelados.

 

Hoje despachei um magnum de amêndoas como se não comesse há dias! E soube-me tão bem!!!!!E, logo a seguir, papei o lanche que só devia comer duas horas depois.

 

Chegando a casa, pelas 17h30, como um pão de leite com queijo, um capuccino muito bem servido e uma taça de cajus.

 

Aí sim, fico satisfeita.Não percebo este apetite voraz!É um facto que sempre gostei de comer mas costumava controlar-me muito melhor, ainda por cima por ter prediabetes.

 

Claro que continuo a controlar a glicémia e como (a maior parte do tempo) apenas aquilo que sei que não me fará mal mas, mesmo assim, as quantidades não são bem as recomendadas... Ou se calhar são.

 

Afinal o que é que devemos comer no terceiro trimestre de gravidez? Se calhar devemos comer mesmo mais do que é normal e eu não estou a sentir nada de absurdo. Bem... também não estou a comer por dois... acho.

 

Como sempre pão, leite e fruta de manhã, um lanchinho a meio da manhã, um almoço equilibrado e sopa ao jantar.

 

O que lixa tudo é o lanche e aquela hora depois do almoço. O pior é que comecei a ganhar o hábito de ir comprar um gelado depois de almoço. Primeiro um solero (que sempre é mais light), depois o solero transformou-se num corneto e o corneto num magnum de amêndoas. Tenho que passar a controlar este hábito antes de chegar ao banana split.

 

Alguém por aí na mesma situação?!

Ter | 15.03.16

Afinal não são só os meus amigos que leem este blogue...

Este fim de semana tivemos um casamento de amigos. O casamento foi fantástico, a noiva estava lindíssima (e eu nem sou fã de vestidos de noiva mas estava maravilhosa mesmo), o noivo tinha uns fantásticos sapatos azul-elétrico e a festa foi muito animada. Eu, nos meus 6 meses de gravidez, sinto-me grávida de 12 meses...

 

Arrisquei levar uns sapatos de salto alto (que por acaso são muito confortáveis) mas passei grande parte do tempo sentada. Entre dores musculares, cãimbras e uma forma física nada invejável não me revelei a pessoa mais festeira da sala. Entretanto, estava eu a lamuriar-me mentalmente por não estar na pista a dançar quando acontece uma coisa fantástica!

 

 

Uma rapariga muito simpática e bem gira vem ter comigo e diz-me:

 

a) Olha acho que o teu carro está  bloquear o meu, importas-te  de o tirar para poder sair?

 

 

b) Sou da comissão do karaoke e ando a angariar voluntários. Estás mesmo com ar de quem quer cantar uma música dos ABBA.

 

 

c) Estás com uma mancha terrível de rímel à volta do olho esquerdo. Não sabia se havia de dizer ou não mas, isso não está nada bom e achei-me no dever de avisar.

 

 

d) Olá, gostava de te dizer que leio o teu blogue e me identifico-me imenso com alguns textos!

 

Acredite-se ou não foi mesmo a hipótese "d"!

 

Fiquei mesmo, mesmo feliz! E muito motivada para continuar a escrever as minhas coisas por aqui! Podia jurar que o meu blogue era lido pelos meus amigos mais próximos (quando não tivessem nada mais interessante para fazer) e pelo meu namorado (para avaliar o nível de barraca que eu estava a dar e o nível de pormenor da nossa vida que eu tornava público) mas afinal parece que mais alguém passa aqui pelo estaminé.

 

Claro que fiz o meu namorado jurar que não andava a subornar ninguém para dizer que lê o meu blogue. :)

Seg | 14.03.16

A Lara tem 2 anos!

2anosLara

 

 

 

Há 2 anos começava a fase mais louca e fantástica da minha vida.

 

A Lara tinha nascido há quase um dia e eu fazia uma ideia muito pequenina do que era ser mãe.

 

Quando decidimos ter filhos eu não fazia ideia nenhuma de onde me estava a meter. Sabia que queria ser mãe, o que era já uma grande novidade na minha vida mas não fazia ideia do que isso significava.

 

Podia imaginar. E imaginava. E lia sobre isso. E comecei a ver vídeos, a ler blogues, a devorar livros sobre o assunto. Na teoria, sabia muito sobre partos, amamentação, o sono dos bebés, birras, educação e muitas outras coisas. Li muito e conversei muito sobre o assunto. Se ajudou? Com certeza. Ajudou-me muito a manter alguma calma ter conhecimento teórico sobre os diversos assuntos. Ajudou-me no parto, a ultrapassar as dificuldades da amamentação, nas cólicas, nas noites sem dormir, a encarar o fantasma da depressão pós parto. Eu sabia o que poderia acontecer e porquê.

