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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Seg | 28.09.15

Receita infalível para emagrecer em duas semanas

Para não dizerem que vão daqui sem nada, hoje deixo-vos uma dica fantástica para obter aquilo que, em alguma altura da vida, quase todas queremos: perder peso.

 

Eu desejei muito voltar a caber numas calças de ganga nº 34, sem ter que abrir um botão sempre que me sentava.

 

Pois bem minha gente, foi assim que cheguei, hoje, a um peso inferior a 50 kg.

 

8 passos essenciais:

 

  1. Ter uma filha. Filho também deve servir.

  2. Colocar essa filha numa creche.

  3. Apanhar constipação da filha.

  4. 2 dias depois apanhar gastroenterite da filha.

  5. Nesta altura já devemos estar bem enjoadas e sem conseguir comer praticamente nada. Mas, ainda há lugar para apanhar uma laringite com a filha.

  6. Fazer uma alimentação à base de mebocaína e panasorbe.

  7. Nesta fase ainda tentamos por uma comidinha mais gostosa e, na loucura, um chocolatinho na boca, mas logo desistimos.

  8. Estamos prontas para vestir as calças que não nos servia há 15 anos.

 

50 quilos

 

Olha a foto artística com as calças velhas que já me servem outra vez.

Seg | 21.09.15

Como entreter os miúdos por mais de meia hora?

Plasticina

A Lara adora. E a mãe também.

 

De modo que é perfeito. Entretem as duas de igual modo.

 

Claro que não ficamos a moldar castelos encantados e macaquinhos em palmeiras. É mais algo como: eu a fazer círculos para ela esmagar com os dedos, ela a retirar bocados de plasticina do pote e colar na mesa, ela a amarfanhar a plasticina de todas as formas que se lembra e variantes disso. Quanto a mim, fico a fazer mais ou menos o mesmo que ela. Sempre adorei plasticina. Aquilo descontraí-me imenso, é um ótimo "anti-stress".

 

A plasticina que usamos é da Play-Doh. Tem uma consistência maravilhosa (não cola às mãos, nem é dura, é perfeita para moldar), tem cores magníficas e um cheiro fantástico a amêndoa.

 

Estou maravilhada.

 

A Lara ficou uma hora, com um ar todo compenetrado, a brincar com a plasticina. Claro que tentou come-la diversas vezes por isso é uma brincadeira que tem que ser muito bem supervisionada.

 

plasticina 7 Experimentei outras plasticizas mas a da marca Play-Doh é, sem dúvida, a minha preferida.

 

plasticina 2

 

Comprei no Hipermercado Continente por 3 euros e tal.

Autocolantes

 

Autocolantes são outra coisa que os entretem por um tempo bastante considerável.

 

A Lara cola os autocolantes por todo o lado mas gosta mesmo é de os colar em mim.

 

Também tenta comê-los.

 

Como os autocolantes ja não são novidade, não se entretem tanto como das primeiras vezes mas ainda é coisa para uns 15 minutos. O facto deles se demorarem pela brincadeira também vai depender da imaginação (e inspiração e paciência) que tivermos para inventar formas mais apelativas de brincar. Talvez use o gato numa próxima vez. :)

 

autocolantes 2

 

Comprei o livro na loja do chinês por 1€

 

autocolantes 1

 

O livro tem uma história e autocolantes para ir colando nas ilustrações. Neste momento ela vai colando os autocolantes onde calha.

Sab | 19.09.15

Na segunda semana de creche já caímos todos que nem peças de dominó!

Insomnia

 

Primeiro foi a Lara.

 

Durante um piquenique, no domingo, começou a vomitar. Fomos para casa onde continuou a vomitar atè à noite. No dia seguinte diarreia.

 

Na quinta, foi ele. O dia todo, mais que verde, de cama.

 

Ontem, fui eu.

 

Ainda fui trabalhar, estive numa reunião (suspeito que devia parecer um fantasma qualquer dos filmes de terror chineses) e, logo à hora de almoço, já estava mandada para cima da secretária (isto dito assim ... parece um bocado mal) a tentar controlar a voz da criatura que se enfiou no meu estômago a dizer: "Vomita pá. O que tu queres é vomitar. Vomita já. Aí mesmo nesse caixote do lixo.

