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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Qui | 26.06.14

A motivação de ontem para correr

E andava eu, ontem, ainda antes das 7h00 da manhã, na corridinha do costume, já naquela volta que não apetece nada fazer, toda moída e cheia de fome (nota mental para nunca mais comer apenas um pêssego antes de correr... pelo menos um iogurte e um pêssego), quando me deparo com dois cães jovens a meio do caminho. Pareceram-me cães de fila, irmãos e perdidos. Tentei contorná-los e tal, mas eles não se deixaram enganar e dirigiram-se a mim todos entusiasmados.

O que vale é que não tenho medo de animais (excepto de baratas e outros insetos igualmente repugnantes, ratos e cobras) e mantive-me relativamente calma enquanto eles saltavam para cima de mim com umas patas enormes, me lambiam as mãos e davam mordidas na brincadeira. O problema é que eles eram muito fortes e, ao saltarem para brincar, tocavam-me na barriga e nos braços com as patas e magoavam mesmo. Já um bocadinho sem saber o que fazer, desatei a correr (na verdade era o que devia estar a fazer) e eles lá vieram atrás de mim. A meio desta corrida, com companhia indesejada, ainda apanhei uns sustos com os cães a atravessarem a estrada com carros a passar, tendo que pedir aos carros que parassem para eles passarem. Enfim...

Assim que os vi entretidos numa curva: pernas para que vos quero... foi acelerar em corrida rua acima. Isso é que foi! Qual cansaço qual quê!

Julgo que os despistei, mas depois fiquei preocupada. Espero que não tenham sido atropelados. Ainda pensei em trazê-los para o quintal e tentar localizar os donos, mas o meu (já bastante traumatizado) gato era capaz de não achar piada a essa situação.

Resultado deste encontro com os cãezinhos: duas grandes arranhadelas na barriga, uma no braço e um buraco na camisola.

 

Seg | 23.06.14

Como gosto de passar o meu rico tempinho #2

 


Ontem foi dia de voltar à temática das pinturas.


O tempo estava um bocadinho ranhoso para sair, não tinha nada por ali além para fazer de lides domésticas, cá em casa o pessoal resolveu todo dormir a sesta, então decidi que era uma excelente altura para agarrar nos pincéis e dar uso a uma das telas que estão a ganhar pó no escritório.


Ainda pensei em algo mais abstrato e colorido, mas depois deu-me para uma coisa mais pop.


Eis o esboço do que pode ser mais um quadro para embelezar a parede da sala.

Dom | 22.06.14

Conversas matinais #1



Eu pelas 08h00 (depois da corrida):
"Já acordado! Que tal uma corridinha pela manhã?"

Ele:
"Não. Estou muito ensonado ainda. Só consigo correr quando estou mais enérgico."

Ele, passados 10 minutos:
"Elá, este café é mesmo forte! Estão-se-me a vir as energia todas."

Passados mais 10 minutos, ele continua com o rabo colado no sofá, e os dedos colados no iPad.
Qui | 19.06.14

Dia de pesagem #2


Ontem, quinta-feira, foi dia de pesagem e... voilá 53,8 kg.
Recuperei, finalmente, o peso mais baixo que tive depois da gravidez. Sim, porque depois de perder os 9 kg que tinha ganho, voltei a engordar...

A minha próxima meta é chegar aos 52 kg, que é um peso bom para os meus 1,60 metros.

Algumas notas sobre esta pesagem:

- Fiz, desde a semana passada, alguns ajustes na dieta e no exercício físico. De acordo com os conselhos de uma amiga, deixei de comer pão ou aveia ao lanche. Agora só de manhã ou ao almoço.
Para além de correr 3 vezes por semana, passei a fazer este exercício também 3 vezes por semana. No dia que sobra faço este exercício de yoga. Os exercícios abdominais faço apenas nos dias de yoga e de corrida.

- Como doces de vez em quando, mais ou menos uma vez por semana. Não é nada de especial: uma fatia de bolo aqui, um bavaroise de chocolate e natas ali, e um corneto de morango acolá.
Para além do peso, preocupa-me a hiperglicemia, por isso já não como doces "à maluca" como fazia antes. Sempre que como doces tento comer frutos secos também. Diz-se que ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue.
Também "ataco o pão" de quando em vez, mas só pela hora de almoço. Geralmente é quando vou almoçar fora. Agarro-me ao cesto do pão e ao queijo, e devoro 3 ou 4 fatias num piscar de olhos. Vou tentar evitar.