 

Agora... na prática, o que conta mesmo é a intuição. As coisas raramente acontecem de uma forma linear e de acordo com o que desejamos. Por isso, a intuição é a única coisa de que nos podemos valer. Quando estamos "na real" o que lemos nos livros é mais difícil de aplicar. De facto, acho que nem nos lembramos bem de todas as técnicas que lemos para aplicar nas mais variadas situações. Pelo menos comigo foi assim.

 

De modo que, no hospital, eu mal sabia o que fazer. Não sabia como alimentar a Lara e nem sequer me ocorria que tinha de lhe mudar a fralda. Uma vez a enfermeira veio ver porque estava ela a chorar e estava com cocó até ao pescoço. Fiquei a olhar para aquele cocó preto muito surpresa, como se estivesse a ver uma substância alienígena qualquer.

 

No hospital, a Lara chorou sem parar durante quase todo o tempo. Às vezes uma mãe da cama ao lado pegava nela e acalmava-a. Eu agradecia. Eu também pegava nela mas não fazia ideia do que fazer.

 

Claramente dava para perceber que eu nunca tinha pegado num recém nascido. Mas estava disposta a aprender bem e rápido. Na próxima vez que sujou a fralda, sujou também a roupa toda e, a tremer como se estivesse a morrer de frio, mudei-lhe a roupa toda e  não lhe parti nenhum braço. Foi a primeira vitória.Este era o tipo de mãe que eu era.

 

Estranhamente, nunca entrei em pânico. Sempre estive calma e com a certeza de que ia correr tudo bem. Afinal era mãe e haveria de saber fazer tudo o que fosse necessário para cuidar da minha filha.

 

O meu namorado tinha o mesmo nível de experiência que eu. A mãe dele ajudou-nos bastante, ainda ajuda. Os meus sogros têm sido uma ajuda preciosa. E os meus pais, apesar de estarem longe também ajudam à sua maneira.

 

Mas quisemos ser nós a cuidar da Lara e a aprender a fazê-lo e, assim, fomos aprendendo a ser pais. Ainda estamos a aprender. E suspeitamos que vamos fazê-lo para sempre.

 

Mas aquilo para que não estava preparada era para a forma como eu própria ia mudar. Tornei-me muito mais calma e muito mais seletiva em relação às preocupações. O que antes era "um escândalo de preocupações" na minha cabeça, deixou de ser. Escolho muito bem aquilo com que me preocupo e aquilo com que gasto o meu tempo.Passei a sentir uma necessidade maior de escrever e por isso venho aqui quase todos os dias. Acho que tenho vontade de deixar as memórias em mais algum lado do que na minha cabeça. Até porque a minha cabeça é um cofre muito fraco e, passadas umas semanas, tudo se evapora misteriosamente.

 

Percebi, finalmente, o que é isso do amor incondicional. Gostar tanto de alguém que nunca conseguimos sentir outra coisa senão amor em todas as situações: quando ela sorri, quando nos dá beijinhos e abraços mas também quando faz birras, quando é desobediente, quando parte coisas, quando nos dá uns sopapos porque não quer dormir. Mesmo quando estou cansada, irritada e quando a Lara é desobediente e tenho que a repreender, mesmo quando falo com ela com impaciência porque não estou a conseguir fazer diferente, sinto que gosto dela mais do que de mim mesma. Depois sinto que isto é uma estratégia muito inteligente da natureza e não me importo nada porque é a melhor coisa do mundo.

 

Ser mãe é andar "à rasca" o resto da vida e estar feliz com isso. Parece-me uma espécie de tolice colorida e cheia de purpurinas mas, ainda assim, irresistível.E foi nesta situação que me vi colocada há dois anos e pareceu-me tão bem que vou repetir.

Dom | 13.03.16

Uma manhã doce e solarenga

panqueca com doce

 

Apesar de estar mesmo frio (para março) o dia esteve sempre bonito e cheio de sol.

 

Acordámos com vontade de sair de casa mas antes disso comemos um delicioso e saudável pequeno almoço caseiro de panquecas de aveia.

 

Acompanho as panquecas com doce de romã e frutos vermelhos sem açúcar, pêra fresca e amêndoa laminada.

 

Como não tenho jeito nenhum para fazer panquecas na frigideira, faço sempre no forno em formas  de silicone do tamanho de um pratinho pequeno. Acaba por ser mais saudável porque não uso nenhum tipo de gordura.

 

Segue a receita.

 

Panquecas de aveia

1 ovo;

300 ml de leite;

150 gr de flocos de aveia;

1 colher de chá de sementes de papoila;

1 colher de sopa de linhaça dourada;

 

Colocar tudo na bimby (velocidade 7) ou no liquidificador durante uns 20 segundos.