 

"De modo que esperei por um intervalinho nas "ânsias de vomitar" e, apesar de ter um pedregulho no estômago, lá fui para casa, cheia de medo de "dar barraca pelo caminho".

 

Ao fim de 10 minutos já estava a enfiar-me na cama e, ao fim de mais alguns na casa de banho. Creio que concordamos todos que as descrições devem terminar por aqui.

 

O que vale é que isto dá a um de cada vez, nem quero imaginar se fosse tudo ao mesmo tempo! Que pincel!

 

Curiosamente parece que estas coisas (gastroenterites) ainda abalam mais os adultos do que as crianças.

 

Antes assim.

Qua | 16.09.15

A minha filha não quer comer! Socorro!

Hora da refeição

 

A minha filha não quer comer.Tipo... não come nada que eu lhe apresente de boa vontade.

 

O facto dela sempre ter sido uma grande comilona torna esta problemática ainda mais    difícil de aceitar.

 

É desesperante! Aterrorizante! Angustiante! Fritante de todo!

 

Por vezes, sinto-me como aquelas mulheres de antigamente que, nos filmes (e se calhar na vida real também), sempre que se enervavam caiam graciosamente para o lado.

 

O que se passou foi o seguinte:No domingo teve uma paragem de digestão e passou a tarde toda a vomitar. Ao fim da noite, consegui dar-lhe apenas umas bolachas e chá de funcho.

 

Depois desse episódio, deixou de querer comer. Simples assim.Ontem, assim que me viu pegar numa colher desatou aos gritos. Imaginem quando tentei por-lhe a colher na boca. Aquilo era comida pelo ar como se fosse o festival da sopa voadora.

 

A minha vontade era mandar-me para o chão aos gritos como um bebé frustrado.

 

De modo que a minha filha não comeu praticamente nada e passou o tempo todo a chorar, até adormecer de cansaço.

 

Às 4h da manhã acorda ela muito bem disposta. Aqui a mamã ensonada aproveitou para lhe impingir uns pedaços de frango com brócolos e papa de fruta, que ela lá foi comendo a custo, depois de eu andar atrás dela para onde quer que fosse.

 

Na creche já me tinham dito que na hora da refeição ela fazia uma fita terrível e que devia reforçar a comida em casa. Reforçar, reforçava, mas como?

 

Hoje de manhã, demorámos cerca de uma hora a dar-lhe papas de aveia, a coisa que ela mais gosta de comer, desde sempre...Foi de fugir...

 

Colocámos desenhos animados, vários de seguida, sempre a mudar logo que ela se aborrecia, só para a enganar com uma ou outra colher de papa. Fizemos teatro, cantámos, pulámos, sei lá o que mais, só a para a distrair. Lá comeu a papa de aveia, embora não toda.

 

Já no trabalho consegui acalmar-me um pouco e o dia decorreu com a normalidade possível.

 

Pela tarde, antes de a ir buscar à creche, a minha mente ansiosa e mexilhona já tinha maquinado um plano para lidar com esta situação.

 

Fiz o seguinte:

 

Passei a mesa e as cadeirinhas pequenas da Lara para a cozinha, único sítio onde queremos que ela faça as refeições.

 

Depois, fiz como faço com o gato. Deixei-lhe comida e água sobre a mesa e ela que se servisse à discrição, se quisesse quando quisesse.

 

Claro que quando deixei a sopa foi uma badalhoquice. Apetrechei-a de bibe de pintura e tudo mas o efeito foi nulo. Sujou o bibe, o pijama, a mesa e o chão. Além disso resolveu que queria muito abraçar-me, e abraçar a porta, e abraçar a cadeirinha de bebé e pronto... ficou tudo cheio de sopa, eu inclusive. Estou a ver que tenho que arranjar um fato de astronauta na hora das refeições da Lara.

 

Com a comida sólida, correu melhor.

 

Mais fácil de dizer do que de fazer mas o facto é que, enquanto eu me ocupava com isto e aquilo e me fazia indiferente (sempre a espreitá-la pelo canto do olho) ela ia até à mesa e comia. Dava uma voltinha e ia ciscar no prato. De voltinha em voltinha lá ia papando o que lhe convinha. Os brócolos eu que os papasse se quisesse.

 

De modo que fiquei mais descansada.

 

Não está a comer como antes, mas sempre come qualquer coisa.