- Ando a pé sempre que possível. Uma vez que vivo relativamente perto da baixa de Ponta Delgada, faço a minha vida quase toda a pé. Sempre são mais de 30 minutos a andar.

- Sinto-me cada vez mais motivada para adoptar este modo de vida - entenda-se fazer exercício físico todos os dias- para sempre. Não só para manter o peso mas, sobretudo, porque me deixa cheia de energia durante todo o dia. Faz uma diferença gigante na minha disposição. Nunca mais me senti preguiçosa e cansada.  Continuo a não gostar de me exercitar  mas já não posso dizer que detesto. Os resultados compensam grandemente o sacrifício.

Não sei se vou fazer muita coisa diferente esta semana mas, para a semana cá estarei outra vez para falar do resultado da pesagem.

Escrever sobre isto motiva-me mesmo pá! Sinto-me assim... comprometida.



Qua | 18.06.14

Hipocondríaca assumida

Parece ter alguma piada mas "ter a mania das doenças" é bem aborrecido, quer para quem sofre da coisa em si, quer para os que aturam os devaneios constantes do hipocondríaco.

Na wikipédia diz-se o seguinte sobre a hipocondria: "é um estado psíquico em que a pessoa tem a crença infundada de que padece de uma doença grave. Costuma vir associada a um medo irracional, a uma obsessão com sintomas ou defeitos físicos irrelevantes, preocupação e auto-observação constante do corpo e até às vezes, à descrença nos diagnósticos médicos." 
.
Não sei bem quando é que isto começou mas desconfio que a culpa seja do meu pai, que chegou a levar-me às urgências do hospital depois de me ter saltado um pedacinho de unha para o olho, enquanto cortava as unhas das mãos.

Quando comecei a viver sozinha, abateu-se sobre mim o peso da ausência de ter alguém sempre a ver se eu estava bem de saúde. Acabei por preencher essa ausência com a hipocondria.

A minha (provavelmente pseudo) hipocondria leva-me às seguintes atitudes:

- Se desconfio que sofro de uma doença qualquer passo horas, dias e semanas, a pesquisar tudo o que puder na internet, em páginas oficiais e não oficiais, blogs, fóruns, etc. Não deixo de consultar todos os meus conhecidos sobre isso e marco uma consulta médica logo que possível. Algumas vezes, duvido do diagnóstico do médico e procuro um outro especialista, nem que seja para ele me repetir o que o outro já tinha dito.

- Sou viciada em análises. As de laboratório e as que podemos fazer em casa. Cheguei a medir a glicémia 5 vezes por dia durante semanas e a delirar de pânico por ter o açúcar acima de 115 (depois de comer). Chego a medir a minha glicémia e a de quem estiver por perto só para comparar valores.

- Já devo ter contornado com os dedos quase todos os ossos do meu corpo. Foi assim que descobri o osso xifóide, o meu e o dos que me deixaram apalpá-lo (assim só para comparar a posição e o nível de saliência).

- Se um médico me aconselha uma dieta específica sou rigorosíssima. E chata. Se decido que não posso comer determinadas coisas trato isso como um caso de importância nacional. Todos devem estar cientes da gravidade e da pertinência da minha situação.

E é mais ou menos isto.  Felizmente não gosto de tomar medicamentos e não fico a cismar nas coisas mais de um mês mas, quando me dá um ataque de hipocondria, dá mesmo forte. Fico obcecada.

Neste momento, ando com uma questão nas gengivas e nos dentes. Há anos que não me é detectada uma cárie e faço limpezas dentárias 2 vezes por ano mas acho que vou consultar um especialista. Não me fio na opinião da higienista.