 

Colocar em formas de silicone do tamanho de um prato de sobremesa.

 

Levar ao forno cerca de 20 minutos a 180º ou até ficarem douradas em cima.

 

Bom apetite!



panqueca de aveia

 

Para a Lara, uma panqueca simples. Apesar de não ter açúcar nenhum, ela adora.

 

 

 

 

 

 

pequeno almoço 1

 

 

Para mim, leite simples fresquinho.

 

 

 

pequeno almoço 2

 

Para ele, café com leite.

 

 

doce sem açúcar
Adoro o doce Dalfour sem açúcar. Compro numa loja de produtos naturais em Ponta Delgada por 3,30€.

Sab | 12.03.16

Primeiro corte de cabelo

corte de cabelo 2

 

Quero deixar crescer o cabelo da Lara mas já estava na hora de lhe dar um jeito.

 

Ela tem o cabelo bastante fininho e, apesar de estar cheia de vontade de ter uma Rapunzel para encher de tranças e totós, para crescer saudável precisava de o cortar.

 

Tinha pensado em cortar aos 2 anos mas não estava a ver bem como é que ela ia deixar que lhe cortassem o cabelo.

 

A oportunidade surgiu quando a fomos buscar a casa dos avós e eu me lembrei de pedir à minha sogra que lhe desse um jeito no cabelo. Ali entretida, ao colo do avô, seria muito mais fácil do que no cabeleireiro.

 

E assim foi, com direito a bata de cabeleireira cor de rosa e tudo.

 

A avó cortou-lhe só umas pontas que estavam muito fininhas e ficou logo com um aspeto mais cuidado e forte.

 

Segue a mini reportagem fotográfica para mais tarde recordar.

 

corte de cabelo 3

 

corte de cabelo 4

 

corte de cabelo 5

Sab | 12.03.16

O que é que a miúda vai vestir num casamento?

Cá está uma coisa que pode ser o sonho de todas as mães mas por estes lados é mais uma dor de cabeça.Claro que gosto de vestir coisas fofinhas à minha filha, gosto muito de a ver com vestidos cheios de folhos e lacinhos enormes no cabelo, mas  confesso que na maior parte dos dias anda mesmo é de fato de treino ou leggings.Acontece que temos um casamento em breve e como já não tem nenhum daqueles vestidos giríssimos oferecidos por uma tia que lhe sirva, tive que puxar pelo neurónio para ver se lhe arranjava uma roupinha decente para levar ao casamento e que, ao mesmo, tempo, não fosse "impraticável" em ocasiões normais.Então andei a comprar uma peça de cada vez, em sítios diferentes, até chegar a um conjunto que não me desagrada de todo.É tudo muito simples como eu gosto, bem talvez o vestido não seja tão simples, e perfeitamente utilizável em qualquer ocasião.O pai também não desgostou e chegámos a acordo facilmente.Apresento-vos o resultado do esforço de uma mãe anti fashion.[caption id="attachment_2621" align="aligncenter" width="680"]vestido casamento Conjunto 48,90€[/caption] [caption id="attachment_2616" align="aligncenter" width="680"]casaco zara Casaco salmão claro da Zara Baby - 12,95€[/caption][caption id="attachment_2620" align="aligncenter" width="680"]sabrinas zara Sabrinas Zara - 15,95€[/caption][caption id="attachment_2622" align="aligncenter" width="680"]vestido verbaudet Vestido Verbaudet- 17€ em saldos.[/caption][caption id="attachment_2619" align="aligncenter" width="680"]meias prenatal Collants em microfibra da Prénatal - 3€ em saldos[/caption]detalhes vestido 2 detalhes vestido
Sex | 11.03.16

Colchão de Noiva

colchao-de-noiva


Ou queijo da serra ou tarte de natas.


Esta sobremesa tem vários nomes mas muda mais o formato do que o sabor.

É uma sobremesa feita pela minha sogra por isso tem açúcar e não entra na minha categoria de receitas saudáveis.  Mas é uma sobremesa muito boa que eu adoro. Guardo para aquela refeição da semana em que me permito comer o que me apetecer.

Qualquer dia faço uma rúbrica só com os doces da minha sogra. Valeria a pena porque são mesmo muito bons! Se quiserem é só dizer. 

Cá vai a receita que é o que interessa.
Chamemos-lhe “Colchão de Noiva”

Nota: Na receita original, o colchão de noiva é feito num tabuleiro e leva a bolacha Maria por cima.

Ingredientes

1 lata de leite condensado
A medida da lata de leite condensado de água a ferver
2 pacotes de natas
5 folhas de gelatina incolor
1/2 pacote de bolacha Maria


Colocam-se as folhas de gelatina num recipiente com água à temperatura ambiente, de modo a ficarem completamente cobertas de água.