 

Acho que posso afirmar que, para já, estou contente com o método novo.

 

Há alguém por aí que tenha passado pelo mesmo e tenha alguma sugestão de como lidar com esta situação?

Seg | 14.09.15

Jogo das 5 Marias

Ontem a Lara teve a feliz ideia de dormir a sesta durante 3 horas.

 

De modo que surgiu a costureira que há em mim e resolvi costurar o "Jogo das 5 Marias", supostamente, um dos jogos mais antigos do mundo, enquanto ela dormia.Para jogar são necessários cinco saquinhos com cerca de 4 cm por 3 cm, com enchimento de arroz, areia, feijão ou farinha. Eu fiz com arroz.

 

Existem várias formas de jogar, sendo que todas são variantes de mandar um saquinho ao ar enquanto se pega num ou mais com a mão.

 

Podem ver neste vídeo como se joga.É um excelente jogo para trabalhar a coordenação motora, pode ser jogado sozinho ou em grupo, e é uma boa atividade para fazer com as crianças em casa, olhem, em dias de chuva, por exemplo.

 

A Lara ainda é muito pequenina para jogar corretamente, mas achou imensa piada às "almofadinhas de arroz" e encontrou a sua própria forma de brincar com elas: empilha-as umas em cima das outras, coloca-as dentro de recipientes vários, manda-as para nós, para as agarrarmos no ar...

 

É colocar a imaginação a trabalhar minha gente. As possibilidades daqueles saquinhos são infinitas. Assim de repente podem ser almofadas de massagens para bonecas.

 

Enfim...Seguem fotos do apetrecho lúdico e respetivo processo de fabrico:

 

costurar jogo as 5 marias

Primeiro cortam-se cinco quadrados de tecido. Encontrei este tecido vintage na minha caixa dos tecidos.

 

 

5 marias

Cosem-se os tais quadrados de tecido da maneira que aqui podem ver.

 

 

jogo 5 marias 3

É por o arroz lá para dentro.

 

 

jogo 5 marias 2

 

 

E voilá.

 

Atividades em casa

Sab | 12.09.15

Primeira semana de creche

depois da escola

 

A uma semana de fazer 18 meses, lá foi a Lara para a creche.

 

Claro que eu estava um pouco ansiosa, sem saber como ela iria reagir e, sobretudo, sem saber como eu iria reagir se ela não gostasse da creche ou chorasse muito sempre que a deixássemos lá.

 

Tivemos a possibilidade de fazer a coisa aos poucos e, nos primeiros dois dias ela foi apenas duas horas, no terceiro dia foi durante a manhã e no 4º e 5º dias já foi o tempo todo.

 

Logo no primeiro dia, quando a fui levar, vi uma mãe a deixar o filho na receção e sair a chorar. O menino, pequeno, também ficou a chorar, no colo de um funcionário da creche.

 

Confesso que aquilo abalou-me um bocado. Sempre me abalou muito ver adultos a chorar. Contra mim falo mas acho que os adultos deviam ser mais poupados nas lágrimas, devia ser proibido chorarem assim, só porque algo lhes aperta o coração. Supostamente os adultos são fortes e sabem sempre o que fazer e como se comportar... Isto é a criança que há em mim a falar. Adiante. Tive vontade de chorar logo ali mas contive-me.

 

Depois, não chorei mais. Não chorei quando deixei a Lara, a chorar, ao colo da educadora. Não chorei quando ela me chamou assustada enquanto tentava trepar para o meu colo.

 

Sou muito boa a engolir emoções, a afastá-las totalmente da minha mente e do meu coração. Ou faço isso ou desabo completamente. Então faço isso.Sei com o coração que a creche é o melhor para a minha filha. Mas, como em muitas coisas na vida, por vezes o que é melhor vem associado a algum tipo de sacrifícios. O sacrifício da creche seriam uns dias de choro.

 

Afinal, correu muito melhor do que esperava. Ao terceiro dia já não chorou de manhã e, ao 4º e 5º dias, ela não queria vir comigo para casa. Eu ia buscá-la, ela sorria  para mim, com sorte vinha ter comigo e mostrava-me um ou outro brinquedo e, voltava muito rapidamente para a sala, repleta de brincadeiras e meninos.

 

Num dos dias, vi uma das auxiliares com o peluche dela na mão, enquanto a ajudava a andar de escorrega e fiquei muito, muito feliz. Tive ainda mais a certeza de que ela está muito bem ali.