Por isso decidi arranjar um médico de família. Antes de ir à falência a consultar médicos particulares. Consulto uns 4 diferentes todos os anos, alguns mais do que uma vez. Chega a ser lúdico. Uns dizem: "Ah e tal, está bom tempo, parece que vou ali a uma esplanada beber uma cerveja fresquinha."; eu digo: "Ah e tal vou ali ao endocrinologista ver se ele me passa umas análises para ver como está a reagir o meu pancrêas ao açúcar que eu mando para o sangue de vez em quando. Pronto, assim só para saber se posso mandar mais. "



Dom | 08.06.14

Aquele Querido Mês de Agosto


Tenho a mania de guardar as coisas melhores para o fim. Acontece com doces, livros, filmes, etc. Se acho que se trata de algo de que vou gostar muito, guardo para um momento especial.

Assim, ficam livros e filmes, durante meses ou anos, a "ganhar pó" até que eu decida que chegou o momento certo para usufruir deles.

Foi o que aconteceu com o filme "Aquele Querido Mês de Agosto". Desde que saiu, há anos, que soube que o queria ver mas, por um motivo ou outro, nunca o fiz.

No sábado ao fim da tarde, tudo organizado em casa, passeio da tarde dado, café tomado, visitas de fim de semana feitas, pareceu-me o momento ideal para ver o filme que, desconfiava, teria um interesse muito especial para mim. Primeiro porque é português e, tenho todo o interesse em apreciar o produto nacional que, não raramente, é muito bom. Depois, porque o filme retrata uma realidade que foi a da minha infância e juventude, a realidade das pequenas vilas rurais do interior de Portugal.

O filme, realizado por Miguel Gomes, é classificado como uma Docufição, um género entre o documentário e a ficção, o que resultou numa obra com um ritmo e uma beleza incomuns.
Como conheço bastante bem a realidade retratada no filme, posso dizer que, no que diz respeito ao documentário, não existe absolutamente nada a apontar. O que vemos ali não podia ser mais genuíno. Aquelas pessoas são de  verdade, os diálogos autênticos, as histórias repetem-se diariamente naqueles meios, só mudam as moradas e os nomes. A história de ficção, não sendo excecional, encaixa perfeitamente naquele contexto sociológico, servindo para complementar este maravilhoso retrato do Portugal rural.

Numa obra de arte sensível e encantadoramente humana, o realizador faz-nos visita guiada ao português simples e genuíno do interior de Portugal, no festivo mês de Agosto, quando têm lugar os encontros entre as pessoas (os residentes e os emigrados) num ambiente de festa  e animação, com a música popular portuguesa a marcar o ritmo da ação. A história de ficção, que surge a meio do filme para o acompanhar até ao fim, é a do complexo triângulo amoroso entre um pai, uma filha e o primo desta, todos membros de uma banda de bailes.

Apesar de, em termos de imagem e fotografia, o filme não estar nada de especial, considero-o uma obra cinematográfica de grande qualidade. Para além de ser verdadeiramente interessante do ponto de vista antropológico, desconstrói o imaginário rural do nosso país de uma forma sublime.

Passaram-se 2h25 de filme num instante.
Recomendo vivamente.


Sex | 06.06.14

Coisas que eu já devia saber (que não dão certo) #1

Não se estende roupa no quintal aos fins de semana e feriados. Se o tempo está bom para estender a roupa, também está ótimo para os vizinhos acenderem as brasitas e fazerem um belo churrasco que nos vai deixar a roupa (no mínimo) com um odor peculiar.

Não vale a pena combinar ir a dois eventos marcados para a mesma hora, se eles distam mais de 20 km entre si. Ou se está num lado, ou se está no outro. Um bocadinho aqui, um bocadinho ali e a maior parte em viagem, não é compensatório.

Se se decide guardar um objeto, usado diariamente, num sitio esdrúxulo achando que depois se arrumará melhor, é certinho que não o vamos visualizar por largos anos. Nunca mais nos vamos lembrar onde o colocámos e só o encontraremos nas limpezas de verão que se fazem de 4 em 4 anos.

O barato sai caro. Infelizmente, os objetos que precisamos mesmo que funcionem, vão custar-nos algum dinheiro. Não vale a pena ir ali ao chinês da esquina comprar um utilitário e esperar que ele dure, pelo menos, um mês. Não dá. Se não se partir na primeira utilização, no máximo ao fim de uma semana já vai estar todo escafiado.