Entretanto batem-se as natas muito bem e junta-se o leite condensado, aos poucos, batendo sempre.

Espremem-se bem as folhas de gelatina e desfazem-se numa medida de lata de leite condensado, com água a ferver. Podem usar a lata vazia mas como a água está a ferver torna-se perigoso, pelo que sugiro que usem uma caneca.

Junta-se a água com a gelatina desfeita ao preparado anterior e mistura-se bem.

Leva-se ao frigorifico num tabuleiro ou numa forma de silicone, durante 12 horas. O ideal é ficar de um dia para o outro.

No dia seguinte, colocar por cima as bolachas Maria desfeitas.

Na sobremesa da foto, a minha sogra optou por usar uma forma com a bolacha Maria por baixo, mas eu acho que fica melhor por cima. É experimentarem e verem como gostam mais.

Bom apetite!

Qui | 10.03.16

As minhas inseguranças de mãe

fones

 

A Lara vem elétrica da creche. Farta-se de dizer coisas impercetíveis entre guinchinhos e saltinhos de excitação.

 

Não quer mudar de roupa e corre de um lado para o outro, indecisa entre brincadeiras. Ri-se por tudo e por nada e dá gargalhadas que às vezes me parecem mais tentativas de nos entusiasmar também a brincar com ela do que de verdadeiro humor.

 

Às vezes aproveito alturas em que ela está concentrada numa brincadeira para ir fazer alguma coisa noutra divisão da casa (sempre com ela ao alcance da minha vista): arrumar a roupa lavada que está sobre a cama, arrumar os brinquedos da sala, lavar alguma louça do almoço. A maior parte das vezes ela faz-me entender que quer que eu esteja ali ao pé dela, a vê-la brincar, mesmo que ela não me esteja a ligar nenhuma. Se não acedo, ela vem buscar-me pela mão. Eu vou sempre, esteja a fazer o que estiver. Vou sempre com ela quando me pega na mão e me faz sentar ao lado dela e depois me ignora e continua a sua brincadeira.

 

Ocasionalmente olha para mim em busca de aprovação e eu faço sempre um ar espantadíssimo e contente com o seu feito. Outras vezes tento aproveitar para lhe ensinar mais uma letra, um número, uma palavra.

 

Às vezes preocupo-me por ela falar tão pouco com quase dois anos. Depois passa-me rapidamente. Ela faz-se entender bem e, seguramente, entende tudo o que lhe dizemos.

 

Grande parte do tempo não estou certa de lhe estar a dar a atenção suficiente, de não ter a paciência que devia, de não ter sabedoria para a ensinar melhor, de não lhe passar a segurança que devia.

 

Tento lembrar-me de como foi a minha infância e noto que cada vez me lembro menos. Procuro memórias de tardes de verão, rotinas diárias e não me lembro de nada de especial.

 

Lembro-me de brincar sozinha com as minhas bonecas já com uns 5 ou 6 anos, de fazer roupas pequeninas com a minha avó, blusas com mangas de balão, de passear com os meus pais num jardim em Santarém onde íamos tirar fotos todos os fins de semana e pouco mais.

 

Depois de algum esforço lembro-me da minha mãe a dizer-me que havia monstros debaixo da cama, a colocar-me piri-piri no nariz porque eu tinha dito uma asneira sem saber, a fazer uma música com as mãos que só ela sabia fazer.

 

Depois revejo-me a dizer à minha filha que vem um leão lá fora e por isso ela tem de se despachar e entrar em casa, a molhar-lhe a chucha em sumo de limão para ver a cara dela…

 

Depois penso nas memórias que quero que a minha filha tenha da sua infância e sinto-me muito insegura. E tenho medo que ela um dia não se lembre de nada de especial. Mesmo que tenha existido algo de especial, tenho medo que ela não se lembre.

 

Tenho medo de querer tanto que esteja sempre a rir que me esqueça de lhe incutir disciplina e educação.Tenho medo que ela não se sinta suficientemente amada com o facto de passar parte do tempo a dar-lhe beijos, a abraçá-la e a dizer-lhe como gosto dela.

 

Tenho medo que ela note que às vezes a ponho a ver desenhos animados para ir fazer outra coisa qualquer, outra coisa que é muito menos importante que ela.

 

Ao fim de dois anos de maternidade sinto inseguranças novas, diferentes, que se prendem menos com a saúde e segurança da minha filha e mais com a sua personalidade e felicidade.

 

Que memórias quero que a minha filha tenha de mim?

 

É a pergunta que mais martela na minha cabeça ultimamente.

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