 

Curiosamente o problema é a hora de almoço. Faz uma fita terrível para comer e, quando chega a casa tem restos de comida pela roupa e cabelo. Quase que a consigo ver a bater com a mãozinha aberta dentro da sopa, em contestação, e a espalhá-la por todo o lado. Tenho esperança que, com o tempo, melhore.

 

A culpa também é nossa, que sempre a habituámos a comer em frente ao iPad. Já não o fazemos e a hora da refeição, em consequência da falta de desenhos animados para entreter, tem sido mais lenta e problemática. Mas, aos poucos, vai fazendo menos birras e comendo melhor.

 

O lanche, felizmente, come muito bem. Sou eu que envio e geralmente consiste numa tarte de aveia com fruta, quase sem açúcar e sem farinha. É saudável, prático, e ela gosta muito. Podem ver a receita aqui.

 

Quando chegamos a casa, depois de ir buscá-la à creche, a primeira coisa que a Lara faz é ligar a televisão e debruçar-se sobre a mesinha de sala a ver desenhos animados.

 

Decidimos que durante a semana, não há desenhos animados. Só ao fim de semana, durante uma hora por dia.  De modo que deixo-a ali durante uns minutos, enquanto arrumo as coisas, e depois vamos brincar para o quarto, com livros e coisas mais didáticas.

 

Antes de terminar, devo dizer que, nesta semana que passou na creche (que não chegou a ser uma semana inteira) já se nota uma diferença grande no comportamento da Lara. Já anda sozinha no escorrega pequeno, subindo as escadas com cuidado e escorregando com juízo, já se segura sozinha no baloiço (claro que estamos sempre atrás dela prontos para ajudar se for necessário), dá-nos beijinhos espontaneamente e parece um pouco mais bem comportada.

 

Devo dizer que, ao contrário do que esperava, estou muito entusiasmada com esta fase da creche. Posso até afirmar que não custou quase nada.

Qua | 09.09.15

Ilha das Flores em 2 horas

No fim de semana passado calhou viajar, em trabalho, até à ilha das Flores que ainda não conhecia.

 

O tempo não foi muito mas, nas deslocações entre um e outro ponto da ilha, lá fui arranjando maneira de ir vendo algumas paisagens bem jeitosas.

 

Como sou uma rapariga que gosta de aproveitar o tempo, e tenho a sorte de ter uns colegas de trabalho fantásticos, pude apreciar uma vista magnífica, da melhor janela do avião.

 

Vista do avião Açores I

lha das Flores, vista do avião.

 

Entretanto foi chegar ao Hotel, comer um hambúrguer rápido no café mais perto, preparar trabalho e prosseguir para as Lages das Flores.

 

Pelo caminho fui conversando com o taxista, que me contou umas histórias e lendas da ilha. Decidi logo que havia de telefonar ao mesmo taxista no resto do dia. Parecendo que não, é difícil arranjar transportes na ilha das Flores só existindo três hipóteses: carro alugado, táxi ou boleia.

 

Na véspera já tinha falado com meia dúzia de taxistas e mais de metade deles tinha-me dito que não teria nenhuma disponibilidade no dia em que eu ia estar nas Flores.

 

De modo que depois de fazer quatro entrevistas liguei novamente ao senhor do táxi e, no caminho para a Fajãzinha onde tinha de estar à noite, parámos em vários pontos dignos de observar.

 

 

Lagoa Funda

Lagoa Funda

 

 

Lagoa Rasa

Lagoa Rasa

 

Flores Açores

 

Miradouro da Ilha das Flores (não me lembro o nome)[/caption]Em vez de ficar na Fajãzinha, pedi ao senhor taxista que me deixasse à entrada de um trilho que ia dar ao Poço da Alagoinha, sugestão de uma colega que tinha encontrado no aeroporto e que já tinha estado nas Flores.

 

Sendo que estava de calças de ganga e ténis e munida de desodorizante dentro da mala, achei que não fazia mal por-me a fazer trilhos em subida, desconhecidos, antes de ir assistir a um concerto de música clássica. Também não é todos os dias que vamos às Flores.

 

O trilho, feito de pedras e rodeado de uma vegetação luxuriante e húmida, era lindíssimo mas o ponto de chegada batia tudo.

 

A foto, abaixo, não faz justiça nenhuma à beleza daquele sítio.E o melhor é que estava completamente deserto.

 

Fiquei ali uma boa meia hora, completamente sozinha, a ouvir o som da água a correr pelas pedras, sentada numa rocha, com um espelho de água enorme aos pés, a refletir sobre os assuntos da vida em geral.

 

Cascatas AçoresDepois daqueles minutos de êxtase meditativo, veio a parte mais bicuda.Até chegar à Fajãzinha, tive que andar uns bons 25 minutos, numas estradas cheias de  pessoas nenhumas. Vi, se muito, dois touros gordos e umas quatro vacas. É tudo muito bonito, mas se fico sem ver gente, num sítio deserto, mais de 5 minutos, começo a ficar cheia de nervos.Não é que fosse muito fácil perder-me mas fiquei feliz por, finalmente, ter aderido aos telemóveis inteligentes e estar munida de um GPS.Vá, e sempre fui tirando mais umas fotos.[caption id="attachment_1432" align="aligncenter" width="680"]Fajãzinha Açores 2 A caminho da Fajãzinha.[/caption][caption id="attachment_1433" align="aligncenter" width="680"]Fajãzinha ilha das Flores

As casas de pedra são muito giras.

Fajãzinha

 

Vi verde durante 25 minutos. O que significa tranquilidade para uns para outros significa uma crise de nervos. Creio que tenho um problema com o verde. Deve ser a "cena" dos touros ao contrário, eles com o vermelho eu com o verde.

 

Lá cheguei ao destino e correu tudo muito bem.

 

De manhã, mais descontraída, pude apreciar a vista para a ilha do Corvo com mais calma.

 

Vista do Hotel das Flores

 

Apesar de ter sido uma visita relâmpago e de não ter visto as afamadas flores desta ilha (não estamos na época das hortênsias), fica a vontade de voltar para umas férias de uma semana.Estou de olho na Aldeia da Cuada, que não tive tempo de ver, mas que me foi muito, e bem recomendada.

Dom | 06.09.15

Filhos doentes ou dicas para mães à beira de um ataque de nervos

bebés com febre
 
 
Há uns dias, e apesar de ainda não ter ido para a creche, a Lara ficou doente.
 
 
Um choro e uma irritação muito característicos e febre, são os primeiros sinais de que algo não está bem.Não tinha sido a primeira febre da Lara, e eu já sabia que as crianças tendem a ficar doentes algumas vezes mas, inconscientemente, temos sempre a esperança e o desejo de que os nossos filhos sejam imunes a tudo, mesmo a uma leve constipação.
 
 
Administrei o supositório da praxe e esperei que a febre, que passava dos 39 graus, passasse. Diminuiu um pouco, a febre e a irritação, mas à noite, voltou com a força toda. Passou um dia, a febre continuava e o apetite diminuía. Continuei a dar os supositórios de 8 em 8 horas, mas a fbre não baixava dos 37,5.
 
 
No segundo dia fomos à pediatra. Laringite e recomendação de dar apenas alimentos desfeitos  e à temperatura ambiente.
 
 
Fiquei mais descansada porque sabia o que ela tinha mas a febre continuou a passar dos 39 e as noites eram bem piores, com a Lara a acordar várias vezes a chorar.
 
 
No quarto dia a febre estava, finalmente, a ceder. Conseguimos chegar ao 37 e deixámos de dar os supositórios.
 
 
Entretanto, durante os dias em que tive que ir trabalhar e deixei a Lara doente com a avó, estava nervosissíma, a ligar de hora a hora para saber se tinha comido, bebido, dormido, chorado... Enfim.
 
 
Quando chego a casa, no fim do dia de trabalho, convencida de que a Lara estaria melhor, encontro-a cheia de borbulhas no corpo todo, como se tivesse varicela. Entro imediatamente em contacto com a pediatra para saber se devo ir ao hospital. Fico a saber que as borbulhas são uma reação à infeção e bastava manter a Lara hidratada que elas desapareceriam por si.
 
 
No dia seguinte, as borbulhas pioraram muito, e estenderam-se às pernas e aos braços. Na cara, e atrás das orelhas, formaram-se grandes manchas vermelhas. A Lara parecia um tigre.
 
 
Três dias depois começam a desaparecer tão depressa como tinham aparecido.
 
 
Portanto a Lara teve 3 dias de febre alta e 3 dias de borbulhas no corpo, resultado de uma laringite.
 
 
Enfim, disto tudo tirei algumas conclusões e aprendizagens que passo a partilhar:
 

 

- Poderia dizer que não devemos entrar em pânico e manter sempre a calma mas, sejamos realistas, isso é um pouco impossível, pelo menos para mães de primeira viagem, como eu.
 
 
Como é óbvio queremos fazer qualquer coisa e, na minha opinião, devemos. Em primeiro lugar, procurar ajuda médica, de preferência do pediatra do nosso filho. Se existir possibilidade telefonar-lhe para tentar perceber se é caso para marcar consulta. Ir ao hospital, a não ser em casos claramente urgentes (como febres acima dos 40)  é evitável. O hospital, cheio de pessoas doentes é um local pouco saudável para levar uma criança que está aborrecida, doente e irritada. Ir diretamente ao pediatra parece-me uma solução muito mais viável por isso, logo que a Lara fica doente sem eu perceber porquê, entro em contacto com a pediatra dela, em quem deposito muita confiança e que, além de ser uma excelente médica, é bastante disponível e atenciosa.
 
 

 - Aprendi que a febre dos bebés mede-se mais facilmente no rabinho. Nunca me tinha ocorrido que fosse mais fácil mas, com a Lara, é. É mais rápido, mais eficiente e a Lara queixa-se menos do que quando tiro a temperatura na axila. Tenho amigas que me dizem que não conseguem desta forma e que o melhor é o termómetro de ouvido (que custa cerca de 40 euros mas vale cada cêntimo em termos de descanso para os pais e bebés). Felizmente não precisei de comprar esse mas ficam a saber que é um bom investimento, caso não os vossos bebés não aceitem bem as medições "mais tradicionais".

 

- A mesma doença pode manifestar-se de formas diferentes em crianças diferentes. Já tinha falado com amigas sobre doenças infantis e nenhuma teve um caso assim, o que me deixou preocupada e me fez recorrer ao "Dr. Google".Nada mais fritante e pouco inteligente. Até podemos ir espreitar ao google (se formos muito masoquistas e nos queiramos enervar e temer doenças horríveis que têm os mesmos sintomas que outras mais simples) mas é o nosso médico que nos vai dar as informações mais corretas sobre o estado do nosso filho. Por isso, mais uma vez, insisto que devemos falar com o médico e manter a calma. Assim que fiquei mais calma, a Lara também ficou. Passei a lidar com ela de uma forma menos ansiosa o que, certamente, a ajuda a sentir-se mais bem disposta e segura.

 

Recuso terminantemente aquela ideia de "ah e tal, não vou chatear o médico, não quero parecer chata e paranóica". Se falar com o médico me ajudar a ficar mais descansada e a passar segurança para a minha filha, falarei com o médico quanto antes. É uma questão de prioridade e de lógica.

 

- Enquanto têm febre, mantê-los sempre frescos, tirando roupa, abrindo a janela, etc. Se estiverem envolvidos em pijamas e cobertores só vão sentir-se ainda pior.

 

- Estar com os nossos filhos tanto quanto possível. Se eles estão doentes e querem colo, é dar-lhes colo e mimos, não doces. Se eles querem estar connosco, deixemos a casa de pernas para o ar, uma torre gigante de loiça para lavar, o que for, os nossos filhos serão sempre mais importantes. Mas isto é evidente não é? Talvez este item seja dispensável. Totalmente. Mas agora também não o vou apagar. :P

 

Pronto, é mais ou menos isso.

 
 
 
Sab | 05.09.15

House of Cards

Television Programme: House of Cards with Kevin Spacey as Frank Underwood and Robin Wright as Claire Underwood. Kevin Spacey as Frank Underwood, left, and Robin Wright as Claire Underwood in a scene from the Netflix original series,

 

Com o fim de algumas séries e a espera interminável pelos próximos episódios de outras, adicionei mais uma à lista: House of Cards.

 

Produzida pelo canal de internet Netflix, que colocou os 13 episódios da primeira temporada disponíveis em simultâneo, a série aborda o tema da intriga política através da personagem Frank Underwood, um ambicioso politico americano que, ao ver ser-lhe negado o cargo que desejava, constrói um ardiloso plano para derrubar o Presidente. Frank Underwood é brilhantemente interpretado por Kevin Spacey que certamente imortalizará este personagem maquiavélico, sarcástico e sem escrúpulos como um dos melhores dos últimos anos.
 
 
A série apresenta semelhanças tão verosímeis com a realidade que é quase impossível não reconhecer aqueles cenários no nosso próprio quotidiano. Podemos facilmente perceber como as coisas podem funcionar na política de qualquer país, como se movem influências e se manipulam as informações até criar acontecimentos que mexem com a vida de todos.
 
 
Apesar de se tratar de ficção as possibilidades passeiam-se sobre a nossa mente e fazem encaixar peças outrora soltas.
 
 
Apesar do guião ser bom, a construção das personagens é, sem dúvida, o ponto mais forte desta série. Nada foi deixado ao acaso: o casal frio e calculista interpretado por Kevin Spacey e Robin Wright é perfeito em cada pormenor da sua fisionomia e técnica de representação, a jovem e ambiciosa jornalista a que Kate Mara dá vida não podia ser outra senão ela. Cada personagem tem o rosto que teríamos imaginado naquele tipo de pessoa. Nada foi deixado ao acaso.
 
 
Classificação: 8
 
 
Qua | 02.09.15

TPC de Creche ou Expressão Plástica "For Dummies"

Na reunião de pais na creche para onde a Lara entra este ano, deram-nos uma boneca fotocopiada para decorar.O objetivo era criar algo para a Lara se lembrar de nós, com uma mensagem de encorajamento dos papás e o trabalho de expressão plástica mais bonito que o nosso talento pudesse criar.Como eu não sei onde é que aquilo vai estar exposto e durante quanto tempo, fiz um esforço grande para fazer surgir o Andy Warhol que há em mim e decorar aquilo de uma forma mais ou menos aceitável. Não quero que a miúda tenha problemas de autoestima em adulta porque os pais lhe deixaram um desenho foleiro na sala de exposições da escola.Pus-me a imaginar todos aqueles pais designers, artistas plásticos e arquitetos a criarem verdadeiras obras de arte, e fiquei logo cheia de nervos. De modo que libertei o Milton da tarefa de me ajudar e transformei a mesa da sala num autêntico cenário de guerra durante duas horas: aquilo era cola, tesoura, papeis coloridos pelo chão, brilhantes pelo ar, enfim...Terminada a obra, de acordo com uma técnica a que chamarei de mista com colagens de materiais diversos, chegou a altura de pensar na mensagem inspiradora que iríamos deixar para a nossa filha de 17 meses.Pensei em usar uma frase do "Pequeno Príncipe".Uma que apela a algo em que acredito verdadeiramente e instiga o pensamento crítico:

"Só existe uma liberdade, a liberdade do pensamento."

ou outra que poderia ser bem mais útil e não apela tanto à potencial desobediência: "Tenho o direito de exigir obediência, porque as minhas ordens são sensatas."Aposto que o senhor Antoine de Saint-Exupéry inventou esta para os filhos.

Depois comecei a pensar melhor, vá a pensar com o coração, e achei que a minha filha merecia mais do que uma citação de outra pessoa. Bolas, quero acreditar que ela tem uns pais criativos.

Andava eu a pensar num poema complexo e sentimentalão para lhe escrever quando o Milton, munido da bagagem de 1000 kg de lógica com que anda sempre, lança no ar a problemática da Lara não saber ler aos 17 meses (e ser pouco provável que aprenda durante o próximo ano), pelo que lhe será indiferente ter ali uma mensagem em português ou em russo.

Então lembramo-nos de lhe deixar uma mensagem que seja ao mesmo tempo perceptível, agradável, motivadora e muitíssimo inspiradora... as nossas fronhas sorridentes, pois claro.

Ficou assim:trabalho creche

 

Ter | 01.09.15

Sim, a minha filha de 17 meses usa o iPad

crianças e iPad

 

Aplicação gratuita "A Quinta"

 

E sim, eu já achei mal, o facto de algumas mães darem o iPad aos seus filhos na hora da refeição, ou em outras alturas, só para os distraírem. Sim, eu já me arrependi de quase todos esses pensamentos que tive quando ainda não era mãe.

 

Agora, penso de forma diferente, mas sei (e respeito) que existem opiniões diferentes da minha e pessoas que encaram as iCoisas como perniciosidades tecnológicas que podem tornar os filhos num sociopata em menos de 5 minutos.

 

Nas últimas férias que fizemos a Lara tinha 15 meses. Ela é, felizmente, uma bebé muito mexida e ativa, anda sempre de um lado para o outro e não pára quieta um segundo, a não ser que esteja mesmo muito entretida.

 

Em restaurantes e cafés, ou está a dormir e nós, pais, estamos em êxtase total a beber um café e a ler um livro calmamente, ou está acordada e um de nós bebe café sozinho, enquanto o outro engole o café apressadamente enquanto tenta impedir que a Lara suba a cadeiras e meta "conversa" com todas as pessoas que lhe apeteça abordar.

 

De modo que nas férias, optámos por tomar as refeições a quatro: eu, ele, a Lara e o Pocoyo.Até pode ser mania da perseguição da minha parte, mas posso jurar que vi (principalmente da parte de mulheres) olhares horrorizados na nossa direção. Como se fossemos péssimos pais, que estavam ali a conversar animadamente e a enfardar comida como uns animais, enquanto a coitada da miúda estava especada a olhar para um ecrã.

 

Pois... O facto é que, se não fosse esse ecrã, comíamos sempre sozinhos enquanto o outro ficava a passear a Lara no jardim do Hotel, a comida da Lara seria mastigada muito mais devagar e com direito a enfeites de sopa nas nossas cabeças e as pessoas no restaurante (inclusive as mais criticas) seriam brindadas com uma sinfonia bem aguda e pouco agradável.

 

Ao contrário do que dizem... o iPad não serviu para nos afastar na refeição, serviu para nos permitir fazer uma refeição a três, sossegados.

 

Em casa, num ambiente que lhe é familiar, ela já come à mesa connosco muitas vezes, sossegada. Outras vezes não e lá deixamos que veja uns desenhos animados no iPad. Ela é pequena e acreditamos que não faz sentido tentar fazê-la ficar quieta num restaurante, num ambiente que lhe é estranho e com uma rotina completamente diferente àquela a que ela está habituada. Se calhar, não foi a melhor opção, não podemos sabe-lo. Na altura foi o que nos pareceu melhor.

 

Quando estou na cozinha e preciso de lavar a loiça, às vezes, poucas vezes, deixo-a pintar um desenho digital, com tinta digital e limpa, no ecrã do iPad. Sinto-me demasiado cansada para andar a lavar paredes se lhe der uma caneta real.A Lara já tem as suas aplicações favoritas. Agarra no iPad e coloca o jogo que quer e joga-o com a naturalidade de quem sabe o que está a fazer.Se tenho medo que ela se aliene do mundo real por usar o iPad? Nem por isso.A Lara aborrece-se ao fim de cinco minutos. Prefere pintar com canetas e papel do que no ecrã. Prefere empilhar cubos de plástico do que cubos digitais. É instintivo, ela vai sempre preferir o mundo real, aquele que pode ver em 3 dimensões, cheirar e sentir.

 

Quantas vezes por semana a Lara toca no iPad? Não sei se chegam a ser duas, e nenhuma por mais de 5 ou 10 minutos. Não liga muito, não está habituada. Sim, o iPad não faz parte da rotina dela. Por estranho que pareça não é um objeto tão viciante que, usado meia dúzia de vezes, deixa os miúdos inevitavelmente presos a um ciclo de horas diárias de utilização doentia.

 

Todos os dias brinco com a minha filha, corro com ela mesmo quando estou cansada, descrevo os vegetais, as partes da casa, as partes do corpo e todas as pequenas coisas existentes num livro infantil, com o entusiasmo (quero eu acreditar) de quem está a ler a novidade mais interessante do mundo.

 

Existem alturas, no entanto, em que me sinto muito feliz por existir o iPad e por poder fazer um uso, que acredito ser racional e inteligente, dele.

 

As más ações estão nas pessoas que, por vezes, não se controlam e não sabem fazer um uso vantajoso dos objetos, a culpa não é dos objetos.

 

Por mim, estou bastante satisfeita com o iPad. Ele só serve para o que serve. Não se intromete no tempo que deve ser (e é) usado em outras coisas que eu sei que são  bem mais interessantes.